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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 101 - Equipamentos - Full Controls
 
Agito na cor
 
Buscando driblar a oscilação cambial, empresa nacionaliza a produção de equipamentos e auxilia na popularização do uso de misturadores e dosadores.
 
Fábio Sabbag
 

Há nove anos, a Full Controls trabalha focada no desenvolvimento de equipamentos - misturadores e dosadores - destinados aos grandes fabricantes de tintas. Por causa das grandes oscilações cambiais que vêm afetando o movimento estratégico do mercado e elevando consideravelmente o preço dos equipamentos, a empresa, ancorada na solicitação do próprio segmento, optou por trilhar o caminho da nacionalização.

Num determinado momento, até para os grandes fabricantes, tornou-se complicada a aquisição de modelos importados. “Em função dos altos valores, um dos nossos clientes pediu que desenvolvêssemos equipamentos nacionais para melhorar sua condição junto aos clientes finais, que são os lojistas. Desenvolvemos esses equipamentos há dois anos e de 2005 para cá colocamos à disposição do mercado”, comenta Cláudio Berger, diretor comercial da Full Controls.

Ao apresentar o primeiro misturador giroscópico com tecnologia totalmente nacional, o contato direto com o lojista foi peça fundamental no aumento da qualidade. “Até então tínhamos contato apenas com o fabricante de tintas que mandava o equipamento para as lojas. A convivência direta com o usuário trouxe uma série de informações e o equipamento foi adquirindo sofisticação”, declara Berger.

Por isso, o atual lançamento, Tintomixer T6000, chega com status de grande estrela das lojas de tintas. Além do display, com visual moderno e arrojado, o equipamento não emite ruídos. “Recebemos muitos elogios e houve clientes que chegaram a pedir para colocarmos um sinal sonoro quando a tinta pára de bater”, fala Berger.

Ainda segundo o diretor comercial, outro diferencial é a quantidade de velocidades que o batedor possui. “Outros equipamentos foram projetados há 10 anos, quando não se utilizava volume expressivo de textura no mercado. De três anos para cá, houve uma explosão de textura, por isso nosso batedor trabalha em três velocidades. Ao bater uma lata de textura num equipamento normal, a embalagem, com chapa de aço, cada vez mais fina para reduzir custo, abre na solda. Assim, quando o atendente for bater textura em latas quadradas, ele o faz em velocidade menor, para não danificar a embalagem. Quando utilizar um galão, que é redondo, usa a velocidade maior; e, no caso de lata de um quarto, coloca na velocidade três, o que significa velocidade total. Há equipamentos importados com variações de velocidade, só que demoram 8 minutos para bater uma lata”, avalia Berger.

Além das vantagens citadas, o preço é outro atributo. “Houve queda no dólar e aumento de matéria-prima, mas como nosso volume está subindo mensalmente o preço caiu ainda mais e a cada três meses repensamos os valores e os repassamos aos clientes. Com essa redução, as lojas de tintas e materiais de construção, mesmo com volume de venda mensal pequeno, podem ter acesso ao equipamento”, diz Berger.

Outra grande novidade, que será apresentada durante a Feitintas 2006, são as dosadoras nacionais. “Venderemos as dosadoras junto com o Tintomixer. Para esses equipamentos, estimamos redução de 30% no preço em relação aos importados”, conclui o diretor de negócios.

 
 
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