Nos últimos
anos, o mercado de resinas acrílicas
vem acompanhando a dinâmica de crescimento da indústria
de tintas e revestimentos. No ano passado registrou incremento
de pouco mais de 3%. Trata-se de um mercado relativamente
estável em termos de volumes totais e altamente competitivo
entre fabricantes internacionais e nacionais. Por outro lado,
um motivo dificulta o crescimento desse mercado: o aumento
das denominadas tintas econômicas, que provoca redução
no uso percentual das resinas nas formulações.
Além disso, o mercado de resinas acrílicas
enfrentou problemas, devido a sua parcial dependência
de matérias-primas importadas, variação
cambial e até mesmo a falta de monômeros no
mercado internacional. No caso específico das resinas
acrílicas base água, o crescimento ocorreu
de acordo com o mercado ou levemente superior devido à busca
por produtos ecologicamente corretos.
Para
este ano, os fabricantes de resinas acrílicas
estão bastante
otimistas. Os investimentos no setor de construção civil programados
pelo governo federal, aliados à redução na alíquota
de IPI, implementada anteriormente, irão alavancar o setor de tintas e
vernizes, o que refletirá diretamente nos negócios de resinas acrílicas.
Reações
do mercado
O ano passado não foi diferente dos anteriores.
O mercado de resinas acrílicas apresentou crescimento
moderado, igual ao PIB. “Consideramos que houve uma
tendência positiva nesse mercado, principalmente
quando consideramos os últimos meses do ano. De
modo geral, o mercado de construção civil
esboça um aquecimento que deverá se tornar
mais significativo com a implementação do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
por parte do governo. Também temos que registrar
o programa de qualidade de tintas da Associação
dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), que contribuiu para
a recuperação do nível de qualidade
das tintas, com reflexos para o mercado como um todo”,
declara Edson Couto, gerente do departamento de marketing
e vendas de polímeros da BASF.
Para
Hugo Tomás
De Notta, especialista técnico
em sistemas de emulsão da Dow, nos últimos
cinco anos o uso de emulsões acrílicas poliméricas
em tintas arquitetônicas cresceu mais que o de outros
polímeros. “Devido às novas soluções
reológicas disponíveis no mercado global,
atualmente é muito mais fácil formular tintas à base
de estireno acrílico com perfil reológico
similar aos revestimentos arquitetônicos à base
de vinil acrílico. Neste ponto, é importante
mencionar que a Dow possui extenso portfólio de
espessantes e modificadores reológicos, como HEC,
HMHEC, modificadores acrílicos e Poliox, além
de um time de profissionais com experiência em fornecer
soluções que atendam às necessidades
dos clientes.”
De
Notta aponta ainda que, infelizmente, o consumo de polímeros
acrílicos puros é muito baixo. “Acrílicos
puros são usados somente nas aplicações
em que propriedades específicas são absolutamente
necessárias. No entanto, nos próximos anos,
espera-se aumento do volume de atualização
desse polímero, sendo que esse aumento estará ligado à qualidade
dos programas conduzidos pela Abrafati.”
Nelson
Briotto, gerente comercial da Clariant, explica que para
ser feita uma análise do mercado de resinas
acrílicas é necessário diferenciar
os tipos de resinas. “Temos as acrílicas estirenadas,
que já possuíam participação
no mercado e apresentaram evolução significativa
nos últimos anos desbancando quase que totalmente
os PVAs ou vinílicos e os vinil-acrílicos
do mercado brasileiro, conseguindo espaço como uma
resina de uso geral. Por outro lado, temos as acrílicas
puras, que ainda apresentam pequeno crescimento no mercado
brasileiro, pois seu uso no segmento imobiliário
está mais focado na substituição dos
esmaltes e vernizes base solvente (alquídicos) por
causa do aumento da consciência sobre questões
ambientais. Esses produtos, que já contavam com
relevância mundial devido à não emissão
ou emissão baixa de VOC, ainda apresentam pequeno
crescimento, porque nem sempre o aplicador (pintor) leva
os fatores de ambiente em consideração. Ainda
assim, deve ter um crescimento de cerca de 10% ao ano,
tendo em vista os aspectos de qualidade e relação
custo-benefício, sempre acima do crescimento do
setor, tomando espaço dos sistemas solventes.”
