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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 104 - Distribuição - Carbono
 
Descentralizar para crescer
 
Visando aumentar sua área de atuação e alcançar os mercados do Centro-Oeste e Sul, a distribuidora se reestrutura e cria novas unidades de negócio.
 
Cynthia Luz
 

Com posição consolidada em São Paulo e Rio de Janeiro, a Carbono Química decide investir na capilaridade e cria unidades de negócio descentralizadas para conquistar os mercados do Centro-Oeste e Sul. Para isso, está sendo instalada filial em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e dentro de dois meses estará em funcionamento outra unidade na Grande Curitiba.

“A estrutura de Ribeirão Preto servirá para aumentarmos nossa participação no mercado do Centro-Oeste, que é muito interessante. Eu confesso que não tinha noção da quantidade de fábricas de tinta, por exemplo, que existe em Goiás”, confessa Dennis dos Santos, gerente comercial. Para ele, os resultados dessa unidade já devem ser sentidos neste ano.

“Há cinco anos foi detectado que o mercado do Sul tem características e demandas diferenciadas em relação a São Paulo e percebemos que o distribuidor deveria ter uma atitude diferente para se instalar lá. Por isso, fizemos um planejamento - desde o ano passado estamos trabalhando nisso - e estamos instalando nos próximos 60 dias uma filial com estoque e laboratório, em Campina Grande do Sul, na região da Grande Curitiba, exatamente na confluência geográfica das rotas de caminhão entre São Paulo, Paraná e Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, especifica Gilberto Sabóia, responsável pela Unidade de Negócios Sul, complementando: “Com essa filial atenderemos todo o estado do Paraná e o norte e nordeste de Santa Catarina.”

Sabóia, que já vem atuando naquele mercado desde o ano passado, adianta que outra filial será instalada em Criciúma, que deve iniciar montagem ainda em 2006, provavelmente em dezembro. “A tendência é instalarmos a filial em Criciúma, para descentralizarmos um pouco, porque Porto Alegre e Joinville, as outras duas cidades em que pensamos, têm muitos distribuidores.” Além disso, os custos são menores e há possibilidade de equacionar melhor o zoneamento ambiental. “A Carbono já apresenta a preocupação com o ambiente há tempos. Prova disso são as providências que tomamos na matriz, em São Bernardo do Campo, no sentido de minimizar as emissões de hidrocarbonetos para a atmosfera”, reitera.

Sabóia explica que as filiais terão tancagem de solventes, estoque de carga seca e laboratório para atendimento emergencial ao cliente, em termos de aplicação e algumas análises mais simples. A exemplo do que ocorre na matriz e na filial de Ribeirão Preto, a preocupação com a qualidade e o ambiente serão fortes, contando inclusive com o seguro ambiental que cobre o produto da Carbono até virar o produto do cliente, ou seja, se houver um acidente no transporte ou um vazamento nas instalações do cliente, os incidentes são cobertos por esse seguro, o que desonera os parceiros.

As filiais do Sul terão, entretanto, uma forma de trabalho diferenciada da matriz: “Vamos trabalhar com produtos, com estratégias e sistemática de venda diferentes, atendendo o nosso lema, que é distribuir confiança. Queremos distribuir confiança para os nossos clientes com produto correto, equipe adequada e preço a contento. Sempre com o intuito de que o cliente tenha um laço de confiança com a Carbono. Não queremos atender um número, mas um parceiro, como nome, identidade e necessidades diferenciadas dos demais clientes. Pretendemos respeitar os regionalismos que existem, as peculiaridades de cada estado”, conclui, especificando que, com essa iniciativa espera que a Carbono alcance um faturamento de 20% a 25% do que a Carbono faturava como um todo no ano passado: “Depois de um ano de trabalho, já chegamos a 10% do faturamento da empresa”, comemora.

 
 
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