Depois
de selarem um acordo, em agosto de 2005, a Raft Embalagens
- tradicional fabricante de embalagens metálicas
com mais de 20 anos de experiência no mercado nacional
e Mercosul - e a Fustiplast Itália - empresa do
grupo italiano Cassina Packaging, um dos maiores grupos
de embalagens plásticas da Europa - inauguraram,
em março, a fábrica da Fustiplast do Brasil,
no município de Guarulhos, na Grande São
Paulo, para a fabricação de embalagens plásticas
de até mil litros, mais precisamente bombonas e
IBCs (Intermediate Buk Conteiner). A empresa foi apresentada
oficialmente ao público que visitou a Brasilpack,
feira de embalagens ocorrida na segunda quinzena de abril,
no Anhembi, em São Paulo.
De
acordo com o diretor-presidente da Fustiplast do Brasil,
Sérgio Nunes, a Raft, desde 1999, vem buscando
atuar no mercado de IBCs, inicialmente com um produto
trazido da Europa de uma outra empresa e, em 2004, foi
feito um primeiro contato com a Fustiplast. “Já
conhecíamos a empresa de diversas feiras internacionais
e procuramos trazer seu interesse para a América
Latina. Conhecíamos também as empresas licenciadas
na Europa e nos Estados Unidos e o sucesso que elas vinham
tendo com a tecnologia Fustiplast. Durante o primeiro
semestre de 2005, chegamos a um entendimento para a criação
de uma empresa no Brasil. Com a parte contratual finalizada,
iniciamos em agosto a construção da fábrica
da Fustiplast do Brasil ao lado da Raft, em Guarulhos.”
Com
o acordo com o Cassina Packaging Group, a iniciativa vem
ao encontro dos planos de expansão internacional,
cuja meta é realizar trabalho em embalagens industriais
na América Latina. “Fizemos investimentos
iniciais para atender aos mercados de IBCs e tambores
plásticos e temos plano de longo prazo de crescimento,
não só no Brasil, como na América
Latina. Isso vai depender claramente de como o mercado
vai responder ao produto e à tecnologia Fustiplast”,
afirma Nunes.
O
diretor da Fustiplast, Virginio Cassina, informa que os
IBCs da empresa são fabricados com tecnologia de
ponta e padrões mundiais. “Temos presença
importante no mercado europeu, onde somos o terceiro maior
produtor de IBCs. Acreditamos também no desenvolvimento
do nosso negócio na América Latina e, num
prazo de cinco anos, teremos participação
importante”, prevê. A fábrica já
está preparada para ser ampliada, inclusive para
a fabricação de outros produtos, de acordo
com as necessidades do mercado.
Estratégias
Cassina
destaca que a Fustiplast do Brasil é o único
fabricante que está oferecendo um produto internacional
com produção local e serviço internacional
agregado. “Como fazemos em outras partes do mundo,
a idéia é oferecer um produto de alta qualidade,
muito competitivo, agregado aos serviços de logística,
de pós-vendas e assistência técnica.
Em todo o mundo, especialmente na Europa e nos Estados
Unidos, as companhias que recebem o contêiner cheio
de produtos químicos não têm o que
fazer com as embalagens vazias e procuram por quem faça
o recolhimento das mesmas. Nós temos essa organização,
denominada Return System, onde nossa companhia e nossas
licenciadas fazem um trabalho regional. Quando um licenciado
da América do Norte vende para um cliente que o
envia cheio de produtos químicos para a Europa,
por exemplo, nós podemos fazer um trabalho de recolhimento.”
A
estratégia do grupo para a América Latina
é a mesma para o resto do globo, lembra o diretor
mundial de vendas, Diego Bernini. “Temos uma política
mundial de atuação, que é oferecer
um produto standard de alta qualidade. Ou seja, o produto
que está sendo fabricado no Brasil é o mesmo
que está sendo produzido na Itália, o que
permite uma padronização de embalagem e
a transferência automática de todas as melhorias
tecnológicas do grupo Fustiplast.”
Diego
Bernini frisa que os componentes dos produtos têm
rígida avaliação de qualidade, de
produção e isso garante que a empresa que
está aqui oferece um produto no mesmo nível
de qualidade de sua matriz na Europa ou de suas unidades
nos Estados Unidos.
Segmentos
atendidos
As
embalagens industriais da Fustiplast atendem vários
segmentos de mercado, sendo na maior parte (70%) para
a indústria química, e o restante dividido
entre os setores alimentício, farmacêutico
e cosmético. Atualmente, a empresa transforma 42
mil toneladas de resinas plásticas por ano e outras
10 mil toneladas de aço galvanizado em estruturas
metálicas para os IBCs, números que não
incluem as fábricas da Alemanha e do Brasil.
A
atuação de mais de 20 anos da Raft em embalagens
metálicas e agora a parceria com a Fustiplast do
Brasil devem trazer bons resultados, na opinião
de Sérgio Nunes, pois as empresas devem aproveitar
as sinergias e abocanhar espaço da concorrência,
que ocupa hoje quase 70% do mercado de embalagens plásticas
no País. Hoje, o grupo tem uma gama de atendimento,
entre embalagens metálicas e plásticas industriais,
entre 200 e mil litros. “A opção pelo
tipo e tamanho de embalagem é do cliente, em função
do tipo de utilização”, analisa Sérgio
Nunes.
Segundo
Diego Bernini, os IBCs de mil litros vêm ganhando
espaço por suas inúmeras vantagens de qualidade,
praticidade e logística sobre outras embalagens,
oferecendo melhor custo/benefício. “Essa
tendência já é fato na Europa e acreditamos
que, com a possibilidade de produção local,
deva vir para Brasil também, inclusive pelo fato
de muitos clientes multinacionais da Europa, que já
utilizam nossos IBCs, estarem operando no País.”
Para
atender ao mercado brasileiro, a Fustiplast já
tem estrutura no eixo Rio-São Paulo (que conta
com quatro escritórios). Além disso, montou
estrutura em Porto Alegre e está organizando seu
escritório na Bahia. Para o segundo semestre, a
empresa pretende estar presente também em Buenos
Aires, na Argentina.
Atualmente,
a Fustiplast tem também unidades produtivas na
Itália e Alemanha, além de empresas licenciadas
que fabricam IBCs com tecnologia da Fustiplast na Espanha,
Estados Unidos e Japão. As outras empresas que
fazem parte do Cassina Packaging Group são Plastinova,
Global Tube, Impet e Multipack. |