Com
diversos investimentos, seja em capacidade de armazenagem,
logística, inteligência operacional ou no
fornecimento de serviços e soluções
sob medida, os fabricantes e distribuidores de solventes
passaram por algumas dificuldades em 2006, principalmente
pelo desaquecimento no mercado de tintas, com destaque
ao primeiro semestre, e até mesmo pela concorrência
do produto importado, que chegou ao País com preços
competitivos em virtude da cotação do dólar.
Mas, acreditando no aquecimento que 2007 deve trazer,
as empresas continuam investindo e se preparando para
fornecer solventes de acordo com a necessidade de cada
cliente, com soluções sob medida em blends,
entrega e serviços diferenciados e ainda contando
com a reorganização de alguns grupos e a
participação com mais ênfase de outros.
Para
os consumidores, entretanto, a competitividade do mercado
trouxe vantagens, com a oferta de produtos a preços
convidativos e em condições favoráveis
de negociação.
Mercado
2006/2007
Para Pablo Julian Giorgi, gerente comercial da Petroquímica
União (PQU), o mercado teve desempenho positivo.
“A qualificação das empresas do setor,
que já vem ocorrendo desde anos anteriores, se
intensificou, o que é muito positivo para toda
a cadeia. Em relação à demanda, o
segundo semestre será melhor que o primeiro. Essa
sazonalidade é normal, mas será intensificada
neste ano devido aos incentivos ao setor de construção
civil”, aposta.
Para
2007, o gerente da PQU espera um ano muito bom, porque
o crescimento da economia deve impulsionar a demanda no
setor de tintas. “Esperamos também maior
estabilidade nos preços dos insumos, o que vai
permitir segurança maior do fabricante em relação
a seus custos, gerando um ambiente mais favorável
de comercialização. Contudo, não
esperamos uma redução muito grande nos preços
dos solventes, que devem permanecer em patamares elevados
em relação à média histórica”,
avisa.
Para
a Petrobras, o mercado no segundo semestre está
reagindo, mostrando melhorias quando comparado com igual
período do ano anterior. Em função
disso, a empresa vem apresentando incremento nas vendas
de solventes hidrocarbônicos para esse segmento
de mercado, conseguindo manter sua participação
e posicionamento no setor. A perspectiva para este ano
é crescer acima do PIB, apresentando resultado
para o segmento de tintas e revestimentos superior ao
ano de 2005.
Luiz
Claudio Mandarino Freire, gerente de marketing de Produtos
Químicos, e Mário Richa de Sá Barreto,
gerente de Químicos para Tintas, Adesivos e Vernizes
da Petrobras, acentuam que pelas análises preliminares
apresentam otimismo para 2007. “Estamos trabalhando
com projeção de crescimento no setor de
tintas acima do PIB projetado de 2007. Temos boa perspectiva
econômica para o próximo ano, com possibilidade
de redução da taxa de juros e manutenção
do dólar nos patamares atuais. Isso estimulará
os setores produtivos da economia (principalmente a construção
civil e automobilístico), movimentando o mercado
industrial de tintas, revestimentos e vernizes.
O
mercado de tintas e revestimentos para ExxonMobil Química
foi muito difícil durante o ano de 2006, porque
“houve uma drástica mudança na dinâmica
do mercado em relação às margens
praticadas e além disso não tivemos o crescimento
esperado para o segmento. Esperamos crescer no segmento
de tintas durante 2007 em função da acomodação
natural do mercado, aumento da demanda de produtos de
maior valor agregado e aumento da necessidade de serviços
técnicos que ajudem na escolha do melhor solvente
para cada aplicação”, conta Alberto
Bittar, gerente de vendas Fluidos Brasil.
Já
Marcos Aurelio Basso, gerente de Desenvolvimento de Mercado
para América Latina - Coatings da Eastman,
explica que a empresa “é grande fabricante
de solventes na América. No Brasil, o foco tem
sido em solventes especiais e tendo em vista esse
segmento o mercado foi muito positivo para nós.
Sem dúvida, as medidas de redução
de impostos nas tintas prediais e do crédito para
aquisição de imóveis está
contribuindo para o crescimento do setor. Porém
a medida mais significativa será a adesão
de um maior número de companhias de tintas
aos programas de qualidade da Abrafati, além
do combate à sonegação”, afirma,
e complementa: “Até setembro último, o
aumento da produção no mercado automotivo
foi expressivo (10,5%) comparado a 2005. Apesar da queda
nas exportações, o mercado interno absorveu
esse excesso. Com a tendência da redução
do juros, a renovação da frota fica cada
vez mais viável. Se nos basearmos nas
declarações do governo de um crescimento
mais acentuado em 2007, acreditamos que o ano será
tão bom ou melhor que 2006.”
