Em
constante evolução, as matérias-primas
para tintas UV apresentam ritmo de crescimento muito bom,
em muitos casos até acima do PIB. Isso se deve
principalmente à ampliação das aplicações
da tecnologia de cura UV em diversos setores industriais.
Inicialmente,
os produtos curáveis por UV eram basicamente os
revestimentos para madeira e, em especial, os vernizes
em artes gráficas, mas rapidamente foram desenvolvidas
formulações e aplicações para
tintas. Hoje, os móveis de madeira e laminados
são revestidos com tintas e vernizes UV e os produtos
também estão presentes nas impressões
gráficas em serigrafia, offset, inkjet e flexografia.
“Hoje,
a tecnologia UV também está presente em
várias aplicações sobre substratos
plásticos, na indústria de cosméticos,
automotiva e de vidros. A maior disponibilidade de equipamentos
de cura contribuiu significativamente na expansão
desse mercado. A busca por maior produtividade foi um
dos fatores importantes na expansão dos produtos
UV, além das variedades de acabamento e o apelo
ecológico da tecnologia, que dispensa solventes
e produtos voláteis”, pondera Alberto Matera,
gerente de vendas e marketing da Cytec Surface Specialties,
acrescentando que a Coremal é a única representante
dos produtos da Cytec no Brasil.
Com
tantos pontos positivos a cercarem esse mercado, os fabricantes
dessas matérias-primas apostam ainda mais no desenvolvimento
de produtos e aplicações, principalmente
por ser uma tecnologia aliada à proteção
ambiental. Assim, as perspectivas de crescimento são
as melhores possíveis em curto ou médio
prazos.
Mercado
abrangente
No
Brasil e na América Latina, o mercado de tintas
UV já vem há alguns anos crescendo acima
do segmento de tintas convencionais e a tendência
é de que esse crescimento acelere ainda mais, em
função das novas tecnologias e aplicações.
É
nítido que o ritmo de crescimento das tintas UV
é maior do que o registrado em outros segmentos.
“Nota-se cada vez mais empresas do segmento de tintas
para madeira e tintas de impressão produzindo tintas
e vernizes UV, com um grau de sofisticação
maior. Hoje se tem uma gama maior de resinas, nas quais
é comum encontrar poliéster acrilato, uretano
acrilato, entre outros. Outro fator importante é
que existem empresas utilizando a tecnologia UV para produção
de tintas industriais para aplicação em
plásticos, frascos de vidros. Mas é claro
que esse cenário reflete muito mais a realidade
brasileira do que o restante da América Latina”,
relata Renato Stoicov, chefe de produto Tego Coating &
Ink Additives da Degussa. Ele ressalta ainda que a impressão
que tem é de que os outros países da América
Latina estão alguns passos atrás, porém
trilhando o mesmo caminho que o Brasil trilhou há
alguns anos.
Também
é importante lembrar que o mercado de tintas UV
se tornará ainda mais importante quando a legislação
ambiental restringir o uso de tecnologias à base
de solventes. “Entretanto, existem algumas barreiras
que limitam a introdução mais efetiva dessa
tecnologia, principalmente no segmento de móveis
de madeira, como o alto custo dos equipamentos e a impossibilidade
de pintura de móveis torneados”, afirma Luiz
Martinho, gerente-geral da Deltech Corporation - América
do Sul.
Além
dos setores moveleiro e de plásticos, outro segmento
se destaca na aplicação de tintas UV. “Percebemos
uma importante movimentação no segmento
de pisos de madeira com alta resistência a risco,
que é bastante promissor para o Brasil. Também
notamos que, devido à valorização
do real, algumas empresas perderam competitividade para
a exportação de produtos acabados, como,
por exemplo, a indústria moveleira, e isso tem
refletido diretamente nos negócios de tintas com
cura UV”, analisa José Roberto Capozzi, gerente
de vendas de pigmentos e resinas industriais para o segmento
de tintas e vernizes - divisão de Químicos
de Performance da BASF.
Paulo
Rogoski, representante técnico da Forscher, por
sua vez, alerta o mercado sobre a concorrência acirrada,
como acontece com outros mercados no Brasil. “A
presença de produtos piratas e de fornecedores
informais tem crescido e prejudicado as empresas de ponta,
obrigando ao lançamento de produtos de qualidade
inferior para combater essas ações desleais.
