Um
ano agitado até demais, ou melhor, conturbado,
devido aos escândalos de corrupções
da política e eleições presidenciais,
que acabaram gerando uma certa insegurança no País.
Esses são apenas alguns dos motivos que deixaram
o mercado em geral com crescimento abaixo do esperado.
Para
o mercado de distribuição de produtos químicos
para tintas, 2006 foi um ano em que produtores locais
tiveram dificuldade de conviver com importadores, em função
da cotação mais baixa e estável do
dólar. Também houve falta de alguns itens,
que ocorreu em função da expansão
da demanda em todo o mundo, notadamente na Ásia.
Por outro lado, alguns insumos foram ofertados em profusão,
conseqüência da entrada em funcionamento de
novas fábricas.
Como
resultado desse cenário, algumas tendências
se acentuam dentro do setor. Uma delas é o grande
movimento de aquisições e fusões
de empresas. E o mercado se pergunta: quais as razões
para isso? A princípio, a redução
de custos é o grande vilão dessas indústrias.
Mas não é o único. Além disso,
o aumento de capacidade dos fornecedores, obtenção
de tecnologias e participação em diferentes
nichos também influenciam a meta de ampliar o crescimento.
Nesse acirrado setor, ou a empresa cresce ou desaparece.
Por
conta das novas demandas, tornou-se nítida a busca
constante da eficiência por meio de ampliação
das vantagens decorrentes da economia de escala. Um dos
principais fatores para perenizar as empresas de distribuição
é a procura contínua de alternativas estruturais
de mercado e de recursos diferenciais. Por outro lado,
as empresas de distribuição no Brasil cresceram
focadas em determinados mercados ou linhas de produtos,
que garantiram a escala de negócios, mas as deixaram
expostas às fragilidades de portfólio, fortemente
dependentes do desempenho econômico de poucos setores
e concentradas em poucos mercados.
A
novidade é o movimento de economias por ganhos
decorrentes da racionalização dos custos
fixos, das sinergias de portfólio, diversificação
da linha de atuação, bem como a entrada
em novos mercados, na tentativa de fortalecer a empresa
como um todo. Por esses motivos, a previsão das
empresas do setor é que, nos próximos anos,
se acentuem as fusões e aquisições.
Baseado
nesses acontecimentos, pode-se concluir que o mercado
de distribuição no Brasil está passando
por um momento de transformações, que se
estenderá por alguns anos, promovendo uma sensível
mudança no quadro. Em outras palavras, o modelo
da distribuição nacional está seguindo
o praticado nos Estados Unidos, onde há predominância
de companhias de grande porte, que operam por grandes
volumes, e de empresas de pequeno porte, especializadas
em nichos.
A
maioria das empresas de distribuição aguarda
modificações a partir das reformas tributária,
previdenciária, política e trabalhista,
em especial, as alterações na política
econômica, notadamente no que diz respeito ao comportamento
das taxas de juros e à visão mais desenvolvimentista
do Brasil, colocando-o em uma melhor posição
no contexto dos países em desenvolvimento. Mesmo
assim, as empresas permanecem otimistas em relação
a 2007 e prevêem aumento nas taxas de crescimento.
Especialidades
Com foco em especialidades, a Adexim-Comexim possui uma
equipe de técnicos voltada a especialidades, oferecendo
desenvolvimentos em laboratório e completa assistência
de suas representadas, com a preocupação
de fornecer produtos diferenciados que permaneçam
por mais tempo no mercado.
Para
Carlos Russo, diretor, o mercado de distribuição
em 2006 não proporcionou o mesmo desempenho de
tonelagem dos anos anteriores. “O bom resultado
ficou para a demanda de produtos de maior valor agregado,
ou seja, o nível técnico das vendas foi
bem melhor. Aliás, essa é uma característica
da nossa empresa: alto nível de produtos e não
de grande volume”.
O
diretor alerta o segmento para as inúmeras aquisições
e fusões dentro do mercado de distribuição.
“O aumento desse tipo de movimento é uma
questão de marketing e sustentabilidade. Estamos
presenciando empresas que estão sendo adquiridas
e simplesmente apagadas no contexto da compradora, que
vai se tornando uma fornecedora quase única, pelo
menos em produtos top de linha”, desabafa.
A
importância da especialização é
predominante para a Adexim-Comexim, que busca atender
pequenos volumes, porém especializados e de alto
valor agregado. “Estamos constantemente à
procura dos melhores fornecedores do mundo para as nossas
especialidades. Embora esse trabalho seja árduo,
nunca perdemos um cliente que possa utilizar os nossos
produtos. Inclusive, procuramos visitar feiras técnicas
internacionais com o intuito de obter informações
sobre as necessidades do mercado de especialidades”,
declara Russo, finalizando que, nos últimos anos,
a empresa tem se dedicado à tecnologia aplicada,
buscando os melhores produtos e investindo no desenvolvimento
do mercado de atuação.
Em
busca de outra certificação
Estruturada em unidades de negócios desde janeiro
de 2006, a Arinos optou por uma atuação
em mercados específicos, para os quais conta com
profissionais especializados. Um dos destaques da empresa
é o constante investimento nas áreas de
tecnologia da informação, logística/estocagem
e blendas de produtos. “Já em 2007, nosso
maior investimento será na capacitação
técnica e comercial do time de profissionais”,
revela Anilton Flávio Ribeiro, gerente do mercado
de tintas.
Certificada
ISO 9001/2000 e pelo Prodir (Processo de Distribuição
Responsável), a empresa também planeja para
o próximo ano um plano de ação para
implementação da ISO 14001, ligada à
preservação do ambiente.
Sobre
o desempenho do setor nesse ano, Ribeiro comenta que “a
taxa de câmbio amenizou a retração
dos negócios e ainda gerou queda significativa
nas margens, devido à retração do
mercado e à alta oferta de produtos, gerando muita
competitividade. Esse ano foi de retração
do mercado, com queda nos preços. A expectativa
para 2007 é de 5% de crescimento”, prevê.
