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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 102 - Empresa cidadã - Reichhold
 
Reichhold investe na Fábrica Verde
 
Projeto tem investimento de R$ 5,5 milhões e possui tecnologia de ponta para minimização de odores e gases na unidade de Mogi das Cruzes.
 

A Reichhold, empresa líder mundial no mercado de resinas poliésteres, implanta na unidade de Mogi das Cruzes (SP) um projeto orçado em R$ 5,5 milhões, chamado de Fábrica Verde, que consiste em sistema para captar e queimar os gases emitidos pelos principais equipamentos da fábrica, minimizando as emissões de odores e gases no ambiente. As obras para a instalação do equipamento já começaram e devem durar até setembro. O projeto da Fábrica Verde utiliza uma tecnologia avançada, o sistema RTO (Oxidador Térmico Regenerativo), que funciona como coletor e exaustor dos gases e odores emitidos ao incinerá-los a uma temperatura de 820ºC. Essa queima transforma qualquer gás orgânico em gases que não agridem o ambiente nem apresentam odores. Outra vantagem do sistema RTO é a recuperação de boa parte da energia dos gases queimados, o que leva a uma redução do consumo de combustível necessário para manter acesa a chama do incinerador.

“A Fábrica Verde conta com os mais modernos sistemas ambientais em uso no mundo para esse tipo de empreendimento”, afirma o diretor industrial da Reichhold do Brasil, Flávio Rijo, acrescentando que o projeto “visa um tratamento de todas as emissões de maneira muito mais eficiente. Vamos eliminar qualquer possibilidade de odor possível em uma fábrica química, por meio da coleta de todas as emissões de todos os processos. Funciona como um grande exaustor em toda a fábrica que coleta qualquer que seja a emissão, mesmo que casual, e a encaminha para um queimador (RTO), gerando apenas gás carbônico e água”.

O diretor industrial ressalta ainda que a Reichhold está totalmente dentro das normas, extrapolando inclusive as exigências em relação às emissões, mas o sistema permitirá mais conforto tanto à comunidade do entorno da empresa quanto aos próprios empregados. “Outra vantagem é que nos permitirá explorar a fábrica de maneira mais intensa, com nível de produção mais alto, sem causar qualquer problema. Além disso, o RTO permitirá a queima de alguns dos efluentes líquidos, melhorando a performance da estação de tratamento de água e aumentando a quantidade da água de reuso.” Por fim, Rijo acentua que a Fábrica Verde poderá, futuramente, permitir a economia de energia, uma vez que será possível aproveitar a energia dessa queima nos processos industriais.

Outro aspecto a ser destacado é a maneira como está sendo implementado o sistema, já que representantes de todas as áreas participam dele. “É um projeto que vem sendo acompanhado diretamente pela direção e envolve todas as áreas, além de ser compartilhado pela comunidade local. Ele foi apresentado à população local e nossa idéia é promover visitas periódicas durante a sua implantação, porque é algo que terá um impacto muito grande, tanto interna quanto externamente.”

Responsabilidade Social

O Grupo Reichhold, fundado em 1924, nos Estados Unidos, adquiriu em 1996 a Resana, fundada em 1948 e pioneira na fabricação e comercialização de resinas sintéticas no Brasil. Em 1976, a antiga Resana, hoje Reichhold, transferiu-se para Mogi das Cruzes, no bairro de Braz Cubas.

“Desde sua instalação em Mogi das Cruzes, a Reichhold esteve ciente de sua responsabilidade social e por isso esteve sempre voltada aos projetos sociais que estimulem a melhoria da qualificação da mão-de-obra dos funcionários e também o envolvimento para ajudar a amenizar os problemas da comunidade, participando de projetos sociais desenvolvidos pelos órgãos oficiais e pelas associações locais, por meio de doações, parcerias em atividades sociais, concessão de locais dentro da empresa para desenvolvimento de atividades sociais, esportivas e culturais. Também tem estimulado o trabalho voluntário de funcionários, dando-lhes apoio na realização desses projetos”, conta Elias Andreotti, diretor de recurso humanos.

No que se refere aos colaboradores, há preocupação constante no seu desenvolvimento profissional: “Na Reichhold sempre há uma nova posição em aberto. E, antes de ir ao mercado, buscamos preencher essa posição com os recursos humanos internos de que dispomos. Os funcionários também se dedicam para esse crescimento, fazendo estágios em outras áreas da empresa, voluntariamente, fora de seu horário de trabalho, visando desenvolver habilidades e se preparar para um futuro aproveitamento. A Reichhold mantém também, na própria empresa, curso da língua inglesa para 45 alunos. Com isso, contribui para o desenvolvimento de mão-de-obra na região e a manutenção de empregos para os moradores locais”, continua.