A Forscher atua fortemente no mercado antipirataria e
de proteção de marcas por meio de marcadores
especiais que permitem identificar a origem dos produtos
e contestar reclamações não provocadas
pelos produtos originais.”
A
Grupar e a Datiquim lembram da falta de algumas matérias-primas,
que prejudicou muito o mercado, como foi o caso do ácido
acrílico, que provocou um colapso no fornecimento
de produtos extremamente importantes para os fabricantes
de revestimentos UV.
“Considerando
os dois maiores setores consumidores de tintas UV no Brasil,
embalagens e moveleiro, o crescimento da demanda tem sido
vegetativo ou apenas um pouco superior ao crescimento
do País. Alguns setores têm sido afetados
pela competitividade do dólar e a recente falta
mundial do ácido acrílico piorou a situação,
introduzindo mais um fator de incerteza. No entanto, continuamos
otimistas, pois acreditamos nas vantagens da tecnologia.
A aparente retomada do consumo interno também pode
fortalecer o setor moveleiro e de embalagens, refletindo
no setor de tintas UV. Nossa expectativa é que
nesse segundo semestre de 2006 tenhamos aumento substancial
na demanda”, prevê Rubens Alfredo Parodi,
gerente técnico da Datiquim.
Gilberto
Sabóia, diretor de desenvolvimento e da BU Sul
da Carbono Química, dá um exemplo de como
o mercado de tintas UV está em desenvolvimento.
“Há cinco anos o Brasil exportava madeira
ou pisos brutos ou semi-acabados, todos sem revestimento.
Atualmente, as madeireiras tradicionais instalaram equipamentos
para pintura UV e estão agregando valor aos seus
produtos; hoje, existem pelo menos 23 indústrias
de grande porte que aplicam vernizes UV em seus pisos,
com alta qualidade, permitindo o acesso desses produtos
ao mercado americano, canadense e europeu. Isso tem atraído
investimentos e tecnologia do exterior.”
Outro
fator importante que Sabóia cita é o desenvolvimento
tecnológico dos fotoiniciadores no setor. “Há
cinco anos, os formuladores tinham poucas opções,
ou seja, aplicavam de 4% a 7% de um ou dois fotoiniciadores
nos produtos acabados e ainda se utilizava muito a benzofenona
(que amarela os vernizes). Eram curados quando submetidos
a uma radiação UV emanada de lâmpadas
de mercúrio de alta potência, na faixa dos
700 miliJoules, em esteiras que corriam com velocidade
de 8m a 9m/minuto. Já as novas gerações
de produtos trabalham com 1,4% a 2,5% de fotoiniciadores
em blendas, e com isso se consegue trabalhar com lâmpadas
de mercúrio e gálio, com 200 a 400 miliJoules,
e um acabamento de alta resistência química
a amarelamento e abrasão (riscos) e surpreendentes
velocidades nas esteiras das máquinas de pintura,
de 12m a 14m/minuto”.
Para
Antonio Alonso Ribeiro, diretor da Itatex, o mercado brasileiro
é incipiente, porém potencialmente grande
para explorar a tecnologia envolvida na utilização
de tintas UV, em especial, no segmento de flexografia,
serigrafia e rotogravura. “Entre 2003 e 2004, o
faturamento desse mercado cresceu 10%, sinalizando que
as perspectivas eram promissoras para os anos seguintes
- 2005 e 2006. Em 2005, o mercado retraiu em função
da economica e as projeções ficaram acima
da realidade.”
Tendências
do mercado
Perante
um mercado muito promissor, os fabricantes de matérias-primas
para tintas UV disponibilizam inúmeros produtos
para diversas aplicações; além disso,
novidades é que não faltam para esse mercado.
A busca incansável por produtos que atinjam todas
as necessidades dos consumidores é a verdadeira
razão do sucesso e do crescimento do segmento.