Estrutura
reforçada
Para Carlos Fernando de Abreu, diretor comercial da Bandeirante
Química, a grande oferta de produto importado trouxe
influências negativas. Isso levou a uma situação
de desequilíbrio entre oferta e procura, que derrubou
preços. O mercado também apresentou crescimento
na área das matérias-primas em geral, o
que trouxe dificuldades às empresas que tinham
o portfólio ligado a commodities. “As empresas
tiveram de ponderar entre manter posições,
em detrimento dos resultados ou privilegiar os resultados,
mesmo que perdendo algumas posições. A Bandeirante,
desde o final de 2004, está procurando privilegiar
os resultados e por isso não crescerá muito
em 2006, tanto em volume quanto em faturamento, porque
são atrelados ao dólar. Entretanto, em resultados
e participação dentro dos clientes, que
é o nosso foco, a empresa cresceu. Esse é
o indicador de desempenho mais importante na nossa operação.”
Por
outro lado, o executivo lembra que esse foi um ano de
muitos investimentos na área produtiva, com diversos
fabricantes investindo em desgargalamentos, como a Oxiteno,
Petrobras, PQU, Rhodia, Dow Química e outros. Outro
aspecto positivo foi o sistema político-econômico,
que está dando mostras de total descolamento. “Até
porque se o governo fizer alguma coisa boa seria fantástico,
mas está atrapalhando um pouco menos do ponto de
vista de interdependência com a economia.”
Para
o diretor comercial da Bandeirante Química, o mercado
de distribuição ainda tem muito a crescer,
assim como o de produtos químicos: “Basta
haver uma pequena injeção de dinheiro na
economia ou uma pequena melhora na distribuição
de renda que vai faltar resina para fazer botões,
fibras têxteis, entre outras coisas, porque dos
180 milhões de habitantes do País apenas
um terço é consumidor.” Outra vertente
de provável crescimento para o setor de distribuição
é a entrega de maior parcela da produção
para esse canal de vendas. “Hoje, apenas 7% da produção
é movimentado via distribuição. Acredito
que possamos chegar a 20% do mercado”, diz, lembrando
que a maioria das empresas do segmento fez investimentos
em capacidade, estrutura de atendimento e logística
e em qualidade, já estando preparadas para esse
salto. “Apenas dobrando a participação
da distribuição podemos chegar a um mercado
de US$ 4 bilhões por ano, sem contar os novos fabricantes
que podem vir a se instalar no Brasil.”
Em
relação à Bandeirante, Abreu conta
que a empresa vinha há algum tempo com estrutura
de capital mais frágil. “A estrutura de capital
era o nosso ponto fraco e vínhamos fazendo a lição
de casa nas outras áreas, preparando os colaboradores
para fazer um modelo de distribuição diferenciado,
investindo em infra-estrutura, em qualidade e gestão”,
lembra, acrescentando que a empresa também passava
por uma crise de identidade, com onze sócios e
objetivos diferentes. “Alguns acreditavam que a
empresa deveria continuar pujante e crescendo, o que demandaria
investimentos, outros entendiam que era preferível
ser menor, de forma a permitir um descanso aos sócios.
A solução encontrada foi vender parte das
ações e, depois de diversas conversas com
empresas locais e mesmo européias e americanas,
contatamos o Grupo Formitex, que está na área
química e é liderado por um ícone
do segmento, com história de grandes resultados
e que adora a distribuição”, conta
Abreu, acrescentando que, a partir daí, as conversas
evoluíram. “Foi fantástico que o Alípio
(José Gusmão dos Santos) reconhecesse toda
a capacitação da empresa e seu modelo de
negócio e tenha decidido investir na Bandeirante,
enfrentando as dificuldades de estrutura de capital. Por
isso, considero que 2006 é um marco na distribuição
de produtos químicos porque aconteceu o melhor
possível com a empresa e com o próprio Grupo
Formitex, que reforçou os seus negócios
com a compra da segunda empresa do segmento.”
Depois
do negócio fechado, o grupo passou a ter unidades
industriais de resinas acrílico-estirenadas, carboximetilcelulose,
distribuição de fármacos (Denver
Farma), distribuição de produtos químicos
(Brazmo), todas com grande sinergia, além de contar
com investimentos na área de laminados técnicos,
na divisão química e na área de logística
e movimentação, com os terminais de contêineres
e de granel, que ficarão prontos em janeiro. “Essa
operação de distribuição de
produtos químicos liderada pelo Alípio será
ímpar na América Latina. Nós só
não temos navios, mas contamos com terminais portuários
com berço para dois barcos, terminais de contêineres,
fabricação de resinas e de insumos no segmento
de espessantes, além de processo de distribuição
extremamente capacitado. Podemos dizer que o mercado foi
brindado com a melhor operação em distribuição
de produtos químicos que poderia ter.”
Formação
A profissionalização é uma constante na
Best Química. Para isso, pratica uma política
de bolsa de estudos (atualmente com 14 funcionários
beneficiados), onde oferece formação complementar
segundo as aspirações de cada um e expectativas
de necessidades futuras da organização.
“Nosso turn over é baixo porque, devido ao
crescimento contínuo nesses 15 anos de existência,
utilizamos a mão-de-obra terceirizada como uma
espécie de pipe-line de recursos humanos.
Quando surge uma vaga, analisamos primeiramente os terceiros
que já trabalham conosco e os que conhecem a empresa.
Assim fica mais fácil, gera motivação
e comprometimento de todos. Também fazemos pesquisas
de mercado e, de vez em quando, contratamos executivos
ou mão-de-obra especializada”, explica Hélio
José Cury, diretor geral.
A
Best Química conquistou o SGI (Sistema de
Gestão Integrado), que contém as normas
ISO 9001:2000, ISO 14001:2004 e o Prodir. A qualidade
é mais que uma obrigação para
a empresa. “Nenhum produto entra ou sai sem
passar por análise laboratorial e, no caso de vendas,
sempre é acompanhado de um certificado de análise,
que garante sua qualidade até o uso final em nosso
cliente. Temos onze auditores internos, devidamente formados
e que praticam auditorias internas programadas ou sem
aviso, assegurando tranqüilidade no momento das auditorias
externas anuais e nas recertificações”,
adianta Cury, completando que a empresa tem pesquisado
alternativas de solventes ecológicos em substituição
aos atuais, antecipadamente às regulamentações
que certamente virão.
No
planejamento estratégico de 2007 a 2010 da
Best Química estão contidas metas audaciosas,
com crescimento ao redor de 10% ao ano. “Buscaremos
atingir esse patamar baseados nas seguintes ações:
incrementar negócios com os fornecedores atuais;
desenvolver novos fornecedores/produtos para complementar
a gama atual; oferecer novas soluções em
distribuição e logística; iniciar
importação de especialidades químicas
e exportações para o Mercosul; ampliar a
participação de mercado da linha Best Solv;
recuperar os investimentos realizados; continuar investindo
no crescimento da empresa e das pessoas; aumentar o grau
de satisfação dos nossos clientes; consolidar
o PDTI – Plano de Desenvolvimento de Tecnologia
da Informação; manter a prática da
responsabilidade social interna e externa; e buscar a
excelência em tudo o que fazemos. Acima de tudo,
pretendemos tornar a Best Química uma ‘empresa
única’”.
