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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 108 - Eventos
 
Makeni Chemicals completa 25 anos de atividade

A Makeni Chemicals, especialista em distribuição e formulações de produtos químicos, completou 25 anos de atividade em 2006. Para comemorar suas bodas de prata, a companhia ofereceu um evento cultural no Teatro Alfa (SP), já que a proposta da empresa é incentivar este tipo de ação.

O espetáculo teve início com a apresentação da Companhia de Danças de Diadema, com a qual a Makeni contribui como parte dos trabalhos sociais que desenvolve. Coordenado por Ana Botosso, a companhia de danças mantém um programa de caráter artístico e social que leva os ensinamentos da dança à comunidade desfavorecida do município, além de valorizar a inclusão social. Na seqüência, o evento foi marcado pelo Quasar Companhia de Danças, abrindo sua temporada de espetáculos em São Paulo. “Durante a apresentação no Teatro Alfa foi possível mostrar nossa arte para os convidados da Makeni, que tanto apóia nosso trabalho. Foi como se estivéssemos dançando juntos numa união de idéias, desejos e esperanças”, declarou Ana Botosso.

Durante a pausa das apresentações, o mestre de cerimônia fez uma breve retrospectiva sobre os 25 anos da companhia reunindo os principais marcos na atividade econômica. Além disso, Rubens Medrano, diretor superintendente da Makeni, agradeceu a presença de todos os presentes e, principalmente, de Joel Fonseca da Costa, prefeito em exercício do município de Diadema, além de presidentes de associações e classes representativas, como, por exemplo, da Fecomércio – Federação do Comércio do Estado de São Paulo, que estiveram presentes durante a celebração.

O espetáculo foi aberto com a Cia. de Danças de Diadema com a apresentação “Quixotes do Amanhã”, ou seja, uma obra que retrata a reciclagem de lixo por meio de um garoto que deseja transformar sucatas em sonhos. Na seqüência, a Quasar Companhia de Danças abriu sua temporada em São Paulo com o espetáculo “Uma história invisível, uma instigante relação entre os cinco sentidos humanos”. Com direção de Henrique Rodovalho, a narrativa é envolvida por cores e sons, marcada pelo relacionamento entre a visão e o tato.

 
10º Prêmio ABRAFATI-Petrobras

No último dia 14 de dezembro, durante o jantar anual de confraternização da ABRAFATI, aconteceu a entrega do 10° Prêmio Abrafati-Petrobras de Ciência em Tintas.

Completando 20 anos de existência, a mais importante premiação do setor no Brasil tem como objetivo incentivar a pesquisa pura e aplicada relacionada à tecnologia de tintas e revestimentos orgânicos. E esse objetivo foi, mais uma vez, plenamente atingido nesta edição, na qual foram premiados três trabalhos, de pesquisadores ligados ao universo acadêmico e às empresas.

Quem conquistou o primeiro lugar foi a equipe formada por pesquisadores e professores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, com o trabalho “Pigmentos Termocromáticos baseados em nanopartículas de ouro incorporadas em matrizes inorgânicas”. Preparado a partir da tese de mestrado do pesquisador Leonardo da Silva Bonifácio, sob a orientação do professor titular Henrique Eisi Toma, o trabalho contou com a colaboração dos professores Koiti Araki, Vera Regina Leopoldo Constantino, Claudia Regina Gordijo e Denise de Oliveira Silva.

“O prêmio tem um significado que transcende o certificado e a quantia em dinheiro. É uma prova de que há uma sinergia não evidente entre universidade e indústria que pode ser bastante frutífera no futuro. Ele representa uma grande conquista e um direcionador, que nos mostrou que estamos no caminho correto do desenvolvimento da nanotecnologia, além de ser um importante incentivo para a busca de soluções criativas e modernas para a geração de pigmentos realmente ‘verdes’ (green chemistry)”, afirmou Leonardo da Silva Bonifácio.

Negro-de-fumo
A segunda colocação coube ao químico de Pesquisa e Desenvolvimento da DuPont do Brasil Marcos Fernandes de Oliveira, graças à sua pesquisa “Estudo da alcalinidade do negro de fumo na prevenção da corrosão em tanques e embalagens de aço-carbono e sua influência na estabilidade e redução de voláteis em dispersões não-aquosas”. Marcos já havia conquistado o 2º lugar também na edição anterior do prêmio.

