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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 109 - Resinas acrílicas
 
À espera do crescimento acelerado
 

Na expectativa por resultados melhores, os fabricantes de resinas acrílicas prevêem crescimento acima do registrado em 2006. O mais importante é que essa previsão não vem do nada, pois firma-se, principalmente, na divulgação dos investimentos programados pelo governo federal no setor da construção civil, que conseqüentemente trarão em ótimos resultados para o setor de tintas.

 

Lucélia Monfardini

 

Nos últimos anos, o mercado de resinas acrílicas vem acompanhando a dinâmica de crescimento da indústria de tintas e revestimentos. No ano passado registrou incremento de pouco mais de 3%. Trata-se de um mercado relativamente estável em termos de volumes totais e altamente competitivo entre fabricantes internacionais e nacionais. Por outro lado, um motivo dificulta o crescimento desse mercado: o aumento das denominadas tintas econômicas, que provoca redução no uso percentual das resinas nas formulações. Além disso, o mercado de resinas acrílicas enfrentou problemas, devido a sua parcial dependência de matérias-primas importadas, variação cambial e até mesmo a falta de monômeros no mercado internacional. No caso específico das resinas acrílicas base água, o crescimento ocorreu de acordo com o mercado ou levemente superior devido à busca por produtos ecologicamente corretos.

Para este ano, os fabricantes de resinas acrílicas estão bastante otimistas. Os investimentos no setor de construção civil programados pelo governo federal, aliados à redução na alíquota de IPI, implementada anteriormente, irão alavancar o setor de tintas e vernizes, o que refletirá diretamente nos negócios de resinas acrílicas.

Reações do mercado
O ano passado não foi diferente dos anteriores. O mercado de resinas acrílicas apresentou crescimento moderado, igual ao PIB. “Consideramos que houve uma tendência positiva nesse mercado, principalmente quando consideramos os últimos meses do ano. De modo geral, o mercado de construção civil esboça um aquecimento que deverá se tornar mais significativo com a implementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) por parte do governo. Também temos que registrar o programa de qualidade de tintas da Associação dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), que contribuiu para a recuperação do nível de qualidade das tintas, com reflexos para o mercado como um todo”, declara Edson Couto, gerente do departamento de marketing e vendas de polímeros da BASF.

Para Hugo Tomás De Notta, especialista técnico em sistemas de emulsão da Dow, nos últimos cinco anos o uso de emulsões acrílicas poliméricas em tintas arquitetônicas cresceu mais que o de outros polímeros. “Devido às novas soluções reológicas disponíveis no mercado global, atualmente é muito mais fácil formular tintas à base de estireno acrílico com perfil reológico similar aos revestimentos arquitetônicos à base de vinil acrílico. Neste ponto, é importante mencionar que a Dow possui extenso portfólio de espessantes e modificadores reológicos, como HEC, HMHEC, modificadores acrílicos e Poliox, além de um time de profissionais com experiência em fornecer soluções que atendam às necessidades dos clientes.”

De Notta aponta ainda que, infelizmente, o consumo de polímeros acrílicos puros é muito baixo. “Acrílicos puros são usados somente nas aplicações em que propriedades específicas são absolutamente necessárias. No entanto, nos próximos anos, espera-se aumento do volume de atualização desse polímero, sendo que esse aumento estará ligado à qualidade dos programas conduzidos pela Abrafati.”

Nelson Briotto, gerente comercial da Clariant, explica que para ser feita uma análise do mercado de resinas acrílicas é necessário diferenciar os tipos de resinas. “Temos as acrílicas estirenadas, que já possuíam participação no mercado e apresentaram evolução significativa nos últimos anos desbancando quase que totalmente os PVAs ou vinílicos e os vinil-acrílicos do mercado brasileiro, conseguindo espaço como uma resina de uso geral. Por outro lado, temos as acrílicas puras, que ainda apresentam pequeno crescimento no mercado brasileiro, pois seu uso no segmento imobiliário está mais focado na substituição dos esmaltes e vernizes base solvente (alquídicos) por causa do aumento da consciência sobre questões ambientais. Esses produtos, que já contavam com relevância mundial devido à não emissão ou emissão baixa de VOC, ainda apresentam pequeno crescimento, porque nem sempre o aplicador (pintor) leva os fatores de ambiente em consideração. Ainda assim, deve ter um crescimento de cerca de 10% ao ano, tendo em vista os aspectos de qualidade e relação custo-benefício, sempre acima do crescimento do setor, tomando espaço dos sistemas solventes.”