Na
onda do mercado
Acompanhando a tendência da profissionalização
do mercado, a Brazmo investe assiduamente em recursos
humanos, melhorando os serviços no campo da distribuição.
“Encaro isso como uma seleção natural
das empresas que atuarão no mercado daqui para
frente. Procuramos cada vez mais aprimorar nosso sistema,
adquirindo produtos de fornecedores qualificados e investindo
em treinamento dos nossos profissionais de operação”,
afirma José Roberto Azevedo, gerente de vendas,
acrescentando que a empresa está mantendo os certificados
do Prodir e a ISO 2000.
Todas
essas iniciativas são mantidas e realizadas na
Brazmo com o objetivo de acompanhar o andamento do mercado
de distribuição. “Verificamos que
várias empresas fizeram investimentos em instalações
de equipamentos de misturas e dispersões, aumento
da capacidade de estocagem, qualificações
na segurança, qualidade e ambiente. Esses investimentos
são feitos em razão de as indústrias
se comprometerem com suas distribuídas, visando
o aumento de volume e de participação no
segmento, acarretando uma grande competitividade. Outro
caso visível do mercado é a diversificação
do portfólio de produtos, resultando na concorrência
predatória em alguns deles, como no dióxido
de titânio, ocasionando a diminuição
das margens de contribuição e comprometendo
os resultados, uma vez que todos querem proteger seu negócio,
pois as despesas fixas possuem grande impacto nos negócios
e a única maneira de resolver é cortar os
gastos ou aumentar as vendas”, explica Azevedo.
Uma
das preocupações do gerente de vendas é
quanto a taxa cambial, principalmente para os ciclos das
importações, que na maioria das vezes tem
prazo de 90 dias. “A princípio pode ser um
bom negócio, mas quando chega o produto pode não
ser mais. Os fabricantes, com o intuito de protegerem
seus negócios, acabam abaixando os preços
para não perderem sua fatia do mercado, o que em
muitas vezes gera queda na margem, além de muitos
prejuízos”, lamenta.
Para
o ano que vem, a previsão é que o mercado
esteja mais profissionalizado. “As distribuídas
estão cada vez mais caminhando para seguir os padrões
americanos de distribuição, ou seja, deixar
os distribuidores atenderem também os pequenos
consumidores”, espera Azevedo.
Estruturação
eficiente
Recentemente a Brenntag finalizou seu mais amplo processo
de integração. “Diminuímos
o número de sítios de armazenagem de seis
para três, integramos em uma única plataforma
de TI (Tecnologia da Informação) todas as
unidades, e ainda continuamos investindo na produção
de soluções customizadas, como o investimento
em uma nova unidade para a produção de fertilizantes
agrícolas. Para a área de tintas e vernizes
vamos continuar aprimorando e investindo na ampliação
e capacitação dos recursos no laboratório
de aplicação técnica (TLA)”,
divulga Gutenberg Souza de Oliveira, gerente de marketing,
lembrando que a empresa implantou o Prodir, possui a certificação
NBR ISO 9001:2000, além de estar em fase de implantação
da NBR ISO 14001:2004 e da OHSAS 18001:1999.
Com
o objetivo de ser uma “one-stop-shop” do mercado
químico – distribuidor em que o cliente encontrará
todas as matérias-primas que necessitar –,
o gerente da Brenntag orienta para uma seleção
cuidadosa de profissionais que ofereçam suporte
para cada um dos segmentos atendidos pela empresa. “Sem
dúvida nenhuma, a empresa se tornou um local interessantíssimo
de trabalho para profissionais que rumavam, anteriormente,
para os grandes fabricantes de produtos químicos.”
A
Brenntag acredita na filosofia de que a distribuição
de produtos químicos não é somente
uma prestadora de serviços logísticos, mas
também uma provedora de soluções
completas aos mercados em que atua. “Alguns exemplos
de customização praticados por nossa empresa
são referentes ao acordo de produção
de soluções de nitrocelulose com a Nitroquímica,
a distribuição de solventes clorados ‘dowper’
em sistema fechado e a oferta ao mercado de um laboratório
de aplicação técnica voltado ao mercado
de tintas e vernizes. Assim, oferecemos as vantagens de
uma grande empresa do setor de distribuição,
com ampla oferta de produtos em estoque para entrega imediata,
eficiente sistema logístico; além de um
excelente nível de capitalização”,
conta Oliveira.
Em
uma análise de mercado, Oliveira conclui que o
segmento de distribuição de produtos químicos
dependerá cada vez mais de menores custos e escala
para fazer frente à concorrência acirrada.
“A Brenntag, além das aquisições
efetuadas no passado, tem adicionado valor as suas vendas
por intermédio da incorporação de
novos produtos ao seu portfólio e pela manutenção
de uma enxuta estrutura eficiente e próxima dos
principais centros consumidores. Um outro componente que
nos empurra no sentido das consolidações
é a preocupação em relação
às vendas informais, que trazem enorme prejuízo
às empresas sérias. Contudo, esperamos que
as autoridades estejam atentas às ocorrências
desse tipo.”
Para
a Brenntag, o resultado de 2006 será superior ao
planejado e essa substancial melhora se deve à
finalização dos processos de integração
de operações, comercial e de informática,
à redução de despesas e às
novas linhas de negócios voltadas para especialidades.
“Nossa previsão para 2007, se forem mantidas
as condições atuais nos principais indicadores
macro, é a consolidação desses novos
negócios e num cenário mais otimista entendemos
que o mercado de distribuição deverá
crescer um pouco acima do PIB previsto”, antecipa
Luciano Foresti, diretor comercial.
Nova
unidade
Em fase de construção, a Brisco anuncia
uma nova unidade de armazenagem, tancagem, entamboramento
e logística, com avançadas tecnologias disponíveis
e em conformidade com as leis e normas de segurança,
higiene e ambiente vigentes. “Com uma área
total de 8 mil metros, sendo duas unidades de 2 mil metros
de área coberta, a nova unidade tem capacidade
inicial de tancagem para líquido de 500 toneladas/mês,
divididas em vários tanques, alcançando
um diferencial a mais na cadeia logística”,
comemora Guillermo Castillo, diretor comercial, acrescentando
que espera incrementar a frota de caminhões, disponibilizando
trucks tanques com cisternas compartilhadas para entregas
em granéis pequenos.
