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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 106 - Solventes
 
Dólar baixo derruba margens
 
Fornecedores da matéria-prima apontam crescimento muito pequeno em relação ao ano passado, tanto pela maior produção de tintas base água quanto pelo aumento da oferta de produtos no mercado, proporcionada pelas importações.
 
Cynthia Luz
 

Com diversos investimentos, seja em capacidade de armazenagem, logística, inteligência operacional ou no fornecimento de serviços e soluções sob medida, os fabricantes e distribuidores de solventes passaram por algumas dificuldades em 2006, principalmente pelo desaquecimento no mercado de tintas, com destaque ao primeiro semestre, e até mesmo pela concorrência do produto importado, que chegou ao País com preços competitivos em virtude da cotação do dólar. Mas, acreditando no aquecimento que 2007 deve trazer, as empresas continuam investindo e se preparando para fornecer solventes de acordo com a necessidade de cada cliente, com soluções sob medida em blends, entrega e serviços diferenciados e ainda contando com a reorganização de alguns grupos e a participação com mais ênfase de outros.

Para os consumidores, entretanto, a competitividade do mercado trouxe vantagens, com a oferta de produtos a preços convidativos e em condições favoráveis de negociação.

Mercado 2006/2007
Para Pablo Julian Giorgi, gerente comercial da Petroquímica União (PQU), o mercado teve desempenho positivo. “A qualificação das empresas do setor, que já vem ocorrendo desde anos anteriores, se intensificou, o que é muito positivo para toda a cadeia. Em relação à demanda, o segundo semestre será melhor que o primeiro. Essa sazonalidade é normal, mas será intensificada neste ano devido aos incentivos ao setor de construção civil”, aposta.

Para 2007, o gerente da PQU espera um ano muito bom, porque o crescimento da economia deve impulsionar a demanda no setor de tintas. “Esperamos também maior estabilidade nos preços dos insumos, o que vai permitir segurança maior do fabricante em relação a seus custos, gerando um ambiente mais favorável de comercialização. Contudo, não esperamos uma redução muito grande nos preços dos solventes, que devem permanecer em patamares elevados em relação à média histórica”, avisa.

Para a Petrobras, o mercado no segundo semestre está reagindo, mostrando melhorias quando comparado com igual período do ano anterior. Em função disso, a empresa vem apresentando incremento nas vendas de solventes hidrocarbônicos para esse segmento de mercado, conseguindo manter sua participação e posicionamento no setor. A perspectiva para este ano é crescer acima do PIB, apresentando resultado para o segmento de tintas e revestimentos superior ao ano de 2005.

Luiz Claudio Mandarino Freire, gerente de marketing de Produtos Químicos, e Mário Richa de Sá Barreto, gerente de Químicos para Tintas, Adesivos e Vernizes da Petrobras, acentuam que pelas análises preliminares apresentam otimismo para 2007. “Estamos trabalhando com projeção de crescimento no setor de tintas acima do PIB projetado de 2007. Temos boa perspectiva econômica para o próximo ano, com possibilidade de redução da taxa de juros e manutenção do dólar nos patamares atuais. Isso estimulará os setores produtivos da economia (principalmente a construção civil e automobilístico), movimentando o mercado industrial de tintas, revestimentos e vernizes.

O mercado de tintas e revestimentos para ExxonMobil Química foi muito difícil durante o ano de 2006, porque “houve uma drástica mudança na dinâmica do mercado em relação às margens praticadas e além disso não tivemos o crescimento esperado para o segmento. Esperamos crescer no segmento de tintas durante 2007 em função da acomodação natural do mercado, aumento da demanda de produtos de maior valor agregado e aumento da necessidade de serviços técnicos que ajudem na escolha do melhor solvente para cada aplicação”, conta Alberto Bittar, gerente de vendas Fluidos Brasil.

Já Marcos Aurelio Basso, gerente de Desenvolvimento de Mercado para América Latina - Coatings  da Eastman, explica que a empresa “é grande fabricante de solventes na América. No Brasil, o foco tem sido em solventes especiais e tendo em vista esse segmento o mercado foi muito positivo para nós. Sem dúvida, as medidas de redução de impostos nas tintas prediais e do crédito para aquisição de imóveis está contribuindo para o crescimento do setor. Porém a medida mais significativa será a adesão de um maior número de companhias de tintas aos programas de qualidade da Abrafati, além do combate à sonegação”, afirma, e complementa: “Até setembro último, o aumento da produção no mercado automotivo foi expressivo (10,5%) comparado a 2005. Apesar da queda nas exportações, o mercado interno absorveu esse excesso. Com a tendência da redução do juros, a renovação da frota fica cada vez mais viável. Se nos basearmos nas declarações do governo de um crescimento mais acentuado em 2007, acreditamos que o ano será tão bom ou melhor que 2006.”

