A
Reichhold, empresa líder mundial no mercado de
resinas poliésteres, implanta na unidade de Mogi
das Cruzes (SP) um projeto orçado em R$ 5,5 milhões,
chamado de Fábrica Verde, que consiste em sistema
para captar e queimar os gases emitidos pelos principais
equipamentos da fábrica, minimizando as emissões
de odores e gases no ambiente. As obras para a instalação
do equipamento já começaram e devem durar
até setembro. O projeto da Fábrica Verde
utiliza uma tecnologia avançada, o sistema RTO
(Oxidador Térmico Regenerativo), que funciona como
coletor e exaustor dos gases e odores emitidos ao incinerá-los
a uma temperatura de 820ºC. Essa queima transforma
qualquer gás orgânico em gases que não
agridem o ambiente nem apresentam odores. Outra vantagem
do sistema RTO é a recuperação de
boa parte da energia dos gases queimados, o que leva a
uma redução do consumo de combustível
necessário para manter acesa a chama do incinerador.
“A
Fábrica Verde conta com os mais modernos sistemas
ambientais em uso no mundo para esse tipo de empreendimento”,
afirma o diretor industrial da Reichhold do Brasil, Flávio
Rijo, acrescentando que o projeto “visa um tratamento
de todas as emissões de maneira muito mais eficiente.
Vamos eliminar qualquer possibilidade de odor possível
em uma fábrica química, por meio da coleta
de todas as emissões de todos os processos. Funciona
como um grande exaustor em toda a fábrica que coleta
qualquer que seja a emissão, mesmo que casual,
e a encaminha para um queimador (RTO), gerando apenas
gás carbônico e água”.
O
diretor industrial ressalta ainda que a Reichhold está
totalmente dentro das normas, extrapolando inclusive as
exigências em relação às emissões,
mas o sistema permitirá mais conforto tanto à
comunidade do entorno da empresa quanto aos próprios
empregados. “Outra vantagem é que nos permitirá
explorar a fábrica de maneira mais intensa, com
nível de produção mais alto, sem
causar qualquer problema. Além disso, o RTO permitirá
a queima de alguns dos efluentes líquidos, melhorando
a performance da estação de tratamento de
água e aumentando a quantidade da água de
reuso.” Por fim, Rijo acentua que a Fábrica
Verde poderá, futuramente, permitir a economia
de energia, uma vez que será possível aproveitar
a energia dessa queima nos processos industriais.
Outro
aspecto a ser destacado é a maneira como está
sendo implementado o sistema, já que representantes
de todas as áreas participam dele. “É
um projeto que vem sendo acompanhado diretamente pela
direção e envolve todas as áreas,
além de ser compartilhado pela comunidade local.
Ele foi apresentado à população local
e nossa idéia é promover visitas periódicas
durante a sua implantação, porque é
algo que terá um impacto muito grande, tanto interna
quanto externamente.”
Responsabilidade
Social
O
Grupo Reichhold, fundado em 1924, nos Estados Unidos,
adquiriu em 1996 a Resana, fundada em 1948 e pioneira
na fabricação e comercialização
de resinas sintéticas no Brasil. Em 1976, a antiga
Resana, hoje Reichhold, transferiu-se para Mogi das Cruzes,
no bairro de Braz Cubas.
“Desde
sua instalação em Mogi das Cruzes, a Reichhold
esteve ciente de sua responsabilidade social e por isso
esteve sempre voltada aos projetos sociais que estimulem
a melhoria da qualificação da mão-de-obra
dos funcionários e também o envolvimento
para ajudar a amenizar os problemas da comunidade, participando
de projetos sociais desenvolvidos pelos órgãos
oficiais e pelas associações locais, por
meio de doações, parcerias em atividades
sociais, concessão de locais dentro da empresa
para desenvolvimento de atividades sociais, esportivas
e culturais. Também tem estimulado o trabalho voluntário
de funcionários, dando-lhes apoio na realização
desses projetos”, conta Elias Andreotti, diretor
de recurso humanos.
No
que se refere aos colaboradores, há preocupação
constante no seu desenvolvimento profissional: “Na
Reichhold sempre há uma nova posição
em aberto. E, antes de ir ao mercado, buscamos preencher
essa posição com os recursos humanos internos
de que dispomos. Os funcionários também
se dedicam para esse crescimento, fazendo estágios
em outras áreas da empresa, voluntariamente, fora
de seu horário de trabalho, visando desenvolver
habilidades e se preparar para um futuro aproveitamento.
A Reichhold mantém também, na própria
empresa, curso da língua inglesa para 45 alunos.
Com isso, contribui para o desenvolvimento de mão-de-obra
na região e a manutenção de empregos
para os moradores locais”, continua.