Com
pouco tempo de atividade no mercado de distribuição,
a Brisco já está programando a certificação
da ISO 9000 em 2007. “Começamos a operar
no mês de fevereiro de 2006 com excelentes executivos
provenientes de empresas de grande porte no segmento,
onde adquiriram muita experiência e capacitação.
A participação em eventos e a interação
com os fornecedores têm sido a base para mantermos
os nossos profissionais aprimorados técnica e comercialmente,
entendendo não apenas do produto, mas também
do comportamento do produto no contexto mundial”,
afirma Castillo.
Apesar
de ser nova no mercado, a Brisco já identificou
algumas dificuldades do setor. Uma delas é a cotação
do dólar. “Para os distribuidores, a situação
complicou, pois tornou as operações mais
caras e às vezes dificultou a viabilização
de estoques, principalmente dos produtos que apresentaram
queda nas vendas. Outro ponto que identifiquei foi em
relação aos distribuidores que estão
tentando consolidar suas operações na busca
de ganho competitivo, com novas bandeiras e negócios
complementares, saindo assim de uma distribuição
mais focada para uma geral. Dessa forma, acredito que
o cliente terá menos alternativas de supridores
de produtos com pouco conhecimento e especialização
nos mercados de atuação”, revela Castillo.
A
Brisco comemora a excelente receptividade por parte do
segmento em 2006 e o desempenho acima do esperado, atingindo
as metas antes do previsto. “Em 2007, esperamos
a consolidação dos clientes que atendemos
em 2006, prospectando novos e ampliando nossa presença
como nova alternativa de fornecimento”, almeja Castillo.
Modelo
de mercado
O modelo do mercado brasileiro de distribuição
em geral continuará tendendo a ser dominado por
empresas de grande porte com portfólio de produtos
diversificado e que têm condições
de atender a diversos setores industriais. A Carbono acredita
que essas empresas tendem a exibir uma condição
competitiva diferenciada (por porte financeiro, capacidade
de alavancagem de operações ou mesmo pelo
poder de negociação) e que poderão
repassar todos esses benefícios para os clientes.
“Mas
como toda boa regra tem lá suas exceções,
sempre haverá espaço para empresas focadas
em nichos de aplicação. Quanto mais sofisticada
for a demanda e quanto mais diferenciado for o produto,
maior será a chance de se encontrar empresas focadas,
com sólida base tecnológica, parcerias bem
definidas e atendimento diferenciado”, concorda
Roberto Giannini, diretor de relacionamento. No que tange
a qualidade intrínseca dos produtos, a Carbono
adota um processo que possibilita trabalhar com sistema
de qualidade garantida para o cliente. “Nossa principal
preocupação tem sido a qualificação
dos nossos fornecedores, principalmente quando tratamos
com empresas internacionais, muitas vezes provenientes
de países em desenvolvimento, é necessário
ter um processo mais claro de qualificação,
de forma a transmitir tranqüilidade para os nossos
clientes. Quando estabelecemos nosso novo slogan, ‘Distribuindo
Confiança’, queremos dizer que ao adquirir
produtos da Carbono a qualidade está assegurada.
Todos os nossos fornecedores externos passam por uma avaliação
formal, que é feita durante uma visita técnica
às instalações do fornecedor antes
do início da parceria comercial”, afirma
Giannini.
A
Carbono também busca continuamente a profissionalização
na procura por maior competitividade no mercado. Para
isso, se reestruturou em resposta às demandas do
mercado, tanto no nível da direção
quanto no gerencial. “Além dos investimentos
em capacitação do corpo técnico,
na profissionalização e no aprimoramento
tecnológico da empresa (sobretudo na área
de TI), para 2007 agendamos investimentos na expansão
da base territorial, com abertura da filial da Carbono
no Paraná”, anuncia Giannini.
Para
o diretor, 2006 foi caracterizado por dois períodos
distintos. No primeiro semestre as vendas praticamente
não cresceram e o sentimento do mercado era de
que não seria um ano comemorado. Já o segundo
semestre se caracterizou por um cenário de retomada,
basicamente motivado pelo aumento das encomendas na indústria
e pela recuperação de vendas no varejo.
“Considerando o número consolidado e a projeção
até o final do ano, estimamos que as vendas cresçam
algo em torno de 6% em relação a 2005. Contudo,
face ao cenário competitivo, as margens continuam
bastante comprimidas e a atratividade econômica
do setor, em baixa”.
Ampliações
Em fase de conclusão das ampliações
na unidade de São Paulo, a Coremal está
quase dobrando a capacidade de armazenagem de cargas secas
e ampliando o parque de tanques em mais 400 metros cúbicos
de capacidade. “Também estamos terminando
a construção de uma unidade de blends de
solventes e de novos laboratórios de aplicações
tecnológicas para o segmento de tintas, domissanitários,
cosméticos e afins”, anuncia Romero Maia,
diretor comercial.
A
Coremal trabalhou arduamente este ano para conquistar
a certificação do Prodir em todas as suas
unidades. “Já a filial de São Paulo
foi certificada nas normas da ISO 9001/2000, juntamente
com a recertificação da nossa matriz no
Recife (PE). Além disso, mantemos um programa interno
de treinamentos para todos os nossos colaboradores em
conjunto com nossos parceiros comerciais”, acrescenta
Maia.
Em
relação ao segmento de distribuição
em geral, Maia afirma que o mercado brasileiro tende a
seguir o modelo praticado nos Estados Unidos, devido ao
alto custo para atuar em várias áreas. “A
tendência das pequenas empresas é focar em
nichos, e as médias, se fundirem, para obter massa
crítica, ou serão englobadas por grandes
grupos. Outra tendência diz respeito ao movimento
de fusões e aquisições de empresas,
ou seja, a previsão é de que essa atitude
cresça rapidamente por causa dos altos investimentos
que o segmento está demandando”.
A
Coremal sentiu grandes dificuldades no primeiro semestre
de 2006, tanto em volume quanto em rentabilidade, mas
o segundo foi muito bom. “Por isso, estamos fechando
o ano próximo do que orçamos. Para 2007
nossa expectativa é de um ano muito melhor, pois
passada a pressão da reeleição esperamos
que o governo tome as medidas necessárias para
um crescimento maior da economia”, acredita Maia.
