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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 102 - Matérias-primas para Tintas UV
 
Navegando rumo ao sucesso
 
É assim que se encontra o mercado de matérias-primas para tintas UV. Em ritmo bastante acelerado, o segmento promete grandes resultados para os próximos anos. Isso porque os investimentos em produtos e aplicações estão sendo realizados a todo vapor, acompanhando as tendências e abrangendo grandes segmentos industriais.
 
Lucélia Monfardini
 

Em constante evolução, as matérias-primas para tintas UV apresentam ritmo de crescimento muito bom, em muitos casos até acima do PIB. Isso se deve principalmente à ampliação das aplicações da tecnologia de cura UV em diversos setores industriais.

Inicialmente, os produtos curáveis por UV eram basicamente os revestimentos para madeira e, em especial, os vernizes em artes gráficas, mas rapidamente foram desenvolvidas formulações e aplicações para tintas. Hoje, os móveis de madeira e laminados são revestidos com tintas e vernizes UV e os produtos também estão presentes nas impressões gráficas em serigrafia, offset, inkjet e flexografia.

“Hoje, a tecnologia UV também está presente em várias aplicações sobre substratos plásticos, na indústria de cosméticos, automotiva e de vidros. A maior disponibilidade de equipamentos de cura contribuiu significativamente na expansão desse mercado. A busca por maior produtividade foi um dos fatores importantes na expansão dos produtos UV, além das variedades de acabamento e o apelo ecológico da tecnologia, que dispensa solventes e produtos voláteis”, pondera Alberto Matera, gerente de vendas e marketing da Cytec Surface Specialties, acrescentando que a Coremal é a única representante dos produtos da Cytec no Brasil.

Com tantos pontos positivos a cercarem esse mercado, os fabricantes dessas matérias-primas apostam ainda mais no desenvolvimento de produtos e aplicações, principalmente por ser uma tecnologia aliada à proteção ambiental. Assim, as perspectivas de crescimento são as melhores possíveis em curto ou médio prazos.

Mercado abrangente

No Brasil e na América Latina, o mercado de tintas UV já vem há alguns anos crescendo acima do segmento de tintas convencionais e a tendência é de que esse crescimento acelere ainda mais, em função das novas tecnologias e aplicações.

É nítido que o ritmo de crescimento das tintas UV é maior do que o registrado em outros segmentos. “Nota-se cada vez mais empresas do segmento de tintas para madeira e tintas de impressão produzindo tintas e vernizes UV, com um grau de sofisticação maior. Hoje se tem uma gama maior de resinas, nas quais é comum encontrar poliéster acrilato, uretano acrilato, entre outros. Outro fator importante é que existem empresas utilizando a tecnologia UV para produção de tintas industriais para aplicação em plásticos, frascos de vidros. Mas é claro que esse cenário reflete muito mais a realidade brasileira do que o restante da América Latina”, relata Renato Stoicov, chefe de produto Tego Coating & Ink Additives da Degussa. Ele ressalta ainda que a impressão que tem é de que os outros países da América Latina estão alguns passos atrás, porém trilhando o mesmo caminho que o Brasil trilhou há alguns anos.

Também é importante lembrar que o mercado de tintas UV se tornará ainda mais importante quando a legislação ambiental restringir o uso de tecnologias à base de solventes. “Entretanto, existem algumas barreiras que limitam a introdução mais efetiva dessa tecnologia, principalmente no segmento de móveis de madeira, como o alto custo dos equipamentos e a impossibilidade de pintura de móveis torneados”, afirma Luiz Martinho, gerente-geral da Deltech Corporation - América do Sul.

Além dos setores moveleiro e de plásticos, outro segmento se destaca na aplicação de tintas UV. “Percebemos uma importante movimentação no segmento de pisos de madeira com alta resistência a risco, que é bastante promissor para o Brasil. Também notamos que, devido à valorização do real, algumas empresas perderam competitividade para a exportação de produtos acabados, como, por exemplo, a indústria moveleira, e isso tem refletido diretamente nos negócios de tintas com cura UV”, analisa José Roberto Capozzi, gerente de vendas de pigmentos e resinas industriais para o segmento de tintas e vernizes - divisão de Químicos de Performance da BASF.

