Em
sua quinta edição, a Feitintas - Feira da
Indústria de Tintas e Vernizes & Produtos Correlatos
recebeu mais de 25 mil visitantes, entre os dias 20 e
23 de setembro, no Centro de Exposições
Imigrantes, em São Paulo. O público, diversificado,
composto por revendedores de lojas de tintas, de materiais
de construção, home centers e profissionais
diretamente ligados ao setor, como pintores, arquitetos,
decoradores, engenheiros, representantes das indústrias
em geral e de oficinas de tintas artísticas, de
repintura automotiva, montadoras e concessionárias,
conheceu os produtos e novidades em mais de cem estandes,
espalhados em área de 17 mil metros.
A
solenidade de abertura da Feitintas 2006 contou com a
presença de diretores e do presidente do Sitivesp
(Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do
Estado de São Paulo), Roberto Ferraiuolo; do presidente
da Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e de representantes
de diversas entidades ligadas ao setor de tintas: Abrafati,
ABTS, Associquim, Artesp, Sincomavi, ABTS, Pro-Cor do
Brasil, entre outras.
O
presidente do Sitivesp - entidade que organiza e promove
a feira - fez o discurso de abertura da Feitintas 2006,
destacando a evolução da feira desde a sua
primeira edição, em 1998, quando a área
de exposição foi de 2 mil metros. “Hoje
temos orgulho de dizer que estamos com uma área
de 17 mil metros e este salto se deve a todos os envolvidos
no desenvolvimento da feira e que apoiaram nossa iniciativa
desde o início”, declarou Ferraiuolo.
O
presidente do Sitivesp aproveitou para divulgar todas
as ações de política setorial direcionadas
para o desenvolvimento da cadeia produtiva e do aumento
per capita do consumo de tintas. “O Brasil é
o quinto produtor mundial, mas temos um consumo médio
per capita de 6 litros por habitante, número muito
aquém de outros países. Temos uma extraordinária
potencialidade para crescimento e temos que trabalhar
para isso”, completou Ferraiuolo.
Mais
uma vez, a Feitintas integrou todos os elos envolvidos
na produção e distribuição
de tintas, abrangendo os segmentos das linhas imobiliária,
industrial, artística e de repintura automotiva,
além de distribuidores e fornecedores de matérias-primas
e embalagens. “A quinta edição demonstrou
que o evento está consolidado como uma importante
ferramenta de marketing institucional, que visa promover
o desenvolvimento do setor e ampliar o consumo de tintas
em todo o mercado”, enfatiza o presidente do Sitivesp.
Segundo
ele, a qualidade dos produtos em exposição
confirma o potencial do produto brasileiro e, para desenvolver
a cadeia produtiva e aumentar o consumo per capita de
tintas, o sindicato manterá ações
de política setorial direcionadas. “O Brasil
é o quinto produtor mundial, mas temos um consumo
médio per capita de 6 litros por habitante, número
muito aquém dos países desenvolvidos. Temos
uma extraordinária potencialidade para crescimento
e temos que trabalhar para isso”, completa.
Como
já é tradicional, a Feitintas agregou diversos
eventos paralelos, como o Círculo de Palestras
para Tintas Industriais, o III Encontro Brasileiro da
Cor, o III Encontro de Repintura e Complementos Automotivos,
lançamento das cartilhas “Técnicas
de Polimento” e “Reparo em Peças Plásticas”,
V Encontro Nacional dos Revendedores de Tintas e o Encontro
do Pintor.
Durante
a realização da Feitintas, ouvimos os patrocinadores
do evento, fornecedores de matérias-primas, insumos
e serviços, para realizar um exercício de
“futurologia” em relação às
perspectivas de fechamento do ano. Grande parte dos entrevistados
acredita em crescimento em relação ao ano
de 2005, mas aponta que esse incremento deve ser pequeno,
correspondendo ao PIB.
Por
outro lado, os representantes do segmento de distribuição
de produtos químicos reportam crescimento nas vendas,
mas achatamento das margens. Outras tendências que
continuam movimentando esse mercado são as transações
envolvendo compra, venda e/ou associação
de empresas, bem como a profissionalização
das organizações.
