A
norte-americana Dow Chemicals, maior química
dos EUA e uma das maiores do mundo, fechará unidades
e demitirá mil funcionários. No Brasil,
recua na verticalização de sua produção
local. Dois tipos de matérias-primas químicas
que fazia localmente (insumos para a produção
local de espumas e afins e polímeros solúveis
para tintas, cosméticos entre outros) passam
a ser importados de suas filiais ou da matriz.
Estes
setores estão em franco crescimento na América
Latina. A Dow fabrica espumas e diversos químicos
no Guarujá (SP). A demanda é crescente
graças ao bom desempenho da indústria
eletroeletrônica e automobilística.
Também o mercado de tintas e cuidados com
o corpo estão em expansão. Em comunicado,
a Dow Brasil anunciou que sua fábrica de Monômeros
de Estireno em Camaçari (BA) será “hibernada” no
fim de 2007. A empresa informa que a suspensão
se deve a vários fatores, entre eles, competitividade
em relação a matéria-prima local
e baixa escala de produção.
Em
comunicado, o diretor de comunicação
corporativa e recursos humanos para a América
afirmou em comunicado que “A Dow segue comprometida
com o Brasil e continuaremos a desenvolver nossos
melhores esforços para desenvolver projetos
atrativos de investimentos que assegurem nosso crescimento
na região.”
Polímeros
Já a
Dow Wolff Cellulosies disse que a produção
de polímeros será desativada no primeiro
trimestre de 2008 por ter condições
globais de competitividade. Os 40 funcionários
ou serão transferidos ou desligados. Em comunicado
a empresa informa que a Dow está priorizando
investimentos em aperfeiçoamento de grandes
inovações tecnológicas.
Trata-se
do maior esforço de contenção
de custos enviado pela empresa nos últimos
três anos. As baixas contábeis relativas
aos custos de contratos de rescisão e aos
ativos vão reduzir os lucros de quatro trimestre
da empresa em até US$ 600 milhões,
disse a Dow, sediada em Michigan, em comunicado divulgado.
Os cortes deverão estar plenamente implementados
dentro de 18 meses, reduzindo os custos anuais da
companhia em cerca de US$ 180 milhões, disse
seu porta-voz Chris Huntley. Aproximadamente 250
postos de trabalho deverão ser eliminados
na Europa, e a maior parte dos restantes na América
do Norte e no Brasil.
A
Dow está reduzindo
os cargos de pesquisa e fechando fábricas
que produzem pesticidas, produtos automotivos, e
resina de estireno e polipropileno. Os cortes, que
representam aproximadamente 2,3% do quadro de funcionários
da Dow, de 43 mil pessoas, são os mais radicais
desde que Andrew Liveris se tornou principal executivo,
em novembro de 2004. “A abrangência do
programa é ampla”, disse Kevin McCarthy,
analista do Banco of America Securities, sediado
em Nova York, em relatório. “Se houver
alguma surpresa no anúncio de hoje, é de
que a amplitude das ações vai além
dos produtos de commodities, de modo a abranger produtos
especiais como impermeabilizadores automotivos.”,
disse. O executivo tem recomendação
neutra para as ações.
Redução
A
empresa cortou 7 mil postos de trabalho desde o final
de 2002 até 2005, entre os quais 3 mil
anunciados em abril de 2004. No ano passado a Dow
eliminou 750 vagas na Itália e no Canadá,
a fim de economizar cerca de US$ 160 ao ano. “O
anúncio de hoje reflete nosso compromisso
de enxugar as divisões que não estão
gerando o devido valor”, afirmou Liveris no
comunicado.” Decisões como essa não
são fáceis, mas continuarão
sendo parte fundamental de nossa agenda estratégica.”
Fonte:
Gazeta Mercantil |