Americana
de origem, a Deltech, depois de investir também
na Inglaterra, resolveu expandir sua linha de produtos
no mercado brasileiro de tintas e plásticos de
engenharia. Usando o ano de 2004 para fixar a imagem da
marca no País, comprovando o aporte financeiro
e tecnológico da matriz, a Deltech, em 2005, ainda
produzia resinas de forma terceirizada. A partir de 1º
de abril - não é mentira -, abriu as portas
da fábrica localizada em Itapeva, interior de São
Paulo, e passou a produzir monômeros e resinas.
“Na realidade, nossa abordagem principal é
vender os monômeros da Deltech para quem tem resina.
Além disso, podemos fabricar resinas para terceiros.
Esse é o pacote principal”, fala Luis Martinho,
administrador de negócios no Brasil.
Outra
novidade da multinacional é o lançamento
de dois solventes que podem ser usados no lugar de produtos
muito agressivos. “Eles podem ser substitutos da
aguarrás e do xilol, por exemplo. As grandes vantagens
desses solventes é que eles apresentam poder de
redução maior do que o da aguarrás,
reduzindo o teor de solventes jogado no ambiente”,
adianta Martinho.
Com
um investimento superior a 1,5 milhão de reais,
a fábrica da Deltech tem capacidade de produzir
400 toneladas por mês de resinas, operando em três
turnos. “Como a unidade já está em
operação, temos o objetivo da fazer melhorias
para ganhar ainda mais produtividade e logística.
No curto prazo, o investimento foi para colocar a fábrica
em funcionamento. Agora outro objetivo é conquistar,
em curto espaço de tempo, a ISO 9000. A Deltech
é certificada mundialmente e, por isso, não
deixará de ser aqui também”, avisa
Martinho.
Quando
comparamos vinil tolueno e estireno, as grandes vantagens
do primeiro produto são o cheiro e o ponto de ebulição.
“Devido a esse ponto de ebulição,
ele evapora menos e, conseqüentemente, solta menos
resíduos. Usando o vinil tolueno como um monômero
reativo na fabricação de tinta UV, por exemplo,
não há disseminação de cheiro
forte e há menor concentração de
parte volátil no ar”, avalia o administrador
de negócios no Brasil, acrescentando que, em relação
ao estireno, o vinil tolueno é um pouco mais caro,
mas, como há menos rejeição, ele
gera uma economia significativa no produto final.
E
é justamente o segmento UV uma das apostas da empresa.
“No UV não se usa mais estireno, então
é possível usar o vinil tolueno trocando
parcialmente os outros monômeros acrilados tipo
HDDA. Nesse ponto, a redução de custos é
evidente, porque a diferença de preço é
muito grande”, declara Martinho.
Olho
em nichos
Quem
investe precisa saber o tempo de recuperação
do capital. Apesar de sofrer com a oscilação
negativa, principalmente do dólar, no mercado financeiro
brasileiro, a Deltech sabe que o País ainda tem
muito a crescer. Expandir a capacidade de aplicação
dos produtos em diversos mercados, sem perder o foco,
facilita o sucesso nos negócios. “A visão
no mercado brasileiro continua sendo otimista, mas a questão
do dólar ainda é um negócio complicado.
Abrimos o leque e definimos nichos para atuar no mercado.
O nosso poder de força se situa, além dos
monômeros diferenciados em relação
ao estireno, nas resinas. Não brigaremos com quem
vende resinas alquídicas e joga o preço
lá em baixo. Além do segmento de UV para
tintas, entraremos em UV para aplicação
sobre plástico e papel. Só assim conseguiremos
entrar com valor agregado”, frisa Martinho.
Outro
foco é o mercado de poliéster insaturado.
“Entraremos em alguns nichos nesse mercado de commodities
para mostrar ao cliente que o vinil tolueno ou outros
monômeros podem agregar valores”, completa
Martinho. O principal mercado para a Deltech é
a comercialização de monômeros, sendo
60% para tintas e 40% para o mercado de plásticos
de engenharia. |