Apesar de ser uma empresa jovem no mercado de resinas acrílicas, a Galstaff Multiresine desenvolveu produtos para a área de repintura automotiva e tintas industriais. Está começando a entrar nesse segmento e já sente uma ótima aceitação do mercado. “Em 2006, a demanda foi excelente, mas acreditamos que deve estourar realmente em 2007. Fizemos vários desenvolvimentos e os resultados foram muito bons, além de estarmos muito satisfeitos com a procura dos nossos produtos, superando as expectativas. A empresa é bastante modesta em termos de participação no mercado de resinas acrílicas no Brasil, pois os nossos produtos são de hidroxila elevada e, concomitantemente, de maior performance”, revela Mário Fernando de Souza, diretor comercial da Galstaff Multiresine.

Luis Machado, supervisor de produto da D’Altomare, relata que nos últimos anos houve grande oscilação no mercado de resinas acrílicas, especialmente, pela falta de matéria-prima, como o metilmetacrilato, e entrada mais acentuada de competidores externos. “Com a regularização do fornecimento, o mercado interno voltou a crescer com boa competitividade. Nos últimos anos, as resinas acrílicas substituíram algumas aplicações materiais, como resinas vinílicas, borracha clorada e até mesmo epóxi, ganhando espaço no mercado. Em 2006 pôde ser notado crescimento moderado neste mercado.”

Para Oswaldo Prickaitis, gerente de contas da Rohm and Haas, o mercado de resinas acrílicas vem acompanhando a dinâmica de crescimento da indústria de tintas e revestimentos, ou seja, apresentou crescimento semelhante ao do segmento tanto na linha decorativa quanto na industrial. “Nos últimos anos, não observamos aumento significativo de consumo das resinas acrílicas em relação aos outros tipos.”

Segundo Marcos Battistin, gerente de produto da Schenectady Crios, a empresa e o mercado de resinas acrílicas (base solvente) vem crescendo devido ao alto nível de exigência de qualidade necessária às tintas e vernizes por causa da comercialização globalizada de produtos, como carros, eletrodomésticos, máquinas. “As empresas estão exportando produtos finais e o acabamento deve atender a diversas exigências internacionais, o que contribuiu para a melhoria contínua das resinas e das tintas. Devido aos baixos investimentos em setores fundamentais da economia, o mercado de resinas acrílicas, em 2006, apresentou um crescimento muito tímido, em torno de 3%, porém no setor automotivo tivemos um desempenho satisfatório”, anuncia.

Para a Adexim-Comexim o segmento de resinas acrílicas de alta performance tem sido um mercado crescente, porém exclusivamente para determinados setores, onde se justifica um produto de alta resistência, como tintas de manutenção base água. “Em 2006, houve um crescimento na medida em que os usuários finais solicitaram maior tecnologia e alta resistência”, informa Carlos Russo, diretor da Adexim-Comexim.

Noemi Sakamoto, gerente de mercado da Denver, lembra que o mercado de resinas acrílicas é de alta competitividade, com muitos fabricantes multinacionais e nacionais. “Trata-se de um mercado estável em termos de volumes totais, principalmente quando verificamos as quantidades comercializadas nos últimos anos. O crescimento de mercado é aderente ao crescimento vegetativo do País. Obviamente, um impulso no crescimento da área de construção civil impactará positivamente nos negócios referentes às resinas acrílicas. As expectativas são otimistas quando focamos os tão esperados investimentos por parte do governo federal no setor da construção civil.”

Dificuldades
O mercado de resinas acrílicas infelizmente ainda passa por grandes dificuldades, que atrasam a fabricação e até mesmo o incremento de consumo. Um dos principais problemas encontrados é a falta de matérias-primas; além da forma como os preços são determinados e a informalidade de determinadas empresas. “Temos que ficar atentos ao mercado de matérias-primas utilizadas na produção das emulsões acrílicas, pois estamos enfrentando constantes faltas de matérias-primas essenciais à fabricação das resinas acrílicas, acompanhadas dos conseqüentes  aumentos de preços”, alerta Noemi.

Gilberto Gallani Silva, gerente da Coremal, assegura que a maior dificuldade são os preços extremamente baixos, com grande aperto nas margens de lucro, sendo que os fornecedores de matérias-primas para essas resinas fazem o preço que querem e quando querem, prejudicando o negócio como um todo. “Além do que, muitas empresas utilizam práticas ilegais para a venda desses produtos, valendo-se dessa artimanha para obter preços menores no mercado. Isso prejudica toda a cadeia e nada é feito para interromper essas práticas.”

