Sempre
que vemos objetos com cores metálicas somos automaticamente
levados a pensar nos metais correspondentes à cor.
Os dourados nos reportam ao ouro; os prateados, à
prata, e os nacarados, à pérola, o que dá
a impressão de nobreza, qualidade; nos faz pensar
em produtos premium. Isso já explica a preferência
por tons metálicos e perolados, mas, aliada a essa
característica, a moda também pede brilhos
e efeitos. Acessórios dourados, prateados ou cobreados
são o hit da estação e acabam por
influenciar até na escolha da cor dos eletrodomésticos,
eletroeletrônicos, portáteis ou não,
e até na hora da compra do automóvel. Essa
tendência extrapola os bens de consumo e chega às
embalagens e publicações, que também
investem em brilho para se diferenciar e atrair a atenção
do consumidor. Bom para os fabricantes e distribuidores
dos chamados pigmentos de efeito, que vêm o mercado
manter-se em crescimento, a despeito do desaquecimento
registrado na economia.
Mesmo
com esse gosto dos brasileiros por brilho, a produção
local dos pigmentos de efeito ainda é pequena e
grande parte do que é comercializado localmente
é importada. Para André Cabral Martins,
gerente-geral da True Color, “os pigmentos de efeito
na verdade contam com poucos fabricantes no Brasil e no
mundo. No caso por exemplo dos pigmentos metálicos
e perolizados, esse fato se deve principalmente ao know
how necessário para fabricá-los”.
Concorda
com isso Jonas José Chalita, gerente de vendas
da Divisão Especialidades e Pigmentos da Dynatech
Química: “Esse tipo de pigmento não
é fácil de produzir. Embora não tenha
uma idéia concreta de quanto seria necessário
em termos de investimentos financeiros para se ter uma
instalação fabril local, acho que, pelo
volume de mercado, pela complexidade no processo produtivo,
pelo controle de qualidade nada fácil, principalmente
o colorimétrico, entre outros motivos, não
compensa ter uma fábrica no Brasil. Na minha opinião,
se o uso na indústria automobilística das
chamadas cores perolizadas ou de efeito tivesse mantido
os mesmos volumes dos anos de 1996-1998 até seria
interessante, mas isso não aconteceu. Pelo contrário.
É só olharmos ao nosso redor nas ruas para
vermos quais as cores predominantes.”
Já
José Marques Qualiotto, gerente de suporte técnico
de Químicos de Performance para Coatings, Plásticos
e Specialties da BASF, acredita que a escassez de produção
local ocorre “porque são pigmentos que exigem
uma elevada tecnologia de produção. Por
isso uma parte significativa dos produtos comercializados
no Brasil não é produzida localmente”.
Para
Marcos Raicher, diretor da Colornet, e Ubirajara Kormanski,
gerente-geral da Silberline Brasil, a produção
de pigmentos de efeito exige investimento no desenvolvimento
e manutenção de tecnologias sofisticadas,
segurança e qualidade. “A globalização
facilitou muito a difusão das aplicações
e disposição dos mais avançados pigmentos
de efeito no Brasil, porém, os volumes de comercialização
dos pigmentos de efeito comparados com outros pigmentos
commodities do mercado são infinitamente mais baixos”,
pondera Raicher, e Kormanski acrescenta: “Os investimentos
necessários para a produção desses
pigmentos são muito pesados e as fábricas
só se viabilizam a partir de certo volume mínimo
de produção.”
Para
Élcio Oliveira, diretor a Surcolor, “os pigmentos
de efeito, tais como fosforescentes, termocrômicos,
fotocrômicos, dentre outros, são pigmentos
relativamente novos no mercado de tintas, plásticos
e papéis. Dessa forma, muitos deles ainda estão
sob proteção de patentes internacionais.
Além disso, o mercado consumidor desses materiais
ainda é muito resistente a utilizar produtos que
não tenham uma tecnologia de produção
avançada”.