Distribuição
De seu lado, José Jordano, químico de aplicações da Carbono Química, avalia que o mercado de solvente acompanhou o perfil da indústria de tintas, com crescimento, entretanto, abaixo das expectativas. Já em 2007, a perspectiva é acompanhar o mercado de tintas. Porém a demanda global e o aumento dos insumos pode impactar negativamente. “Embora a participação das tintas imobiliárias apresente grande produção de sistemas aquosos, as tintas base solvente podem se beneficiar de medidas de incentivo. Uma formulação convencional não baseada em água apresenta percentual de solventes significativo. Com a expectativa de aumento da utilização dos produtos destinados à construção civil, obviamente as tintas base solvente também deverão acompanhar o consumo, tendo em vista que este tipo de formulação necessita normalmente de um thinner ou solvente específicos para limpeza dos materiais. E o mercado automotivo é crescente – pouco acima do PIB – devido à estabilidade econômica.”

Para os diretores da Best Química, “o crescimento foi próximo do PIB, mas conseguimos algo pouco superior por conta de desenvolvimentos a la carte para clientes estratégicos da nossa linha de produtos Best Solv. No próximo ano, haverá um incremento nas atividades da indústria e a resposta virá no consumo de solventes. Estimamos crescimento de 5%”, adiantam Eduardo Barrella, diretor de negócios, Ana Maria Machado Virginelli, sócia e diretora comercial, e Saulo de Souza e Silva, sócio e diretor operacional.

Para a Ipiranga Química, o ano de 2006 caracterizou-se por uma oferta plena de produtos, por movimentações importantes de preços e por melhoria na produção da indústria de tintas. “Em relação a solventes, vemos para 2007 panorama similar a 2006, ou seja, com oferta de produtos trazendo tranqüilidade no abastecimento à indústria e preços mais estáveis no decorrer do ano”, diz João Miguel Thomé Chamma, gerente da Divisão de Químicos.

Ele acrescenta ainda que as medidas tomadas pelo governo no início do ano impactaram, positiva e rapidamente, os negócios na indústria de tintas. Fundamentalmente, pela redução de impostos na cadeia que foi repassada integralmente ao consumidor, gerando maior volume de produtos vendidos e mais acesso a produto de melhor qualidade a preços menores. No mercado de tintas automotivas, o ano de 2006 projeta um novo recorde no número de veículos produzidos, superando a histórica marca de 1997. “Esse cenário tem impulsionado a indústria e toda a cadeia produtiva a ela atrelada.”

Fátima Tatiana Barbosa, do marketing da Arinos, diz: “Notamos queda de 4% relativa ao mercado de 2005, pois a tendência é o desenvolvimento de produtos linha base água. Mas acreditamos na recuperação do mercado, pois a taxa de juros e linha de financiamento imobiliário tende a favorecer o setor de tintas decorativas.”

Para ela, as medidas governamentais que beneficiaram o setor da construção civil estão sendo benéficas porque os bancos estão obrigados a liberar linha de financiamento para imóveis e por conseqüência movimentando o mercado de tintas e complementos para construção civil. Já no segmento automotivo, “durante o primeiro semestre a taxa de câmbio foi favorável à exportação; tivemos recorde de produção. As vendas de automóveis contribuíram para o crescimento do mercado de tintas automotivas”.

Sandra Maria Papic, gerente de vendas Tintas da Bandeirante Química, pondera que o mercado interno está retraído e o volume de solventes para tintas e revestimentos no Brasil tem se mantido estável, principalmente devido ao pequeno crescimento da indústria e aos altos reajustes dos hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos. “A utilização de polissacarídeos, que permite a introdução de água nos esmaltes sintéticos, também colaborou para o pouco crescimento em 2006.

As perspectivas para 2007 são de redução de volume, devido ao crescimento na produção de tintas em pó, esmaltes emulsionados e tintas de alto sólidos, tintas cura UV que não utilizam solventes, e principalmente pelo baixo crescimento das indústrias de tintas”, complementa.

