Segmento de Pintura Industrial Segmento de Pintura Decorativa ou Automotiva
Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 104 - Pigmentos de efeito
 
Tudo que reluz é...
 
Num país onde as cores metálicas estão na moda, seja no setor automobilístico seja no de eletroeletrônicos ou gráfico, a demanda pelos pigmentos de efeito cresce constantemente.
 
Cynthia Luz
 

Sempre que vemos objetos com cores metálicas somos automaticamente levados a pensar nos metais correspondentes à cor. Os dourados nos reportam ao ouro; os prateados, à prata, e os nacarados, à pérola, o que dá a impressão de nobreza, qualidade; nos faz pensar em produtos premium. Isso já explica a preferência por tons metálicos e perolados, mas, aliada a essa característica, a moda também pede brilhos e efeitos. Acessórios dourados, prateados ou cobreados são o hit da estação e acabam por influenciar até na escolha da cor dos eletrodomésticos, eletroeletrônicos, portáteis ou não, e até na hora da compra do automóvel. Essa tendência extrapola os bens de consumo e chega às embalagens e publicações, que também investem em brilho para se diferenciar e atrair a atenção do consumidor. Bom para os fabricantes e distribuidores dos chamados pigmentos de efeito, que vêm o mercado manter-se em crescimento, a despeito do desaquecimento registrado na economia.

Mesmo com esse gosto dos brasileiros por brilho, a produção local dos pigmentos de efeito ainda é pequena e grande parte do que é comercializado localmente é importada. Para André Cabral Martins, gerente-geral da True Color, “os pigmentos de efeito na verdade contam com poucos fabricantes no Brasil e no mundo. No caso por exemplo dos pigmentos metálicos e perolizados, esse fato se deve principalmente ao know how necessário para fabricá-los”.

Concorda com isso Jonas José Chalita, gerente de vendas da Divisão Especialidades e Pigmentos da Dynatech Química: “Esse tipo de pigmento não é fácil de produzir. Embora não tenha uma idéia concreta de quanto seria necessário em termos de investimentos financeiros para se ter uma instalação fabril local, acho que, pelo volume de mercado, pela complexidade no processo produtivo, pelo controle de qualidade nada fácil, principalmente o colorimétrico, entre outros motivos, não compensa ter uma fábrica no Brasil. Na minha opinião, se o uso na indústria automobilística das chamadas cores perolizadas ou de efeito tivesse mantido os mesmos volumes dos anos de 1996-1998 até seria interessante, mas isso não aconteceu. Pelo contrário. É só olharmos ao nosso redor nas ruas para vermos quais as cores predominantes.”

Já José Marques Qualiotto, gerente de suporte técnico de Químicos de Performance para Coatings, Plásticos e Specialties da BASF, acredita que a escassez de produção local ocorre “porque são pigmentos que exigem uma elevada tecnologia de produção. Por isso uma parte significativa dos produtos comercializados no Brasil não é produzida localmente”.

Para Marcos Raicher, diretor da Colornet, e Ubirajara Kormanski, gerente-geral da Silberline Brasil, a produção de pigmentos de efeito exige investimento no desenvolvimento e manutenção de tecnologias sofisticadas, segurança e qualidade. “A globalização facilitou muito a difusão das aplicações e disposição dos mais avançados pigmentos de efeito no Brasil, porém, os volumes de comercialização dos pigmentos de efeito comparados com outros pigmentos commodities do mercado são infinitamente mais baixos”, pondera Raicher, e Kormanski acrescenta: “Os investimentos necessários para a produção desses pigmentos são muito pesados e as fábricas só se viabilizam a partir de certo volume mínimo de produção.”

Para Élcio Oliveira, diretor a Surcolor, “os pigmentos de efeito, tais como fosforescentes, termocrômicos, fotocrômicos, dentre outros, são pigmentos relativamente novos no mercado de tintas, plásticos e papéis. Dessa forma, muitos deles ainda estão sob proteção de patentes internacionais. Além disso, o mercado consumidor desses materiais ainda é muito resistente a utilizar produtos que não tenham uma tecnologia de produção avançada”.

Já na opinião de Harry Heise, diretor da Forscher, “os pigmentos de efeito contam com poucos fabricantes no País porque, basicamente, qualquer tipo de produto em que o número de fabricantes é reduzido deve-se ao fato de existirem barreiras de entrada no mercado em questão. Essas barreiras podem ser tecnológicas, financeiras, de tamanho do mercado, entre outras. No caso dos pigmentos de efeito, o fato de existirem poucos fabricantes no Brasil tem a ver, principalmente, com o binômio demanda e custo de implementação de novas fábricas. Esses fatores, aliados às capacidades ociosas de alguns produtores em outros países e novas ofertas da Ásia, diminuem o interesse em investimentos locais”.