Já
na opinião de Harry Heise, diretor da Forscher,
“os pigmentos de efeito contam com poucos fabricantes
no País porque, basicamente, qualquer tipo de produto
em que o número de fabricantes é reduzido
deve-se ao fato de existirem barreiras de entrada no mercado
em questão. Essas barreiras podem ser tecnológicas,
financeiras, de tamanho do mercado, entre outras. No caso
dos pigmentos de efeito, o fato de existirem poucos fabricantes
no Brasil tem a ver, principalmente, com o binômio
demanda e custo de implementação de novas
fábricas. Esses fatores, aliados às capacidades
ociosas de alguns produtores em outros países e
novas ofertas da Ásia, diminuem o interesse em
investimentos locais”.
Regina
Schwab Rufo, diretora comercial da Braschemical, lembra
que os pigmentos especiais, muitas vezes, contam com um
custo alto e giro baixo, o que inibe investimentos em
unidades fabris. “Alguns tipos seguem moda, sazonalidade,
e são fornecidos para nichos de mercado.”
E José Carlos Bartholi, diretor comercial da Minérios
Ouro Branco, reitera: “Há poucos fabricantes
desses pigmentos porque demandam alto investimento em
fábricas, contam com mercado restrito e exigem
tecnologia de ponta, fatores que dificultam o acesso e
implantação de uma unidade de produção.”
Do
lado dos fabricantes, Enéo Mendes Júnior,
diretor comercial da Aldoro, acentua: “Existem poucos
fabricantes no mundo desses pigmentos, mas todos os principais
fabricantes mundiais estão presentes no mercado
brasileiro.”
Rubens
Alfredo Parodi, gerente técnico da Datiquim, complementa:
“A Datiquim Pigmentos é o maior fabricante
de pigmentos fluorescentes na América Latina e
eu considero que a alta taxa de juros e de impostos dificulta
a implantação de novas fábricas.”
Tendências
de mercado
Exemplo
bastante visível da preferência dos brasileiros
pelos pigmentos diferenciados, os automóveis que
trafegam por nossas cidades e estradas são, na
sua maioria, prateados - em todas as nuanças -,
em cores metálicas ou em cores sólidas com
detalhes em prata e ouro. Nas prateleiras dos magazines,
os eletrodomésticos e eletroeletrônicos também
aderiram ao prateado e até a vedete do mercado
- o celular - tem a maior parte de seus modelos disponíveis
nessa cor. As embalagens de produtos para o cuidado da
pele e dos cabelos também têm forte presença
de efeitos perolados. Além disso, a moda pede acessórios
em ouro, prata e cobre. A moda é o brilho. Com
isso, os pigmentos de efeito têm suas vendas garantidas.
Raicher
e Kormanski ponderam que “a tendência de efeitos
metálicos e perolados em tintas automotivas chega
a mais de 70% das cores nacionais. Basta percorrer lojas
de equipamentos eletrônicos, celulares e outros
eletroeletrônicos ou observar embalagens em supermercados
para notar a predominância das cores prata e metálicas.
Existe uma grande tendência de crescimento do mercado
no uso de pigmento de efeito. Somos atraídos pela
luz, pelo brilho, e hoje se procura cada vez mais a diferenciação
e customização de carros, equipamentos eletrônicos,
celulares etc. As solicitações mais freqüentes
são de alumínios extremamente brilhantes
e refletivos, efeitos de transição de cores
em vários ângulos ou efeitos perolados diversos”.
Martins
concorda: “Especificamente no caso dos pigmentos
metálicos, o volume consumido no mercado brasileiro
atualmente é alto devido principalmente à
popularidade dessas cores no mercado automotivo e de tintas
para plástico. No nosso entender, a tendência
do uso de pigmentos metálicos nesses setores deve
ter uma pequena queda nos próximos anos.”
As especialidades sempre foram o foco principal da True
Color, no caso, os pigmentos metálicos. Atualmente
cerca de 70% do faturamento da empresa vem desse segmento.