Paulo Rogoski, representante técnico da Forscher, por sua vez, alerta o mercado sobre a concorrência acirrada, como acontece com outros mercados no Brasil. “A presença de produtos piratas e de fornecedores informais tem crescido e prejudicado as empresas de ponta, obrigando ao lançamento de produtos de qualidade inferior para combater essas ações desleais. A Forscher atua fortemente no mercado antipirataria e de proteção de marcas por meio de marcadores especiais que permitem identificar a origem dos produtos e contestar reclamações não provocadas pelos produtos originais.”

A Grupar e a Datiquim lembram da falta de algumas matérias-primas, que prejudicou muito o mercado, como foi o caso do ácido acrílico, que provocou um colapso no fornecimento de produtos extremamente importantes para os fabricantes de revestimentos UV.

“Considerando os dois maiores setores consumidores de tintas UV no Brasil, embalagens e moveleiro, o crescimento da demanda tem sido vegetativo ou apenas um pouco superior ao crescimento do País. Alguns setores têm sido afetados pela competitividade do dólar e a recente falta mundial do ácido acrílico piorou a situação, introduzindo mais um fator de incerteza. No entanto, continuamos otimistas, pois acreditamos nas vantagens da tecnologia. A aparente retomada do consumo interno também pode fortalecer o setor moveleiro e de embalagens, refletindo no setor de tintas UV. Nossa expectativa é que nesse segundo semestre de 2006 tenhamos aumento substancial na demanda”, prevê Rubens Alfredo Parodi, gerente técnico da Datiquim.

Gilberto Sabóia, diretor de desenvolvimento e da BU Sul da Carbono Química, dá um exemplo de como o mercado de tintas UV está em desenvolvimento. “Há cinco anos o Brasil exportava madeira ou pisos brutos ou semi-acabados, todos sem revestimento. Atualmente, as madeireiras tradicionais instalaram equipamentos para pintura UV e estão agregando valor aos seus produtos; hoje, existem pelo menos 23 indústrias de grande porte que aplicam vernizes UV em seus pisos, com alta qualidade, permitindo o acesso desses produtos ao mercado americano, canadense e europeu. Isso tem atraído investimentos e tecnologia do exterior.”

Outro fator importante que Sabóia cita é o desenvolvimento tecnológico dos fotoiniciadores no setor. “Há cinco anos, os formuladores tinham poucas opções, ou seja, aplicavam de 4% a 7% de um ou dois fotoiniciadores nos produtos acabados e ainda se utilizava muito a benzofenona (que amarela os vernizes). Eram curados quando submetidos a uma radiação UV emanada de lâmpadas de mercúrio de alta potência, na faixa dos 700 miliJoules, em esteiras que corriam com velocidade de 8m a 9m/minuto. Já as novas gerações de produtos trabalham com 1,4% a 2,5% de fotoiniciadores em blendas, e com isso se consegue trabalhar com lâmpadas de mercúrio e gálio, com 200 a 400 miliJoules, e um acabamento de alta resistência química a amarelamento e abrasão (riscos) e surpreendentes velocidades nas esteiras das máquinas de pintura, de 12m a 14m/minuto”.

Para Antonio Alonso Ribeiro, diretor da Itatex, o mercado brasileiro é incipiente, porém potencialmente grande para explorar a tecnologia envolvida na utilização de tintas UV, em especial, no segmento de flexografia, serigrafia e rotogravura. “Entre 2003 e 2004, o faturamento desse mercado cresceu 10%, sinalizando que as perspectivas eram promissoras para os anos seguintes - 2005 e 2006. Em 2005, o mercado retraiu em função da economica e as projeções ficaram acima da realidade.”

Tendências do mercado

Perante um mercado muito promissor, os fabricantes de matérias-primas para tintas UV disponibilizam inúmeros produtos para diversas aplicações; além disso, novidades é que não faltam para esse mercado. A busca incansável por produtos que atinjam todas as necessidades dos consumidores é a verdadeira razão do sucesso e do crescimento do segmento.