Distribuição
De seu lado, José Jordano, químico de aplicações
da Carbono Química, avalia que o mercado de solvente
acompanhou o perfil da indústria de tintas, com
crescimento, entretanto, abaixo das expectativas. Já
em 2007, a perspectiva é acompanhar o mercado de
tintas. Porém a demanda global e o aumento dos
insumos pode impactar negativamente. “Embora a participação
das tintas imobiliárias apresente grande produção
de sistemas aquosos, as tintas base solvente podem se
beneficiar de medidas de incentivo. Uma formulação
convencional não baseada em água apresenta
percentual de solventes significativo. Com a expectativa
de aumento da utilização dos produtos destinados
à construção civil, obviamente as
tintas base solvente também deverão acompanhar
o consumo, tendo em vista que este tipo de formulação
necessita normalmente de um thinner ou solvente específicos
para limpeza dos materiais. E o mercado automotivo é
crescente – pouco acima do PIB – devido à
estabilidade econômica.”
Para
os diretores da Best Química, “o crescimento
foi próximo do PIB, mas conseguimos algo pouco
superior por conta de desenvolvimentos a la carte para
clientes estratégicos da nossa linha de produtos
Best Solv. No próximo ano, haverá um incremento
nas atividades da indústria e a resposta virá
no consumo de solventes. Estimamos crescimento de 5%”,
adiantam Eduardo Barrella, diretor de negócios, Ana
Maria Machado Virginelli, sócia e diretora
comercial, e Saulo de Souza e Silva, sócio e diretor
operacional.
Para
a Ipiranga Química, o ano de 2006 caracterizou-se
por uma oferta plena de produtos, por movimentações
importantes de preços e por melhoria na produção
da indústria de tintas. “Em relação
a solventes, vemos para 2007 panorama similar a 2006,
ou seja, com oferta de produtos trazendo tranqüilidade
no abastecimento à indústria e preços
mais estáveis no decorrer do ano”, diz João
Miguel Thomé Chamma, gerente da Divisão
de Químicos.
Ele
acrescenta ainda que as medidas tomadas pelo governo no
início do ano impactaram, positiva e rapidamente,
os negócios na indústria de tintas. Fundamentalmente,
pela redução de impostos na cadeia que foi
repassada integralmente ao consumidor, gerando maior volume
de produtos vendidos e mais acesso a produto de melhor
qualidade a preços menores. No mercado de tintas
automotivas, o ano de 2006 projeta um novo recorde no
número de veículos produzidos, superando
a histórica marca de 1997. “Esse cenário
tem impulsionado a indústria e toda a cadeia produtiva
a ela atrelada.”
Fátima
Tatiana Barbosa, do marketing da Arinos, diz: “Notamos
queda de 4% relativa ao mercado de 2005, pois a tendência
é o desenvolvimento de produtos linha base água.
Mas acreditamos na recuperação do mercado,
pois a taxa de juros e linha de financiamento imobiliário
tende a favorecer o setor de tintas decorativas.”
Para
ela, as medidas governamentais que beneficiaram o setor
da construção civil estão sendo benéficas
porque os bancos estão obrigados a liberar linha
de financiamento para imóveis e por conseqüência
movimentando o mercado de tintas e complementos para construção
civil. Já no segmento automotivo, “durante
o primeiro semestre a taxa de câmbio foi favorável
à exportação; tivemos recorde de
produção. As vendas de automóveis
contribuíram para o crescimento do mercado de tintas
automotivas”.
Sandra
Maria Papic, gerente de vendas Tintas da Bandeirante Química,
pondera que o mercado interno está retraído
e o volume de solventes para tintas e revestimentos no
Brasil tem se mantido estável, principalmente devido
ao pequeno crescimento da indústria e aos altos
reajustes dos hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos.
“A utilização de polissacarídeos,
que permite a introdução de água
nos esmaltes sintéticos, também colaborou
para o pouco crescimento em 2006.
As
perspectivas para 2007 são de redução
de volume, devido ao crescimento na produção
de tintas em pó, esmaltes emulsionados e tintas
de alto sólidos, tintas cura UV que não
utilizam solventes, e principalmente pelo baixo crescimento
das indústrias de tintas”, complementa.