Regina,
por sua vez, detalha que “há mercados onde
os pigmentos de efeito são utilizados com certa
freqüência. É o caso dos pigmentos perolados
e metálicos para tintas automotivas OEM e repintura,
cosméticos e embalagens plásticas. Já
os fluorescentes, normalmente, são sazonais no
mercado têxtil e de calçados (seguindo a
moda) e embalagens (onde são utilizados dependendo
de projetos que tenham essas cores). Neste ano, temos
sentido uma demanda maior por pigmentos fosforescentes
para segurança e termocrômicos para efeitos
em diferentes aplicações”.
Já
Qualiotto entende que há tendência de crescimento,
principalmente nas áreas de tintas automotivas
e industriais. “No caso de tintas automotivas há
uma certa saturação de cores pratas e pretos,
o que pode ser uma oportunidade para o futuro no médio
prazo.” E Chalita crê que, em médio
e longo prazos, os volumes comercializados devam aumentar.
“Tudo depende do que as montadoras decidam aceitar,
em termos de custo, nas novas opções para
seus leques de cores futuras.”
“O
uso desses pigmentos é bastante específico.
Eventual crescimento depende do comportamento do mercado
brasileiro de tintas como um todo”, avalia Mendes
Jr., revelando que os pigmentos metálicos para
a indústria de tintas representam cerca de 85%
do faturamento da Aldoro.
Parodi
avalia que “a necessidade das empresas de diferenciarem
seus produtos dos produtos concorrentes, seja aumentando
a visibilidade e a percepção ou conferindo
a eles uma aparência mais sofisticada, tem garantido
um aumento de consumo desses pigmentos independentemente
do aquecimento ou não do mercado.”
O
mercado que usa esses pigmentos teve início com
a importação do produto acabado em que esses
materiais estavam presentes, lembra Oliveira, observando
que “hoje, há uma tendência de aumento
do consumo em função dos fabricantes de
tintas e derivados já estarem aptos a fazerem o
produto aqui no Brasil”.
Bartholi
comemora o fato dos pigmentos perolados representarem
atualmente 15% do faturamento da Minérios Ouro
Branco, índice alcançado nos últimos
três anos. “Para produtos que eram quase zero
há três anos, é um crescimento expressivo.
E a tendência é crescer ainda mais. Hoje
o uso desses produtos em tintas ainda é pontual,
mas vem crescendo ano a ano, pois os pigmentos de efeito
são diferenciados, propiciando à tinta um
caráter exclusivo. Um nicho de mercado de alto
valor agregado que tem atraído os fabricantes de
tinta.”
Na
visão de Heise, o mercado de tintas automotivas,
por exemplo, já utiliza grande quantidade de pigmentos
de efeito, sejam eles perolados, de interferência,
alumínios ou bronzes. As tintas gráficas
também têm um consumo consolidado. “Nesses
mercados já maduros, o que se espera é a
mudança de tendências de cores, ampliando
novamente a participação de pigmentos perolados
e de cores mais intensas. O mercado de tintas industriais
ainda não possui consumo muito elevado e apresenta
tendência de crescimento para os próximos
anos. Novas tecnologias de aplicação de
pigmentos metálicos, por exemplo, em tintas em
pó têm conferido uma qualidade cada vez maior
ao produto final, valorizando-os e criando novas tendências
de estilo. As tintas decorativas, por sua vez, exceção
feita a algumas tintas para pintura de metais, praticamente
não empregam pigmentos de efeito e não se
esperam grandes mudanças nesse segmento.”
Produtos
Atualmente,
a True Color oferece uma série de produtos ao mercado.
Entre eles estão as pastas de alumínio para
sistemas aquosos e sistemas UV, pigmentos metálicos
para tintas em pó, tintas de impressão,
plásticos, anticondutivos e para imitação
de efeito cromado, substituindo processos como cromação
e metalização a vácuo, atendendo
os mercados de tintas automotivas, tintas decorativas,
tintas de impressão, tintas em pó e tintas
industriais.