A abrangência de mercados industriais que utilizam matérias-primas para tintas UV possibilita ao setor uma constante rotatividade de produtos. “Na linha de fotoiniciadores, por exemplo, existe uma busca por produtos que ofereçam redução e/ou eliminação de odor no filme final, e também de produtos que possam ter contato indireto com alimentos e embalagens alimentícias. Já na linha de monômeros e oligômeros, a cada dia aumenta a busca pela obtenção de características especiais, tais como aumento de resistência química e física, acabamentos com alto brilho e também acabamentos foscos e efeitos especiais (textura, essências, maior velocidade de cura)”, revela Maurício Locatelli, diretor comercial da Quiminutri.

Para Matera, a grande tendência está nos substratos plásticos e vidros e no uso de tintas UV em repintura automotiva, que permite a execução de pintura de riscos e amassados em apenas um dia, sem a emissão de voláteis danosos à saúde e ao ambiente. “Também existe uma busca incessante no desenvolvimento de novas aplicações. Entre os novos campos de atuação, ainda estão pendentes as aprovações por parte da indústria e de órgãos reguladores, como é o caso da indústria alimentícia e aplicações OEM na indústria automotiva.”

Stoicov afirma que o uso de tintas UV já é uma realidade não somente aplicada em tintas offset. “A inclusão de nanopartículas em tintas e vernizes UV também é uma tendência forte, visto que aumentar a resistência dos filmes sempre foi uma necessidade. Dispersantes específicos para linha UV, que reduzem muito a viscosidade dessas tintas e vernizes é uma outra tendência importante, além de aditivos multifuncionais de controle de superfície.”

Na opinião de Capozzi, o interesse pelas resinas especiais tem crescido muito, principalmente no mercado de pisos de madeira, conhecido como “parquet”. “Os produtores de pisos passaram a exportar o piso já acabado, ou seja, com aplicação de diversas camadas de tinta UV. Com isso, os produtores de tintas tiveram que buscar matérias-primas de tecnologia mais avançada para cumprir as exigências do mercado externo de pisos. Inclusive, a BASF possui, dentro do seu portfólio, produtos muito adequados para esse tipo de aplicação.”

Os equipamentos também têm apresentado importante papel dentro desse segmento. “As maiores novidades no mercado de UV têm sido oferecidas pelos fabricantes de equipamentos, pois disponibilizam cada vez mais máquinas eficientes e econômicas. Recentemente foram introduzidos no mercado equipamentos que permitem a cura tridimensional de objetos, aumentando as possibilidades de uso dos produtos UV. Além disso, também têm sido oferecidas ao mercado novas resinas com maior reatividade, melhor resistência e flexibilidade, juntamente com novos catalisadores”, revela Rogoski.

Luis Machado, supervisor de produtos da Daltomare, afirma que a tendência atual é a utilização de tecnologias que usem recursos naturais da forma mais adequada possível. “Como, por exemplo, a formulação de tintas UV base aquosa, de forma a proteger o ambiente e a saúde humana.”

Na visão de Carlos Russo, diretor técnico da Adexim-Comexim, os sistemas acrílicos têm sido revolucionários no mercado. “São os únicos que possuem características macromoleculares e adequadamente formuladas, proporcionando produtos UV/EV com excepcional dureza, flexibilidade, acabamento superficial, aderência e resistência ao intemperismo.”

Fora o aparecimento de pequenas variações nas matérias-primas, como fotoinicidores e monômeros, a grande novidade para Parodi, ainda é a cura UV de tintas em pó, que está no seu início. “O aparecimento da possibilidade, ainda que distante, da cura das tintas UV, substituindo as tradicionais lâmpadas por LEDs, também pode trazer grandes novidades, entre elas, equipamentos menores e com menos aquecimento.”

Na visão de Alonso, a tendência de crescimento desse segmento ainda é modesta, perante os resultados do setor em 2005 e parciais em 2006. “Porém a Itatex pretende atuar de forma mais agressiva dentro desse mercado, divulgando seus produtos em palestras técnicas e publicações em revistas. Inclusive, em médio prazo estamos polarizados em desenvolver nanopartículas para obtenção de revestimentos fotorreticuláveis com características mecânicas especiais, como, por exemplo, alta resistência a riscos.”