Carlos
Fernando de Abreu, diretor comercial da Bandeirante, assevera:
“Neste ano tivemos muitas invasões de importadores,
porque o dólar menor facilitou as importações
tanto dos oxigenados quanto dos hidrocarbônicos.
A oferta de produto foi seguramente maior que a demanda.
Por causa do dólar e da disposição
de grande número de distribuidores participarem
do negócio, tivemos um ano de resultados muito
ruins, seja nos alifáticos, aromáticos ou
sintéticos. Mas para o consumidor final foi um
ano fantástico. Um ano em que o dólar estável
e a oferta generosa de produto proporcionaram excelentes
negociações.”
Sergio
Luiz Zegaib, gerente comercial da Unipar Comercial, revela
que ao longo deste ano trabalhou para mudar a configuração
da distribuição da Unipar Comercial e ofertar
maior número de solventes. “Nossa atuação
na área de solventes era muito ligada aos solventes
comprovados, ainda que tenhamos uma unidade fabril de
isoparafinas, os solventes hidrogenados, com alta performance,
um produto considerado nobre. Foi desenhado um plano estratégico
para o crescimento, que incluía fazer segmentação
no mercado de aplicação, já realizada.
E, de três meses para cá, introduzimos outros
solventes, com uma linha mais ampla de oxigenados. Estamos
na iminência de fechar contrato com a Petrobras,
o que vai trazer uma série de outros produtos alifáticos
para tintas, borrachas, solventes médios, bem como
estamos trabalhando com algumas consultorias no sentido
de ampliar o portfólio de isoparafinas, aumentando
o grade.”
Para
o ano que vem, Zegaib crê em grande crescimento.
“Para isso, houve investimentos de R$ 15 milhões
no centro de distribuição, com tanques com
tetos flutuantes. E estamos em contato com diversas empresas
para ampliar o portfólio, não só
em solventes, mas também em polímeros. Crescemos
a cada dia na participação dos produtos
que já temos e no número de produtos. Queremos
posicionar a Unipar Comercial como a distribuidora de
produtos químicos e não uma distribuidora
de produtos Unipar. A empresa estima crescimento de 22%
este ano e espera crescer em torno de 25% a 28%”,
afiança.
Inovações
O segmento de tintas é um mercado que demanda inovações
constantes e as fornecedoras de matéria-prima têm-se
abastecido de alternativas para fazer frente a cada necessidade.
Para Jordano, algumas empresas já buscam rotas
de obtenção de solventes a partir de matérias-primas
renováveis, como a cana-de-açúcar,
por exemplo, em vez do uso de petroquímicos. Produtos
ecologicamente corretos e biodegradáveis são
vistos como alternativas necessárias para redução
de danos ao ambiente, embora os preços ainda sejam
diferenciados em relação aos solventes convencionais.
“A
Carbono Química disponibiliza alternativas environmental
friendly, as quais já atendem o mercado há
algum tempo. Entretanto, com restrições
globais ao uso de toluol (um solvente aromático
mais tóxico), buscamos uma alternativa menos agressiva:
o Jeffsol MCH (Metilciclohexano), um hidrocarboneto alifático
que apresenta biodegradabilidade aliada à baixa
solubilidade em água e ótima miscibilidade
com outros solventes orgânicos. Esta característica
mostra-se interessante ao mercado não só
ao fabricante e usuário de diluentes e tintas,
mas também para outros mercados que façam
uso deste produto.”
A
Petrobras vem buscando também novos mercados, bem
como a ampliação do portfólio de
produtos e serviços no segmento de tintas. Dentro
desta linha, a empresa lançou o produto Parabrax
EM Graf 42, uma emulsão parafínica para
tintas texturizadas e massas corridas. É utilizada
como agente deslizante em massas corridas, facilitando
a aplicação, promovendo melhor alastramento
e impermeabilidade do filme à água e em
tintas texturizadas, como agente hidrorrepelente, proporcionando
maior impermeabilidade do filme à água e
maior durabilidade à tinta. Outros dois serviços
foram disponibilizados para o setor: a Gestão de
Estoques Petrobras, serviço que visa a redução
de custos logísticos, financeiros e administrativos,
fazendo o controle just in time do estoque dos clientes
(VMI), via internet, e Serviços Ambientais, de
Gestão de Resíduos e Tratamento de Resíduos,
para indústrias de tintas.
Para
Barrella, há um movimento de redução
de produtos com elevado grau de toxidez. A tendência
é de produtos mais ecológicos ou, quem sabe,
base água ou alto teor de sólidos. “Vamos
aguardar um pouco mais para ver o que irá ocorrer,
pois os custos para cada um destes processos são
totalmente diferentes dos convencionais.”