Carlos Fernando de Abreu, diretor comercial da Bandeirante, assevera: “Neste ano tivemos muitas invasões de importadores, porque o dólar menor facilitou as importações tanto dos oxigenados quanto dos hidrocarbônicos. A oferta de produto foi seguramente maior que a demanda. Por causa do dólar e da disposição de grande número de distribuidores participarem do negócio, tivemos um ano de resultados muito ruins, seja nos alifáticos, aromáticos ou sintéticos. Mas para o consumidor final foi um ano fantástico. Um ano em que o dólar estável e a oferta generosa de produto proporcionaram excelentes negociações.”

Sergio Luiz Zegaib, gerente comercial da Unipar Comercial, revela que ao longo deste ano trabalhou para mudar a configuração da distribuição da Unipar Comercial e ofertar maior número de solventes. “Nossa atuação na área de solventes era muito ligada aos solventes comprovados, ainda que tenhamos uma unidade fabril de isoparafinas, os solventes hidrogenados, com alta performance, um produto considerado nobre. Foi desenhado um plano estratégico para o crescimento, que incluía fazer segmentação no mercado de aplicação, já realizada. E, de três meses para cá, introduzimos outros solventes, com uma linha mais ampla de oxigenados. Estamos na iminência de fechar contrato com a Petrobras, o que vai trazer uma série de outros produtos alifáticos para tintas, borrachas, solventes médios, bem como estamos trabalhando com algumas consultorias no sentido de ampliar o portfólio de isoparafinas, aumentando o grade.”

Para o ano que vem, Zegaib crê em grande crescimento. “Para isso, houve investimentos de R$ 15 milhões no centro de distribuição, com tanques com tetos flutuantes. E estamos em contato com diversas empresas para ampliar o portfólio, não só em solventes, mas também em polímeros. Crescemos a cada dia na participação dos produtos que já temos e no número de produtos. Queremos posicionar a Unipar Comercial como a distribuidora de produtos químicos e não uma distribuidora de produtos Unipar. A empresa estima crescimento de 22% este ano e espera crescer em torno de 25% a 28%”, afiança.

Inovações
O segmento de tintas é um mercado que demanda inovações constantes e as fornecedoras de matéria-prima têm-se abastecido de alternativas para fazer frente a cada necessidade. Para Jordano, algumas empresas já buscam rotas de obtenção de solventes a partir de matérias-primas renováveis, como a cana-de-açúcar, por exemplo, em vez do uso de petroquímicos. Produtos ecologicamente corretos e biodegradáveis são vistos como alternativas necessárias para redução de danos ao ambiente, embora os preços ainda sejam diferenciados em relação aos solventes convencionais.

“A Carbono Química disponibiliza alternativas environmental friendly, as quais já atendem o mercado há algum tempo. Entretanto, com restrições globais ao uso de toluol (um solvente aromático mais tóxico), buscamos uma alternativa menos agressiva: o Jeffsol MCH (Metilciclohexano), um hidrocarboneto alifático que apresenta biodegradabilidade aliada à baixa solubilidade em água e ótima miscibilidade com outros solventes orgânicos. Esta característica mostra-se interessante ao mercado não só ao fabricante e usuário de diluentes e tintas, mas também para outros mercados que façam uso deste produto.”

A Petrobras vem buscando também novos mercados, bem como a ampliação do portfólio de produtos e serviços no segmento de tintas. Dentro desta linha, a empresa lançou o produto Parabrax EM Graf 42, uma emulsão parafínica para tintas texturizadas e massas corridas. É utilizada como agente deslizante em massas corridas, facilitando a aplicação, promovendo melhor alastramento e impermeabilidade do filme à água e em tintas texturizadas, como agente hidrorrepelente, proporcionando maior impermeabilidade do filme à água e maior durabilidade à tinta. Outros dois serviços foram disponibilizados para o setor: a Gestão de Estoques Petrobras, serviço que visa a redução de custos logísticos, financeiros e administrativos, fazendo o controle just in time do estoque dos clientes (VMI), via internet, e Serviços Ambientais, de Gestão de Resíduos e Tratamento de Resíduos, para indústrias de tintas.

