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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 106 - Negócios - Eastman
 
Antecipar soluções
 
Gerente global de produtos para o mercado de construção da Eastman vem ao Brasil para visitar clientes e conhecer o Programa de Qualidade das Tintas da Abrafati.
 
Cynthia Luz
 

Pela primeira vez no Brasil, a executiva de marketing responsável pela área de produtos para construção da Eastman, Jennifer Cogar, visitou clientes locais, de maneira a entender as suas necessidades e a de seus clientes. Também participou de reunião na Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), com o objetivo de conhecer o Programa de Qualidade das Tintas. “É muito importante visitarmos os nossos clientes, para trocar experiências, de maneira a proporcionar produtos que vão ao encontro das suas necessidades”, diz ela.

Já Marcos Aurélio Basso, Marketing Development manager Latin America Coatings da Eastman, acentua que o segmento comandado por Jennifer vai além das tintas: “Ela é responsável pelo mercado ligado à construção, que também abrange os adesivos, selantes, plásticos, madeiras, dry wall, entre outros. Temos opções que vão desde matérias-primas para a formulação de produtos ao revestimento.”

Na comparação do mercado brasileiro com o americano, Jennifer destacou que há desafios diferentes: enquanto no mercado americano o grande desafio é a redução de VOC nos produtos, porque é uma orientação governamental, no Brasil o grande desafio é que as companhias consigam desenvolver tintas com a qualidade de acordo com as necessidades do consumidor, além de educá-lo em relação à qualidade dos revestimentos. “Fiquei positivamente surpresa com toda a iniciativa que está sendo feita no País em relação a essa conscientização e para o aperfeiçoamento da qualidade das tintas.” Em relação ao Programa de Qualidade das Tintas da Abrafati, a executiva pondera que é uma iniciativa que realmente o mercado estava precisando e é possível notar uma grande interação do fabricante de tintas, o fornecedor da matéria-prima e todas as pessoas envolvidas na cadeia produtiva na busca por oferecer ao cliente um produto com a qualidade e com preço que ele possa pagar. Isso não é uma coisa rápida, mas está evoluindo.

Para Jennifer, nas tintas categoria premium no mercado brasileiro percebe-se um grande empenho das indústrias em buscar materiais diferenciados, nichos de mercado ou alguma segmentação ou diferenciação, como tintas para quartos de criança, para banheiros, cozinhas. Mas, nas outras categorias, como a de tintas econômicas, a preocupação é diferente, ou seja, é elaborar uma tinta com a qualidade pela qual o cliente está pagando. Já nos Estados Unidos nosso desafio é conseguir manter as propriedades que as tintas tinham antes de terem os solventes retirados da formulação. “O mais marcante é a busca pelos nichos de mercado, por ser inovadora.”

Basso cita um desenvolvimento, feito no Chile, de tinta para solucionar um problema local: “No mercado chileno, a Sherwin-Williams, um de nossos clientes, desenvolveu uma tinta para repelir aranhas, uma necessidade daquele mercado em particular. Existem dois tipos de aranha naquele país – uma benéfica, que come pequenos insetos, e outra venenosa, que causa muitos acidentes. Essa tinta, além de embelezar e proteger o ambiente, repele as aranhas peçonhentas. Isso abre margem para outras coisas. Quem sabe no futuro não tenhamos produtos repelentes a baratas ou ratos”, sonha.

Em relação ao mercado brasileiro ligado à construção, Jennifer avalia que algumas tendências mundiais, como a necessidade de redução de VOC, mais cedo ou mais tarde vão chegar ao Brasil. “Estamos trabalhando para que tenhamos, antecipadamente, soluções para esses clientes. Para perceber essas tendências, temos o Marcos Basso, que pode antever as necessidades dos clientes locais.” E ele mesmo conclui: “A Eastman tem dado uma atenção muito grande ao mercado e em entender os nossos clientes. Nós nos estruturamos para isso. Hoje temos uma divisão de marketing, atuando paralelamente ao pessoal de vendas, para trazer a inovação, entendendo nossos clientes finais. Estamos todos trabalhando para trazer ao consumidor final bons produtos e isso pode ser sentido pela participação no programa da Abrafati, da qual fazemos parte”, conclui.

 
 
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