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Brasil, 21 de Novembro de 2008 Busca por notícias:
 
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Dow fecha unidades no Brasil e vai importar matéria-prima
 
Em comunicado, a Dow Brasil anunciou que sua fábrica de Monômeros de Estireno em Camaçari (BA) será “hibernada” no fim de 2007.
 

A norte-americana Dow Chemicals, maior química dos EUA e uma das maiores do mundo, fechará unidades e demitirá mil funcionários. No Brasil, recua na verticalização de sua produção local. Dois tipos de matérias-primas químicas que fazia localmente (insumos para a produção local de espumas e afins e polímeros solúveis para tintas, cosméticos entre outros) passam a ser importados de suas filiais ou da matriz.

Estes setores estão em franco crescimento na América Latina. A Dow fabrica espumas e diversos químicos no Guarujá (SP). A demanda é crescente graças ao bom desempenho da indústria eletroeletrônica e automobilística. Também o mercado de tintas e cuidados com o corpo estão em expansão. Em comunicado, a Dow Brasil anunciou que sua fábrica de Monômeros de Estireno em Camaçari (BA) será “hibernada” no fim de 2007. A empresa informa que a suspensão se deve a vários fatores, entre eles, competitividade em relação a matéria-prima local e baixa escala de produção.

Em comunicado, o diretor de comunicação corporativa e recursos humanos para a América afirmou em comunicado que “A Dow segue comprometida com o Brasil e continuaremos a desenvolver nossos melhores esforços para desenvolver projetos atrativos de investimentos que assegurem nosso crescimento na região.”

Polímeros
Já a Dow Wolff Cellulosies disse que a produção de polímeros será desativada no primeiro trimestre de 2008 por ter condições globais de competitividade. Os 40 funcionários ou serão transferidos ou desligados. Em comunicado a empresa informa que a Dow está priorizando investimentos em aperfeiçoamento de grandes inovações tecnológicas.

Trata-se do maior esforço de contenção de custos enviado pela empresa nos últimos três anos. As baixas contábeis relativas aos custos de contratos de rescisão e aos ativos vão reduzir os lucros de quatro trimestre da empresa em até US$ 600 milhões, disse a Dow, sediada em Michigan, em comunicado divulgado. Os cortes deverão estar plenamente implementados dentro de 18 meses, reduzindo os custos anuais da companhia em cerca de US$ 180 milhões, disse seu porta-voz Chris Huntley. Aproximadamente 250 postos de trabalho deverão ser eliminados na Europa, e a maior parte dos restantes na América do Norte e no Brasil.

A Dow está reduzindo os cargos de pesquisa e fechando fábricas que produzem pesticidas, produtos automotivos, e resina de estireno e polipropileno. Os cortes, que representam aproximadamente 2,3% do quadro de funcionários da Dow, de 43 mil pessoas, são os mais radicais desde que Andrew Liveris se tornou principal executivo, em novembro de 2004. “A abrangência do programa é ampla”, disse Kevin McCarthy, analista do Banco of America Securities, sediado em Nova York, em relatório. “Se houver alguma surpresa no anúncio de hoje, é de que a amplitude das ações vai além dos produtos de commodities, de modo a abranger produtos especiais como impermeabilizadores automotivos.”, disse. O executivo tem recomendação neutra para as ações.

Redução
A empresa cortou 7 mil postos de trabalho desde o final de 2002 até 2005, entre os quais 3 mil anunciados em abril de 2004. No ano passado a Dow eliminou 750 vagas na Itália e no Canadá, a fim de economizar cerca de US$ 160 ao ano. “O anúncio de hoje reflete nosso compromisso de enxugar as divisões que não estão gerando o devido valor”, afirmou Liveris no comunicado.” Decisões como essa não são fáceis, mas continuarão sendo parte fundamental de nossa agenda estratégica.”

Fonte: Gazeta Mercantil

 
 
Data da Publicação: 06/12/2007
 
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