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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 100 - Investimentos - Deltech
 
Aposta em nichos
 
Deltech chega ao Brasil com o objetivo de comercializar monômeros e resinas. A resina, além de se encaixar perfeitamente no setor de tintas, pode ser usada no mercado de poliéster insaturado.
 
Fábio Sabbag
 

Americana de origem, a Deltech, depois de investir também na Inglaterra, resolveu expandir sua linha de produtos no mercado brasileiro de tintas e plásticos de engenharia. Usando o ano de 2004 para fixar a imagem da marca no País, comprovando o aporte financeiro e tecnológico da matriz, a Deltech, em 2005, ainda produzia resinas de forma terceirizada. A partir de 1º de abril - não é mentira -, abriu as portas da fábrica localizada em Itapeva, interior de São Paulo, e passou a produzir monômeros e resinas. “Na realidade, nossa abordagem principal é vender os monômeros da Deltech para quem tem resina. Além disso, podemos fabricar resinas para terceiros. Esse é o pacote principal”, fala Luis Martinho, administrador de negócios no Brasil.

Outra novidade da multinacional é o lançamento de dois solventes que podem ser usados no lugar de produtos muito agressivos. “Eles podem ser substitutos da aguarrás e do xilol, por exemplo. As grandes vantagens desses solventes é que eles apresentam poder de redução maior do que o da aguarrás, reduzindo o teor de solventes jogado no ambiente”, adianta Martinho.

Com um investimento superior a 1,5 milhão de reais, a fábrica da Deltech tem capacidade de produzir 400 toneladas por mês de resinas, operando em três turnos. “Como a unidade já está em operação, temos o objetivo da fazer melhorias para ganhar ainda mais produtividade e logística. No curto prazo, o investimento foi para colocar a fábrica em funcionamento. Agora outro objetivo é conquistar, em curto espaço de tempo, a ISO 9000. A Deltech é certificada mundialmente e, por isso, não deixará de ser aqui também”, avisa Martinho.

Quando comparamos vinil tolueno e estireno, as grandes vantagens do primeiro produto são o cheiro e o ponto de ebulição. “Devido a esse ponto de ebulição, ele evapora menos e, conseqüentemente, solta menos resíduos. Usando o vinil tolueno como um monômero reativo na fabricação de tinta UV, por exemplo, não há disseminação de cheiro forte e há menor concentração de parte volátil no ar”, avalia o administrador de negócios no Brasil, acrescentando que, em relação ao estireno, o vinil tolueno é um pouco mais caro, mas, como há menos rejeição, ele gera uma economia significativa no produto final.

E é justamente o segmento UV uma das apostas da empresa. “No UV não se usa mais estireno, então é possível usar o vinil tolueno trocando parcialmente os outros monômeros acrilados tipo HDDA. Nesse ponto, a redução de custos é evidente, porque a diferença de preço é muito grande”, declara Martinho.

Olho em nichos

Quem investe precisa saber o tempo de recuperação do capital. Apesar de sofrer com a oscilação negativa, principalmente do dólar, no mercado financeiro brasileiro, a Deltech sabe que o País ainda tem muito a crescer. Expandir a capacidade de aplicação dos produtos em diversos mercados, sem perder o foco, facilita o sucesso nos negócios. “A visão no mercado brasileiro continua sendo otimista, mas a questão do dólar ainda é um negócio complicado. Abrimos o leque e definimos nichos para atuar no mercado. O nosso poder de força se situa, além dos monômeros diferenciados em relação ao estireno, nas resinas. Não brigaremos com quem vende resinas alquídicas e joga o preço lá em baixo. Além do segmento de UV para tintas, entraremos em UV para aplicação sobre plástico e papel. Só assim conseguiremos entrar com valor agregado”, frisa Martinho.

Outro foco é o mercado de poliéster insaturado. “Entraremos em alguns nichos nesse mercado de commodities para mostrar ao cliente que o vinil tolueno ou outros monômeros podem agregar valores”, completa Martinho. O principal mercado para a Deltech é a comercialização de monômeros, sendo 60% para tintas e 40% para o mercado de plásticos de engenharia.

 
 
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