Nascida
em 1990, a Micron-Ita é oriunda de um grupo familiar
que começou com a fundação da fabricante
de compostos de PVC Dacarto, em 1968. Na década
de 80 o grupo inaugurou a BBC, que fabrica óleos
plastificantes e, em seguida, nasceu a Micron-Ita, produtora
de cargas minerais e carbonato de cálcio natural,
insumos para os compostos de PVC, utilizados em fios e
cabos, perfis rígidos, embalagens, vedantes, entre
outras aplicações. O propósito da
fundação da empresa foi fabricar cargas
minerais para abastecer o mercado de compostos de PVC
naquela época, porque não existia matéria-prima
suficiente no mercado para atender as necessidades da
indústria.
O
principal foco da Micron-Ita são os produtos de
granulometria fina ou de pequena granulometria, na faixa
de dois mícrons. “O resultado disso em um
composto de PVC é o brilho que ele proporciona,
superior ao resultado dos outros produtos”, explica
Almiro Carvalho Jr., diretor financeiro e de operações
da Micron-Ita. “Os fabricantes de cabos elétricos,
perfis de janela de composto de PVC, por exemplo, preferem
esses produtos mais finos, que proporcionam um acabamento
muito melhor”, assegura. Segundo ele, a companhia
possui jazidas e tecnologia próprias de processo
na fábrica, que fica em Cachoeiro do Itapemirim
(ES). “Isso nos permite desenvolver produtos conforme
a necessidade do cliente”, enfatiza.
Certificada
com a ISO 9001/ 2001 desde 2003, a fábrica tem
capacidade instalada de 5,5 mil a 6 mil toneladas por
mês de carbonato de cálcio natural. “Hoje
ela vende o que produz e a nossa maior dificuldade nos
últimos dois anos foi conseguir acompanhar a demanda
pelo produto, porque aumentamos a capacidade de produção,
mas a demanda aumentou também”, comenta Carvalho.
Ele
conta que a companhia está implementando um outro
equipamento para aumentar a capacidade de produção
do produto mais fino. “Eu acredito que, assim, vamos
chegar a 6 mil toneladas de capacidade por mês,
porque a Micron-Ita é a maior empresa brasileira
fabricante de produtos nessa faixa de granulometria”,
prevê.
Há
três anos a companhia percebeu a possibilidade de
atender também o mercado de tinta e papel com o
mesmo produto em slurry. “Ainda não atuávamos
nessa área porque o nosso processo produtivo é
seco,mas há três anos enxergamos a possibilidade
de desenvolver a tecnologia para produzi-lo em slurry”,
diz Carvalho. A companhia escolheu a cidade de Suzano
(SP) para fabricar o produto em slurry em função
da concentração do mercado consumidor. “Os
principais clientes de tinta e papel estão no estado
de São Paulo”, observa Carvalho. O investimento
que a empresa está fazendo com a Finep (Financiadora
de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério
da Ciência e Tecnologia) é de R$ 7 milhões.
Com
32 mil metros quadrados, a nova fábrica começa
a funcionar em outubro deste ano. “Até dezembro,
esperamos ter condições de apresentar amostras
do produto final para testes laboratoriais e industriais
para o mercado de tintas. O mercado de papel exige um
produto ainda mais fino e um tratamento químico
da matéria-prima para purificar e eliminar contaminação,
por isso vamos começar adaptando o produto para
o mercado de tintas”, explica Carvalho. Inicialmente
a unidade terá capacidade para produzir 2 mil toneladas
por mês. “Se sentirmos que a nossa capacidade
está muito pequena, em 2007 já podemos fazer
uma expansão de capacidade em Suzano. Vai depender
de estabelecermos o nome Micron-Ita como fornecedor de
slurry também”, acentua Carvalho. Atendendo
os mercados de tintas e papel, a companhia pretende ter
um aumento de 30% no seu faturamento com relação
ao ano passado. |