Para Barrella, há um movimento de redução de produtos com elevado grau de toxidez. A tendência é de produtos mais ecológicos ou, quem sabe, base água ou alto teor de sólidos. “Vamos aguardar um pouco mais para ver o que irá ocorrer, pois os custos para cada um destes processos são totalmente diferentes dos convencionais.”

Para Chamma, em solventes as mudanças tecnológicas são mais lentas, pois, quimicamente, são produtos consagrados, com poucas modificações estruturais. Mesmo assim, no decorrer dos últimos anos, a indústria tem dado mais espaço aos solventes de qualificação melhor em itens como baixo nível de contaminantes, cor, odor e baixa agressividade ao ambiente e saúde ocupacional. Outro aspecto é que a modificação tecnológica nas formulações de tintas tem possibilitado o desenvolvimento de solventes chamados sintéticos especiais, que são considerados algo como as especialidades de solventes. Tais produtos agregam mais poder de solvência com menor agressividade, possuindo custos bastante diferentes de solventes básicos.

Para a ExxonMobil Química, novas legislações que poderão entrar em vigor nos próximos anos farão com que a indústria trabalhe para usar solventes de baixa toxicidade e odor, setor em que quais a empresa é uma das líderes no mercado mundial. Todos os segmentos de mercado são observados para que possamos fazer mais investimentos no Brasil. Evidentemente o mercado de tintas, por ser o de maior demanda de solventes, está sempre sendo analisado.

De seu lado, o executivo da Eastman lembra que o setor automotivo de tintas está cada vez mais se alinhando com as especificações de outros países devido à exportação de veículos e também a esse alinhamento de novos solventes, que aumentam o sólidos das tintas ou que sejam menos agressivos.

Sandra acentua que a procura por solventes de baixa toxicidade é crescente. As restrições aos solventes aromáticos e clorados têm levado as empresas a procurarem alternativas quanto à toxicidade e baixo nível de compostos orgânicos voláteis (VOC) nos produtos, responsáveis pela emissão de gases tóxicos. A nova regulamentação da Anvisa também restringe a utilização de solventes tóxicos e obrigará os fornecedores a procurar alternativas de solventes menos tóxicos. Alguns distribuidores colocaram esses produtos no mercado e a tendência é de crescimento no setor. José Carlos Menezes, coordenador de mercado, destaca como novidades a linha base água UV para indústria moveleira, linha de solventes com menor potencial toxicológico e mais amigáveis.

“A perspectiva no longo prazo é redução no consumo de solventes, atrás do aumento na produção de tinta alto sólidos, produtos para cura UV, tintas à base de água, ou seja, sistemas que utilizam menor quantidade de solventes em seus produtos”, pondera Sandra.

A perspectiva é de crescimento, onde as tintas terão maior performance balizadas na exigência do consumidor final nacional e para exportação. Como exemplo, a indústria moveleira trabalha fortemente na linha UV (há anos só trabalhava com NC), onde a linha base água está emergente, e trabalhamos fortemente na mesma com a distribuída Sartomer, de insumos UV. Há motivação na procura por antichama nas formulações, em combinações de resinas epóxi para compor características específicas nas aplicações, e na linha de tintas PU, cujas vendas de isocianatos e catalisadores registraram recorde em outubro”, avalia Menezes.

Abreu destaca que as resinas têm ficado mais sofisticadas, exigindo participação maior de sintéticos. Por outro lado, a toxicidade tem exigido do mercado o abandono de solventes aromáticos e de outros que tenham contaminantes, como os clorados. Isso abre espaço para o solvente hidrocarbônico alifático, o chamado limpo ou verde, ou aquele alifático que não tenha aromáticos, enxofre, hidrogênio combinado, e ainda possua um custo mais acessível que os sintéticos, o que os leva a participar como coadjuvante na formulação para a formação de um sistema de custo mais coerente. Se de um lado, se usa uma resina mais sofisticadas e sintéticos de maior qualidade, o custo da fórmula mais elevado, com a entrada de um alifático limpo, é possível trazer uma compensação a esses aumentos de preços. Com isso os aromáticos estão sendo substituídos com velocidade cada dia maior, os alifáticos contaminados têm seu tempo muito limitado e cresce a tendência do hidrocarbônico alifático limpo.

