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Brasil, 5 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 105 - Editorial
 
A luta continua
 

A um passo de saber quem vai comandar o País nos próximos quatro anos, as empresas ainda não vêm com tanta confiança a economia brasileira, que, ao longo dessa década, apresentou alguns avanços significativos. Um desses avanços é a queda da taxa de juros, com a Selic em 13,75% ao ano, alcançando o mais baixo patamar da última década, desde que foi instituído o Sistema de Metas para a Inflação. Esse resultado mostra que, mesmo com governos diferentes, essa política é consistente.

Outro indício da consistência de nossa economia foi o baixo comprometimento que tiveram os acontecimentos políticos deste e do ano passado, com escândalos pipocando a todo o momento, pouco influenciando o mercado, num comportamento que os economistas batizaram de descolamento entre política e economia.

É claro que compete ao governo, em suas esferas nacional, estadual e até municipal, criar condições e mesmo políticas que incentivem o crescimento econômico e estimulem os investimentos das empresas. Mas não podemos parar para ver o que acontece a cada novo movimento das cabeças mandantes. Temos de criar condições de continuar trabalhando, seja qual for o governo que assuma, e procurar cobrar de nossos representantes eleitos o compromisso de permitir que o Brasil cresça, não criando empecilhos para o desenvolvimento.

Cabe a nós cobrar uma postura desenvolvimentista e fazer com que 2007 não repita o quadro de crescimento pífio do PIB, que parece ser o caminho que 2006 está tomando, a exemplo do que ocorreu em 2005.

Uma vitória já se pode contabilizar, com o lançamento das medidas de incentivo ao mercado da construção civil. Agora, vamos brigar para que o dólar alcance uma cotação que favoreça a exportação, aquecendo de novo o segmento automobilístico e industrial.

 
Cynthia Luz
 
 
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