A
abrangência de mercados industriais que utilizam
matérias-primas para tintas UV possibilita ao setor
uma constante rotatividade de produtos. “Na linha
de fotoiniciadores, por exemplo, existe uma busca por
produtos que ofereçam redução e/ou
eliminação de odor no filme final, e também
de produtos que possam ter contato indireto com alimentos
e embalagens alimentícias. Já na linha de
monômeros e oligômeros, a cada dia aumenta
a busca pela obtenção de características
especiais, tais como aumento de resistência química
e física, acabamentos com alto brilho e também
acabamentos foscos e efeitos especiais (textura, essências,
maior velocidade de cura)”, revela Maurício
Locatelli, diretor comercial da Quiminutri.
Para
Matera, a grande tendência está nos substratos
plásticos e vidros e no uso de tintas UV em repintura
automotiva, que permite a execução de pintura
de riscos e amassados em apenas um dia, sem a emissão
de voláteis danosos à saúde e ao
ambiente. “Também existe uma busca incessante
no desenvolvimento de novas aplicações.
Entre os novos campos de atuação, ainda
estão pendentes as aprovações por
parte da indústria e de órgãos reguladores,
como é o caso da indústria alimentícia
e aplicações OEM na indústria automotiva.”
Stoicov
afirma que o uso de tintas UV já é uma realidade
não somente aplicada em tintas offset. “A
inclusão de nanopartículas em tintas e vernizes
UV também é uma tendência forte, visto
que aumentar a resistência dos filmes sempre foi
uma necessidade. Dispersantes específicos para
linha UV, que reduzem muito a viscosidade dessas tintas
e vernizes é uma outra tendência importante,
além de aditivos multifuncionais de controle de
superfície.”
Na
opinião de Capozzi, o interesse pelas resinas especiais
tem crescido muito, principalmente no mercado de pisos
de madeira, conhecido como “parquet”. “Os
produtores de pisos passaram a exportar o piso já
acabado, ou seja, com aplicação de diversas
camadas de tinta UV. Com isso, os produtores de tintas
tiveram que buscar matérias-primas de tecnologia
mais avançada para cumprir as exigências
do mercado externo de pisos. Inclusive, a BASF possui,
dentro do seu portfólio, produtos muito adequados
para esse tipo de aplicação.”
Os
equipamentos também têm apresentado importante
papel dentro desse segmento. “As maiores novidades
no mercado de UV têm sido oferecidas pelos fabricantes
de equipamentos, pois disponibilizam cada vez mais máquinas
eficientes e econômicas. Recentemente foram introduzidos
no mercado equipamentos que permitem a cura tridimensional
de objetos, aumentando as possibilidades de uso dos produtos
UV. Além disso, também têm sido oferecidas
ao mercado novas resinas com maior reatividade, melhor
resistência e flexibilidade, juntamente com novos
catalisadores”, revela Rogoski.
Luis
Machado, supervisor de produtos da Daltomare, afirma que
a tendência atual é a utilização
de tecnologias que usem recursos naturais da forma mais
adequada possível. “Como, por exemplo, a
formulação de tintas UV base aquosa, de
forma a proteger o ambiente e a saúde humana.”
Na
visão de Carlos Russo, diretor técnico da
Adexim-Comexim, os sistemas acrílicos têm
sido revolucionários no mercado. “São
os únicos que possuem características macromoleculares
e adequadamente formuladas, proporcionando produtos UV/EV
com excepcional dureza, flexibilidade, acabamento superficial,
aderência e resistência ao intemperismo.”
Fora
o aparecimento de pequenas variações nas
matérias-primas, como fotoinicidores e monômeros,
a grande novidade para Parodi, ainda é a cura UV
de tintas em pó, que está no seu início.
“O aparecimento da possibilidade, ainda que distante,
da cura das tintas UV, substituindo as tradicionais lâmpadas
por LEDs, também pode trazer grandes novidades,
entre elas, equipamentos menores e com menos aquecimento.”
Na
visão de Alonso, a tendência de crescimento
desse segmento ainda é modesta, perante os resultados
do setor em 2005 e parciais em 2006. “Porém
a Itatex pretende atuar de forma mais agressiva dentro
desse mercado, divulgando seus produtos em palestras técnicas
e publicações em revistas. Inclusive, em
médio prazo estamos polarizados em desenvolver
nanopartículas para obtenção de revestimentos
fotorreticuláveis com características mecânicas
especiais, como, por exemplo, alta resistência a
riscos.”
