O
comércio distribuidor de produtos químicos
e petroquímicos registrou, em outubro de 2007,
crescimento de 21,8% nas vendas em dólares, na
comparação com setembro. Em reais, o aumento
foi de 16,6%. A informação é do “Relatório
Tendências”, elaborado mensalmente pela Associação
Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos
e Petroquímicos (Associquim) e o Sindicato de
Produtos Químicos e Petroquímicos no Estado
de São Paulo (Sincoquim).
Rubens
Medrano, presidente da Associquim e do Sincoquim,
atribui a reação
positiva do mercado ao bom desempenho da economia, notadamente
da indústria, que apresentou até setembro
crescimento de 5,2%, e do comércio varejista,
que registrou acumulado de vendas de 9,7% até setembro.
Segundo Medrano “a inflação controlada
e a oferta de crédito, somadas ao aumento de renda,
aceleraram as vendas do mercado interno, abrindo um novo
destino para a produção da indústria,
antes direcionada mais fortemente para as vendas externas”.
Ele informa ainda que diante do desempenho favorável
de outubro, a expectativa é de queda de 4% nas
vendas de novembro. Acredita, entretanto, que esse impacto
pode ser amenizado em razão do bom comportamento
dos indicadores econômicos.
Os
estoques foram mantidos em níveis normais,
equivalendo a 30 dias de vendas, e as condições
de vendas a prazo tiveram acréscimo financeiro
médio de 2,2%. Não
foram observadas grandes alterações nos
preços em dólares, que apresentaram variação
de 1,4%. As condições de preços
em alta das commodities agrícolas, segundo os
informantes do “Relatório Tendências”,
não foram transferidas para os produtos químicos,
que continuam a apresentar oscilações
normais no mercado internacional.
Com
o comportamento das vendas em dólares do mês
de outubro, os índices
de vendas acumulam até o mês analisado
apresentaram vantagem sobre igual período do
ano anterior, conforme se verifica no gráfico
seguinte.

A
diferença
positiva em relação ao ano de 2006 se
consolidou a partir do mês de abril, superadas
as dificuldades iniciais de vendas no primeiro trimestre
do ano, quando a atividade econômica demorou
a deslanchar. A variação
acumulada até outubro alcançou 11,2%,
a maior observada em 2007, atingida após resultados
crescentes, com a introdução de novos
meses a partir de abril.
O
mês de outubro do
ano em curso, relativamente a iguais meses de anos
anteriores, registrou crescimento representativo, que
pode ser observado a partir dos índices de venda
em dólares
representados no gráfico seguinte.

Observa-se
que em 2007 as vendas em dólares apresentaram
o melhor resultado dos últimos anos, reflexo
das variáveis positivas que predominam na economia
brasileira. Destaque-se também que a série
histórica existente desde 1989 mostra que o
mês
de outubro é quase sempre o que melhor desempenho
apresenta no segundo semestre, em função
do comportamento da indústria, que se prepara
para abastecer o mercado no final de ano.
A
análise
do comportamento dos meses de 2007, comparativamente
a iguais períodos de 2006, possibilita verificar
que a partir do primeiro trimestre deste ano as vendas
foram superiores em todos os demais meses. O gráfico
abaixo demonstra tal desempenho dos meses deste ano.

A
maior variação mensal obtida por um
mês
de 2007 sobre igual mês do ano passado, ocorreu
em outubro, com 33,5% de vantagem, o que mostra o excelente
desempenho das vendas no mês em análise.
Condições
de operação
Diante
das condições favoráveis do mercado
poucas alterações foram efetuadas na
forma de operar das empresas, a não ser a de
buscar maior número de compradores. Foi esta
a posição
informada por 75% dos informantes do “Relatório
Tendências”. Alguns consultados declararam
que ampliaram a área geográfica de atuação,
em decorrência do crescimento do mercado consumidor.
Um
item incluído no questionário, em
razão
do tradicional posicionamento do setor contra aumento
de impostos, referiu-se à prorrogação
da CPMF - Contribuição Provisória
sobre a Movimentação Financeira. Somente
12% das respostas indicaram posição favorável,
muito embora com a ressalva de que deveria haver um
programa de cortes de gastos para justificar sua manutenção,
conforme desejo do governo. Os demais participantes
demonstraram posição contrária à permanência
do imposto, cuja destinação não
tem a transparência necessária e exigida
pela sociedade.
Relatório
elaborado pelo Depto. de Economia da Associquim/Sincoquim |