A
Dynatech conta com a linha Dynapearl, pigmentos perolizados,
de efeito, com várias alternativas tanto de cores
como formas e estruturas, de ampla compatibilidade com
diferentes sistemas. Mantém estoque local. “Gostaria
de salientar que estamos trabalhando junto a nossos parceiros
no sentido de termos outras alternativas técnicas
colorimétricas para estes tipos de produtos”,
avisa Chalita.
A
BASF oferece o Paliocrom Gold L 2000, Paliocrom Orange
L 2800 e Paliocrom Sparkling Red L 3505 - alumínios
tipo corn flake ou silver dolar (no caso do L 3505), recobertos
com uma camada de óxido de ferro. A espessura da
camada é da ordem de nanômetros e determina
a cor final do produto: dourado, alaranjado ou vermelho.
Apresentam elevada saturação cromática,
brilho e cobertura num único pigmento de efeito.
“São usados principalmente em amarelos, dourados
e vermelhos metálicos, com bom poder de cobertura;
como todos os pigmentos que são usados em tintas
automotivas originais, possuem uma excelente solidez a
intempéries.
Adicionalmente,
com a aquisição da Engelhard pela BASF,
o portfólio de pigmentos de efeito da BASF será
ampliado significativamente”, ressalta Qualiotto,
acrescentando que os produtos são aplicados em
tintas automotivas originais e de repintura e tintas industriais
para celulares, embalagens e outros.
A
Aldoro produz dois grandes grupos de pigmentos metálicos:
as chamadas purpurinas, que são os pigmentos de
bronze (linhas Stanlux Gold e Pell Gold) e os pigmentos
de alumínio (linhas Stanlux Paste, Stanlux Silver,
Stanlux Pell e Stanlux Flake). Ambos os pigmentos podem
ser fornecidos na forma de pó, pasta ou pellets.
“Os pigmentos de bronze são usados, principalmente,
em tintas decorativas, spray e impressão, jáos
pigmentos de alumínio, em tintas industriais, manutenção,
decorativas, impressão e automotivas”, esclarece
Mendes Jr.
Especialidades
de cores e efeitos são o grande foco da Colornet,
cujos pigmentos de efeito têm diversas aplicações
em tintas automotivas, tintas industriais, aerossóis,
tintas em pó, coil coating, tintas decorativas
(base água e solvente), tintas de impressão
(offset, flexografia , rotogravura e serigrafia) e plásticos
diversos.
A
empresa representa a Silberline, maior fabricante mundial
de pigmentos metálicos de alta performance, que
oferece uma linha completa de mais de 300 pastas e pó
de alumínio para tintas automotivas, industriais,
plásticos, tintas de impressão e cosméticos.
“A necessidade do mercado é obter efeitos
cada vez mais brilhantes com pigmentos de alumínio
com partículas cada vez menores”, pondera
Raicher.
Entre
os produtos da marca, ele destaca a linha Starbrite, com
alumínios altamente refletivos e efeito espelhado,
que podem ser uma alternativa à metalização;
a família Sparkle Silver Ultra, linha de produtos
com partículas lenticulares extremamente polidas
e brilhantes produzidas com alta tecnologia e utilizadas
em tintas em geral, tintas de impressão e plásticos;
a linha Tufflake, com os pigmentos de maior resistência
que não alteram o efeito quando submetidos ao impacto
mecânico; e os pigmentos de efeito holográfico
da linha Spectratek. “Além desses, estamos
lançando no Brasil os pigmentos Silbercote PC,
que são pigmentos de alumínio em pó
revestidos para tintas em pó e plásticos.
É importante ressaltar que além da conhecida
linha Sparkle Silver, Eternabrite, foi desenvolvida e
já estamos fornecendo para o mercado nacional uma
linha de alumínios econômicos de alta qualidade
que atende as necessidades de redução de
custos do mercado”, acentua Kormanski.
