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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 105 - Eventos - Feitintas
 
Recorde de público
 
Agregando exposição a diversos eventos paralelos, a quinta edição da Feitintas registrou mais de 25 mil pessoas, que visitaram os mais de cem estandes distribuídos em 17 mil metros quadrados do Centro de Exposição Imigrantes, em São Paulo.
 
Cynthia Luz
 

Em sua quinta edição, a Feitintas - Feira da Indústria de Tintas e Vernizes & Produtos Correlatos recebeu mais de 25 mil visitantes, entre os dias 20 e 23 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. O público, diversificado, composto por revendedores de lojas de tintas, de materiais de construção, home centers e profissionais diretamente ligados ao setor, como pintores, arquitetos, decoradores, engenheiros, representantes das indústrias em geral e de oficinas de tintas artísticas, de repintura automotiva, montadoras e concessionárias, conheceu os produtos e novidades em mais de cem estandes, espalhados em área de 17 mil metros.

A solenidade de abertura da Feitintas 2006 contou com a presença de diretores e do presidente do Sitivesp (Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo), Roberto Ferraiuolo; do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e de representantes de diversas entidades ligadas ao setor de tintas: Abrafati, ABTS, Associquim, Artesp, Sincomavi, ABTS, Pro-Cor do Brasil, entre outras.

O presidente do Sitivesp - entidade que organiza e promove a feira - fez o discurso de abertura da Feitintas 2006, destacando a evolução da feira desde a sua primeira edição, em 1998, quando a área de exposição foi de 2 mil metros. “Hoje temos orgulho de dizer que estamos com uma área de 17 mil metros e este salto se deve a todos os envolvidos no desenvolvimento da feira e que apoiaram nossa iniciativa desde o início”, declarou Ferraiuolo.

O presidente do Sitivesp aproveitou para divulgar todas as ações de política setorial direcionadas para o desenvolvimento da cadeia produtiva e do aumento per capita do consumo de tintas. “O Brasil é o quinto produtor mundial, mas temos um consumo médio per capita de 6 litros por habitante, número muito aquém de outros países. Temos uma extraordinária potencialidade para crescimento e temos que trabalhar para isso”, completou Ferraiuolo.

Mais uma vez, a Feitintas integrou todos os elos envolvidos na produção e distribuição de tintas, abrangendo os segmentos das linhas imobiliária, industrial, artística e de repintura automotiva, além de distribuidores e fornecedores de matérias-primas e embalagens. “A quinta edição demonstrou que o evento está consolidado como uma importante ferramenta de marketing institucional, que visa promover o desenvolvimento do setor e ampliar o consumo de tintas em todo o mercado”, enfatiza o presidente do Sitivesp.

Segundo ele, a qualidade dos produtos em exposição confirma o potencial do produto brasileiro e, para desenvolver a cadeia produtiva e aumentar o consumo per capita de tintas, o sindicato manterá ações de política setorial direcionadas. “O Brasil é o quinto produtor mundial, mas temos um consumo médio per capita de 6 litros por habitante, número muito aquém dos países desenvolvidos. Temos uma extraordinária potencialidade para crescimento e temos que trabalhar para isso”, completa.

Como já é tradicional, a Feitintas agregou diversos eventos paralelos, como o Círculo de Palestras para Tintas Industriais, o III Encontro Brasileiro da Cor, o III Encontro de Repintura e Complementos Automotivos, lançamento das cartilhas “Técnicas de Polimento” e “Reparo em Peças Plásticas”, V Encontro Nacional dos Revendedores de Tintas e o Encontro do Pintor.

Durante a realização da Feitintas, ouvimos os patrocinadores do evento, fornecedores de matérias-primas, insumos e serviços, para realizar um exercício de “futurologia” em relação às perspectivas de fechamento do ano. Grande parte dos entrevistados acredita em crescimento em relação ao ano de 2005, mas aponta que esse incremento deve ser pequeno, correspondendo ao PIB.

Por outro lado, os representantes do segmento de distribuição de produtos químicos reportam crescimento nas vendas, mas achatamento das margens. Outras tendências que continuam movimentando esse mercado são as transações envolvendo compra, venda e/ou associação de empresas, bem como a profissionalização das organizações.