Rijo acentua que “segurança e preocupação com ambiente são prioridades absolutas, por isso a empresa fez os maiores investimentos nessas áreas nos últimos dois anos. Estamos fazendo o reuso da água em todo sistema de tratamento, sendo que, este ano, também investimos R$ 2 milhões no Fire Protection, sistema supermoderno de combate a incêndio, que inclui a construção de um reservatório com capacidade de armazenagem de 1,3 milhão de litros de água e um sistema de sprinkler nos setores produtivos”.

Comunidade

Sabendo que aproximadamente 70% de seus funcionários residem com a família, próximos à empresa, e que os restantes residem na região, a Reichhold mantém trabalho efetivo na comunidade e na cidade de Mogi da Cruzes. “Essas ações praticadas na comunidade vão desde visitas de moradores vizinhos, estudantes que vêm à fábrica por intermédio do programa Portas Abertas, para conhecer os produtos fabricados, a instalação, os procedimentos de segurança e assistir palestras, a projetos sociais”, lembra Andreotti.

Dentro do Programa Atuação Responsável, a empresa também conta com outras iniciativas, como a construção e manutenção de uma praça, atendimento à comunidade carente do bairro Jardim Aeroporto III, com café da manhã e sopa à tarde; doação regular para manutenção de creches na região; construção, manutenção e assistência de campo de futebol e quadra para prática de esportes, e área coberta para aulas de artesanato, culinária, lazer a menores carentes que residem nas imediações, desenvolvendo habilidades e dando ocupação a esses menores; parceria ativa em projetos da administração regional para melhoria do distrito; doações diversas para escolas e entidades e outros.

Andreotti lembra: “Ainda tivemos a oportunidade de participar em conjunto com a Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes com doações para projetos como o Núcleo Ambiental Ilha de Marabá e também para o Projeto Itapeti Agro Turismo; o Programa de Replantio de Flores; e participamos com doação de tintas e cal com a Regional de Braz Cubas no projeto Pinturas de Guias e Sarjetas pela Comunidade.”
Rijo acrescenta: “Por iniciativa própria, em 2005 tivemos a oportunidade de realizar a campanha de doação de microcomputadores, beneficiando diversas instituições, entre elas a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, administração regional do bairro Brás Cubas, escolas, creches, associação de moradores etc”.

A Reichhold do Brasil mantém registrados três menores aprendizes em curso profissionalizante no Senai, a fim de proporcionar o desenvolvimento de mão-de-obra especializada no município, e auxilia o ensino em geral com doação de verniz para aplicação no piso interno de escolas, móveis e materiais escolares. A empresa ainda contribuiu para a melhoria do Carnaval de Mogi neste ano, com doação à Escola de Samba Estação Primeira de Mogi das Cruzes. Fez também diversas outras doações a entidades, como Associação dos Moradores da Vila Jundiaí, Creche Alegra do Brasil, Casa da Sopa, 2ª CIA do 17ª BPMM/M de Mogi das Cruzes, Comunidade Católica Apostólica Promessa Divina, Projeto Canarinhos de Itapety, Banda Boigy e Orquestra Sinfônica Jovem Minha Terra Mogi, paróquias Nossa Senhora Aparecida e São Roque. E foram promovidos eventos com a comunidade, entre eles a IV Copa de Futsal com menores da Associação dos Moradores Residencial Miragem; Semana Reichhod do Meio Ambiente, com plantio de árvores; e vários ciclos de palestras sobre responsabilidade social com integrantes de representantes da comunidade.

A Reichhold é uma fornecedora global dos mercados compósitos e matérias-primas para tintas e vernizes. Líder mundial na fabricação de resinas poliésteres, a empresa possui mais de 1.700 funcionários no mundo, com um faturamento global de US$ 1 bilhão em 2005.

No Brasil, está presente desde 1996, contando com 300 funcionários diretos nas suas duas unidades, em Mogi das Cruzes (SP) e no Pólo Petroquímico de Aratu (BA). A indústria exporta para vários países da América Latina e fechou 2005 com uma receita de R$ 90 milhões.

A fábrica divide-se em seis linhas de produção: compósitos - aplicados em peças automotivas, metroviárias, piscinas, banheiras, telhas e domuns, tanques, tubulações e revestimentos, náutica, artigos esportivos, mármore sintético, massa plástica, dentre outros; fenólicos - usados em lixas, rebolos, lonas e pastilhas de freio, disco de fricção, pneus, dentre outros; adesivos - linha automotiva, calçadões e embalagens; gelcoat - para piscinas, banheiras, pias de mármore sintético, transporte, barcos, veleiros, dentre outros; tintas e vernizes - isolantes imobiliários, impressão, automotivo, metalgráfica, madeira, marítimo e outros; e emulsões - etiquetas e fitas, estamparia, impregnação.

 
 
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