Em
pigmentos perolados, a Colornet desenvolve a linha SunMica,
da SunChemical, para a utilização na área
automotiva, industrial e plásticos. “Além
desses produtos, possuímos alguns efeitos especiais,
como o Starlight, com flocos de vidro que dão efeito
de pontos brilhantes similares ao diamante usado em tintas
e plásticos”, lembra Raicher, concluindo:
“Finalmente, destacamos a linha Chamaleon, formada
por pigmentos de efeito com diversas variações
de cores em ângulos distintos, amplamente difundidos
principalmente na aplicação de tunning,
e os corantes fotocromáticos Reversacol, que variam
conforme a luz.”
A
Datiquim Pigmentos é fabricante de pigmentos fluorescentes,
atendendo o mercado interno e também exportando
para Europa e América Latina, o que faz com que
esse produto represente o maior volume de vendas da empresa,
seguido pelos pigmentos perolados, dos quais mantém
em estoque ampla gama de cores e tamanhos de partícula.
“Produzimos os pigmentos fluorescentes e comercializamos
pigmentos perolados, fotocrômicos, termocrômicos,
fosforescentes, refletivos e corantes fluorescentes”,
detalha Parodi.
De
acordo com ele, a Datiquim está focada em pigmentos
especiais e sempre procura oferecer ajuda a seus clientes
para desenvolver produtos que tenham características
diferenciadas. “Na área de fosforescentes,
por exemplo, estamos agregando o tipo de alta duração
para uso em segurança. Nossa nova linha de pigmentos
fluorescentes para tintas base solvente e base aquosa,
Fluorcolor DI 2200 e 2700 respectivamente, apresenta pureza
de cor excepcional e cobertura que permite o uso em aplicações
inovadoras onde é necessário alto grau de
brilho ou camadas mais finas com maior fechamento”,
assevera o gerente técnico da empresa.
A
SITC Surcolor International representa a Sterling Colours,
que está associada a Glowbug, ambas na Inglaterra.
Na sua linha de produtos encontramos os pigmentos fluorescentes,
fosforescentes incolor e colorido, termocrômicos
e pigmentos invisíveis ultravioleta e infravermelho,
que apresentam boa compatibilidade com todos os substratos
e meios de aplicação. Podem ser usados em
tintas offset, flexográficas base água ou
solvente, plásticos e papéis.
A
Minérios Ouro Branco oferece a linha de pigmentos
perolados Ouropearl, nas linhas branco (Silver), dourado
(Golden) e cobre/bronze (Iron), que apresentam gama variada
de tamanhos de partícula, reproduzindo, além
do aspecto perolizado, brilho e refletância intensos,
que variam de acordo com o tamanho da partícula
utilizada. “Além dos básicos, temos
também os pigmentos perolados iridescentes e multicolors,
que sofrem interações com a incidência
de luz, alterando sua coloração, produzindo
os mais variados efeitos de cores. Estamos desenvolvendo
a linha de pérolas metálicas, as quais reproduzem
as cores metálica prata e ouro. Os pigmentos perolados
têm como principal aplicação reproduzir
o efeito pérola e metálico nas tintas de
acabamento de superfícies, promovendo brilho, refletância
e efeitos visuais diversos. Para as aplicações
metálicas os pigmentos perolados apresentam vantagens
por serem compatíveis aos meios aquoso e solvente.
Por se tratar de pigmentos com alta resistência
química e térmica, são utilizados
em tintas de engenharia, automotiva, têxtil, imobiliária
etc.”, acentua Bartholi.
A
Forscher, por meio de sua parceria com a Wolstenholme
International, com sede na Inglaterra, oferece ao mercado
completa linha de produtos de efeito metálico.