Investimentos
Um ano marcado por importantes conquistas para a Gafor
Distribuidora. Em busca da qualidade, a empresa foi recertificada
na norma da Gestão da Qualidade ISO 9001/2000 e
a certificação no Prodir, além da
utilização de práticas já
consolidadas no Grupo Gafor em relação às
normas ISO 14000, SASSMAQ e Atuação Responsável
da Abiquim.
Em
2007 a Gafor passará a operar com laboratório
próprio de controle de qualidade de recebimento
de matérias-primas, formulações e
produtos acabados. “Os investimentos previstos serão
em qualidade, por meio da montagem de um laboratório
de análises em logística a partir de um
terminal de tancagem própria em São Paulo,
além de dois centros de distribuição.
Também vamos realizar treinamentos em pessoas e
aumentar o nosso quadro de funcionários na área
comercial e operacional”, revela Luiz Carlos Silva,
gerente de negócios químicos. Sobre 2006,
Silva comenta que “com um crescimento do PIB pouco
expressivo, o mercado apresentou um significativo crescimento
comparado a 2005 em relação ao volume de
vendas em toneladas. Porém o superabastecimento
de matérias-primas, queda no preço do barril
de petróleo no mercado internacional e a crescente
quantidade de players disputando o mesmo mercado, achataram
as margens, obrigando os distribuidores a reduzirem seus
custos e buscando alternativas de produtos diferenciados
que agreguem valor ao cliente e represente maior margem
ao distribuidor.”
O
gerente da Gafor ainda dá dicas de sobrevivência
em um mercado altamente competitivo. “A busca pela
redução de custos e/ou um aumento significativo
no volume de vendas se torna imprescindível para
a sobrevivência do negócio e, muitas vezes,
a otimização dessas duas variáveis
vem sendo feita por meio de junções e aquisições
de outras empresas ou linhas de negócios, que deverá
se mostrar bastante latente em médio prazo, devido
ao número crescente de competidores existentes
no mercado”.
Com
o novo mandato presidencial, a expectativa da Gafor para
2007 é que sejam implementadas as reformas prometidas.
“Além disso, esperamos que a queda na taxa
de juros seja mais acentuada, possibilitando um crescimento
no PIB e conseqüentemente maior atividade industrial
com o crescimento do mercado e aumento nas vendas em toneladas.
Já em relação aos preços,
aguardamos uma estabilidade, mas com tendência de
queda”, conclui Silva.
Novidades
Sempre com o princípio de procurar novas alternativas,
produtos e tecnologias, a Grupar apresentou ao mercado
12 novos produtos. “Já para 2007, temos mais
novidades a caminho, como novos modelos de radiômetros
e outras especialidades químicas. Essas ações
vêm ao encontro do compromisso da Grupar de oferecer
constantes inovações aos nossos clientes,
possibilitando a eles a criação de diferentes
formulações, produtos e processos”,
garante Sérgio Medeiros, analista de marketing.
Incentivos
à indústria, educação, redução
da carga tributária, entre outros fatores, são
iniciativas que a Grupar aguarda que sejam realizadas
em 2007. Este ano houve um crescimento significativo,
mas nada que chamasse a atenção. Espero
que no ano que vem os nossos governantes coloquem em práticas
ações no que diz respeito ao crescimento
sustentável do país. Sem essas iniciativas
imediatas corremos o risco de 2007 ser uma repetição
de 2006”, finaliza Medeiros.
Mercado
exigente
O negócio de distribuição de matérias-primas
para a indústria tem se caracterizado por ser intensivo
em capital. Precisa cumprir normas ambientais e de segurança
cada vez mais exigentes e globais. Isso leva naturalmente
à necessidade de escala na operação,
bem como a necessidade de diversificação
em produtos e mercados, trazendo maior complexidade de
operação.
A
distribuição também está mais
preparada para ampliar o leque de serviços à
indústria (seu cliente), que novamente exige investimento
em infra-estrutura e capacitação de pessoas.
“Esse conjunto de exigências direciona diversos
players às suas vocações, como de
escala, nichos, pequeno ou grande porte. A profissionalização
da distribuição, iniciada em meados da década
anterior, nos leva a considerar que esse processo já
está em conclusão, pois temos players preparados
para servir à indústria em todas as suas
exigências. E a Ipiranga Química vem se preparando
para isso por meio da qualificação do seu
pessoal e pela capacitação da infra-estrutura”,
declara João Miguel Chamma, gerente nacional de
negócios.
Atualmente,
a Ipiranga Química atua em inúmeros segmentos
industriais, onde a área de tintas é um
de seus principais setores de atividade e com portfólio
de produtos mais diversificado. “Isso exige capacitação
para trabalhar com commodities e especialidades químicas,
infra-estrutura adequada para fazer frente às exigências
ambientais e de segurança, bem como instalações
com capacidade de oferecer serviços diversificados,
como o de misturas de produtos. Toda essa diversidade
é acompanhada por pessoas qualificadas para atender
às demandas sempre maiores dos clientes”,
afirma Chamma.
A
Ipiranga Química possui plano estratégico
de investimentos, principalmente na qualidade de produtos,
operações e atendimento ao cliente. “Isso
está identificado nos centros de distribuição,
capacitados com laboratórios que asseguram a qualidade
nas normas obtidas nos últimos anos (ISO 9001/2000,
ISO 14000, Prodir e AS 8000), que garantem processos responsáveis
e pessoas capacitadas a operar nesse mercado. Outros investimentos
que a Ipiranga tem realizado são em seus centros
de distribuição, na realização
de permanentes treinamentos e aperfeiçoamento profissional
de sua equipe, além de investimentos contínuos
na área de TI”, destaca Chamma.
Para
o gerente da Ipiranga Química, o mercado de distribuição
de produtos químicos se mostrou bastante competitivo
em 2006, num ambiente de disputa acirrada de negócios.
“De forma geral, houve oferta de matéria-prima
e poderemos celebrar um crescimento importante em relação
ao ano anterior se considerarmos a baixa média
de crescimento da indústria. Em 2007, também
teremos um ano de forte competição na distribuição,
com expectativa de crescimento superior a 2006, em função
da possibilidade de melhor desempenho da indústria”.
Necessidades
Qualidade em todos os sentidos. Para a Kalium, a distribuição
deve dar continuidade ou melhorar os processos dos produtores,
aperfeiçoando-os ao mercado e separando por setores
as ações conforme as necessidades dos clientes.
