Há
nove anos, a Full Controls trabalha focada no desenvolvimento
de equipamentos - misturadores e dosadores - destinados
aos grandes fabricantes de tintas. Por causa das grandes
oscilações cambiais que vêm afetando
o movimento estratégico do mercado e elevando consideravelmente
o preço dos equipamentos, a empresa, ancorada na
solicitação do próprio segmento,
optou por trilhar o caminho da nacionalização.
Num
determinado momento, até para os grandes fabricantes,
tornou-se complicada a aquisição de modelos
importados. “Em função dos altos valores,
um dos nossos clientes pediu que desenvolvêssemos
equipamentos nacionais para melhorar sua condição
junto aos clientes finais, que são os lojistas.
Desenvolvemos esses equipamentos há dois anos e
de 2005 para cá colocamos à disposição
do mercado”, comenta Cláudio Berger, diretor
comercial da Full Controls.
Ao
apresentar o primeiro misturador giroscópico com
tecnologia totalmente nacional, o contato direto com o
lojista foi peça fundamental no aumento da qualidade.
“Até então tínhamos contato
apenas com o fabricante de tintas que mandava o equipamento
para as lojas. A convivência direta com o usuário
trouxe uma série de informações e
o equipamento foi adquirindo sofisticação”,
declara Berger.
Por
isso, o atual lançamento, Tintomixer T6000, chega
com status de grande estrela das lojas de tintas. Além
do display, com visual moderno e arrojado, o equipamento
não emite ruídos. “Recebemos muitos
elogios e houve clientes que chegaram a pedir para colocarmos
um sinal sonoro quando a tinta pára de bater”,
fala Berger.
Ainda
segundo o diretor comercial, outro diferencial é
a quantidade de velocidades que o batedor possui. “Outros
equipamentos foram projetados há 10 anos, quando
não se utilizava volume expressivo de textura no
mercado. De três anos para cá, houve uma
explosão de textura, por isso nosso batedor trabalha
em três velocidades. Ao bater uma lata de textura
num equipamento normal, a embalagem, com chapa de aço,
cada vez mais fina para reduzir custo, abre na solda.
Assim, quando o atendente for bater textura em latas quadradas,
ele o faz em velocidade menor, para não danificar
a embalagem. Quando utilizar um galão, que é
redondo, usa a velocidade maior; e, no caso de lata de
um quarto, coloca na velocidade três, o que significa
velocidade total. Há equipamentos importados com
variações de velocidade, só que demoram
8 minutos para bater uma lata”, avalia Berger.
Além
das vantagens citadas, o preço é outro atributo.
“Houve queda no dólar e aumento de matéria-prima,
mas como nosso volume está subindo mensalmente
o preço caiu ainda mais e a cada três meses
repensamos os valores e os repassamos aos clientes. Com
essa redução, as lojas de tintas e materiais
de construção, mesmo com volume de venda
mensal pequeno, podem ter acesso ao equipamento”,
diz Berger.
Outra
grande novidade, que será apresentada durante a
Feitintas 2006, são as dosadoras nacionais. “Venderemos
as dosadoras junto com o Tintomixer. Para esses equipamentos,
estimamos redução de 30% no preço
em relação aos importados”, conclui
o diretor de negócios. |