Lançamentos
A Prada, que em 2006 completa 70 anos, destacou as latas
de aerossol expandidas, galão e quarto de galão
soldados expandidos, mostrando que as embalagens de aço
expandidas desenvolvidas pela empresa podem inovar e modernizar
a apresentação dos produtos, permitindo
diversidade de formatos e modelagens diferenciadas e exclusivas.
Mais
que os produtos, entretanto, ganhou importância
o anúncio da compra da empresa pela Companhia Siderúrgica
Nacional (CSN) e a divulgação do nome de
João Audi, ex-diretor de mercado externo da companhia
e ex-presidente da Lusosider, em Portugal, como o novo
presidente da empresa.
“A
Carbono está colocando em prática um plano
de descentralização, com abertura de filiais
em Ribeirão Preto, interior de São Paulo,
e Curitiba (PR), e futuramente vamos contar com outras
– Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE) e Porto Alegre
(RS). Com isso teremos mais flexibilidade e atendimento
local com mais qualidade, voltado às necessidades
do cliente. Estamos adaptando a empresa ao cliente e não
o contrário. À parte disso, temos a Nitrocel,
fruto da parceria da Carbono com a Imbel, que abrimos
para produção e comercialização
de nitrocelulose, entre outros produtos”, conta
Roberto Giannini,diretor da Carbono e diretor de negócios
da Nitrocel.
Recentemente,
a Itatex desenvolveu o produto SACA B-4, um novo pigmento
extensor de fácil dispersão e alta estabilidade
coloidal tanto em meio aquoso como não aquoso.
A outra novidade é o produto SACA C-5 que apresenta
uma excepcional fluidez no estado sólido, facilitando
sua dosagem e dispersão, em dispersores, por meios
mecanizados e/ou automatizados. O grande ganho, proporcionado
pelos produtos SACA B-4 e SACA C-5, é a redução
do tempo de dispersão e o aumento da produtividade.
Como
novidades, a Companhia Metalgráfica Paulista destacou
a Lata Forte, cuja tampa não solta com facilidade;
a Lata Fácil (que não tem aro), que permite
tirar todo o produto; a Lata Dosadora; e a Lata Expandida,
que ainda não chegou ao mercado. “Temos capacidade
ociosa na indústria e um parque litográfico
bastante moderno, que recebeu investimentos recentemente.
Além disso modernizarmos nossa linha, oferecendo
latas eletrossoldadas, e estamos implantando a linha de
1/16 em Anápolis, Goiás”, acentua
o diretor José Vilela de Andrade Neto.
Jefferson
Lozargo, diretor comercial da Cerviflan, destacou o mais
recente lançamento da empresa para a área
de tintas: a lata retangular de 9 litros, que permite
a diluição na própria embalagem,
bem como facilita o transporte, por contar com alça
de material emborrachado.
José
Maria Granço, diretor da divisão química
da Brasilata, salienta o lançamento balde de tampa
removível, em processo de homologação
para transporte de produtos perigosos. Outro lançamento
é o Balde Plus, sem garras, que não causa
cortes na mão dos usuários.
Paulino
Nalim Neto, da Colorpel Artes Gráficas, conta que
o ano começou para a empresa no segundo semestre,
quando começaram a ser colocados novos pedidos
de grandes empresas, e com a ampliação dos
equipamentos da empresa: “Hoje contamos com área
de 5 mil metros e estamos lançando novos produtos,
como Power Chip, Power Card Chips, Power Strip e Power
Color Cards. Essa é uma linha mais nobre, com mais
fidelidade para catálogo de cores.”
A
ETL apresentou equipamento da italiana IST, que permite
o reaproveitamento de solventes usados na formulação.
Destacam-se a forma como a máquina é construída,
como faz o descarte de resíduos, além do
fato de contar com modelos para atender de lojas a oficinas
de repintura. “Se há um usuário em
que o solvente precise ser recuperado, seja em que volume
for, de um balde a um tambor ou contêiner por dia,
temos condições de atender. A máquina
é construída em forma de kits e todas as
etapas de recuperação estão embutidas
nesses kits – alimentação, processo
de destilação, circuito de aquecimento térmico,
circuito de destilação e a coleta de solvente
limpo. No reservatório onde fica a solução
temos um filme com base em poliamida que resiste à
temperatura de destilação e o resíduo
fica nesse recipiente e pode ser reaproveitado outras
vezes”, explica Edson Barbosa, diretor da ETL. |