“A profissionalização também
é fundamental. O capital humano é o principal
capital das empresas de distribuição. A
perfeita integração entre todos os passos
da cadeia de distribuição, a transparência
nas relações entre colaboradores e as empresas
exige a clara definição da importância
de cada profissional. Quanto mais o Brasil se insere no
mercado globalizado, maior é a necessidade de profissionais
criativos e multifuncionais”, esclarece Victor Luis
Maluf Amarilla, diretor administrativo e marketing.
Para
o diretor, o mercado de distribuição cresceu
em volume, mas o faturamento em reais foi menor devido
à valorização do real em relação
ao dólar. “Houve queda nas margens devido
ao baixo crescimento da atividade econômica e conseqüente
diminuição na expectativa de crescimento
da demanda frente às expectativas. O aumento dos
preços dos insumos em dólar diminuiu o efeito,
que seria terrível, da valorização
do real compensando esse desvio”.
O
mundo continuará crescendo em 2007, embora a um
ritmo menor que dos últimos quatro anos. Em conseqüência
desse crescimento o Brasil tem todas as condições
para crescer. “A atividade de distribuição
é atrativa para muitas empresas que pretendem diminuir
seus custos estruturais em vendas, diminuindo suas operações
e seus riscos”, prevê Amarilla.
A
Kalium deve obedecer a um planejamento de investimentos
e uma orientação estratégica. “Cada
empresa deve planejar seus investimentos conforme sua
identidade, seu mercado, suas expectativas e sua capacidade
financeira. A empresa investirá no seu capital
humano, na divulgação do trabalho conjugado
de seus parceiros, na associação correta
de capital, know-how e trabalho. Raras são as empresas
que têm os recursos de comunicação
e informática que a Kalium detém e ou o
seu banco de dados para vendas e sourcing de fontes de
fornecimento globais”, orgulha-se Amarilla.
Terminal
de armazenamento
A profissionalização e o amadurecimento
do setor tende a formar um ambiente mais favorável
para investimentos. “Como o setor passou por épocas
difíceis, obviamente os investimentos também
foram gradativos. Desde 2004, os resultados começaram
a animar o mercado. A partir de então, as empresas
estão formando novos profissionais, além
de possuírem condições de adquirir
profissionais vindos da indústria ou até
mesmo de outros setores. A Makeni se mantém firme
no propósito de se profissionalizar, mantendo um
quadro gerencial capaz de atender às exigências
de cada segmento e com poderes de decisão”,
assegura Reinaldo Medrano, diretor comercial.
A
Makeni todo ano direciona investimentos para a área
de comunicação, treinamentos internos, qualidade
e área social. Esse ano, a companhia concretizou
a aquisição de um novo terminal de armazenamento,
o terminal II, localizado em Diadema (SP), e também
realizou um evento cultural que marcou suas bodas de prata,
no mês de novembro, no Teatro Alfa (SP). “Em
2006, conquistamos a certificação ISO 14001,
promovendo a elevação nos padrões
de qualidade da distribuidora. Entendemos que investir
em qualidade já não é mais um diferencial,
e sim, uma condição”, ressalta Medrano.
Ainda
segundo ele, o Brasil sofre pesada influência americana
no modelo de gestão econômica e financeira.
“Na distribuição isso não é
muito diferente. Caminhamos para a concentração
do segmento em grandes empresas que terão cobertura
de mercado e diversidade de produtos. As pequenas empresas
do setor serão obrigadas a se especializar em nichos”.
Melhoria
da qualidade
Desde o início de suas atividades, a Midland trabalha
com profissionais qualificados em todos os níveis
hierárquicos, investindo na atualização
e adequação às mudanças tecnológicas.
Além disso, investe em TI, melhoria de seus processos,
na formação profissional de nossos colaboradores
e em equipamentos para o laboratório de aplicações.
“Com a finalidade de aprimorar o suporte técnico
oferecido aos clientes, a nossa empresa passa a contar
com um laboratório de aplicações
e desenvolvimento de produtos. A seleção
e a escolha de parceiros, como fornecedores, transportadoras
e demais prestadoras de serviços é fundamental
para a qualidade dos produtos e serviços”,
atesta Luciana de Vivo, gerente de vendas.
A
Midland sempre buscou oferecer um serviço diferenciado,
boa qualidade e um ótimo atendimento no pós-venda,
alcançando um destaque em um mercado tão
competitivo. “Devido à concorrência
acirrada as empresas têm buscado a alternativa de
concretizar aquisições e fusões,
proporcionando economia de escala e maior participação
por meio da ampliação do mix de produtos
para oferecer aos clientes”, aponta Luciana.
Este
ano, o efeito da taxa de câmbio tem preocupado a
gerente da Midland, pois o real valorizado afetou diretamente
a rentabilidade das empresas. “A valorização
do real exerceu grande influência na rentabilidade
das empresas de distribuição, principalmente
nas que trabalham com produtos importados. Essa valorização
afetou de forma negativa a receita das empresas, que têm
suas despesas e custos de operação em reais,
sofrendo reajustes conforme a inflação.
Para 2007, prevemos um crescimento bastante semelhante
ao de 2006, devido às dificuldades macro-econômicas
e às limitações de infra-estrutura.”
Ano
difícil
Um
no muito difícil, com mercado fraco e muita competição.
Essas são as palavras de José Carlos Bartholi,
diretor comercial, referindo-se ao segmento de distribuição
de produtos químicos. “De toda forma, nossa
empresa cresceu bastante nessa área face a um aumento
de market share e não de mercado. O ano de 2007
ainda é uma incógnita, pois o governo apresenta
muitos gastos, alta tributação e problemas
estruturais que nos deixam sempre com o ‘pé
atrás’. Mas não podemos parar para
pensar na crise e trabalhamos sempre com um cenário
melhor que o atual.”
Atualmente,
grandes problemas do mercado de distribuição
estão sendo amenizados por intermédio de
fusões das empresas. “Essa iniciativa gera
ganho de competitividade, maior poder de compra, estrutura
reduzida e é a única forma de compensar
as quedas nas margens. Outra dificuldade foi a cotação
do dólar na medida em que grande parte dos nossos
produtos são cotados em dólar. Receitas
em queda junto ao câmbio e despesas correntes em
reais sempre crescentes. Daí o porquê do
ano difícil”, lamenta Bartholi.