Regina Schwab Rufo, diretora comercial da Braschemical, lembra que os pigmentos especiais, muitas vezes, contam com um custo alto e giro baixo, o que inibe investimentos em unidades fabris. “Alguns tipos seguem moda, sazonalidade, e são fornecidos para nichos de mercado.” E José Carlos Bartholi, diretor comercial da Minérios Ouro Branco, reitera: “Há poucos fabricantes desses pigmentos porque demandam alto investimento em fábricas, contam com mercado restrito e exigem tecnologia de ponta, fatores que dificultam o acesso e implantação de uma unidade de produção.”

Do lado dos fabricantes, Enéo Mendes Júnior, diretor comercial da Aldoro, acentua: “Existem poucos fabricantes no mundo desses pigmentos, mas todos os principais fabricantes mundiais estão presentes no mercado brasileiro.”

Rubens Alfredo Parodi, gerente técnico da Datiquim, complementa: “A Datiquim Pigmentos é o maior fabricante de pigmentos fluorescentes na América Latina e eu considero que a alta taxa de juros e de impostos dificulta a implantação de novas fábricas.”

Tendências de mercado

Exemplo bastante visível da preferência dos brasileiros pelos pigmentos diferenciados, os automóveis que trafegam por nossas cidades e estradas são, na sua maioria, prateados - em todas as nuanças -, em cores metálicas ou em cores sólidas com detalhes em prata e ouro. Nas prateleiras dos magazines, os eletrodomésticos e eletroeletrônicos também aderiram ao prateado e até a vedete do mercado - o celular - tem a maior parte de seus modelos disponíveis nessa cor. As embalagens de produtos para o cuidado da pele e dos cabelos também têm forte presença de efeitos perolados. Além disso, a moda pede acessórios em ouro, prata e cobre. A moda é o brilho. Com isso, os pigmentos de efeito têm suas vendas garantidas.

Raicher e Kormanski ponderam que “a tendência de efeitos metálicos e perolados em tintas automotivas chega a mais de 70% das cores nacionais. Basta percorrer lojas de equipamentos eletrônicos, celulares e outros eletroeletrônicos ou observar embalagens em supermercados para notar a predominância das cores prata e metálicas. Existe uma grande tendência de crescimento do mercado no uso de pigmento de efeito. Somos atraídos pela luz, pelo brilho, e hoje se procura cada vez mais a diferenciação e customização de carros, equipamentos eletrônicos, celulares etc. As solicitações mais freqüentes são de alumínios extremamente brilhantes e refletivos, efeitos de transição de cores em vários ângulos ou efeitos perolados diversos”.

Martins concorda: “Especificamente no caso dos pigmentos metálicos, o volume consumido no mercado brasileiro atualmente é alto devido principalmente à popularidade dessas cores no mercado automotivo e de tintas para plástico. No nosso entender, a tendência do uso de pigmentos metálicos nesses setores deve ter uma pequena queda nos próximos anos.” As especialidades sempre foram o foco principal da True Color, no caso, os pigmentos metálicos. Atualmente cerca de 70% do faturamento da empresa vem desse segmento.

Regina, por sua vez, detalha que “há mercados onde os pigmentos de efeito são utilizados com certa freqüência. É o caso dos pigmentos perolados e metálicos para tintas automotivas OEM e repintura, cosméticos e embalagens plásticas. Já os fluorescentes, normalmente, são sazonais no mercado têxtil e de calçados (seguindo a moda) e embalagens (onde são utilizados dependendo de projetos que tenham essas cores). Neste ano, temos sentido uma demanda maior por pigmentos fosforescentes para segurança e termocrômicos para efeitos em diferentes aplicações”.

Já Qualiotto entende que há tendência de crescimento, principalmente nas áreas de tintas automotivas e industriais. “No caso de tintas automotivas há uma certa saturação de cores pratas e pretos, o que pode ser uma oportunidade para o futuro no médio prazo.” E Chalita crê que, em médio e longo prazos, os volumes comercializados devam aumentar. “Tudo depende do que as montadoras decidam aceitar, em termos de custo, nas novas opções para seus leques de cores futuras.”

“O uso desses pigmentos é bastante específico. Eventual crescimento depende do comportamento do mercado brasileiro de tintas como um todo”, avalia Mendes Jr., revelando que os pigmentos metálicos para a indústria de tintas representam cerca de 85% do faturamento da Aldoro.

