Pela
primeira vez no Brasil, a executiva de marketing responsável
pela área de produtos para construção
da Eastman, Jennifer Cogar, visitou clientes locais, de
maneira a entender as suas necessidades e a de seus clientes.
Também participou de reunião na Associação
Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), com o
objetivo de conhecer o Programa de Qualidade das Tintas.
“É muito importante visitarmos os nossos
clientes, para trocar experiências, de maneira a
proporcionar produtos que vão ao encontro das suas
necessidades”, diz ela.
Já
Marcos Aurélio Basso, Marketing Development manager
Latin America Coatings da Eastman, acentua que o segmento
comandado por Jennifer vai além das tintas: “Ela
é responsável pelo mercado ligado à
construção, que também abrange os
adesivos, selantes, plásticos, madeiras, dry wall,
entre outros. Temos opções que vão
desde matérias-primas para a formulação
de produtos ao revestimento.”
Na
comparação do mercado brasileiro com o americano,
Jennifer destacou que há desafios diferentes: enquanto
no mercado americano o grande desafio é a redução
de VOC nos produtos, porque é uma orientação
governamental, no Brasil o grande desafio é que
as companhias consigam desenvolver tintas com a qualidade
de acordo com as necessidades do consumidor, além
de educá-lo em relação à qualidade
dos revestimentos. “Fiquei positivamente surpresa
com toda a iniciativa que está sendo feita no País
em relação a essa conscientização
e para o aperfeiçoamento da qualidade das tintas.”
Em relação ao Programa de Qualidade das
Tintas da Abrafati, a executiva pondera que é uma
iniciativa que realmente o mercado estava precisando e
é possível notar uma grande interação
do fabricante de tintas, o fornecedor da matéria-prima
e todas as pessoas envolvidas na cadeia produtiva na busca
por oferecer ao cliente um produto com a qualidade e com
preço que ele possa pagar. Isso não é
uma coisa rápida, mas está evoluindo.
Para
Jennifer, nas tintas categoria premium no mercado brasileiro
percebe-se um grande empenho das indústrias em
buscar materiais diferenciados, nichos de mercado ou alguma
segmentação ou diferenciação,
como tintas para quartos de criança, para banheiros,
cozinhas. Mas, nas outras categorias, como a de tintas
econômicas, a preocupação é
diferente, ou seja, é elaborar uma tinta com a
qualidade pela qual o cliente está pagando. Já
nos Estados Unidos nosso desafio é conseguir manter
as propriedades que as tintas tinham antes de terem os
solventes retirados da formulação. “O
mais marcante é a busca pelos nichos de mercado,
por ser inovadora.”
Basso
cita um desenvolvimento, feito no Chile, de tinta para
solucionar um problema local: “No mercado chileno,
a Sherwin-Williams, um de nossos clientes, desenvolveu
uma tinta para repelir aranhas, uma necessidade daquele
mercado em particular. Existem dois tipos de aranha naquele
país – uma benéfica, que come pequenos
insetos, e outra venenosa, que causa muitos acidentes.
Essa tinta, além de embelezar e proteger o ambiente,
repele as aranhas peçonhentas. Isso abre margem
para outras coisas. Quem sabe no futuro não tenhamos
produtos repelentes a baratas ou ratos”, sonha.
Em
relação ao mercado brasileiro ligado à
construção, Jennifer avalia que algumas
tendências mundiais, como a necessidade de redução
de VOC, mais cedo ou mais tarde vão chegar ao Brasil.
“Estamos trabalhando para que tenhamos, antecipadamente,
soluções para esses clientes. Para perceber
essas tendências, temos o Marcos Basso, que pode
antever as necessidades dos clientes locais.” E
ele mesmo conclui: “A Eastman tem dado uma atenção
muito grande ao mercado e em entender os nossos clientes.
Nós nos estruturamos para isso. Hoje temos uma
divisão de marketing, atuando paralelamente ao
pessoal de vendas, para trazer a inovação,
entendendo nossos clientes finais. Estamos todos trabalhando
para trazer ao consumidor final bons produtos e isso pode
ser sentido pela participação no programa
da Abrafati, da qual fazemos parte”, conclui.
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