Em
relação à qualidade, a Minérios
Ouro Branco foi reavaliada pela SGS, resultando na revalidação
por mais dois anos no certificado ISO 9001. “Investimos
muito em treinamento e capacitação de pessoal,
o que tem nos proporcionado resultados excepcionais em
nossa empresa. Funcionário mais capacitado e bem
treinado traz mais qualidade e por conseqüência
mais negócios. Treinamento, capacitação,
equipamentos e controle da qualidade são nossos
principais investimentos para 2007.”
Tendências
Com previsão de investimento para aumento da capacidade
de estocagem, logística, área industrial
e tecnologia da informação, a Morais de
Castro segue a tendência da profissionalização
do mercado, que continuará se intensificando nos
próximos anos. “Como providências melhoramos
os nossos processos, adequando nossa qualidade, segurança
e ambiente, além da qualificação
dos nossos profissionais, buscado especialistas no mercado,
diversificando o portfólio de produtos e segmentando
algumas áreas de atuação”,
declara André Castro, gerente comercial.
Certificada
na ISO 9001/2000, Prodir e SASSMAQ, a empresa menciona
que neste ano os volumes de vendas aumentaram um pouco,
mas em compensação o faturamento caiu em
relação ao ano anterior. “O dólar
influenciou nos resultados tanto positivamente quanto
negativamente. No bom sentido tornou mais competitivas
as nossas importações de produtos químicos
e petroquímicos e de alguns produtos adquiridos
localmente, cotados em dólar. A taxa também
trouxe pontos negativos, afetando alguns segmentos de
mercado bastante focados no comércio exterior (calçadista,
coureiro, carcinicultores), e possibilitou a entrada no
país de produtos das nossas distribuídas
que produzem localmente”, explica Castro.
Para 2007, o gerente tem boas perspectivas: “Esperamos
um aumento de volumes vendidos e uma leve redução
nos preços das commodities petroquímicas,
devido à queda na cotação do petróleo
no mercado internacional e ajustes e incrementos nos preços
de algumas commodities químicas”, finaliza.
Exigências
das certificações
O mercado de distribuição de produtos químicos
é altamente dinâmico e competitivo e exige
dos produtores um trabalho constante de qualificação
dos seus distribuidores, visando melhorar o atendimento
dos clientes. A Oxiteno mantém sua meta de auditar
seus distribuidores a cada um ou dois anos e passará
a exigir de todos a certificação ISO 9000
e Prodir.
Nos
próximos dois anos, a Oxiteno investirá
na expansão de sua capacidade de produção
de aminas, solventes e tensoativos. “O principal
investimento está sendo na construção
da primeira unidade da América Latina de álcoois
graxos, matéria-prima largamente utilizada na produção
de tensoativos. Já a unidade em construção
em Camaçari (BA) deverá entrar em operação
no segundo semestre de 2007”, antecipa Luís
Carlos Cardoso, especialista de mercado.
De
acordo com o especialista, o mercado de distribuição
continuará operando com as grandes empresas que
possuem diversas filiais espalhadas pelo Brasil, porém
o regionalismo permanecerá sem data definida para
terminar. “O mercado tem se profissionalizado gradativamente,
mas ainda existe espaço para as empresas que buscam
nichos de mercado, como, por exemplo, os derivados de
recursos amazônicos para cosméticos.”
Em
um cenário onde as tendências são
de margens decrescentes em longo prazo e aumento da competição
global, as empresas lutam para ganhar escala e reduzir
seus custos de produção e comercialização,
porém sem poder fazer grandes investimentos. “Nesse
caso, as fusões de empresas com capacidade ociosa
e negócios complementares passam a ser um meio
de sobrevivência”, demonstra Cardoso.
A
Oxiteno prevê encerrar o ano com um crescimento
de volume e de faturamento de 10%. “Os segmentos
que apresentaram melhores resultados foram os de cosméticos,
detergentes, tintas e vernizes e farma. Em 2007, com a
introdução da linha de álcoois graxos,
que produziremos na unidade de Camaçari (BA), estimamos
crescer 15% sobre 2006”, antecipa Cardoso.
Investimentos
em RH
A profissionalização do mercado de distribuição
de produtos químicos é um caminho sem volta
para a Química Anastácio. “Identificamos
uma concorrência cada dia mais acirradas e falhas
menos toleradas. Contudo, implementamos em nossa empresa
uma forte área de RH, onde conseguimos melhorar
o sistema de recrutamento e seleção, visando
a contratação de profissionais capacitados
para atender as demandas crescentes. Investimos pesado
em treinamento com a contratação, quando
necessária, de empresas especializadas, além
de realizarmos avaliação de desempenho para
monitorar e oferecer feedback aos nossos colaboradores”,
menciona Jan Felix Krueder, diretor presidente, acrescentando
que a oportunidade de cargos de maior responsabilidade
é disponibilizada aos funcionários que se
destacam.
A
preocupação fundamental da empresa é
o bem-estar dos colaboradores. Para isso estão
em vigor projetos sociais, como o “Aprendendo informática
na empresa“ e “Ler e escrever é só
querer”, proporcionando bons resultados. “Em
2007, nossos projetos sociais serão incrementados.
Também temos outros investimentos para o ano que
vem, como a aquisição de uma nova área
logística com expansão da capacidade de
tancagem e a compra de novas empilhadeiras, balanças,
bombas e tubulações. Vamos investir em novos
equipamentos para o laboratório, na área
de TI, com a implementação de novos servidores
com o objetivo de melhorar a segurança e a velocidade
e dar continuidade e incrementar ainda mais os treinamentos
de formação profissional”, promete
Krueder.
Em
relação à qualidade, a Química
Anastácio tem realizado diversas ações,
como a contratação de novos profissionais,
padronização dos procedimentos operacionais
e do atendimento dos clientes internos e externos, introdução
de testes teóricos para monitorar o nível
de aprendizado dos procedimentos introduzidos, implementação
de sistemas de controle informatizados, desenvolvimento
de metodologias de controle físico-químico
das matérias-primas, aquisição de
equipamentos mais modernos de laboratório, entre
outros.
Para
Krueder, este ano foi bastante agitado. “Ao mesmo
tempo em que houve instabilidade em alguns mercados em
função do aumento da cotação
do petróleo, também aconteceram oportunidades
de conquista de novos clientes e a realização
de novas parcerias. O crescimento econômico inferior
a 3% não contribuiu para a expansão do mercado
de distribuição em geral. Estamos na expectativa
de uma melhoria significativa para 2007”.