Investimentos
A
utilização da tecnologia UV aumenta ano
a ano e cada vez mais empresas buscam substituir os sistemas
convencionais por UV, o que acaba ajudando consideravelmente
no desenvolvimento dessa nobre tecnologia. Por esse motivo,
os fabricantes das matérias-primas para tintas
UV reagem com sucessivos investimentos na área.
A
Cytec, por exemplo, investe constantemente na tecnologia
UV. Há planos de expansão da capacidade
produtiva em vários países, bem como na
instalação e ampliação dos
centros de apoio técnico. “No Brasil, a Cytec
investiu em um novo laboratório de aplicações
na sua fábrica em Suzano (SP) e também na
ampliação de seus estoques locais. Ainda
é constante o desenvolvimento de novos produtos,
resinas e diluentes, bem como veículos que auxiliem
na maior produtividade na fabricação de
tintas e vernizes”, revela Matera, adiantando que
novos produtos devem ser produzidos no Brasil, e investimentos
na fábrica já estão sendo realizados.
Os
investimentos em pesquisa e desenvolvimento para produção
de matérias-primas nessa área são
intensivos por parte da Degussa. “Possuímos
grupos de estudo “multi-BUs”, que elaboram
e lançam anualmente produtos. Logo, esses investimentos
que já foram planejados há uma década
continuam e continuarão sendo feitos”, relata
Stoicov.
Capozzi,
por sua vez, afirma que os investimentos da empresa são
feitos especialmente em treinamento, pesquisa e desenvolvimento
de produtos que possam facilitar a vida dos formuladores
do segmento. “Esses investimentos em pesquisa e
desenvolvimento são realizados principalmente na
nossa matriz, na Alemanha. Já os treinamentos para
as áreas técnica e comercial são
feitos regularmente em todas as regiões. A BASF
destina também recursos para que treinamentos externos
sejam ministrados aos principais clientes. Além
disso, disponibilizamos o laboratório de aplicação
técnica no Brasil para dar todo o suporte aos clientes
da região da América do Sul e contamos com
visitas regulares de nossos expertises da matriz, que
interagem em sintonia com o nosso departamento técnico
no Brasil, promovendo os novos produtos e aplicações.”
A
Datiquim, distribuidora de produtos químicos, procura
sempre manter os estoques para atender a demanda do mercado.
“A empresa investe em capacitação
de pessoal e em contatos e viagens ao exterior para poder
suprir as necessidades dos clientes”, garante Alvany
Salte Carvalho, do departamento comercial da empresa.
Locatelli
destaca que são diversas as frentes de atuação
e investimento. “Nossa preocupação
é sempre investir em treinamento de profissionais
e clientes, estoques locais e reguladores e no desenvolvimento
de novos produtos e fornecedores.”
A
Daltomare e a Dow Corning tendem a investir em mercados
que exigem aplicações diferenciadas, como
é o caso dos aditivos para tintas UV. Já
a Carbono está investindo na qualificação
da equipe e em estoques de produtos novos, que tragam
maior qualidade, confiança e redução
de custos para os clientes. A Deltech investiu recentemente
na fábrica de Itapeva (SP), que hoje está
preparada para atender o mercado de UV e outros.
Previsões
para curto e médio prazos
O
otimismo é unânime entre os fabricantes de
matérias-primas para tintas UV. Todos aguardam
significativo crescimento do mercado em curto ou médio
prazos, mesmo sendo quase todos os produtos importados,
o que de uma maneira ou de outra acaba gerando alguma
dificuldade.
“As
perspectivas são muito boas, dado que vários
setores industriais estão em fase de adaptação
da tecnologia aos seus processos industriais. Nos setores
em que a tecnologia UV está consolidada, estima-se
crescimento de 5% ao ano na indústria de madeira
e laminados, e 10% ao ano na indústria gráfica.
A entrada de novas aplicações, como em substratos
plásticos, irá sem dúvida acelerar
esse crescimento com a aplicação do uso
da tecnologia em indústrias de cosméticos
e embalagens. O setor automotivo já possui aplicações
comerciais para a repintura, acelerando ainda mais o crescimento
do setor”, avalia Matera.
Ele
ainda comenta alguns requisitos que podem alavancar o
mercado. “Fatores importantes para o desenvolvimento
da tecnologia UV são a evolução da
situação econômica do País,
que afeta o poder de consumo de produtos, como móveis,
publicações e outros produtos industriais.