Apesar
de ser uma empresa jovem no mercado de resinas acrílicas,
a Galstaff Multiresine desenvolveu produtos para a área
de repintura automotiva e tintas industriais. Está começando
a entrar nesse segmento e já sente uma ótima
aceitação do mercado. “Em 2006, a
demanda foi excelente, mas acreditamos que deve estourar
realmente em 2007. Fizemos vários desenvolvimentos
e os resultados foram muito bons, além de estarmos
muito satisfeitos com a procura dos nossos produtos, superando
as expectativas. A empresa é bastante modesta em
termos de participação no mercado de resinas
acrílicas no Brasil, pois os nossos produtos são
de hidroxila elevada e, concomitantemente, de maior performance”,
revela Mário Fernando de Souza, diretor comercial
da Galstaff Multiresine.
Luis
Machado, supervisor de produto da D’Altomare,
relata que nos últimos anos houve grande oscilação
no mercado de resinas acrílicas, especialmente,
pela falta de matéria-prima, como o metilmetacrilato,
e entrada mais acentuada de competidores externos. “Com
a regularização do fornecimento, o mercado
interno voltou a crescer com boa competitividade. Nos últimos
anos, as resinas acrílicas substituíram algumas
aplicações materiais, como resinas vinílicas,
borracha clorada e até mesmo epóxi, ganhando
espaço no mercado. Em 2006 pôde ser notado
crescimento moderado neste mercado.”
Para
Oswaldo Prickaitis, gerente de contas da Rohm and Haas,
o mercado de resinas acrílicas vem acompanhando
a dinâmica de crescimento da indústria de
tintas e revestimentos, ou seja, apresentou crescimento
semelhante ao do segmento tanto na linha decorativa quanto
na industrial. “Nos últimos anos, não
observamos aumento significativo de consumo das resinas
acrílicas em relação aos outros tipos.”
Segundo
Marcos Battistin, gerente de produto da Schenectady Crios,
a empresa e o mercado de resinas acrílicas
(base solvente) vem crescendo devido ao alto nível
de exigência de qualidade necessária às
tintas e vernizes por causa da comercialização
globalizada de produtos, como carros, eletrodomésticos,
máquinas. “As empresas estão exportando
produtos finais e o acabamento deve atender a diversas
exigências internacionais, o que contribuiu para
a melhoria contínua das resinas e das tintas. Devido
aos baixos investimentos em setores fundamentais da economia,
o mercado de resinas acrílicas, em 2006, apresentou
um crescimento muito tímido, em torno de 3%, porém
no setor automotivo tivemos um desempenho satisfatório”,
anuncia.
Para
a Adexim-Comexim o segmento de resinas acrílicas
de alta performance tem sido um mercado crescente, porém
exclusivamente para determinados setores, onde se justifica
um produto de alta resistência, como tintas de manutenção
base água. “Em 2006, houve um crescimento
na medida em que os usuários finais solicitaram
maior tecnologia e alta resistência”, informa
Carlos Russo, diretor da Adexim-Comexim.
Noemi
Sakamoto, gerente de mercado da Denver, lembra que o mercado
de resinas acrílicas é de
alta competitividade, com muitos fabricantes multinacionais
e nacionais. “Trata-se de um mercado estável
em termos de volumes totais, principalmente quando verificamos
as quantidades comercializadas nos últimos anos.
O crescimento de mercado é aderente ao crescimento
vegetativo do País. Obviamente, um impulso no crescimento
da área de construção civil impactará positivamente
nos negócios referentes às resinas acrílicas.
As expectativas são otimistas quando focamos
os tão esperados investimentos por parte do governo
federal no setor da construção civil.”