Elementos
primordiais
As questões de qualidade são e continuarão
sendo primordiais em qualquer tipo de negócio para
a Quiminutri. “Qualidade é processual e nossas
iniciativas e investimentos são no sentido de monitorar
e aprimorar constantemente esses processos. Vamos continuar
também investindo na formação e capacitação
das pessoas, pois o mercado de distribuição
é um segmento que tem como grande diferencial o
serviço técnico-comercial. E esses serviços
são diretamente dependentes das pessoas”,
analisa Mauricio Locatelli, diretor comercial, acrescentando
que a empresa focará investimentos na tecnologia
da informação e na área industrial.
Inclusive planeja mudanças na sede e no armazém.
Sobre o movimento de aquisições e fusões
de empresas, para Locatelli, essa tendência veio
para ficar. “Brevemente as pequenas e médias
empresas também passarão por esse processo.
As principais razões são a globalização
e a necessidade de se atingir a chamada economia de escala
para sobreviver. Outro assunto de extrema importância
para Quiminutri é a estabilidade da taxa do dólar,
pois como compramos e vendemos em dólar, isso quer
dizer que, se o dólar está estável, o
risco de nosso negócio é menor. Mas, como
importadora e distribuidora de produtos químicos,
se o dólar se mantiver em um patamar mais baixo,
nossos clientes aumentam a tendência de importar
mais e mais”.
A
Quiminutri Especialidades Químicas conseguiu um
crescimento significativo e acima do previsto inicialmente.
Isso ocorreu principalmente na revenda de produtos importados
do seu estoque local. “Em 2007, queremos continuar
crescendo, pois estamos trazendo várias novidades
por intermédio de nossas representadas atuais e
também de novas representadas”, finaliza
Locatelli.
Auditoria
da qualidade
Todo o processo industrial e comercial da Rhodia, em todas
as suas áreas, em particular na área de
solventes oxigenados, segue altos padrões de desempenho,
auditados interna e externamente. “Qualidade, confiabilidade
e segurança no abastecimento dos clientes e parceiros
são pontos fundamentais da política de atuação
da empresa. A unidade industrial no Brasil detém
um dos melhores indicadores de performance em qualidade
do grupo e adota todas as ferramentas modernas de avaliação,
entre as quais destaca-se o Seis Sigma”, afirma
Alexandre Castanho, diretor da área de solventes
da Rhodia ISAL – Intermediários e Solventes
América Latina.
A
Rhodia vê com otimismo a profissionalização
do mercado, pois significa a evolução de
toda a cadeia produtiva do setor, que irá refletir
em melhores produtos para os consumidores finais. “Ficamos
ao lado dos clientes e distribuidores, oferecendo apoio
técnico, treinamento às equipes em novas
tecnologias e colocando à disposição
do mercado a possibilidade de realizar trabalhos conjuntos
no seu centro de pesquisas de Paulínia. Nesse local
estão instalados dez laboratórios de desenvolvimento
e aplicações, onde uma centena de pesquisadores,
cientistas e técnicos trabalha para oferecer ao
mercado as melhores soluções”, completa
Castanho.
Em
uma análise dos resultados, o diretor confirma
que o segmento de distribuição de solventes
apresentou em 2006 um melhor desempenho em relação
a 2005, porém com crescimento dentro das expectativas.
”Trabalhamos para 2007 com uma expectativa de crescimento
médio dos mercados em torno de 2% acima das previsões
para o PIB brasileiro. Esse crescimento poderia ser maior
se algumas medidas fossem tomadas na área do câmbio,
uma vez que vários mercados dependem muito da exportação
e vêm sofrendo com a situação do real
sobrevalorizado”.
Necessidade
de Investimentos
No mercado de distribuição de produtos químicos
não há mais espaço para decisões
baseadas somente na experiência do proprietário
da empresa. Para Sérgio Luiz Zegaib, gerente comercial,
algumas empresas têm notado que é necessário
investir rapidamente em métodos de trabalho que
tragam resultados financeiros e minimizem os riscos. “Em
um universo onde as margens estão cada vez mais
estreitas não há espaços para erros.
Uma importação mal-feita ou a descontinuidade
no abastecimento fruto de uma falta de estratégia
de crescimento pode quebrar um distribuidor.”
A
Unipar tem investido pesadamente em ferramentas de controle
gerencial e na identificação das tendências
de mercado para se antecipar aos movimentos. “Sempre
tivemos uma estrutura profissionalizada e talvez isso
justifique a sólida posição que a
Unipar possui no mercado de distribuição.
Completamos 30 anos em abril de 2006 e nos orgulhamos
de dizer que somos uma empresa muito lucrativa, que cresce
a passos largos, 16% ao ano. Durante o ano de 2006 consolidamos
os investimentos em ferramentas como business intelligence,
CRM e acabamos de adotar o Six Sigma como forma de melhorar
nossos processos de trabalho”, anuncia Zegaib.
O
grupo Unipar investiu fortemente na atividade de distribuição
de produtos químicos este ano e continuará
investindo em 2007. Atualmente, a empresa (certificada
pela IS0 9001 2000, IS0 14001 e OSHAS 18001) encontra-se
em fase final da certificação do Prodir.
“Investimos na modernização dos laboratórios
da Unipar Química, fizemos vários treinamentos
em 2006 e já temos uma grande lista para 2007,
que deverá ser inaugurada em janeiro, com a preocupação
de oferecer a qualidade esperada pelo cliente. Também
investiremos na consolidação do centro de
distribuição quanto às misturas de
solventes e nos processos de otimização
de giro de estoque dos produtos de carga seca, como polímeros,
borracha, negro-de-fumo, soda cáustica, entre outros.
Além de investimentos pesados em treinamento, na
consolidação das ferramentas de informática
(para oferecer rapidez aos vendedores da Unipar e aos
clientes quanto ao atendimento) e melhorias no sistema
de mistura e envase de solventes em diversos volumes”,
revela Zegaib.
A
Unipar fechará o ano de 2006 com um crescimento
de aproximadamente 20% em volume e faturamento. “Aplicando
15 milhões de reais no seu centro de distribuição
em Mauá (SP), o grupo vem investindo significativamente
na atividade de distribuição de produtos
químicos. Para 2007 esperamos atingir um crescimento
ainda maior com a diversificação de algumas
linhas e inclusão de novos produtos, como solventes
oxigenados, monômeros”, adianta Zegaib.
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