Para
Chamma, em solventes as mudanças tecnológicas
são mais lentas, pois, quimicamente, são
produtos consagrados, com poucas modificações
estruturais. Mesmo assim, no decorrer dos últimos
anos, a indústria tem dado mais espaço aos
solventes de qualificação melhor em itens
como baixo nível de contaminantes, cor, odor e
baixa agressividade ao ambiente e saúde ocupacional.
Outro aspecto é que a modificação
tecnológica nas formulações de tintas
tem possibilitado o desenvolvimento de solventes chamados
sintéticos especiais, que são considerados
algo como as especialidades de solventes. Tais produtos
agregam mais poder de solvência com menor agressividade,
possuindo custos bastante diferentes de solventes básicos.
Para
a ExxonMobil Química, novas legislações
que poderão entrar em vigor nos próximos
anos farão com que a indústria trabalhe
para usar solventes de baixa toxicidade e odor, setor
em que quais a empresa é uma das líderes
no mercado mundial. Todos os segmentos de mercado são
observados para que possamos fazer mais investimentos
no Brasil. Evidentemente o mercado de tintas, por ser
o de maior demanda de solventes, está sempre sendo
analisado.
De
seu lado, o executivo da Eastman lembra que o setor automotivo
de tintas está cada vez mais se alinhando
com as especificações de outros países devido
à exportação de veículos e
também a esse alinhamento de novos solventes,
que aumentam o sólidos das tintas ou que sejam
menos agressivos.
Sandra
acentua que a procura por solventes de baixa toxicidade
é crescente. As restrições aos solventes
aromáticos e clorados têm levado as empresas
a procurarem alternativas quanto à toxicidade e
baixo nível de compostos orgânicos voláteis
(VOC) nos produtos, responsáveis pela emissão
de gases tóxicos. A nova regulamentação
da Anvisa também restringe a utilização
de solventes tóxicos e obrigará os fornecedores
a procurar alternativas de solventes menos tóxicos.
Alguns distribuidores colocaram esses produtos no mercado
e a tendência é de crescimento no setor.
José Carlos Menezes, coordenador de mercado, destaca
como novidades a linha base água UV para indústria
moveleira, linha de solventes com menor potencial toxicológico
e mais amigáveis.
“A
perspectiva no longo prazo é redução
no consumo de solventes, atrás do aumento na produção
de tinta alto sólidos, produtos para cura UV, tintas
à base de água, ou seja, sistemas que utilizam
menor quantidade de solventes em seus produtos”,
pondera Sandra.
A
perspectiva é de crescimento, onde as tintas terão
maior performance balizadas na exigência do consumidor
final nacional e para exportação. Como exemplo,
a indústria moveleira trabalha fortemente na linha
UV (há anos só trabalhava com NC), onde
a linha base água está emergente, e trabalhamos
fortemente na mesma com a distribuída Sartomer,
de insumos UV. Há motivação na procura
por antichama nas formulações, em combinações
de resinas epóxi para compor características
específicas nas aplicações, e na
linha de tintas PU, cujas vendas de isocianatos e catalisadores
registraram recorde em outubro”, avalia Menezes.
Abreu
destaca que as resinas têm ficado mais sofisticadas,
exigindo participação maior de sintéticos.
Por outro lado, a toxicidade tem exigido do mercado o
abandono de solventes aromáticos e de outros que
tenham contaminantes, como os clorados. Isso abre espaço
para o solvente hidrocarbônico alifático,
o chamado limpo ou verde, ou aquele alifático que
não tenha aromáticos, enxofre, hidrogênio
combinado, e ainda possua um custo mais acessível
que os sintéticos, o que os leva a participar como
coadjuvante na formulação para a formação
de um sistema de custo mais coerente. Se de um lado, se
usa uma resina mais sofisticadas e sintéticos de
maior qualidade, o custo da fórmula mais elevado,
com a entrada de um alifático limpo, é possível
trazer uma compensação a esses aumentos
de preços. Com isso os aromáticos estão
sendo substituídos com velocidade cada dia maior,
os alifáticos contaminados têm seu tempo
muito limitado e cresce a tendência do hidrocarbônico
alifático limpo.
Zegaib
recorda que a isoparafina é uma das grandes novidades
para o mercado, que tem solicitado estudos sobre possibilidades
de uso em formulações. Isso porque, apesar
de não ser um solvente verdadeiro, mas um diluente
nobre, de alta qualidade, que, se comparado com os alifáticos,
tem alta qualidade sob o ponto de vista de odor e cor.