Também a implementação de controles
ambientais mais rigorosos estimula a conversão
para o UV.”
Para
Russo, o segmento de cura UV é promissor. “Esse
mercado se encontra em desenvolvimento crescente, aliado
à proteção ambiental e ecológica,
baixos níveis de VOC, rápida cura e revestimentos
de alta performance. Devido a esses fatores, apostamos
no crescimento do segmento em curto prazo.”
Já
José Jordano, gerente de laboratório da
Carbono, estima que o mercado crescerá acima do
PIB. “Acredito que isso aconteça em função
do aumento da escala com reduções de custo
de produtos, equipamentos de pintura e tecnologia de aplicação.
Existem alguns fatores que limitam o uso dessa tecnologia
de pintura, como o custo da instalação e
dos equipamentos para pintura UV, rolos e túneis
de cura, e alto gasto de energia elétrica, mas
já existem vernizes UV aplicados a pistola e túneis
de cura bastante econômicos.”
Capozzi
aposta principalmente no crescimento dos segmentos de
pisos e plásticos. “Esse crescimento é
fortemente dependente de alguns fatores econômicos,
como taxa de câmbio e aumento do poder aquisitivo
da população. Entendemos que existe potencial
para crescer, inclusive com novas tecnologias, pois temos
na América do Sul, especialmente no Brasil, empresas
bem estruturadas e capacitadas tecnicamente para desenvolver
o mercado. Acreditando nisso, a BASF tem se preparado
e se estruturado para contribuir com esse desenvolvimento
tecnológico também aqui na região,
uma vez que já temos marcante participação
em outros continentes (Europa e América do Norte).”
Sérgio
Medeiros, analista de marketing da Grupar, acredita que
o crescimento do setor deva ser incrementado mais para
o final do ano. “Isso devido a 2006 ser um ano eleitoral,
o que historicamente representa uma parada no mercado
como um todo, e ao fato de a Copa ter terminado precocemente
para o Brasil. Uma vez passado todo esse período
eleitoral, com uma definição satisfatória
e condizente com que o nosso país realmente precisa,
ou seja, crescimento, responsabilidade e experiência,
o crescimento deve se acelerar”.
Matérias-primas
A
Adexim comercializa aditivos acrílicos, umectante
de substrato, desaerante, que proporcionam resistência
ao risco, aumento de brilho, correção
de imperfeições de superfície,
transparência, melhora na aplicabilidade, aderência
entre camadas; aditivo acrílico funcional e reativo;
aditivo multifuncional à base de silicone, que
reduz efeito casca-de-laranja e crateras, antiespumante;
aditivo isento de silicone, podendo ser adicionado na
tinta pronta, promovendo umectação do substrato,
crateras e acabamento superficial, nivelamento, aumento
da resistência ao risco; ceras sintéticas;
além de resinas acrílica, epóxi-acrilada
e acrílica glicidil funcional.
A
BASF possui linha de produtos bastante completa para o
mercado de tintas UV: resinas epóxi acriladas aromáticas,
como a Laromer LR 8986, de baixa viscosidade, isenta de
monômero, para as mais diversas aplicações,
como móveis e pisos; resina epóxi-acrilada
alifática, a Laromer LR 8765, com elevada flexibilidade
e especialmente indicada para hidroprimer em pisos de
madeira; resinas poliéster acriladas com as mais
diversas características, muito utilizadas nos
pisos de madeira tipo parquet, como a Laromer PE 56 F;
resinas uretano-acriladas de elevada flexibilidade e excelentes
propriedades de adesão; resinas poliéter
acriladas e poliéter acriladas modificadas com
amina, com elevada reatividade e viscosidade muito baixa,
podendo inclusive serem usadas como substitutos de monômeros
reativos; emulsões e dispersões aquosas
de resinas de cura UV; resinas desenvolvidas para desempenhar
funções específicas, como umectação
de pigmentos (Laromer LR 9013), resistência a risco
(Laromer PO 9026 V) e como promotor de adesão (Laromer
PA 9039 V). Também a resina do tipo dual-cure,
Laromer LR 9000, que combina as vantagens de polimerização
dos grupos éster do ácido acrílico
iniciada por luz UV com a poliadição dos
grupos isocianatos, independente da luz UV; diversos tipos
de monômeros, desde os mais tradicionais, como TMPTA,
TPGDA, entre outros, até especialidades como o
Laromer EDGA, de viscosidade muito baixa, mas ainda com
elevada reatividade; fotoiniciadores do tipo óxido
de acilfosfina, Lucirin TPO e sua versão líquida
isenta de monômeros, Lucirin TPO-L, que apresentam
baixo odor, excelente cura em profundidade em aplicações
de elevada camada em sistemas não pigmentados ou
mesmo pigmentados, sendo especialmente indicados para
tintas UV com dióxido de titânio, onde apresentam
baixo amarelamento; co-iniciador do tipo amina terciária
reativa, Laromer LR 8956; processo patenteado de cura
UV de peças tridimensionais em ambiente de baixa
concentração de oxigênio, Larolux.
