Apesar
de a SNCZ ser uma das líderes mundiais na produção
de cromato de estrôncio, com participação
de 3 mil toneladas no mercado total de 8 mil toneladas,
um de seus mais importantes executivos, Alexander Gibb,
diretor comercial e vice-presidente de vendas, esteve
no Brasil para divulgar a linha de fosfatos e polifosfatos
de zinco, cálcio e magnésio da empresa.
Isso porque, seguindo tendência mundial, cada vez
mais os cromatos devem ser substituídos por alternativas
mais amigáveis ao ambiente. “Todo ano venho
ao Brasil para visitar os clientes e apresentar nossos
novos produtos”, conta Gibb, explicando que o País
é um mercado importante, o número um na
América Latina para a SNCZ.
Gibb
relata que uma pequena parte do mercado tem demonstrado
interesse nesses recentes desenvolvimentos da empresa,
em especial o segmento de coil coating. Ele explica ainda
que são principalmente as grandes empresas que
atuam nesse segmento: “Essas grandes companhias
são muito proativas em remover os cromatos e a
SCNZ está desenvolvendo novos produtos sem cromatos
para coil coatings. Todo mundo está interessado
em substituir o cromato de estrôncio. Esse é
o assunto principal, especialmente em grandes companhias,
como DuPont e Akzo Nobel”, diz.
Ele
lembra, entretanto, que o processo de substituição
é um pouco demorado. “Os coil coatings são
muito usados em materiais para a construção
civil, em prédios, e também para um segmento
da linha automotiva. Por ser usado na construção
civil, é preciso que o revestimento tenha garantia
em torno de 20 a 30 anos contra a corrosão. Por
isso é necessário um tempo muito longo para
promover o material. O risco financeiro é muito
grande e há demora para fazer a substituição.”
Carlos
Russo, diretor técnico da Adexim-Comexim, representante
no Brasil dos produtos SNCZ, conlui dizendo que os pigmentos
anticorrosivos tendem a eliminar os derivados de cromo
para irem em direção aos tipos ecológicos.
“Com a restrição de uso de pigmentos
não ecológicos, esse mercado de fosfatos
e polifosfatos está crescendo continuamente e temos
tido substancial aumento de demanda, com crescimento final
na nossa área de cerca de até 10% ao ano.” |