Parodi avalia que “a necessidade das empresas de diferenciarem seus produtos dos produtos concorrentes, seja aumentando a visibilidade e a percepção ou conferindo a eles uma aparência mais sofisticada, tem garantido um aumento de consumo desses pigmentos independentemente do aquecimento ou não do mercado.”

O mercado que usa esses pigmentos teve início com a importação do produto acabado em que esses materiais estavam presentes, lembra Oliveira, observando que “hoje, há uma tendência de aumento do consumo em função dos fabricantes de tintas e derivados já estarem aptos a fazerem o produto aqui no Brasil”.

Bartholi comemora o fato dos pigmentos perolados representarem atualmente 15% do faturamento da Minérios Ouro Branco, índice alcançado nos últimos três anos. “Para produtos que eram quase zero há três anos, é um crescimento expressivo. E a tendência é crescer ainda mais. Hoje o uso desses produtos em tintas ainda é pontual, mas vem crescendo ano a ano, pois os pigmentos de efeito são diferenciados, propiciando à tinta um caráter exclusivo. Um nicho de mercado de alto valor agregado que tem atraído os fabricantes de tinta.”

Na visão de Heise, o mercado de tintas automotivas, por exemplo, já utiliza grande quantidade de pigmentos de efeito, sejam eles perolados, de interferência, alumínios ou bronzes. As tintas gráficas também têm um consumo consolidado. “Nesses mercados já maduros, o que se espera é a mudança de tendências de cores, ampliando novamente a participação de pigmentos perolados e de cores mais intensas. O mercado de tintas industriais ainda não possui consumo muito elevado e apresenta tendência de crescimento para os próximos anos. Novas tecnologias de aplicação de pigmentos metálicos, por exemplo, em tintas em pó têm conferido uma qualidade cada vez maior ao produto final, valorizando-os e criando novas tendências de estilo. As tintas decorativas, por sua vez, exceção feita a algumas tintas para pintura de metais, praticamente não empregam pigmentos de efeito e não se esperam grandes mudanças nesse segmento.”

Produtos

Atualmente, a True Color oferece uma série de produtos ao mercado. Entre eles estão as pastas de alumínio para sistemas aquosos e sistemas UV, pigmentos metálicos para tintas em pó, tintas de impressão, plásticos, anticondutivos e para imitação de efeito cromado, substituindo processos como cromação e metalização a vácuo, atendendo os mercados de tintas automotivas, tintas decorativas, tintas de impressão, tintas em pó e tintas industriais.

A Dynatech conta com a linha Dynapearl, pigmentos perolizados, de efeito, com várias alternativas tanto de cores como formas e estruturas, de ampla compatibilidade com diferentes sistemas. Mantém estoque local. “Gostaria de salientar que estamos trabalhando junto a nossos parceiros no sentido de termos outras alternativas técnicas colorimétricas para estes tipos de produtos”, avisa Chalita.

A BASF oferece o Paliocrom Gold L 2000, Paliocrom Orange L 2800 e Paliocrom Sparkling Red L 3505 - alumínios tipo corn flake ou silver dolar (no caso do L 3505), recobertos com uma camada de óxido de ferro. A espessura da camada é da ordem de nanômetros e determina a cor final do produto: dourado, alaranjado ou vermelho. Apresentam elevada saturação cromática, brilho e cobertura num único pigmento de efeito. “São usados principalmente em amarelos, dourados e vermelhos metálicos, com bom poder de cobertura; como todos os pigmentos que são usados em tintas automotivas originais, possuem uma excelente solidez a intempéries.

Adicionalmente, com a aquisição da Engelhard pela BASF, o portfólio de pigmentos de efeito da BASF será ampliado significativamente”, ressalta Qualiotto, acrescentando que os produtos são aplicados em tintas automotivas originais e de repintura e tintas industriais para celulares, embalagens e outros.

A Aldoro produz dois grandes grupos de pigmentos metálicos: as chamadas purpurinas, que são os pigmentos de bronze (linhas Stanlux Gold e Pell Gold) e os pigmentos de alumínio (linhas Stanlux Paste, Stanlux Silver, Stanlux Pell e Stanlux Flake). Ambos os pigmentos podem ser fornecidos na forma de pó, pasta ou pellets. “Os pigmentos de bronze são usados, principalmente, em tintas decorativas, spray e impressão, jáos pigmentos de alumínio, em tintas industriais, manutenção, decorativas, impressão e automotivas”, esclarece Mendes Jr.