Investimentos

A utilização da tecnologia UV aumenta ano a ano e cada vez mais empresas buscam substituir os sistemas convencionais por UV, o que acaba ajudando consideravelmente no desenvolvimento dessa nobre tecnologia. Por esse motivo, os fabricantes das matérias-primas para tintas UV reagem com sucessivos investimentos na área.

A Cytec, por exemplo, investe constantemente na tecnologia UV. Há planos de expansão da capacidade produtiva em vários países, bem como na instalação e ampliação dos centros de apoio técnico. “No Brasil, a Cytec investiu em um novo laboratório de aplicações na sua fábrica em Suzano (SP) e também na ampliação de seus estoques locais. Ainda é constante o desenvolvimento de novos produtos, resinas e diluentes, bem como veículos que auxiliem na maior produtividade na fabricação de tintas e vernizes”, revela Matera, adiantando que novos produtos devem ser produzidos no Brasil, e investimentos na fábrica já estão sendo realizados.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento para produção de matérias-primas nessa área são intensivos por parte da Degussa. “Possuímos grupos de estudo “multi-BUs”, que elaboram e lançam anualmente produtos. Logo, esses investimentos que já foram planejados há uma década continuam e continuarão sendo feitos”, relata Stoicov.

Capozzi, por sua vez, afirma que os investimentos da empresa são feitos especialmente em treinamento, pesquisa e desenvolvimento de produtos que possam facilitar a vida dos formuladores do segmento. “Esses investimentos em pesquisa e desenvolvimento são realizados principalmente na nossa matriz, na Alemanha. Já os treinamentos para as áreas técnica e comercial são feitos regularmente em todas as regiões. A BASF destina também recursos para que treinamentos externos sejam ministrados aos principais clientes. Além disso, disponibilizamos o laboratório de aplicação técnica no Brasil para dar todo o suporte aos clientes da região da América do Sul e contamos com visitas regulares de nossos expertises da matriz, que interagem em sintonia com o nosso departamento técnico no Brasil, promovendo os novos produtos e aplicações.”

A Datiquim, distribuidora de produtos químicos, procura sempre manter os estoques para atender a demanda do mercado. “A empresa investe em capacitação de pessoal e em contatos e viagens ao exterior para poder suprir as necessidades dos clientes”, garante Alvany Salte Carvalho, do departamento comercial da empresa.

Locatelli destaca que são diversas as frentes de atuação e investimento. “Nossa preocupação é sempre investir em treinamento de profissionais e clientes, estoques locais e reguladores e no desenvolvimento de novos produtos e fornecedores.”

A Daltomare e a Dow Corning tendem a investir em mercados que exigem aplicações diferenciadas, como é o caso dos aditivos para tintas UV. Já a Carbono está investindo na qualificação da equipe e em estoques de produtos novos, que tragam maior qualidade, confiança e redução de custos para os clientes. A Deltech investiu recentemente na fábrica de Itapeva (SP), que hoje está preparada para atender o mercado de UV e outros.

Previsões para curto e médio prazos

O otimismo é unânime entre os fabricantes de matérias-primas para tintas UV. Todos aguardam significativo crescimento do mercado em curto ou médio prazos, mesmo sendo quase todos os produtos importados, o que de uma maneira ou de outra acaba gerando alguma dificuldade.

“As perspectivas são muito boas, dado que vários setores industriais estão em fase de adaptação da tecnologia aos seus processos industriais. Nos setores em que a tecnologia UV está consolidada, estima-se crescimento de 5% ao ano na indústria de madeira e laminados, e 10% ao ano na indústria gráfica. A entrada de novas aplicações, como em substratos plásticos, irá sem dúvida acelerar esse crescimento com a aplicação do uso da tecnologia em indústrias de cosméticos e embalagens. O setor automotivo já possui aplicações comerciais para a repintura, acelerando ainda mais o crescimento do setor”, avalia Matera.

