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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 108 - Matérias-primas - Pigmentos
 
Lanxess aumenta participação
 
Para 2007, empresa terá um aumento de 5 mil toneladas em sua fábrica de Porto Feliz, interior paulista.
 
Marcos Mila
 

Tradicional fabricante de óxido de ferro, a Lanxes está ampliando sua capacidade de produção para 35 mil toneladas. O anúncio foi feito pelo gerente regional de vendas e marketing América Latina, Lothar Schwarz, durante encontro com clientes fornecedores em sua fábrica de Porto Feliz, interior de São Paulo, no dia 1o de dezembro, num almoço de confraternização.

Desde 1996, quando essa fábrica foi comprada pela Bayer Pigmentos, essa unidade produtiva recebeu mais de US$ 10 milhões para aumento de capacidade e melhoria de processos, de acordo com Schwarz. Há dois anos, a unidade de negócios faz parte do grupo Lanxess.

Crescimento
“Quando da compra da fábrica pela Bayer Pigmentos, nossa participação no segmento de construção civil era de 5% e fomos trabalhando esse mercado gradativamente, porque hoje o ramo da construção é o maior usuário de pigmentos”, explica o gerente, justificando que, no Brasil, antigamente, grande parte ia para a indústria de tintas e uma pequena parte para a construção. Dez anos depois, essa participação é de 50%. Esse, segundo o gerente, é um grande campo que o Brasil tem para crescer.

“Em tintas, estamos bem situados, com 35% de vendas no Brasil, mas crescemos também em outros setores, como plásticos, por exemplo. Ou seja, temos uma participação expressiva e queremos continuar crescendo, investindo em produtos com tecnologia de ponta para o mercado de tintas, que é o caso da linha LOM (amarelos utilizados em tintas imobiliárias, repintura e industriais), na qual hoje temos uma ótima participação no Brasil e estamos também voltados para exportação (América Latina, Estados Unidos, Europa e Austrália).Com esse produto nosso crescimento foi de 70% no segmento de tintas e nos tornamos líderes. Hoje, as grandes indústrias de tintas globais utilizam a linha LOM”, afirma Schwarz.

Balanço
Para o gerente da Lanxess, 2006 foi um ano difícil, trabalhoso, porém compensador. “Temos uma estrutura bastante enxuta e a criação da Lanxess nos permitiu maior agilidade em tomadas de decisões, proporcionando um crescimento mais rápido, sem aquela estrutura pesada que nós tínhamos antigamente. Isso foi fundamental para crescermos mundialmente. Vamos finalizar o ano com 95% da produção vendida e isso é muito bom. Não significa que vai faltar produto. A capacidade que temos hoje dá e sobra para o abastecimento no Brasil, pois temos duas vezes a capacidade da demanda brasileira. A prioridade é o mercado brasileiro, mas como estamos investindo, estamos indo para a exportação também”, finaliza.

 
 
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