São pigmentos de alumínios - Linha Premial
- e bronzes - Linha Premior - para as indústrias
de tintas em geral, de tintas gráficas, de tingimento
de plásticos, de couros, de cosméticos,
têxteis, entre outras, com destaque para os pigmentos
de alumínio tipo “silver dollar”, que
conferem elevado brilho metálico às aplicações.
Esses pigmentos são oferecidos na forma de pellets,
em pastas com os mais diversos solventes (de acordo com
as necessidades dos clientes), e na forma despoeirada,
isenta de pós, que podem gerar o perigo de explosão
dos pigmentos metálicos de alumínio.
A
empresa também tem em seu portfólio os pigmentos
dourados, oferecidos nas mais diversas formas, nas cores
rico, pálido, rico-pálido, cobre (entre
outras), dotados de revestimentos especiais para aplicações
em tintas automotivas ou tintas industriais, que conferem
aos produtos altas resistências a temperaturas,
ao intemperismo e química.
“Nossos
produtos (pellets, pastas, pó) são compatíveis
com os mais diversos sistemas de aplicação
- base água, base solvente, tinta pó e outros.
Oferecemos também os concentrados de pigmentos
resinados base d’água, os RPCs. Nós
temos ainda produtos metálicos para tintas base
água - Linha Unipak Waterbased (flexo, roto e filmes),
tintas de cura UV - Linha Unipak Super Cure UV - e tintas
offset - Linhas Unipak SuperLitho, Unipak Low VIC, Unipak
SuperWeb, Unipak Mirasheen (à base de pigmentos
metalizados a vácuo) e Unipak MetalFX”, assegura
Heise, acrescentando que a Forscher ainda conta com uma
completa linha de pigmentos perolados e de interferência
de origem chinesa.
A
Braschemical oferece linha de pigmentos e aditivos de
efeito, tendo como principais parceiros a DayGlo, dos
Estados Unidos, com fluorescentes, fosforescentes e luminescentes;
a Matsui, do Japão, com termocrômicos e fotocrômicos;
a Expancel, da Suécia, com microesferas expansíveis;
glitters provenientes da Ásia; e dióxido
de titânio micronizado, da finlandesa Kemira, entre
outros. Os pigmentos e demais aditivos de efeito representam
hoje em torno de 50% do faturamento da empresa. Os outros
50% são divididos entre pigmentos e aditivos.
“Oferecemos
os pigmentos fluorescentes, fosforescentes e luminescentes
da DayGlo para tintas gráficas, incluindo impressos
de segurança, embalagens flexíveis, tintas
para revistas, papéis especiais, etiquetas, etc.
Os fosforescentes são utilizados também
para sinalização e segurança.
Tintas
para serigrafia base água e solvente, tintas UV
, tintas em pó e plastisol também utilizam
fluorescentes e fosforescentes. Os pigmentos termocrômicos
e fotocrômicos são utilizados principalmente
pelo efeito de mudança de cor e algumas aplicações
de segurança, sendo aplicados em papéis,
rótulos, documentos e brindes. O UV Titan, da Kemira,
é um produto bem consagrado no mercado automotivo
e dá o efeito flip-flop ou geada em tintas OEM,
repintura e autopartes. Ele deve ser utilizado em conjunto
com o pigmento alumínio para dar o efeito de variação
de cor de acordo com o ângulo de incidência
da luz, podendo mudar de prata-azulado para dourado. A
composição do alumínio com cores
e UV Titan também dá um efeito interessante”,
detalha Regina.
Ela
recorda que, no ano passado, a Braschemical lançou
a linha de óxido de ferro micaceous, da representada
Kärntner, da Áustria, com partículas
maiores, para linha decorativa. “São pigmentos
de óxido de ferro na cor grafite metalizado, que,
quando utilizados em tintas decorativas, dão um
efeito metálico interessante. Também no
ano passado acrescentamos ao portfólio da Braschemical
uma linha mais completa de glitters e iniciamos trabalho
com pigmentos perolados”, diz. |