Ele ainda comenta alguns requisitos que podem alavancar o mercado. “Fatores importantes para o desenvolvimento da tecnologia UV são a evolução da situação econômica do País, que afeta o poder de consumo de produtos, como móveis, publicações e outros produtos industriais. Também a implementação de controles ambientais mais rigorosos estimula a conversão para o UV.”

Para Russo, o segmento de cura UV é promissor. “Esse mercado se encontra em desenvolvimento crescente, aliado à proteção ambiental e ecológica, baixos níveis de VOC, rápida cura e revestimentos de alta performance. Devido a esses fatores, apostamos no crescimento do segmento em curto prazo.”

Já José Jordano, gerente de laboratório da Carbono, estima que o mercado crescerá acima do PIB. “Acredito que isso aconteça em função do aumento da escala com reduções de custo de produtos, equipamentos de pintura e tecnologia de aplicação. Existem alguns fatores que limitam o uso dessa tecnologia de pintura, como o custo da instalação e dos equipamentos para pintura UV, rolos e túneis de cura, e alto gasto de energia elétrica, mas já existem vernizes UV aplicados a pistola e túneis de cura bastante econômicos.”

Capozzi aposta principalmente no crescimento dos segmentos de pisos e plásticos. “Esse crescimento é fortemente dependente de alguns fatores econômicos, como taxa de câmbio e aumento do poder aquisitivo da população. Entendemos que existe potencial para crescer, inclusive com novas tecnologias, pois temos na América do Sul, especialmente no Brasil, empresas bem estruturadas e capacitadas tecnicamente para desenvolver o mercado. Acreditando nisso, a BASF tem se preparado e se estruturado para contribuir com esse desenvolvimento tecnológico também aqui na região, uma vez que já temos marcante participação em outros continentes (Europa e América do Norte).”

Sérgio Medeiros, analista de marketing da Grupar, acredita que o crescimento do setor deva ser incrementado mais para o final do ano. “Isso devido a 2006 ser um ano eleitoral, o que historicamente representa uma parada no mercado como um todo, e ao fato de a Copa ter terminado precocemente para o Brasil. Uma vez passado todo esse período eleitoral, com uma definição satisfatória e condizente com que o nosso país realmente precisa, ou seja, crescimento, responsabilidade e experiência, o crescimento deve se acelerar”.

Matérias-primas

A Adexim comercializa aditivos acrílicos, umectante de substrato, desaerante, que proporcionam resistência ao risco, aumento de brilho, correção de imperfeições de superfície, transparência, melhora na aplicabilidade, aderência entre camadas; aditivo acrílico funcional e reativo; aditivo multifuncional à base de silicone, que reduz efeito casca-de-laranja e crateras, antiespumante; aditivo isento de silicone, podendo ser adicionado na tinta pronta, promovendo umectação do substrato, crateras e acabamento superficial, nivelamento, aumento da resistência ao risco; ceras sintéticas; além de resinas acrílica, epóxi-acrilada e acrílica glicidil funcional.

A BASF possui linha de produtos bastante completa para o mercado de tintas UV: resinas epóxi acriladas aromáticas, como a Laromer LR 8986, de baixa viscosidade, isenta de monômero, para as mais diversas aplicações, como móveis e pisos; resina epóxi-acrilada alifática, a Laromer LR 8765, com elevada flexibilidade e especialmente indicada para hidroprimer em pisos de madeira; resinas poliéster acriladas com as mais diversas características, muito utilizadas nos pisos de madeira tipo parquet, como a Laromer PE 56 F; resinas uretano-acriladas de elevada flexibilidade e excelentes propriedades de adesão; resinas poliéter acriladas e poliéter acriladas modificadas com amina, com elevada reatividade e viscosidade muito baixa, podendo inclusive serem usadas como substitutos de monômeros reativos; emulsões e dispersões aquosas de resinas de cura UV; resinas desenvolvidas para desempenhar funções específicas, como umectação de pigmentos (Laromer LR 9013), resistência a risco (Laromer PO 9026 V) e como promotor de adesão (Laromer PA 9039 V). Também a resina do tipo dual-cure, Laromer LR 9000, que combina as vantagens de polimerização dos grupos éster do ácido acrílico iniciada por luz UV com a poliadição dos grupos isocianatos, independente da luz UV; diversos tipos de monômeros, desde os mais tradicionais, como TMPTA, TPGDA, entre outros, até especialidades como o Laromer EDGA, de viscosidade muito baixa, mas ainda com elevada reatividade; fotoiniciadores do tipo óxido de acilfosfina, Lucirin TPO e sua versão líquida isenta de monômeros, Lucirin TPO-L, que apresentam baixo odor, excelente cura em profundidade em aplicações de elevada camada em sistemas não pigmentados ou mesmo pigmentados, sendo especialmente indicados para tintas UV com dióxido de titânio, onde apresentam baixo amarelamento; co-iniciador do tipo amina terciária reativa, Laromer LR 8956; processo patenteado de cura UV de peças tridimensionais em ambiente de baixa concentração de oxigênio, Larolux.