Zegaib recorda que a isoparafina é uma das grandes novidades para o mercado, que tem solicitado estudos sobre possibilidades de uso em formulações. Isso porque, apesar de não ser um solvente verdadeiro, mas um diluente nobre, de alta qualidade, que, se comparado com os alifáticos, tem alta qualidade sob o ponto de vista de odor e cor. Ele tem uma característica mais de desengraxante e entra como um diluente, um redutor de custos na fabricação de alguns thinners. É semelhante a uma aguarrás, não tem cor, é 100% hidrogenado e proveniente de um processo químico na essência da fabricação da molécula e depois na hidrogenação para se quebrar as outras ligações de forma que se consiga obter um produto incolor e inodoro.

Investimentos
A PQU está investindo na logística de seus clientes, assumindo o controle de estoques e a programação de entrega dos produtos. Além disso, está atenta às oportunidades de mercado para fortalecer sua posição junto a seus clientes.

A Carbono Química tem investido na expansão dos contratos de fornecimento locais e internacionais, bem como em aplicações, otimizando a produtividade.

A Petrobras Distribuidora trabalha fortemente na melhoria logística/operacional para atendimento ao setor. Foi finalizada a primeira fase de investimentos no Terminal de São Paulo - Tespa, que está sendo modernizado para ser transformado em um centro de distribuição de produtos químicos da Petrobras. Os investimentos totais para a ampliação da tancagem e flexibilidade operacionais foram de R$ 2 milhões. A segunda fase prevê a inclusão de sistemas de enchimento de contêineres, prestação de serviços de mistura e envase de solventes, bem como modernização do laboratório de análises e aplicação de produtos. Os investimentos totais deverão chegar a R$ 5 milhões, com data final de conclusão no segundo semestre de 2008.

“Um grande trabalho vem sendo realizado pela Petrobras no sentido de ampliação do portfólio de produtos e serviços, de forma a completar o pacote de produtos para os segmentos de mercado em que atua. No caso do setor de tintas, a expansão do portfólio, para contarmos com os solventes oxigenados, vem sendo analisada”, adiantam os executivos da empresa.

O planejamento estratégico 2007-2010 da Best Química tem metas ambiciosas neste tema. Saulo de Souza e Silva, sócio e diretor operacional, informa que a empresa lançou, durante a Feitintas 2006, mais um serviço aos clientes do setor de tintas. “Trata-se de uma moderna unidade de envase, de 500g a 5 litros, com capacidade de 3 mil litros por hora. Temos esperança e vamos trabalhar forte para que este serviço atenda a uma lacuna existente na indústria de tintas. A Best Química possui todas as características básicas para prestar esse serviço com altíssima qualidade, atendendo a todos os requisitos dos órgãos controladores da atividade, com menor custo e mais agilidade do que se a indústria o fizesse.”

A Ipiranga Química, recentemente realizou grandes investimentos em infra-estrutura de tancagens, laboratórios e sistemas de mistura de produtos, capacitando-se para servir à indústria de maneira completa em solventes. “Isso significa que hoje podemos oferecer aos clientes desde os diversos produtos individualmente até formulações exigidas em cada situação particular, com garantia de continuidade de produção e garantia de especificações técnicas.”

Basso lembra que a Eastman, alinhada com a necessidade do mercado, procurou e procura atender de forma eficiente a demanda de seus clientes. “Nesse mercado cada vez mais exigente, iremos investir em produtos amigos do ambiente, inteligentes, e em alternativas de baixo custo para os clientes.”

“Para o próximo ano, a Bandeirante Química terá investimentos em tancagem, em infra-estrutura de entamboramento, com a aplicação de processo automático, no desenvolvimento de novas formulações, em parceria com as distribuídas, para oferecer soluções cada dia mais modernas”, avisa Abreu.

A Unipar está consolidando importantes parcerias: com a Braskem, Rhodia, Ineos, Lyondell e outras. “Vamos cada vez mais ampliar nosso portfólio, que hoje conta com cerca de 30 grades, considerando as isoparafinas, alifáticos e aromáticos, e deveremos chegar a uns 45 já no ano que vem, embalados pela negociação com a Petrobras e os que estamos trazendo de glicóis e oxigenados de forma geral”, revela Zegaib, afirmando que novos investimentos já estão sendo avaliados em infra-estrutura. “Já pensamos em expansão do CD, tanto para sólidos quanto para cargas líquidas. Com isso, os solventes para tintas, que representam de 30% a 40% das vendas, podem chegar a representar 60% no próximo ano.”

 
 
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