A
Cabot desenvolveu um negro-de-fumo específico para
cura UV, chamado de Mogul E (na versão pó)
e BP E na versão pellet. Esse pigmento tem como
principais vantagens uma menor energia de cura, menor
uso de fotoiniciadores, uma dispersão mais rápida
e uma maior estabilidade da viscosidade.
A
Carbono oferece para o mercado as resinas epóxi
da Nan Ya, extremamente límpidas, claras e de baixo
odor, com uma reprodutibilidade elevada que permite estabilidade
muito grande para o formulador, e uma nova linha completa
de fotoiniciadores de alta performance, que permitem adequar
uma dosagem menor do produto de acordo com a necessidade
do formulador, reduzindo o custo da formulação
final. Além disso, a Carbono está trazendo
da parceira Glassven uma linha de sílicas fosqueantes,
que permite ao formulador reduzir a quantidade de sílicas
nas formulações, obtendo o fosqueamento
estável e sem interferir na reologia do produto
acabado.
Também
disponibiliza aditivos de alta performance da Troy: Carbocure
651 - aplicação geral, uso em sistemas pigmentados
e transparentes, onde é permitido um mínimo
de amarelamento; Carbocure 1173 - bom poder de solvência
e reatividade, não amarela, uso em sistemas transparentes;
CarbocureTPO - uso em sistemas transparentes e altas camadas,
pigmentados brancos e coloridos, não amarela e
apresenta velocidade de cura; Carbocure 907 - uso em sistemas
pigmentados, apresenta alta velocidade de cura e forte
absorção, amarela; Carbocure BP - excelente
cura superficial, amarela, baixo odor, economia; Carbocure
ITX - fotossensibilizador, uso em sistemas pigmentados
e combinado com Carbocure 907; e o Carbocure 184 - usado
em vernizes para papel, metal, plásticos e outros.
Não amarela e apresenta boa estabilidade em sistemas
UV.
A
Cytec oferece ampla linha de produtos para cura UV, como
diluentes reativos, monômeros acrílicos mono/di/tri/multi
funcionais, epóxi-acrilados, poliésteres
acrilados, uretanos acrilados, acrílicos acrilados,
fotoiniciadores, veículos e completa linha de aditivos.
Podem ser utilizados em todos os setores industriais,
como automotivo, de artes gráficas, circuitos elétricos,
embalagens, fibras ópticas, mobiliário,
cosméticos, chapas e laminados de madeira.
A
Daltomare conta com os aditivos especiais Dow Corning
para fabricação de tintas e revestimentos
UV, que promovem melhor deslizamento, resistência
a riscos e anti-blocking, como, por exemplo, para formulações
com poliéster ou acrilato com base epóxi.
A
Datiquim oferece linha completa de fotoiniciadores, que
dão grande flexibilidade ao formulador, mesmo em
composições pigmentadas e filmes espessos.
O Datispeed TPO é indicado para sistemas pigmentados
branco e colorido de alta camada; e os Datispeed 481,
ITX e 709 são usados para tintas pigmentadas coloridas.
Já para verniz são os tradicionais Datispeed
73, Datispeed BDK e o Datispeed 481, além de uma
amina terciária , Datispeed EDB, que dá
excelente sinergia com os fotoiniciadores e baixo amarelamento.