Especialidades de cores e efeitos são o grande foco da Colornet, cujos pigmentos de efeito têm diversas aplicações em tintas automotivas, tintas industriais, aerossóis, tintas em pó, coil coating, tintas decorativas (base água e solvente), tintas de impressão (offset, flexografia , rotogravura e serigrafia) e plásticos diversos.

A empresa representa a Silberline, maior fabricante mundial de pigmentos metálicos de alta performance, que oferece uma linha completa de mais de 300 pastas e pó de alumínio para tintas automotivas, industriais, plásticos, tintas de impressão e cosméticos. “A necessidade do mercado é obter efeitos cada vez mais brilhantes com pigmentos de alumínio com partículas cada vez menores”, pondera Raicher.

Entre os produtos da marca, ele destaca a linha Starbrite, com alumínios altamente refletivos e efeito espelhado, que podem ser uma alternativa à metalização; a família Sparkle Silver Ultra, linha de produtos com partículas lenticulares extremamente polidas e brilhantes produzidas com alta tecnologia e utilizadas em tintas em geral, tintas de impressão e plásticos; a linha Tufflake, com os pigmentos de maior resistência que não alteram o efeito quando submetidos ao impacto mecânico; e os pigmentos de efeito holográfico da linha Spectratek. “Além desses, estamos lançando no Brasil os pigmentos Silbercote PC, que são pigmentos de alumínio em pó revestidos para tintas em pó e plásticos. É importante ressaltar que além da conhecida linha Sparkle Silver, Eternabrite, foi desenvolvida e já estamos fornecendo para o mercado nacional uma linha de alumínios econômicos de alta qualidade que atende as necessidades de redução de custos do mercado”, acentua Kormanski.

Em pigmentos perolados, a Colornet desenvolve a linha SunMica, da SunChemical, para a utilização na área automotiva, industrial e plásticos. “Além desses produtos, possuímos alguns efeitos especiais, como o Starlight, com flocos de vidro que dão efeito de pontos brilhantes similares ao diamante usado em tintas e plásticos”, lembra Raicher, concluindo: “Finalmente, destacamos a linha Chamaleon, formada por pigmentos de efeito com diversas variações de cores em ângulos distintos, amplamente difundidos principalmente na aplicação de tunning, e os corantes fotocromáticos Reversacol, que variam conforme a luz.”

A Datiquim Pigmentos é fabricante de pigmentos fluorescentes, atendendo o mercado interno e também exportando para Europa e América Latina, o que faz com que esse produto represente o maior volume de vendas da empresa, seguido pelos pigmentos perolados, dos quais mantém em estoque ampla gama de cores e tamanhos de partícula. “Produzimos os pigmentos fluorescentes e comercializamos pigmentos perolados, fotocrômicos, termocrômicos, fosforescentes, refletivos e corantes fluorescentes”, detalha Parodi.

De acordo com ele, a Datiquim está focada em pigmentos especiais e sempre procura oferecer ajuda a seus clientes para desenvolver produtos que tenham características diferenciadas. “Na área de fosforescentes, por exemplo, estamos agregando o tipo de alta duração para uso em segurança. Nossa nova linha de pigmentos fluorescentes para tintas base solvente e base aquosa, Fluorcolor DI 2200 e 2700 respectivamente, apresenta pureza de cor excepcional e cobertura que permite o uso em aplicações inovadoras onde é necessário alto grau de brilho ou camadas mais finas com maior fechamento”, assevera o gerente técnico da empresa.

A SITC Surcolor International representa a Sterling Colours, que está associada a Glowbug, ambas na Inglaterra. Na sua linha de produtos encontramos os pigmentos fluorescentes, fosforescentes incolor e colorido, termocrômicos e pigmentos invisíveis ultravioleta e infravermelho, que apresentam boa compatibilidade com todos os substratos e meios de aplicação. Podem ser usados em tintas offset, flexográficas base água ou solvente, plásticos e papéis.

A Minérios Ouro Branco oferece a linha de pigmentos perolados Ouropearl, nas linhas branco (Silver), dourado (Golden) e cobre/bronze (Iron), que apresentam gama variada de tamanhos de partícula, reproduzindo, além do aspecto perolizado, brilho e refletância intensos, que variam de acordo com o tamanho da partícula utilizada. “Além dos básicos, temos também os pigmentos perolados iridescentes e multicolors, que sofrem interações com a incidência de luz, alterando sua coloração, produzindo os mais variados efeitos de cores. Estamos desenvolvendo a linha de pérolas metálicas, as quais reproduzem as cores metálica prata e ouro. Os pigmentos perolados têm como principal aplicação reproduzir o efeito pérola e metálico nas tintas de acabamento de superfícies, promovendo brilho, refletância e efeitos visuais diversos. Para as aplicações metálicas os pigmentos perolados apresentam vantagens por serem compatíveis aos meios aquoso e solvente. Por se tratar de pigmentos com alta resistência química e térmica, são utilizados em tintas de engenharia, automotiva, têxtil, imobiliária etc.”, acentua Bartholi.