A Cabot desenvolveu um negro-de-fumo específico para cura UV, chamado de Mogul E (na versão pó) e BP E na versão pellet. Esse pigmento tem como principais vantagens uma menor energia de cura, menor uso de fotoiniciadores, uma dispersão mais rápida e uma maior estabilidade da viscosidade.

A Carbono oferece para o mercado as resinas epóxi da Nan Ya, extremamente límpidas, claras e de baixo odor, com uma reprodutibilidade elevada que permite estabilidade muito grande para o formulador, e uma nova linha completa de fotoiniciadores de alta performance, que permitem adequar uma dosagem menor do produto de acordo com a necessidade do formulador, reduzindo o custo da formulação final. Além disso, a Carbono está trazendo da parceira Glassven uma linha de sílicas fosqueantes, que permite ao formulador reduzir a quantidade de sílicas nas formulações, obtendo o fosqueamento estável e sem interferir na reologia do produto acabado.

Também disponibiliza aditivos de alta performance da Troy: Carbocure 651 - aplicação geral, uso em sistemas pigmentados e transparentes, onde é permitido um mínimo de amarelamento; Carbocure 1173 - bom poder de solvência e reatividade, não amarela, uso em sistemas transparentes; CarbocureTPO - uso em sistemas transparentes e altas camadas, pigmentados brancos e coloridos, não amarela e apresenta velocidade de cura; Carbocure 907 - uso em sistemas pigmentados, apresenta alta velocidade de cura e forte absorção, amarela; Carbocure BP - excelente cura superficial, amarela, baixo odor, economia; Carbocure ITX - fotossensibilizador, uso em sistemas pigmentados e combinado com Carbocure 907; e o Carbocure 184 - usado em vernizes para papel, metal, plásticos e outros. Não amarela e apresenta boa estabilidade em sistemas UV.

A Cytec oferece ampla linha de produtos para cura UV, como diluentes reativos, monômeros acrílicos mono/di/tri/multi funcionais, epóxi-acrilados, poliésteres acrilados, uretanos acrilados, acrílicos acrilados, fotoiniciadores, veículos e completa linha de aditivos. Podem ser utilizados em todos os setores industriais, como automotivo, de artes gráficas, circuitos elétricos, embalagens, fibras ópticas, mobiliário, cosméticos, chapas e laminados de madeira.

A Daltomare conta com os aditivos especiais Dow Corning para fabricação de tintas e revestimentos UV, que promovem melhor deslizamento, resistência a riscos e anti-blocking, como, por exemplo, para formulações com poliéster ou acrilato com base epóxi.

A Datiquim oferece linha completa de fotoiniciadores, que dão grande flexibilidade ao formulador, mesmo em composições pigmentadas e filmes espessos. O Datispeed TPO é indicado para sistemas pigmentados branco e colorido de alta camada; e os Datispeed 481, ITX e 709 são usados para tintas pigmentadas coloridas. Já para verniz são os tradicionais Datispeed 73, Datispeed BDK e o Datispeed 481, além de uma amina terciária , Datispeed EDB, que dá excelente sinergia com os fotoiniciadores e baixo amarelamento.