Rijo
acentua que “segurança e preocupação
com ambiente são prioridades absolutas, por isso
a empresa fez os maiores investimentos nessas áreas
nos últimos dois anos. Estamos fazendo o reuso
da água em todo sistema de tratamento, sendo que,
este ano, também investimos R$ 2 milhões
no Fire Protection, sistema supermoderno de combate a
incêndio, que inclui a construção
de um reservatório com capacidade de armazenagem
de 1,3 milhão de litros de água e um sistema
de sprinkler nos setores produtivos”.
Comunidade
Sabendo
que aproximadamente 70% de seus funcionários residem
com a família, próximos à empresa,
e que os restantes residem na região, a Reichhold
mantém trabalho efetivo na comunidade e na cidade
de Mogi da Cruzes. “Essas ações praticadas
na comunidade vão desde visitas de moradores vizinhos,
estudantes que vêm à fábrica por intermédio
do programa Portas Abertas, para conhecer os produtos
fabricados, a instalação, os procedimentos
de segurança e assistir palestras, a projetos sociais”,
lembra Andreotti.
Dentro
do Programa Atuação Responsável,
a empresa também conta com outras iniciativas,
como a construção e manutenção
de uma praça, atendimento à comunidade carente
do bairro Jardim Aeroporto III, com café da manhã
e sopa à tarde; doação regular para
manutenção de creches na região;
construção, manutenção e assistência
de campo de futebol e quadra para prática de esportes,
e área coberta para aulas de artesanato, culinária,
lazer a menores carentes que residem nas imediações,
desenvolvendo habilidades e dando ocupação
a esses menores; parceria ativa em projetos da administração
regional para melhoria do distrito; doações
diversas para escolas e entidades e outros.
Andreotti
lembra: “Ainda tivemos a oportunidade de participar
em conjunto com a Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes
com doações para projetos como o Núcleo
Ambiental Ilha de Marabá e também para o
Projeto Itapeti Agro Turismo; o Programa de Replantio
de Flores; e participamos com doação de
tintas e cal com a Regional de Braz Cubas no projeto Pinturas
de Guias e Sarjetas pela Comunidade.”
Rijo acrescenta: “Por iniciativa própria,
em 2005 tivemos a oportunidade de realizar a campanha
de doação de microcomputadores, beneficiando
diversas instituições, entre elas a Santa
Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, administração
regional do bairro Brás Cubas, escolas, creches,
associação de moradores etc”.
A
Reichhold do Brasil mantém registrados três
menores aprendizes em curso profissionalizante no Senai,
a fim de proporcionar o desenvolvimento de mão-de-obra
especializada no município, e auxilia o ensino
em geral com doação de verniz para aplicação
no piso interno de escolas, móveis e materiais
escolares. A empresa ainda contribuiu para a melhoria
do Carnaval de Mogi neste ano, com doação
à Escola de Samba Estação Primeira
de Mogi das Cruzes. Fez também diversas outras
doações a entidades, como Associação
dos Moradores da Vila Jundiaí, Creche Alegra do
Brasil, Casa da Sopa, 2ª CIA do 17ª BPMM/M de
Mogi das Cruzes, Comunidade Católica Apostólica
Promessa Divina, Projeto Canarinhos de Itapety, Banda
Boigy e Orquestra Sinfônica Jovem Minha Terra Mogi,
paróquias Nossa Senhora Aparecida e São
Roque. E foram promovidos eventos com a comunidade, entre
eles a IV Copa de Futsal com menores da Associação
dos Moradores Residencial Miragem; Semana Reichhod do
Meio Ambiente, com plantio de árvores; e vários
ciclos de palestras sobre responsabilidade social com
integrantes de representantes da comunidade.
A
Reichhold é uma fornecedora global dos mercados
compósitos e matérias-primas para tintas
e vernizes. Líder mundial na fabricação
de resinas poliésteres, a empresa possui mais de
1.700 funcionários no mundo, com um faturamento
global de US$ 1 bilhão em 2005.
No
Brasil, está presente desde 1996, contando com
300 funcionários diretos nas suas duas unidades,
em Mogi das Cruzes (SP) e no Pólo Petroquímico
de Aratu (BA). A indústria exporta para vários
países da América Latina e fechou 2005 com
uma receita de R$ 90 milhões.
A
fábrica divide-se em seis linhas de produção:
compósitos - aplicados em peças automotivas,
metroviárias, piscinas, banheiras, telhas e domuns,
tanques, tubulações e revestimentos, náutica,
artigos esportivos, mármore sintético, massa
plástica, dentre outros; fenólicos - usados
em lixas, rebolos, lonas e pastilhas de freio, disco de
fricção, pneus, dentre outros; adesivos
- linha automotiva, calçadões e embalagens;
gelcoat - para piscinas, banheiras, pias de mármore
sintético, transporte, barcos, veleiros, dentre
outros; tintas e vernizes - isolantes imobiliários,
impressão, automotivo, metalgráfica, madeira,
marítimo e outros; e emulsões - etiquetas
e fitas, estamparia, impregnação. |