Ele tem uma característica mais de desengraxante
e entra como um diluente, um redutor de custos na fabricação
de alguns thinners. É semelhante a uma aguarrás,
não tem cor, é 100% hidrogenado e proveniente
de um processo químico na essência da fabricação
da molécula e depois na hidrogenação
para se quebrar as outras ligações de forma
que se consiga obter um produto incolor e inodoro.
Investimentos
A PQU está investindo na logística de seus
clientes, assumindo o controle de estoques e a programação
de entrega dos produtos. Além disso, está
atenta às oportunidades de mercado para fortalecer
sua posição junto a seus clientes.
A
Carbono Química tem investido na expansão
dos contratos de fornecimento locais e internacionais,
bem como em aplicações, otimizando a produtividade.
A
Petrobras Distribuidora trabalha fortemente na melhoria
logística/operacional para atendimento ao setor.
Foi finalizada a primeira fase de investimentos no Terminal
de São Paulo - Tespa, que está sendo modernizado
para ser transformado em um centro de distribuição
de produtos químicos da Petrobras. Os investimentos
totais para a ampliação da tancagem e flexibilidade
operacionais foram de R$ 2 milhões. A segunda fase
prevê a inclusão de sistemas de enchimento
de contêineres, prestação de serviços
de mistura e envase de solventes, bem como modernização
do laboratório de análises e aplicação
de produtos. Os investimentos totais deverão chegar
a R$ 5 milhões, com data final de conclusão
no segundo semestre de 2008.
“Um
grande trabalho vem sendo realizado pela Petrobras no
sentido de ampliação do portfólio
de produtos e serviços, de forma a completar o
pacote de produtos para os segmentos de mercado em que
atua. No caso do setor de tintas, a expansão do
portfólio, para contarmos com os solventes oxigenados,
vem sendo analisada”, adiantam os executivos da
empresa.
O
planejamento estratégico 2007-2010 da Best Química
tem metas ambiciosas neste tema. Saulo de Souza e Silva,
sócio e diretor operacional, informa que a empresa lançou,
durante a Feitintas 2006, mais um serviço aos clientes
do setor de tintas. “Trata-se de uma moderna
unidade de envase, de 500g a 5 litros, com capacidade
de 3 mil litros por hora. Temos esperança e vamos
trabalhar forte para que este serviço atenda a
uma lacuna existente na indústria de tintas. A
Best Química possui todas as características
básicas para prestar esse serviço com altíssima
qualidade, atendendo a todos os requisitos dos órgãos
controladores da atividade, com menor custo e mais agilidade
do que se a indústria o fizesse.”
A
Ipiranga Química, recentemente realizou grandes
investimentos em infra-estrutura de tancagens, laboratórios
e sistemas de mistura de produtos, capacitando-se para
servir à indústria de maneira completa em
solventes. “Isso significa que hoje podemos oferecer
aos clientes desde os diversos produtos individualmente
até formulações exigidas em cada
situação particular, com garantia de continuidade
de produção e garantia de especificações
técnicas.”
Basso
lembra que a Eastman, alinhada com a necessidade
do mercado, procurou e procura atender de forma eficiente a
demanda de seus clientes. “Nesse mercado cada vez
mais exigente, iremos investir em produtos amigos
do ambiente, inteligentes, e em alternativas de baixo
custo para os clientes.”
“Para
o próximo ano, a Bandeirante Química terá
investimentos em tancagem, em infra-estrutura de entamboramento,
com a aplicação de processo automático,
no desenvolvimento de novas formulações,
em parceria com as distribuídas, para oferecer
soluções cada dia mais modernas”,
avisa Abreu.
A
Unipar está consolidando importantes parcerias:
com a Braskem, Rhodia, Ineos, Lyondell e outras. “Vamos
cada vez mais ampliar nosso portfólio, que hoje
conta com cerca de 30 grades, considerando as isoparafinas,
alifáticos e aromáticos, e deveremos chegar
a uns 45 já no ano que vem, embalados pela negociação
com a Petrobras e os que estamos trazendo de glicóis
e oxigenados de forma geral”, revela Zegaib, afirmando
que novos investimentos já estão sendo avaliados
em infra-estrutura. “Já pensamos em expansão
do CD, tanto para sólidos quanto para cargas líquidas.
Com isso, os solventes para tintas, que representam de
30% a 40% das vendas, podem chegar a representar 60% no
próximo ano.”
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