Depois
de um mês de maio em que a maior cidade do País
parou por medo do poder do crime, junho veio trazendo
à tona o sentimento de amor ao Brasil que fica,
na maior parte do tempo, escondido no íntimo de
todos nós. É o milagre que a Copa do Mundo
produz. Além disso, o evento esportivo tem o poder
de parar o País, fazendo com que todos fiquem,
pelo menos nos jogos nos quais nossa seleção
participa, parados em frente a uma telinha, tela ou telão,
levando nossa economia a uma aparente calmaria.
Aparente
porque, se na Terra Brasilis as coisas se arrastam ao
sabor da bola que rola nos campos alemães e dos
apitos do juiz, no cenário internacional os movimentos
continuam acontecendo e influenciam nosso câmbio,
as possibilidades de investimento e o desenvolvimento
da nossa economia. Além disso, os políticos
também não param de tecer as teias que sustentarão
os candidatos às eleições para a
Presidência, Câmara Federal e Assembléias
Legislativas, a serem realizadas no segundo semestre.
No
mercado de tintas, um movimento pequeno, mas significativo,
porque demonstra que a construção civil
realmente tomou lugar nas discussões governamentais:
foi a redução do Imposto sobre Produtos
Industrializados, que chegou às massas niveladoras
e seladoras, reduzindo a alíquota de 10% para 5%.
Ou seja, mais um degrau galgado no desenvolvimento desse
mercado.
Resta-nos
torcer pelo hexacampeonato de futebol, mas continuar nos
preocupando com os negócios, a economia, a política
e o desenvolvimento. O Brasil não pode parar... |