O prêmio para o terceiro lugar – uma inovação introduzida nesta edição – foi concedido à bióloga Cintia de Souza Prado Hannel e à engenheira química Daniele Cristina Almeida Hummel Pimenta Santos, da Rohm and Haas Química. As duas pesquisadoras concorreram com o trabalho “Cultivo ‘In Vitro’ de algas rosa encontradas no litoral brasileiro, uma proposta de metodologia de teste de eficácia e controle algicida”, que começou a ser desenvolvido há cerca de três anos, em função de necessidades identificadas no relacionamento com os clientes da empresa.

Resumo do 1º lugar
Pigmentos Termocromáticos baseados em nanopartículas de ouro incorporadas em matrizes inorgânicas.

O trabalho mostra que nanopartículas de ouro incorporadas em matriz de hidrotalcita proporcionam um tipo interessante de pigmento, no qual a ressonância plasmônica e o processo de agregação podem ser controlados pela temperatura. De acordo com a microscopia de varredura de tunelamento (STM) e a microscopia eletrônica de transmissão (TEM), os locais preferenciais de ligação das nanopartículas de ouro estabilizadas com citrato estão nas bordas das superfícies das placas de hidrotalcita, levando a um arranjo quase linear delas. Dessa forma, as cores observadas provêm das bandas de ressonância plasmônica e da interferência, em 520 a 700 nm, respectivamente. As mudanças termocromáticas observadas no material decorrem da competição entre a agregação das nanopartículas e os seus processos de fusão, conforme demonstrado por STM e TEM. Tais mudanças também podem ser induzidas por um feixe de laser, possibilitando gravar informações ópticas com esse tipo de pigmento.

Resumo do 2º lugar
Estudo da alcalinidade do negro de fumo na prevenção da corrosão em tanques e embalagens de aço-carbono e sua influência na estabilidade e redução de voláteis em dispersões não-aquosas.

O trabalho estuda a estabilidade de dispersões não-aquosas preparadas com dois tipos de pigmento negro de fumo: um do tipo furnace que pelo seu processo de produção apresenta característica alcalina, e outro produzido pelo processo channel, com característica ácida.

O estudo compreendeu a avaliação da influência da higroscopia natural e da química de superfície dos pigmentos na estabilidade coloidal das dispersões e a tendência à formação de corrosão em embalagens e tanques de aço-carbono. A combinação de negro de fumo alcalino e agente seqüestrador de umidade se mostrou, no sistema estudado, a combinação com maior garantia contra a corrosão e melhor nível de estabilidade da dispersão não-aquosa avaliada.

Resumo do 3º lugar
Cultivo ‘In Vitro’ de algas rosa encontradas no litoral brasileiro, uma proposta de metodologia de teste de eficácia e controle algicida.

O cultivo “in vitro” de espécie de algas “rosa”, encontradas recentemente em regiões litorâneas brasileiras possibilitou o conhecimento de seu metabolismo e crescimento, assim como a seleção das condições favoráveis à manutenção da coloração rosa “in vitro”. Foram realizados o levantamento das ocorrências e a coleta das algas, sendo empregados método de cultivo segundo CCAP modificado {1} e acompanhamento por técnica de microscopia óptica.

Os resultados possibilitam a caracterização de algas clorófitas possíveis para serem utilizadas como cepas indicadoras na metodologia de eficácia de preservação contra crescimento de algas. Os resultados também contribuem para o desenvolvimento de algicidas eficazes contra o crescimento das algas “rosa” garantindo a qualidade estética e durabilidade das tintas aplicadas para a proteção de exteriores e fachadas no litoral.

 
Tradição na Miracema

Como todos os anos, a primeira quinta-feira de dezembro é reservada ao coquetel de final de ano da Miracema-Nuodex. Entre os convidados estavam presentes os clientes, parceiros, amigos e colaboradores da empresa para o tradicional evento, que ocorre desde 1983.

Durante a confraternização, que aconteceu no dia 7 de dezembro, no Club Transatlântico, em São Paulo, Otto Rohr, diretor-presidente da Miracema, afirmou em seu discurso o descontentamento com os resultados de 2006. “Não terei saudades de 2006. É melhor nem mencionarmos o crescimento do Brasil obtido em 2006”, lamenta Rohr, acrescentando que o país terá por mais quatro anos o mesmo presidente da República.

Durante o evento, a Miracema também divulgou os ganhadores da 2ª edição do “Prêmio Fornecedores do Ano”, no qual são avaliados a qualidade da matéria-prima, pontualidade, documentação técnica, embalagem, além de comprometimento e dedicação. O prêmio foi entregue à Elekeiroz, na categoria produtos químicos; à Metalloys, em metais e derivados; à Exxon Mobil, na categoria solventes; à Cargill, na categoria ácidos graxos, óleos e gorduras; e também à Metalúrgica Barra do Piraí, na categoria embalagens. (Lucélia Monfardini)

 
 
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