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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 108 - Equipamentos de produção
 
Novos sistemas permitem mais qualidade
 
Indústrias de tintas estão buscando cada vez mais soluções que permitam manter e/ou aumentar a qualidade e reduzir custos.
 
Marcos Mila
 

De maneira geral, a indústria vem desenvolvendo ou exigindo de seus fornecedores equipamentos e processos de produção que permitam mais qualidade com menores custos. Essa é uma questão fundamental para os tempos atuais de alta competitividade e, na indústria de tintas, não poderia ser diferente. Um mercado que cresceu muito nos últimos dez anos, particularmente na América Latina, trazendo ao consumidor final muitas novas tecnologias e novas opções em produtos.

Diante dessa realidade, muitas empresas incrementaram ou investiram em novos equipamentos de produção, o que levou os fornecedores a aperfeiçoarem ou desenvolverem novas soluções para o setor.

O gerente-geral da CPS Color, Reubens da Cunha, reconhece que existe muito empenho no sentido de melhorar os processos produtivos em geral, e a indústria de tintas se insere nesse contexto. Ele lembra que a CPS Color conta com uma ampla gama de equipamentos dosadores e misturadores, desde equipamentos para pontos-de-venda, passando por equipamentos TDF para centros de distribuição ou sistemas in-plant específicos para fábricas. “Por causa do aumento da demanda de cor, se faz necessário buscar cada vez mais soluções que permitam reduzir custo e entregar just-in-time os produtos e as cores que o cliente solicita. Nos últimos anos, pudemos observar a tendência e o incremento dos pequenos lotes de cores especiais, que geralmente não são rentáveis e se mostram ‘problemáticos’ para as fábricas. Nossos sistemas facilitam a fabricação desses lotes especiais e eliminam a complexidade de produção, que permitem à empresa ganhar tempo e liberar recursos para fabricar os produtos de alta rotação e volume, que sustentam essas empresas”, destaca Reubens da Cunha.

Novas tecnologias
A CPS Color tem diferentes tecnologias de dosagem e mistura. Seu negócio, de acordo com o gerente-geral, se baseia na dosagem por volume, mas também conta com equipamentos gravimétricos para a indústria. “Combinamos, se necessário, ambas as tecnologias para satisfazer as necessidades específicas do cliente, desenvolvendo equipamentos mais adequados com custo razoável. Nossos equipamentos dosadores são desenvolvidos dentro do conceito de modularidade, por isso se adaptam às necessidades particulares e reais de cada cliente. Esta modularidade permite que o sistema acompanhe o crescimento da fábrica, e vá crescendo com a incorporação de novos módulos, à medida que for necessário. Assim, são otimizados os recursos de investimento”, argumenta.

Todos os sistemas da CPS Color podem ser configurados para sistemas universais, sistemas em base água ou em base solvente. A empresa conta com diferentes tecnologias de bombas, entre elas, bombas de engrenagem, de diafragma, de pistão e também utiliza bombas de cavidade progressiva para a dosagem precisa de produtos de alta densidade. Para agitação, dispõe de agitadores giroscópicos, vibracionais e uma estação de agitação robotizada, que pode ser integrada aos equipamentos de dosagem TDF ou in-plant para conseguir maior produtividade.

A Adexim-Comexim oferece os equipamentos Daq Kady Mill International, que são máquinas de altíssima produtividade com grande ênfase em produção continua, que executam a dispersão em alta velocidade, desde 50 a 500 galões por minuto. Esse mesmo equipamento, segundo o diretor Carlos Russo, usado em laboratório no tamanho apropriado, oferece as condições exatas da reprodução industrial.

“O principal item de nossa linha é a alta capacidade de dispersão em sistemas contínuos. A Kady vem crescendo no mercado e agilizando a produção nas empresas. Uma passada por ela reduz a um terço o tempo de moagem, quando necessário”, afirma Carlos Russo, lembrando que o uso de um equipamento Kady só é viável para lotes de produção de, no mínimo, 2 mil litros.

