Muitos
foram os acontecimentos de 2006 – para o bem e para
o mal. O saldo da balança do mercado de tintas
ficou mais uma vez aquém do esperado, deixando
para o próximo ano muitas arestas a serem aparadas.
Entre elas, talvez a mais relevante seja a concretização
de promessas de palanque, como as (sempre) desejadas reformas
tributária e política.
Enfim,
espera-se, no próximo ano, que o governo percorra
o trajeto da larva que vira crisálida, que vira
borboleta. Tocando em necessidades explícitas,
que as boas intenções governamentais evoluam
para iniciativas práticas que propiciem investimentos
e que gerem crescimento.
Trazida
para o mercado de tintas, tal metamorfose pôde ser
observada com mais intensidade neste ano no segmento de
distribuição de produtos químicos,
conforme reportagem publicada nesta edição.
Ainda que o perfil brasileiro não esteja definido,
há sinais – como a onda de fusões
e aquisições, que objetivam reduzir custos
da operação e atingir ganho de escala –
de que o setor caminha para algo próximo do modelo
americano, onde há grandes fornecedores, focados
em grandes volumes, e pequenas empresas, orientadas para
nichos.
Que
2007 seja o caminho mais curto para o esperado desenvolvimento
econômico brasileiro. Aliás, é o que
todos os setores produtivos aguardam ansiosamente para
acelerar e transformar o Brasil (enfim!) no país
do momento.
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