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Brasil, 5 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 106 - Pigmentos - True Color
 
Cores do crescimento
 
Criada com o apoio da Schlenk, a True Color se fortalece e chega à coordenação do mercado dessa parceira alemã na América do Sul, além de oferecer alternativas em pigmentos orgânicos.
 
Cynthia Luz
 

Há pouco mais de três anos, André Cabral Martins, profissional oriundo da área técnica de tintas, com atuação de dez anos em empresas tradicionais do setor (Akzo Nobel e a PPG), decidiu investir em seu próprio negócio. Com o auxílio do grupo alemão Schlenk, um dos líderes mundiais na produção de pigmentos metálicos, abriu a True Color, em agosto de 2003, visando o fornecimento da matéria-prima daquela empresa para o setor, com perfil acentuadamente técnico. Suas primeiras vendas foram efetivadas já no início de 2004 e de lá para cá a empresa vem crescendo a cada dia.

“Em julho de 2003 fui para a Alemanha e fiquei cerca de um mês na Schlenk, terceira maior produtora de pigmentos metálicos em nível mundial, com 127 anos de existência”, conta Martins, gerente-geral da True Color, acrescentando que durante esse período passou uma semana apenas nos laboratórios da empresa, realizando testes de maneira a conhecer mais a fundo os produtos. “Eu queria saber que pigmentos teriam mercado no Brasil”, lembra.

Comercializando essa linha durante seis meses, Martins percebeu a necessidade de complementar o portfólio com a introdução de pigmentos orgânicos. “Recebemos indicação de um dos nossos clientes de uma empresa chinesa – a Trust Chem – que poderia fornecer esses pigmentos. E, a exemplo do que ocorreu com a Schlenk, fui até a China conhecer a empresa, com atenção especial aos laboratórios”, lembra.

Martins acentua que o mercado ainda vê com algumas reservas as indústrias chinesas por causa do tratamento de commodity dado aos produtos: “Muitas vezes, quando fazemos importação, adquirimos o produto de uma trade, e não diretamente da indústria. Isso pode nos levar a receber produtos de fábricas diferentes, com base apenas em preço, o que pode levar a variações na qualidade dos produtos.”

A Trust Chem, de acordo com o relato do gerente-geral, tem um laboratório central encarregado de fazer todo o controle dos produtos destinados à exportação. “Como eu vim da era técnica e estou familiarizado com as metodologias de teste de pigmentos, fizemos um acordo de como serão feitos os testes dos pigmentos que serão importados. Dessa forma, os testes são realizados na China conforme a aplicação final do produto aqui. Se vou vender pigmento para o mercado de tintas para impressão offset, por exemplo, o controle de qualidade vai ser feito numa tinta offset e serão testados seu poder tintorial, cor do pigmento e outras características”, especifica. Dessa forma, é praticamente eliminada do produto a possibilidade de problemas técnicos ou de chegar fora de especificação.

Crescimento
Por ter atuado em empresas de tintas por uma década, Martins conhece a linguagem dos laboratórios e as necessidades dos produtores de tinta. “Por isso, os vendedores que atuam conosco também têm esse perfil técnico, com ênfase para desenvolvimento de produtos, fruto de investimentos em formação e treinamento. E nossa preocupação é que esse diferencial não chegue a impactar os preços da nossa linha”, reforça.

A True Color fornece pigmentos principalmente para os mercados automotivo, gráfico e de plásticos e esses segmentos estão aquecidos, principalmente pela tendência de uso do prata em automóveis, equipamentos eletrônicos e embalagens. “A moda na indústria automobilística influencia positivamente os demais mercados. Atualmente, é difícil ver um equipamento eletrônico que não seja prateado ou tenha algum detalhe nesse tom, como é o caso dos aparelhos de DVD, CD, microgravadores, televisores e até mesmo celulares. Isso faz com que o mercado de tintas para esses tipos de plástico fique aquecido. O mesmo acontece no segmento de embalagens, em que os tons metálicos emprestam a idéia de nobreza dos metais às impressões, dando uma idéia de produto premium. Um caso típico em que foi investido em embalagens foi o do sabão em pó Ariel, que conseguiu reposicionamento no mercado com a embalagem metalizada, conquistando em torno de 10% de market share”, conta Martins.

Com oito colaboradores e 12 representantes, a True Color hoje conta com armazém na Avenida das Nações Unidas, na capital paulista, e escritório na Chácara Santo Antonio, bairro próximo ao depósito. Com o crescimento das vendas, a empresa se tornou a coordenadora do mercado sul-americano da marca Schlenk, com base nos resultados registrados no ano passado. “Recebemos a proposta da Schlenk de coordenar toda a região da América do Sul, tanto comercial quanto tecnicamente. Desde março, somos responsáveis por essa coordenação e estamos exportando, a partir do Brasil, especialmente para os mercados da Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela”, comemora.

Por outro lado, o executivo adianta a idéia de, já em 2007, contar com um centro de aplicações técnicas para a América do Sul, com laboratório que atenderá toda essa região. Além disso, a empresa fechou parceria com a Química Roveri para a comercialização dos pigmentos em todo o País, de maneira a atender todo o território nacional. “Atendemos diretamente o mercado de São Paulo e alguns clientes estratégicos no Brasil. Para os demais estados, nosso representante é a Química Roveri, que conta com todo o nosso apoio”, finaliza.

 
 
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