A
um passo de saber quem vai comandar o País nos
próximos quatro anos, as empresas ainda não
vêm com tanta confiança a economia brasileira,
que, ao longo dessa década, apresentou alguns avanços
significativos. Um desses avanços é a queda
da taxa de juros, com a Selic em 13,75% ao ano, alcançando
o mais baixo patamar da última década, desde
que foi instituído o Sistema de Metas para a Inflação.
Esse resultado mostra que, mesmo com governos diferentes,
essa política é consistente.
Outro
indício da consistência de nossa economia
foi o baixo comprometimento que tiveram os acontecimentos
políticos deste e do ano passado, com escândalos
pipocando a todo o momento, pouco influenciando o mercado,
num comportamento que os economistas batizaram de descolamento
entre política e economia.
É
claro que compete ao governo, em suas esferas nacional,
estadual e até municipal, criar condições
e mesmo políticas que incentivem o crescimento
econômico e estimulem os investimentos das empresas.
Mas não podemos parar para ver o que acontece a
cada novo movimento das cabeças mandantes. Temos
de criar condições de continuar trabalhando,
seja qual for o governo que assuma, e procurar cobrar
de nossos representantes eleitos o compromisso de permitir
que o Brasil cresça, não criando empecilhos
para o desenvolvimento.
Cabe
a nós cobrar uma postura desenvolvimentista e fazer
com que 2007 não repita o quadro de crescimento
pífio do PIB, que parece ser o caminho que 2006
está tomando, a exemplo do que ocorreu em 2005.
Uma
vitória já se pode contabilizar, com o lançamento
das medidas de incentivo ao mercado da construção
civil. Agora, vamos brigar para que o dólar alcance
uma cotação que favoreça a exportação,
aquecendo de novo o segmento automobilístico e
industrial.
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