Na opinião do engenheiro de vendas e aplicações da Semco, Rubens Keller, o mercado de misturadores, que é o foco da empresa, passa desde 2003 por um processo de reestruturação qualitativa daquilo que já existe no mercado em termos de equipamentos. Algumas empresas que possuem equipamentos com certo tempo de uso procuram reformá-los porque não querem gastos em excesso, explica Keller. “Há outras que possuem o parque instalado de uma certa linha de fabricante e, para não correr riscos, relutam contra alterações. Há também as pequenas, que entram no mercado e se adaptam para fornecer novos produtos, buscando preço em detrimento da qualidade ou tempo de processo. Portanto o contexto é bem diverso: enquanto algumas usam seus recursos em reformas, outras preferem abandonar a qualidade, optando por equipamentos de baixa tecnologia de mistura e moagem, gastando maior tempo de processo e obtendo, conseqüentemente, baixa da produção, ou seja, as empresas buscam o resultado financeiro imediato sem se preocupar com as conseqüências de médio e longo prazo, como qualidade, imagem e longevidade.”

Rubens Keller declara que a Semco reestrutura seus equipamentos tradicionais caso a caso, atendendo à necessidade de seus clientes, sempre levando em consideração o que ele já possui, ajudando na melhoria dos produtos e acompanhando o processo após a instalação. “Isso, por si só, já é um diferencial tecnológico, ancorado na experiência de seus profissionais de longos anos no mercado. Outra característica da Semco é a de estar constantemente buscando parceiros que ofereçam novas e melhores formas de executar o tradicional. Nessa linha, a Semco trouxe a tecnologia dos moinhos de imersão da Hockmeyer, que muda o conceito de dispersão depois da moagem para uma só operação, diminuindo tempo de processo, proporcionando economia de recursos e maior segurança na operação. Esses equipamentos são largamente utilizados nos EUA e substituem em grande parte os tradicionais dispersores e moinhos, que continuam a ser fabricados e usados.”

Seguindo o caminho da alta tecnologia, os equipamentos de dosagem da Inkmaker são gerenciados e controlados por um software, que controla todo processo de fabricação das tintas e, de acordo com o gerente-geral América Latina, Ricardo Lovetro, se traduz numa ferramenta que vem se destacando diante das outras existentes no mercado. A empresa mantém uma equipe de pessoas somente para desenvolver este software, de acordo com as necessidades dos clientes e do mercado. “Todo semestre temos novidades quanto a isso e, atualmente, estamos em um patamar onde podemos nos comparar aos softwares mais completos de gerenciamento para fábricas, sem mencionar o fato de que podemos nos conectar com qualquer software ERP, para evitar o duplo cadastro da mesma informação”, ressalta Ricardo Lovetro. Alguns produtos de destaque da Inkmaker são a P32 com linha automática de produção, totalmente automatizada, sendo somente necessário enchimento de linha de baldes e requisição de produção pelo software; e a P18, sistema compacto e preço reduzido.

Para o gerente-geral da Inkmaker, a alta concorrência entre os fabricantes de tinta fez com que os equipamentos da empresa se tornassem um diferencial na venda do produto, fidelizando clientes. “Assim, a maioria dos fabricantes de tintas estão buscando recursos em tecnologias para satisfazer o consumidor e aumentar a qualidade de seus produtos. A grande necessidade de controle, exigida pelas normas de qualidade, também contribuiu muito para o aumento das vendas de nossos equipamentos, visto que temos a excelência em produção e controle no processo de dosagem das tintas. Portanto, a busca de tecnologias, juntamente com o crescimento no consumo de tintas no mercado latino-americano, fez com que ocorresse um crescimento de forma positiva nos últimos cinco anos”, constata Lovetro.