A Forscher, por meio de sua parceria com a Wolstenholme International, com sede na Inglaterra, oferece ao mercado completa linha de produtos de efeito metálico. São pigmentos de alumínios - Linha Premial - e bronzes - Linha Premior - para as indústrias de tintas em geral, de tintas gráficas, de tingimento de plásticos, de couros, de cosméticos, têxteis, entre outras, com destaque para os pigmentos de alumínio tipo “silver dollar”, que conferem elevado brilho metálico às aplicações. Esses pigmentos são oferecidos na forma de pellets, em pastas com os mais diversos solventes (de acordo com as necessidades dos clientes), e na forma despoeirada, isenta de pós, que podem gerar o perigo de explosão dos pigmentos metálicos de alumínio.

A empresa também tem em seu portfólio os pigmentos dourados, oferecidos nas mais diversas formas, nas cores rico, pálido, rico-pálido, cobre (entre outras), dotados de revestimentos especiais para aplicações em tintas automotivas ou tintas industriais, que conferem aos produtos altas resistências a temperaturas, ao intemperismo e química.

“Nossos produtos (pellets, pastas, pó) são compatíveis com os mais diversos sistemas de aplicação - base água, base solvente, tinta pó e outros. Oferecemos também os concentrados de pigmentos resinados base d’água, os RPCs. Nós temos ainda produtos metálicos para tintas base água - Linha Unipak Waterbased (flexo, roto e filmes), tintas de cura UV - Linha Unipak Super Cure UV - e tintas offset - Linhas Unipak SuperLitho, Unipak Low VIC, Unipak SuperWeb, Unipak Mirasheen (à base de pigmentos metalizados a vácuo) e Unipak MetalFX”, assegura Heise, acrescentando que a Forscher ainda conta com uma completa linha de pigmentos perolados e de interferência de origem chinesa.

A Braschemical oferece linha de pigmentos e aditivos de efeito, tendo como principais parceiros a DayGlo, dos Estados Unidos, com fluorescentes, fosforescentes e luminescentes; a Matsui, do Japão, com termocrômicos e fotocrômicos; a Expancel, da Suécia, com microesferas expansíveis; glitters provenientes da Ásia; e dióxido de titânio micronizado, da finlandesa Kemira, entre outros. Os pigmentos e demais aditivos de efeito representam hoje em torno de 50% do faturamento da empresa. Os outros 50% são divididos entre pigmentos e aditivos.

“Oferecemos os pigmentos fluorescentes, fosforescentes e luminescentes da DayGlo para tintas gráficas, incluindo impressos de segurança, embalagens flexíveis, tintas para revistas, papéis especiais, etiquetas, etc. Os fosforescentes são utilizados também para sinalização e segurança.

Tintas para serigrafia base água e solvente, tintas UV , tintas em pó e plastisol também utilizam fluorescentes e fosforescentes. Os pigmentos termocrômicos e fotocrômicos são utilizados principalmente pelo efeito de mudança de cor e algumas aplicações de segurança, sendo aplicados em papéis, rótulos, documentos e brindes. O UV Titan, da Kemira, é um produto bem consagrado no mercado automotivo e dá o efeito flip-flop ou geada em tintas OEM, repintura e autopartes. Ele deve ser utilizado em conjunto com o pigmento alumínio para dar o efeito de variação de cor de acordo com o ângulo de incidência da luz, podendo mudar de prata-azulado para dourado. A composição do alumínio com cores e UV Titan também dá um efeito interessante”, detalha Regina.

Ela recorda que, no ano passado, a Braschemical lançou a linha de óxido de ferro micaceous, da representada Kärntner, da Áustria, com partículas maiores, para linha decorativa. “São pigmentos de óxido de ferro na cor grafite metalizado, que, quando utilizados em tintas decorativas, dão um efeito metálico interessante. Também no ano passado acrescentamos ao portfólio da Braschemical uma linha mais completa de glitters e iniciamos trabalho com pigmentos perolados”, diz.

 
 
  Copyright @ 2007, Paint & Pintura. Todos os direitos reservados.