Lançamentos
A Prada, que em 2006 completa 70 anos, destacou as latas de aerossol expandidas, galão e quarto de galão soldados expandidos, mostrando que as embalagens de aço expandidas desenvolvidas pela empresa podem inovar e modernizar a apresentação dos produtos, permitindo diversidade de formatos e modelagens diferenciadas e exclusivas.

Mais que os produtos, entretanto, ganhou importância o anúncio da compra da empresa pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a divulgação do nome de João Audi, ex-diretor de mercado externo da companhia e ex-presidente da Lusosider, em Portugal, como o novo presidente da empresa.

“A Carbono está colocando em prática um plano de descentralização, com abertura de filiais em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e Curitiba (PR), e futuramente vamos contar com outras – Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS). Com isso teremos mais flexibilidade e atendimento local com mais qualidade, voltado às necessidades do cliente. Estamos adaptando a empresa ao cliente e não o contrário. À parte disso, temos a Nitrocel, fruto da parceria da Carbono com a Imbel, que abrimos para produção e comercialização de nitrocelulose, entre outros produtos”, conta Roberto Giannini,diretor da Carbono e diretor de negócios da Nitrocel.

Recentemente, a Itatex desenvolveu o produto SACA B-4, um novo pigmento extensor de fácil dispersão e alta estabilidade coloidal tanto em meio aquoso como não aquoso. A outra novidade é o produto SACA C-5 que apresenta uma excepcional fluidez no estado sólido, facilitando sua dosagem e dispersão, em dispersores, por meios mecanizados e/ou automatizados. O grande ganho, proporcionado pelos produtos SACA B-4 e SACA C-5, é a redução do tempo de dispersão e o aumento da produtividade.

Como novidades, a Companhia Metalgráfica Paulista destacou a Lata Forte, cuja tampa não solta com facilidade; a Lata Fácil (que não tem aro), que permite tirar todo o produto; a Lata Dosadora; e a Lata Expandida, que ainda não chegou ao mercado. “Temos capacidade ociosa na indústria e um parque litográfico bastante moderno, que recebeu investimentos recentemente. Além disso modernizarmos nossa linha, oferecendo latas eletrossoldadas, e estamos implantando a linha de 1/16 em Anápolis, Goiás”, acentua o diretor José Vilela de Andrade Neto.

Jefferson Lozargo, diretor comercial da Cerviflan, destacou o mais recente lançamento da empresa para a área de tintas: a lata retangular de 9 litros, que permite a diluição na própria embalagem, bem como facilita o transporte, por contar com alça de material emborrachado.

José Maria Granço, diretor da divisão química da Brasilata, salienta o lançamento balde de tampa removível, em processo de homologação para transporte de produtos perigosos. Outro lançamento é o Balde Plus, sem garras, que não causa cortes na mão dos usuários.

Paulino Nalim Neto, da Colorpel Artes Gráficas, conta que o ano começou para a empresa no segundo semestre, quando começaram a ser colocados novos pedidos de grandes empresas, e com a ampliação dos equipamentos da empresa: “Hoje contamos com área de 5 mil metros e estamos lançando novos produtos, como Power Chip, Power Card Chips, Power Strip e Power Color Cards. Essa é uma linha mais nobre, com mais fidelidade para catálogo de cores.”

A ETL apresentou equipamento da italiana IST, que permite o reaproveitamento de solventes usados na formulação. Destacam-se a forma como a máquina é construída, como faz o descarte de resíduos, além do fato de contar com modelos para atender de lojas a oficinas de repintura. “Se há um usuário em que o solvente precise ser recuperado, seja em que volume for, de um balde a um tambor ou contêiner por dia, temos condições de atender. A máquina é construída em forma de kits e todas as etapas de recuperação estão embutidas nesses kits – alimentação, processo de destilação, circuito de aquecimento térmico, circuito de destilação e a coleta de solvente limpo. No reservatório onde fica a solução temos um filme com base em poliamida que resiste à temperatura de destilação e o resíduo fica nesse recipiente e pode ser reaproveitado outras vezes”, explica Edson Barbosa, diretor da ETL.

 
 
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