Com
posição consolidada em São Paulo
e Rio de Janeiro, a Carbono Química decide investir
na capilaridade e cria unidades de negócio descentralizadas
para conquistar os mercados do Centro-Oeste e Sul. Para
isso, está sendo instalada filial em Ribeirão
Preto, no interior de São Paulo, e dentro de dois
meses estará em funcionamento outra unidade na
Grande Curitiba.
“A
estrutura de Ribeirão Preto servirá para
aumentarmos nossa participação no mercado
do Centro-Oeste, que é muito interessante. Eu confesso
que não tinha noção da quantidade
de fábricas de tinta, por exemplo, que existe em
Goiás”, confessa Dennis dos Santos, gerente
comercial. Para ele, os resultados dessa unidade já
devem ser sentidos neste ano.
“Há
cinco anos foi detectado que o mercado do Sul tem características
e demandas diferenciadas em relação a São
Paulo e percebemos que o distribuidor deveria ter uma
atitude diferente para se instalar lá. Por isso,
fizemos um planejamento - desde o ano passado estamos
trabalhando nisso - e estamos instalando nos próximos
60 dias uma filial com estoque e laboratório, em
Campina Grande do Sul, na região da Grande Curitiba,
exatamente na confluência geográfica das
rotas de caminhão entre São Paulo, Paraná
e Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, especifica
Gilberto Sabóia, responsável pela Unidade
de Negócios Sul, complementando: “Com essa
filial atenderemos todo o estado do Paraná e o
norte e nordeste de Santa Catarina.”
Sabóia,
que já vem atuando naquele mercado desde o ano
passado, adianta que outra filial será instalada
em Criciúma, que deve iniciar montagem ainda em
2006, provavelmente em dezembro. “A tendência
é instalarmos a filial em Criciúma, para
descentralizarmos um pouco, porque Porto Alegre e Joinville,
as outras duas cidades em que pensamos, têm muitos
distribuidores.” Além disso, os custos são
menores e há possibilidade de equacionar melhor
o zoneamento ambiental. “A Carbono já apresenta
a preocupação com o ambiente há tempos.
Prova disso são as providências que tomamos
na matriz, em São Bernardo do Campo, no sentido
de minimizar as emissões de hidrocarbonetos para
a atmosfera”, reitera.
Sabóia
explica que as filiais terão tancagem de solventes,
estoque de carga seca e laboratório para atendimento
emergencial ao cliente, em termos de aplicação
e algumas análises mais simples. A exemplo do que
ocorre na matriz e na filial de Ribeirão Preto,
a preocupação com a qualidade e o ambiente
serão fortes, contando inclusive com o seguro ambiental
que cobre o produto da Carbono até virar o produto
do cliente, ou seja, se houver um acidente no transporte
ou um vazamento nas instalações do cliente,
os incidentes são cobertos por esse seguro, o que
desonera os parceiros.
As
filiais do Sul terão, entretanto, uma forma de
trabalho diferenciada da matriz: “Vamos trabalhar
com produtos, com estratégias e sistemática
de venda diferentes, atendendo o nosso lema, que é
distribuir confiança. Queremos distribuir confiança
para os nossos clientes com produto correto, equipe adequada
e preço a contento. Sempre com o intuito de que
o cliente tenha um laço de confiança com
a Carbono. Não queremos atender um número,
mas um parceiro, como nome, identidade e necessidades
diferenciadas dos demais clientes. Pretendemos respeitar
os regionalismos que existem, as peculiaridades de cada
estado”, conclui, especificando que, com essa iniciativa
espera que a Carbono alcance um faturamento de 20% a 25%
do que a Carbono faturava como um todo no ano passado:
“Depois de um ano de trabalho, já chegamos
a 10% do faturamento da empresa”, comemora. |