Victor
Luis Maluf Amarilla, profissional conhecido no segmento
químico brasileiro, atuando em distribuição
por um bom tempo, decidiu tornar realidade os planos de
atender o mercado de maneira diferenciada e acaba de criar
a Kalium Chemical, empresa voltada ao e-procurement. “Estamos
propondo ao cliente um formato de negócio que nunca
pesa para eles. A nossa formatação é
leve”, diz.
Uma
das razões para essa leveza, de acordo com o empresário,
é o fato de terceirizar algumas atividades. “O
peso do custo fixo de uma base operacional é muito
grande, bem como o peso de uma frota, o que demanda a
mobilização de grande capital de giro. Não
faz sentido imobilizar capital para isso e fazer o cliente
pagar”, defende.
Esclarecendo
que pretende terceirizar todas as atividades possíveis,
com exceção “daquelas que são
fatores preponderantes de sucesso”, Maluf destaca
o atendimento comercial como sendo fundamental. “É
possível fazer alianças corretas na parte
comercial de maneira que se tenha expertises dentro de
determinadas áreas que proporcionem um lastro para
obter resultados mais rapidamente e com critério”,
avalia, lembrando que a atuação precipitada
de pessoas com pouca experiência na distribuição
pode causar, em vez de agregação de valor,
a destruição desse mercado. Ou seja, para
conquistar clientes, muitos aplicam preços abaixo
do praticado no segmento e aviltam o mercado, atrapalhando
sua dinâmica e fazendo com que esse preço
nunca mais seja recuperado.
Maluf
explica que a proposta da Kalium é ter função
de e-procurement para os clientes. “Se uma empresa
de tintas e resinas e quer um fornecedor de anidrido maléico,
eu vou buscar. Pode ser no Brasil ou no mercado internacional,
e vou tentar reduzir o custo dela, comprando e fracionando
o produto, de forma a equalizar o fluxo de caixa, efetuando
uma compra por conta e ordem, com o aval da empresa, e
terceirizando a importação, financiando
impostos, entregando door to door, financiando a carga
para adequação ao capital de giro, propondo
soluções técnicas, entre outras opções.”
Maluf
adianta que toda essa operação está
apenas no seu início, mas a idéia é
uma alavanca para futuros negócios: “É
muito legal ter um desenho de empresa que não pese
para o cliente, mas que baixe custos e agregue valor,
no sentido mais amplo da distribuição. Esse
é o desenho que quisemos fazer, com custo operacional
baixo, um parceiro muito forte – a Comexport –,
com escritórios no mundo todo, incluindo Leste
Europeu, Extremo Oriente, Ásia, China e Índia,
com a qual vamos desenvolver a área química.
Nosso objetivo é, mais que trazer produtos, planejar
a vida do cliente, de maneira a reduzir custos com soluções
não apenas de preços, mas por meio de uma
consultoria ampla sobre o seu negócio, englobando
forma de compra de matérias-primas, sugestão
de formulações, de maneiras a otimizar a
produção de empresas que possam ser parceiras.
Em resumo, na Kalium os clientes ficarão mais sossegados
para gerenciar seu próprio negócio.”
Apesar
de ter acabado de criar a empresa, Maluf relata que já
existem alguns contratos firmados, vendas feitas e produtos
chegando e sendo desembaraçados para que seja possível
fazer as vendas locais. “A Kalium, a princípio,
vai focar alguns mercados, como o de construção
civil, tintas e adesivos, como distribuidora, mas poderá
atender outros segmentos tanto na distribuição
quanto na consultoria.”
Para
ele, o antigo modelo de distribuição está
se esgotando e o distribuidor tem que perceber que é
uma peça muito importante na cadeia produtiva,
porque vai focar o seu cliente com muito mais atenção
que um grande produtor, que se fixa na relação
80-20, ou seja 80% de sua produção são
comprados por 20% dos clientes e os 20% restantes vão
para os demais 80% dos clientes. “A Kalium começa
com grandes idéias, potencial humano e com mais
de cem anos de bagagem na área química,
somando os meus 30 com a experiência dos sete demais
integrantes da equipe. Eu quero ter uma empresa conectada
com o futuro, decisão mostrada até no nosso
slogan: ‘seu negócio conectado com o futuro’”,
explicita.
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