Tradicional
fabricante de óxido de ferro, a Lanxes está
ampliando sua capacidade de produção para
35 mil toneladas. O anúncio foi feito pelo gerente
regional de vendas e marketing América Latina,
Lothar Schwarz, durante encontro com clientes fornecedores
em sua fábrica de Porto Feliz, interior de São
Paulo, no dia 1o de dezembro, num almoço de confraternização.
Desde
1996, quando essa fábrica foi comprada pela Bayer
Pigmentos, essa unidade produtiva recebeu mais de US$
10 milhões para aumento de capacidade e melhoria
de processos, de acordo com Schwarz. Há dois anos,
a unidade de negócios faz parte do grupo Lanxess.
Crescimento
“Quando da compra da fábrica pela Bayer Pigmentos,
nossa participação no segmento de construção
civil era de 5% e fomos trabalhando esse mercado gradativamente,
porque hoje o ramo da construção é
o maior usuário de pigmentos”, explica o
gerente, justificando que, no Brasil, antigamente, grande
parte ia para a indústria de tintas e uma pequena
parte para a construção. Dez anos depois,
essa participação é de 50%. Esse,
segundo o gerente, é um grande campo que o Brasil
tem para crescer.
“Em
tintas, estamos bem situados, com 35% de vendas no Brasil,
mas crescemos também em outros setores, como plásticos,
por exemplo. Ou seja, temos uma participação
expressiva e queremos continuar crescendo, investindo
em produtos com tecnologia de ponta para o mercado de
tintas, que é o caso da linha LOM (amarelos utilizados
em tintas imobiliárias, repintura e industriais),
na qual hoje temos uma ótima participação
no Brasil e estamos também voltados para exportação
(América Latina, Estados Unidos, Europa e Austrália).Com
esse produto nosso crescimento foi de 70% no segmento
de tintas e nos tornamos líderes. Hoje, as grandes
indústrias de tintas globais utilizam a linha LOM”,
afirma Schwarz.
Balanço
Para o gerente da Lanxess, 2006 foi um ano difícil,
trabalhoso, porém compensador. “Temos uma
estrutura bastante enxuta e a criação da
Lanxess nos permitiu maior agilidade em tomadas de decisões,
proporcionando um crescimento mais rápido, sem
aquela estrutura pesada que nós tínhamos
antigamente. Isso foi fundamental para crescermos mundialmente.
Vamos finalizar o ano com 95% da produção
vendida e isso é muito bom. Não significa
que vai faltar produto. A capacidade que temos hoje dá
e sobra para o abastecimento no Brasil, pois temos duas
vezes a capacidade da demanda brasileira. A prioridade
é o mercado brasileiro, mas como estamos investindo,
estamos indo para a exportação também”,
finaliza.
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