Dificuldades
O mercado de resinas acrílicas infelizmente ainda
passa por grandes dificuldades, que atrasam a fabricação
e até mesmo o incremento de consumo. Um dos principais
problemas encontrados é a falta de matérias-primas;
além da forma como os preços são determinados
e a informalidade de determinadas empresas. “Temos
que ficar atentos ao mercado de matérias-primas
utilizadas na produção das emulsões
acrílicas, pois estamos enfrentando constantes
faltas de matérias-primas essenciais à fabricação
das resinas acrílicas, acompanhadas dos conseqüentes aumentos
de preços”, alerta Noemi.
Gilberto
Gallani Silva, gerente da Coremal, assegura que a maior
dificuldade são os preços extremamente
baixos, com grande aperto nas margens de lucro, sendo que
os fornecedores de matérias-primas para essas resinas
fazem o preço que querem e quando querem, prejudicando
o negócio como um todo. “Além do que,
muitas empresas utilizam práticas ilegais para a
venda desses produtos, valendo-se dessa artimanha para
obter preços menores no mercado. Isso prejudica
toda a cadeia e nada é feito para interromper essas
práticas.”
José Jorge
Alves, diretor comercial da Lumen Química,
acredita que, nestes últimos anos, o mercado de
resinas acrílicas enfrentou dificuldades devido
a sua parcial dependência de matérias-primas
importadas, em especial os monômeros acrílicos. “A
variação cambial e a falta de alguns monômeros
no mercado internacional proporcionaram dificuldades nesse
mercado”, diz, acrescentando que outra grande dificuldade
no setor de tintas são os preços praticados. “O
mercado de tintas é de grande volume e empresas
que se dedicam a ele disputam com preços muito baixos
devido à grande quantidade de fornecedores de resinas
para essa área. A Lumen Química participa
discretamente, pois atua em outros segmentos, como têxtil,
couro, domissanitários, papel, adesivos e, principalmente,
em especialidades, ou seja, não depende desse segmento
para ocupar sua fábrica.”
A
dificuldade que uma empresa internacional que fabrica produtos
de elevada qualidade enfrenta no mercado brasileiro é a
concorrência, que nem sempre compactua com os mesmos
padrões de qualidade e, conseqüentemente, também
não apresenta os mesmos preços. “Entretanto,
os nossos clientes já estão assimilando os
nossos produtos e felizmente estamos superando essa dificuldade
que encontramos quando viemos ao Brasil como filial da
Galstaff Multiresine Italy”, desabafa Souza.
De
Notta conta que a principal dificuldade em 2006 foi o preço
muito baixo do estireno acrílico. “A
grande competitividade e a volta das commodities foram
responsáveis pelo preço baixo. Também
temos que considerar como um complicador o aumento do preço
do estoque e a equação econômica. A
situação deveria ser resolvida para estimular
novos desenvolvimentos e investimentos.”
Para
Prickaitis, a maior dificuldade encontrada está relacionada
ao aumento significativo dos preços dos monômeros
acrílicos, que impactou diretamente nos custos das
resinas acrílicas. “A tendência de maior
estabilidade dos preços desses insumos irá favorecer
positivamente o consumo das resinas acrílicas na
indústria.”
Na
visão de Moacyr Moreira,
gerente de vendas técnicas
da D’Altomare, quando se fala em resinas acrílicas
a grande concorrência e preços baixos são
considerados dificuldades. “A concorrência
acontece tanto com competidores internos quanto com novas
tecnologias e fornecedores externos de países, como
China e Índia, que muitas vezes possuem produtos
com boa tecnologia e preços bastante competitivos.”
O
mercado tradicionalmente tem baixo nível de inovação,
o que restringe o lançamento de novos produtos. “Obviamente,
mesmo nós, fornecedores, devemos revisar nossas
ações, buscando apoiar a indústria
de tintas em novas iniciativas. Creio que temos desenvolvido,
recentemente, ações interessantes e que certamente
trarão ganhos para nossos clientes e para nossos
negócios”, informa Couto, da BASF.