A Degussa fornece ampla gama de produtos para linha de tintas e vernizes UV, como os aditivos da linha Tego - utilizados no controle de superfície do filme, dispersão de pigmentos, eliminação de espumas e bolhas, e para umectação de diferentes tipos de substratos. Também tem as resinas Vestagon uretano-acriladas, para produção de tintas em pó UV; os negros-de-fumo Special Black, com faixa de absorção de luz UV diferentes da faixa da maioria dos fotoiniciadores, apresentando alta força de tingimento e pouca absorção de óleo (tintas UV com baixa viscosidade); as resinas de adesão baseadas em poliésteres modificados, que conferem adesão de tintas e vernizes UV em substratos de baixa energia, como, por exemplo, substratos plásticos, além das sílicas fosqueantes da linha Acematt, com altíssimo poder de fosqueamento, o que possibilita a formulação de tintas e vernizes UV de baixo brilho sem que haja necessidade de dosagens altas de fosqueante; e as sílicas pirogênicas da linha Aerosil, um excelente aditivo de reologia e resistência mecânica ao filme. Por último, conta com a resina metacrílica Degalan PQ 611, que funciona com um aditivo para aumentar a flexibilidade e diminuir o encolhimento das tintas e vernizes UV.

A Deltech produz monômeros (incluindo-se alguns acrilados), resinas poliésteres insaturadas e resinas epóxi-acriladas, que podem ser utilizadas nos segmentos de móveis e pisos de madeira, plásticos e papel.

A Forscher comercializa tintas UV metálicas nas tonalidades ouro e prata à base de negro-de-fumo, para os segmentos de tintas de impressão - roto, flexo, offset e tintas industriais.

A Grupar disponibiliza para o mercado fotoiniciadores, monômeros, oligômeros, aditivos especiais e radiômetros (vendas de equipamentos e manutenção). Dentre as novidades estão a linha Genopol - fotoiniciadores poliméricos especialmente indicados para embalagens de alimentos; o DETX - uma alternativa segura ao ITX; o aditivo Silco FLW 332 - utilizado como agente nivelante; o Ultralube 1645 - indicado para formular revestimentos UV com baixo brilho; e o Genocure 98-283W - oligômero especial utilizado em sistemas UV base água. Há também a linha de radiômetros que cobre ampla gama de aplicações, permitindo o controle do processo UV nos mais diversos tipos de equipamentos e sistemas. Além da venda dos equipamentos, a Grupar oferece serviços de calibração e manutenção dos seus equipamentos.

A Itatex produz hidrossilicatos de alumínio ultrafino de elevada alvura (família do Saca), como pigmento extensor de dióxido de titânio, que permite economia entre 5% e 10% do total de dióxido de titânio existente numa dada fórmula de tinta UV. Além disso, faz parte dessa família de produtos uma gama específica de hidrossilicatos de alto poder de dispersão e boa estabilidade coloidal, tanto em meio aquoso como em solvente. Uma outra novidade é o desenvolvimento de um aditivo antipulverização, à base de silicato de magnésio (Itatalc), para ser utilizado em tintas UV com baixo poder de pulverização. Porém, a novidade mais recente é o desenvolvimento de um pigmento extensor ultrafino, à base de hidrossilicato de alumínio, de alta fluidez no estado sólido, que facilita a sua transferência para o dispersor, com vazão controlada, permitindo ganhos expressivos de produtividade e dispersão. As aplicações mais importantes dos produtos da Itatex são para flexografia, rotogravura e serigrafia.

A Quiminutri oferece linha completa de monômeros, oligômeros, fotoiniciadores, aditivos e estabilizantes. Também disponibiliza matérias-primas para quem produz os próprios oligômeros e resinas, como ácido acrílico, resina epóxi líquida e TMP (trimetilolpropano). Esses produtos são utilizados na fabricação de vernizes e tintas para madeira, vernizes gráficos (overprint varnishes), tintas de impressão (serigráficas, flexo, offset, inkjet), adesivos, vernizes e tintas para vidros e plásticos, e coatings para autopeças.

 
 
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