Inovação
A Fluid Management tem trabalhado na divulgação de sua nova família de dosadoras Accutinter, cujos modelos 7000 e 8000 são destinadas para produção nas fábricas de tintas. Segundo o gerente de vendas, Álvaro Alves, são dosadoras automáticas simultâneas e possuem um sistema de bombeamento inovador, exclusivo e patenteado, utilizando bombas DVX. Ele informa que o equipamento traz uma significativa evolução tecnológica em relação aos tradicionais sistemas de dosagem simultâneos de bombas de engrenagem. “Entre as vantagens dessa inovação podemos destacar a elevada durabilidade dessas bombas, a simplicidade de manutenção desses sistemas e a redução em até 50% do tempo de dosagem de cores médias a pastel, pelo simples fato de que a dosagem é iniciada no primeiro segundo após a movimentação da bomba. Toda essa tecnologia é fruto dos constantes investimentos que a Fluid e o grupo Idex empreendem nos mercados em que atuam no mundo, o que nos coloca na vanguarda tecnológica desses segmentos. Outros pontos importantes a destacar nesse equipamento são seu arrojado design e os materiais utilizados na sua fabricação, tais como fibras especiais de alta resistência e pintura eletrostática, bem como alguns dispositivos de série , entre eles a tela de cristal líquido e a possibilidade de utilização integrada de sistemas de espectrofotômetros e etiquetadoras. Com todos esses quesitos, consideramos a Accutinter o equipamento mais completo e avançado do mercado, atualmente”, frisa Álvaro Alves.

Quem também abastece o setor de tintas nesse contexto é a VOMM Equipamentos e Processos, que é provedora de soluções disponibilizando uma tecnologia flexível e adaptável às etapas de produção das tintas e pigmentos, fornecendo desde misturadores turboagitados de alta performance e dosagem contínua e automática dos elementos até sistemas de secagem turbo-dryer para produção de pastas ou pós. “Todos os equipamentos VOMM estão enquadrados dentro dos mais recentes e rígidos padrões mundiais energy-saving e de garantia de qualidade total do produto final”, garante o engenheiro e diretor técnico da VOMM Equipamentos e processos, Marco Vezzani.

Desde o final dos anos 80, a VOMM disponibiliza equipamentos sofisticados e em constante desenvolvimento, destinados ao processamento das diferentes matérias-primas utilizadas pelo setor químico e petroquímico. De acordo com o diretor técnico, são formas inéditas de mistura e homogeneização de matérias-primas, formas de secagem de baixo impacto térmico, por exemplo, que favorecem a economia energética e não retiram propriedades das substâncias importantes para as aplicações às quais o produto se destina.

Crescimento
Conforme Marco Vezzani, as perspectivas para esse mercado são otimistas, devido à previsão de crescimento do mercado imobiliário, que responde por uma parcela considerável do volume de negócios do setor, consolidando a VOMM como parceira no desenvolvimento de soluções para o processamento de matérias-primas da indústria de tintas e pigmentos.

Para Álvaro Alves, da Fluid Management, o crescimento atual será mantido e o novo modelo de comercialização de equipamentos será expandido, tornando-se parte importante na composição do mercado. “O mercado continuará buscando opções econômicas, mas agora preocupando-se também com os custos de manutenção ao longo da vida do equipamento, uma vez que os fabricantes de tintas já não estão assumindo integralmente os mesmos”.

“Tendo em vista um crescimento no consumo das tintas na América Latina em 2007 e os resultados de 2006, temos uma excelente perspectiva quanto a vendas e podemos prometer que, em 2007, teremos investimentos feitos no Brasil e muitas surpresas boas para nossos clientes”, avisa Ricardo Lovetro, da Inkmaker.

Também para Reubens da Cunha, da CPS Color, há boas perspectivas de crescimento na área, porque a maioria das fábricas de tintas do mercado latino-americano não fez a atualização necessária nos últimos anos que lhes permitisse otimizar mais seus processos, conforme os novos requerimentos de cor. “A CPS Color já está trabalhando em alguns projetos com clientes do Brasil e de outros países da América Latina.”

Nesse sentido, Rubens Keller, da Semco, alerta que se as empresas de pequeno e médio porte não se estruturarem com equipamentos de resposta qualitativa e otimização no tempo de produção não suportarão a concorrência das empresas de grande porte, que estão ampliando a atuação regional e buscando por mercados que até então não eram explorados por elas. Esta fatia de mercado, segundo ele, possui potencial de crescimento calculado, sem, é claro, a exigência dos grandes centros, mas com percebido anseio por melhores produtos. “A marcha para a qualidade mais produção com economia de recursos, que resulta em menores preços nos produtos finais, é calcada em equipamentos que, num primeiro momento, são onerosos, mas que no final trazem benefícios financeiros às empresas.

 
 
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