Battistin,
da Schenectady Crios, alerta o mercado para o problema da
informalidade em certas empresas. “Creio
que a principal dificuldade que toda empresa enfrenta é a
concorrência com empresas que trabalham com informalidade,
porém este perfil está comprometido devido às
exigências maiores de produtos internacionalizados.”
A
Adexim-Comexim sofre com a aceitação dos
preços de seus produtos, já que todos são
importados. “No nosso caso, que temos 100% de produtos
importados da Alemanha, vivemos com a dificuldade de aceitação
do preço na primeira importação; depois
isso fica comprovado que vale a pena devido à qualidade
dos nossos produtos”, conta Russo.
Avanços
A cada dia aumenta a procura por produtos que apresentem
maior flexibilidade no uso e consumo, bem como facilidades
em seu manuseio e aplicação. “É o
caso dos produtos que chegam ao mercado em versão "2
em 1", substituindo os esmaltes sintéticos
para produtos base água e que podem ser aplicados
em superfícies metálicas, madeira e alvenaria.
Para atender essas necessidades, a Clariant tem uma linha
específica de produtos”, reforça
Briotto.
Um
dos principais fatores responsáveis
pelos avanços
das resinas acrílicas é a preocupação
com o ambiente. “Apoiaremos nossos clientes na conscientização
dos seus clientes em relação às vantagens
do uso de produtos menos nocivos. A operação
pintura deve se tornar mais amigável e limpa. Com
o lançamento da linha Acronal ECO estamos criando
uma nova frente, iniciando com os produtos Acronal DS 6255
(baixo odor) e Acronal DS 9014 (esmaltes e vernizes base água
de alto brilho). O lançamento de resinas de baixo
odor só foi possível graças aos investimentos
no sistema de desodorização física
por parte da BASF, o que permite reduzir drasticamente
a presença de monômeros residuais em nossas
dispersões, criando forte diferencial de mercado”,
destaca Couto.
A
Oswaldo Cruz Química, como fabricante
de resinas acrílicas, se preocupa em desenvolver novas
composições
e processos, principalmente com o intuito de melhorar resistência à lavabilidade
das tintas látex. “Além dessa característica
primordial, em nossos produtos também não
esquecemos de outras propriedades, como poder de cobertura úmido
e seco, reologia, entre outras. Nesse sentido estamos concluindo
estudos e brevemente lançaremos novos produtos
no mercado”, revela Luiz Carlos Bonaldi, gerente
de desenvolvimento da Oswaldo Cruz.
O
fortalecimento dos competidores externos faz com que a
indústria nacional se movimente
para acompanhar os avanços tecnológicos. “Observamos
aumento de performances das tintas nacionais. A D’Altomare
oferecerá a partir de 2007 uma nova linha de resinas
acrílicas com tecnologia de ponta e alta concentração
de sólidos, utilizando apoio de nossa equipe técnica
e também da Pidilite, empresa tradicional com sede
na Índia e que abastece mercados na Europa, Ásia
e América”, revela Machado.
A
Rohm and Haas lançou,
no ano passado na América
Latina e simultaneamente na Europa e EUA, a linha Avanse,
uma nova plataforma de resinas 100% acrílicas para
os segmentos decorativo (Avanse 412) e industrial (Avanse
MV-100). “Na linha decorativa, o Avanse 412 pode
ser formulado em todos os níveis de PVC, proporcionando
melhorias significativas na performance das tintas, como
resistência a intempéries, lavabilidade e
facilidade de remoção de manchas com menor
custo-fórmula. Na linha industrial, o Avanse MV-100
proporciona obtenção de formulações
de alto brilho (brilho-espelho), com alta durabilidade,
resistência a condições extremas e
de baixo VOC, principalmente, para substratos metálicos”,
explica Prickaitis, acrescentando que a empresa sempre
atuou na vanguarda do desenvolvimento de resinas, investindo
constantemente para atender o crescimento, a dinâmica
e as necessidades do mercado. “A linha Avanse está dentro
desses conceitos e oferece aos formuladores uma nova opção
na linha de resinas 100% acrílicas.”