A
Degussa fornece ampla gama de produtos para linha de tintas
e vernizes UV, como os aditivos da linha Tego - utilizados
no controle de superfície do filme, dispersão
de pigmentos, eliminação de espumas e bolhas,
e para umectação de diferentes tipos de
substratos. Também tem as resinas Vestagon uretano-acriladas,
para produção de tintas em pó UV;
os negros-de-fumo Special Black, com faixa de absorção
de luz UV diferentes da faixa da maioria dos fotoiniciadores,
apresentando alta força de tingimento e pouca absorção
de óleo (tintas UV com baixa viscosidade); as resinas
de adesão baseadas em poliésteres modificados,
que conferem adesão de tintas e vernizes UV em
substratos de baixa energia, como, por exemplo, substratos
plásticos, além das sílicas fosqueantes
da linha Acematt, com altíssimo poder de fosqueamento,
o que possibilita a formulação de tintas
e vernizes UV de baixo brilho sem que haja necessidade
de dosagens altas de fosqueante; e as sílicas pirogênicas
da linha Aerosil, um excelente aditivo de reologia e resistência
mecânica ao filme. Por último, conta com
a resina metacrílica Degalan PQ 611, que funciona
com um aditivo para aumentar a flexibilidade e diminuir
o encolhimento das tintas e vernizes UV.
A
Deltech produz monômeros (incluindo-se alguns acrilados),
resinas poliésteres insaturadas e resinas epóxi-acriladas,
que podem ser utilizadas nos segmentos de móveis
e pisos de madeira, plásticos e papel.
A
Forscher comercializa tintas UV metálicas nas tonalidades
ouro e prata à base de negro-de-fumo, para os segmentos
de tintas de impressão - roto, flexo, offset e
tintas industriais.
A
Grupar disponibiliza para o mercado fotoiniciadores, monômeros,
oligômeros, aditivos especiais e radiômetros
(vendas de equipamentos e manutenção). Dentre
as novidades estão a linha Genopol - fotoiniciadores
poliméricos especialmente indicados para embalagens
de alimentos; o DETX - uma alternativa segura ao ITX;
o aditivo Silco FLW 332 - utilizado como agente nivelante; o
Ultralube 1645 - indicado para formular revestimentos
UV com baixo brilho; e o Genocure 98-283W - oligômero
especial utilizado em sistemas UV base água. Há
também a linha de radiômetros que cobre ampla
gama de aplicações, permitindo o controle
do processo UV nos mais diversos tipos de equipamentos
e sistemas. Além da venda dos equipamentos, a Grupar
oferece serviços de calibração e
manutenção dos seus equipamentos.
A
Itatex produz hidrossilicatos de alumínio ultrafino
de elevada alvura (família do Saca), como pigmento
extensor de dióxido de titânio, que permite
economia entre 5% e 10% do total de dióxido de
titânio existente numa dada fórmula de tinta
UV. Além disso, faz parte dessa família
de produtos uma gama específica de hidrossilicatos
de alto poder de dispersão e boa estabilidade coloidal,
tanto em meio aquoso como em solvente. Uma outra novidade
é o desenvolvimento de um aditivo antipulverização,
à base de silicato de magnésio (Itatalc),
para ser utilizado em tintas UV com baixo poder de pulverização.
Porém, a novidade mais recente é o desenvolvimento
de um pigmento extensor ultrafino, à base de hidrossilicato
de alumínio, de alta fluidez no estado sólido,
que facilita a sua transferência para o dispersor,
com vazão controlada, permitindo ganhos expressivos
de produtividade e dispersão. As aplicações
mais importantes dos produtos da Itatex são para
flexografia, rotogravura e serigrafia.
A
Quiminutri oferece linha completa de monômeros,
oligômeros, fotoiniciadores, aditivos e estabilizantes.
Também disponibiliza matérias-primas para
quem produz os próprios oligômeros e resinas,
como ácido acrílico, resina epóxi
líquida e TMP (trimetilolpropano). Esses produtos são
utilizados na fabricação de vernizes e tintas
para madeira, vernizes gráficos (overprint varnishes),
tintas de impressão (serigráficas, flexo,
offset, inkjet), adesivos, vernizes e tintas para vidros
e plásticos, e coatings para autopeças. |