Substância
de cor creme na forma de pó, solúvel em
água, obtida pela alcoólise do acetato de
polivinila, sua solubilidade em água varia de acordo
com o peso molecular e o grau de alcoólise. Estamos
falando do álcool polivinílico, que, como
toda resina vinílica, é um polímero
termoplástico quimicamente inerte quando em contato
com óleos e graxas, porém, é atacado
por ácidos e álcalis.
O
álcool polivinílico, também conhecido
pela sigla PVOH, não é usado diretamente
na produção de tintas base água,
mas na produção das resinas que compõem
as tintas, como colóide protetivo e viscosificante.
Além disso, também é usado em outros
mercados, como têxtil (auxiliar de engomagem), household
(espessante de detergente), cerâmica (plastificante)
e papel (em papel reciclado como adesivo e agente de flexibilidade).
O
álcool polivinílico possui importantes propriedades
quando usado na formulação da tinta, como
a solubilidade em água, adesividade, flexibilidade
no filme, barreira no filme e força de dispersão.
“Esse produto pode ser usado em emulsões,
como aditivo, conferindo uma dessas características
ou um conjunto delas. Também pode ser utilizado
em tintas flexo (impressão), nas quais são
destaque o poder de molhabilidade e dispersão”,
declara Vânio Nunes Oleiro, gerente de negócios
da unidade de Tintas e Adesivos da Ipiranga Química.
Oleiro
ressalta ainda que duas características do PVA
combinadas podem determinar melhorias nessas propriedades,
como o peso molecular e o grau de hidrólise (ambos
podem ser independentemente controlados em sua fabricação).
A Ipiranga Química comercializa o álcool
polivinílico com a linha Poval, da Kuraray, de
baixo, médio e alto peso molecular, com diferentes
graus de hidrólise.
Já
Gyslene Kacem, de vendas externas da Brazmo, menciona
que a principal função do álcool
polivinílico na tinta é promover ancoragem
(melhorando o poder de adesão) e a reologia (a
consistência, ou seja, o espessamento que está
diretamente relacionado ao peso molecular). A Brazmo comercializa
o álcool polivinílico produzido pela Celanese,
de baixa, média e alta viscosidade, utilizado em
polimerização na produção
de PVA, fechamento de telas para silk-screen, têxtil
(engomagem de tecidos, fios, estamparias), adesivos (cola
branca, etiquetas), construção civil (adesivo
para cimento, gesso e selantes), papel (engomagem de superfície,
papéis resistentes à gordura), desmoldantes,
cerâmicas, medicamentos e outros.
Marcio
Luiz do Nascimento, gerente de vendas da Bandeirante Química,
informa que existem PVOH parcialmente hidrolisados e totalmente
hidrolisados. “Eles são divididos em baixa,
média e alta viscosidade, lembrando ainda que existem
também os graus intermediários de baixa,
média e alta viscosidade.”
Otimismo
Assim
como o mercado em geral, o segmento de tintas também
sofreu as conseqüências da crise ocorrida em
2005. Mas as previsões para 2006 são positivas,
ou seja, é esperado certo crescimento devido às
recentes mudanças econômicas, como o aumento
do salário mínimo e a retração
da taxa de juros, além dos pacotes de incentivo
à construção civil. “Esperamos
que haja uma reação da área de tintas
e conseqüentemente aumento da necessidade de todos
os insumos”, acredita Roberto Corat Soriano, de
vendas externas da Brazmo.
Para
Oleiro, da Ipiranga, a expectativa é que o poder
de compra do consumidor aumente. Ele considera ainda fundamental
o repasse ao consumidor dos ganhos com a redução
nos impostos. “Acreditamos que este ano será
melhor que 2005 nesse aspecto. De forma geral, a economia
deve crescer este ano. Mas a nossa previsão é
de crescimento moderado no médio prazo. Já
em longo prazo, apostamos que a economia possa crescer
um pouco mais para acompanhar a competição
de outros países em desenvolvimento”, prevê. |