De
Notta, da Dow, afirma que as novas resinas estireno acrílicas
com maior tamanho de partícula
(maior ou igual a 0,3 mícrons) foram desenvolvidas
para obter-se melhor nivelamento e viscosidade ICI. “Por
outro lado, foram desenvolvidos produtos com melhor resistência
a álcalis e eflorescente, excelente aceitação à cor
e alta resistência ao wet scrub. Nossa empresa possui
unidades para produzir quase todos os tipos de polímeros,
por essa razão decidimos investir em pesquisa local.
A Dow, empresa global com amplo portfólio de produtos
globais, entende que muitas vezes é preciso adaptar
produtos e soluções às necessidades
locais; seguindo essa abordagem no Brasil, a Dow decidiu
investir em unidades piloto e laboratórios.”
Entre
os avanços tecnológicos da Galstaff
estão a resina acrílica hidroxilada de alta
performance para base-coat, denominada Innocryl AP3, catalisada
com isocianato alifático, quando aplicada diretamente
no substrato à distância de 20cm a 30cm, permite
obter com apenas uma única demão uma camada
de 250 a 350 mícrons. Outro destaque é a
acrílica hidroxilada para verniz ou esmalte de alta
qualidade, chamada Innocryl AP, direcionada também
para repintura automotiva, OEM ou tintas industriais, ou
seja, qualquer aplicação que requer sistema
alto-sólido com excelente retenção
de brilho, combinada naturalmente com resistência
química e física. “Inclusive, fornecemos
aos nossos clientes sugestões de formulações
combinadas com as nossas resinas e auxiliares (aditivos),
particularmente para baixo VOC, onde se aplica perfeitamente.
Essa é uma forte tendência atualmente na Europa”,
anuncia Souza.
A
Galstaff Multiresine está constantemente
inovando e lançando produtos por meio de sua equipe
de profissionais, que atuam exclusivamente na Itália
com novos produtos. “Para
se ter uma idéia, lançamos uma linha de produtos
de alto sólidos, denominada Supersolid, para sistemas
alto-sólidos e baixo VOC, destinada ao segmento
de madeira e tintas industriais, que em breve traremos
ao Brasil”, informa Souza.
Para
Anilton Flávio
Ribeiro, gerente de mercado de tintas da Arinos, devido à competitividade
e a necessidade de redução no preço
das tintas, cuja participação das resinas é de
aproximadamente 50%, ocorreu grande evolução
na performance dos produtos. “Atualmente temos resinas
aditivadas e/ou pré-dispersas que proporcionam melhor
gestão de itens em estoque e diminui o custo/hora
de produção.”
Alves,
da Lumen Química,
não vê grandes
avanços no setor de tintas. “As resinas presentes
no mercado atendem as necessidades do setor. Os avanços
estão nas resinas para aplicações
especiais, como seladores, impermeabilizantes e resinas
elastoméricas. Houve, no ano de 2006, grandes investimentos
no laboratório de desenvolvimento e também
na capacidade produtiva da empresa. Nossa busca contínua
está sendo nas resinas para aplicações
especiais, com características únicas, quase
que personalizando a resina para o consumidor.”
Seguindo
as tendências apontadas pelo mercado de
tintas, vernizes e revestimentos, a Denver tem em mente
a preocupação em trabalhar produtos ecologicamente
corretos, enfatizando a melhoria de performance e oferecendo
produtos mais adequados às necessidades dos fabricantes
de tintas. “Nosso objetivo é poder atender
ao mercado de tintas com portfólio o mais abrangente
possível de produtos químicos. Nossa intenção é crescer
juntamente com o setor de tintas, seguindo os padrões
de qualidade almejados pelo mercado”, conclui Noemi,
acrescentando que a equipe técnica e comercial da
Denver está sempre à disposição
dos atuais e futuros clientes.
Para
a Adexim-Comexim o importante é justificar
o uso de suas resinas em tintas de manutenção
de alta performance. “Nossa representada na Alemanha
investe continuamente nessas resinas, principalmente com
o objetivo de oferecer resinas acrílicas base água
para competir com qualquer outra resina mais conhecida,
mesmo base solvente, para tintas de manutenção
industrial”, afirma Russo.
Battistin, da Schenectady Crios, acredita que a melhoria
das resinas começa por processos com controle mais
rígido e eficaz, além de matérias-primas
de fornecedores idôneos. “Também estão
sendo testados monômeros novos de alta performance.
Sempre investimos na melhoria contínua de processos
e avaliamos a necessidade de cada cliente separadamente,
a fim de superarmos as suas expectativas.”
Expectativas
Os fabricantes de resinas acrílicas estão
bastante otimistas em relação ao crescimento
do mercado em 2007. Essa expectativa positiva está circulando
em todo o segmento de tintas, principalmente pelos investimentos
programados pelo governo federal no setor de construção
civil.
A
Abrafati também está fazendo sua
parte, trabalhando com outras associações
e instituições
com o objetivo de aumentar o consumo de tintas no País. “Atualmente,
no Brasil, o consumo médio é de 6 litros
per capita, consumo maior que o do restante da América
Latina. No entanto, este consumo é baixo quando
comparado com Europa e Estados Unidos. Acreditamos que
as atividades desenvolvidas pela Abrafati são realmente
importantes e precisam de suporte dos fornecedores e fabricantes
de tintas, uma vez que o crescimento das vendas favorecerá todos
os que participam desse mercado”, assegura De Notta,
da Dow.
Alves,
da Lumen Química, adianta que se realmente
se concretizarem os investimentos previstos, o setor tende
a crescer. “Mas o grande problema é que a
briga pelo preço será ainda mais acirrada,
colocando mais empresas sérias produtoras
de resinas fora do negócio. Há 15 anos nossa
empresa é especializada na produção
de resinas acrílicas. Todos os diretores possuem
mais de 25 anos de experiência em multinacionais
e o objetivo maior é atender todos os segmentos
que utilizam resinas acrílicas, diversificando-os.
O setor de tintas já foi um excelente mercado, mas
atualmente, devido à guerra de preços e à existência
de muitos fabricantes de tintas, sendo que alguns não
primam pela qualidade, numa concorrência desleal,
ele tornou-se para os fabricantes de resinas um mercado
não muito atraente”, desabafa.
Na
visão
de Prickaitis, da Rohm and Haas, os investimentos programados
pelo governo federal aliados à redução
na alíquota de IPI (implementada anteriormente)
irão alavancar o setor de tintas e revestimentos
a partir deste ano, o que refletirá diretamente
nos negócios de resinas acrílicas. “O
que devemos observar é que o setor de tintas e vernizes
não será o primeiro item, na cadeia de valor,
a sentir o impacto favorável desses investimentos.”
Já a
Galstaff Multiresine não atua muito,
no Brasil, dentro do segmento de construção
civil, exceto para piso autonivelante, onde possui vários
poliésteres saturados para serem catalisados com
isocianatos por meio de secagem ao ar. “Temos vários
clientes importantes nessa área. Estamos crescendo
bastante e, inclusive, desenvolvemos recentemente alguns
produtos dentro dessa linha com baixo VOC e altíssima
resistência química e mecânica. Estamos
trazendo para o Brasil esses produtos e em breve desenvolveremos
essa linha de produtos junto aos nossos clientes”,
anuncia Souza.
Briotto,
da Clariant, está muito confiante
nas perspectivas de crescimento em 2007 para o setor de construção
civil. “O Brasil ainda é um país que
tem consumo per capita de tinta muito baixo e com grandes
possibilidades de crescimento no setor com as novas medidas
do governo federal. Acreditamos que este ano o crescimento
será por volta de 6%.”
Para
2007, Moreira, da D’Altomare, aguarda que o
mercado, de uma forma geral, obtenha bom crescimento. “Isso, é claro,
levando em consideração os investimentos
realizados pelas próprias empresas no mercado e
também aproveitando condições favoráveis
externas.” |