José Jorge Alves, diretor comercial da Lumen Química, acredita que, nestes últimos anos, o mercado de resinas acrílicas enfrentou dificuldades devido a sua parcial dependência de matérias-primas importadas, em especial os monômeros acrílicos. “A variação cambial e a falta de alguns monômeros no mercado internacional proporcionaram dificuldades nesse mercado”, diz, acrescentando que outra grande dificuldade no setor de tintas são os preços praticados. “O mercado de tintas é de grande volume e empresas que se dedicam a ele disputam com preços muito baixos devido à grande quantidade de fornecedores de resinas para essa área. A Lumen Química participa discretamente, pois atua em outros segmentos, como têxtil, couro, domissanitários, papel, adesivos e, principalmente, em especialidades, ou seja, não depende desse segmento para ocupar sua fábrica.”

A dificuldade que uma empresa internacional que fabrica produtos de elevada qualidade enfrenta no mercado brasileiro é a concorrência, que nem sempre compactua com os mesmos padrões de qualidade e, conseqüentemente, também não apresenta os mesmos preços. “Entretanto, os nossos clientes já estão assimilando os nossos produtos e felizmente estamos superando essa dificuldade que encontramos quando viemos ao Brasil como filial da Galstaff Multiresine Italy”, desabafa Souza.

De Notta conta que a principal dificuldade em 2006 foi o preço muito baixo do estireno acrílico. “A grande competitividade e a volta das commodities foram responsáveis pelo preço baixo. Também temos que considerar como um complicador o aumento do preço do estoque e a equação econômica. A situação deveria ser resolvida para estimular novos desenvolvimentos e investimentos.”

Para Prickaitis, a maior dificuldade encontrada está relacionada ao aumento significativo dos preços dos monômeros acrílicos, que impactou diretamente nos custos das resinas acrílicas. “A tendência de maior estabilidade dos preços desses insumos irá favorecer positivamente o consumo das resinas acrílicas na indústria.”

Na visão de Moacyr Moreira, gerente de vendas técnicas da D’Altomare, quando se fala em resinas acrílicas a grande concorrência e preços baixos são considerados dificuldades. “A concorrência acontece tanto com competidores internos quanto com novas tecnologias e fornecedores externos de países, como China e Índia, que muitas vezes possuem produtos com boa tecnologia e preços bastante competitivos.”

O mercado tradicionalmente tem baixo nível de inovação, o que restringe o lançamento de novos produtos. “Obviamente, mesmo nós, fornecedores, devemos revisar nossas ações, buscando apoiar a indústria de tintas em novas iniciativas. Creio que temos desenvolvido, recentemente, ações interessantes e que certamente trarão ganhos para nossos clientes e para nossos negócios”, informa Couto, da BASF.

Battistin, da Schenectady Crios, alerta o mercado para o problema da informalidade em certas empresas. “Creio que a principal dificuldade que toda empresa enfrenta é a concorrência com empresas que trabalham com informalidade, porém este perfil está comprometido devido às exigências maiores de produtos internacionalizados.”

A Adexim-Comexim sofre com a aceitação dos preços de seus produtos, já que todos são importados. “No nosso caso, que temos 100% de produtos importados da Alemanha, vivemos com a dificuldade de aceitação do preço na primeira importação; depois isso fica comprovado que vale a pena devido à qualidade dos nossos produtos”, conta Russo.

Avanços
A cada dia aumenta a procura por produtos que apresentem maior flexibilidade no uso e consumo, bem como facilidades em seu manuseio e aplicação. “É o caso dos produtos que chegam ao mercado em versão "2 em 1", substituindo os esmaltes sintéticos para produtos base água e que podem ser aplicados em superfícies metálicas, madeira e alvenaria. Para atender essas necessidades, a Clariant tem uma linha específica de produtos”, reforça Briotto.

Um dos principais fatores responsáveis pelos avanços das resinas acrílicas é a preocupação com o ambiente. “Apoiaremos nossos clientes na conscientização dos seus clientes em relação às vantagens do uso de produtos menos nocivos. A operação pintura deve se tornar mais amigável e limpa. Com o lançamento da linha Acronal ECO estamos criando uma nova frente, iniciando com os produtos Acronal DS 6255 (baixo odor) e Acronal DS 9014 (esmaltes e vernizes base água de alto brilho). O lançamento de resinas de baixo odor só foi possível graças aos investimentos no sistema de desodorização física por parte da BASF, o que permite reduzir drasticamente a presença de monômeros residuais em nossas dispersões, criando forte diferencial de mercado”, destaca Couto.

A Oswaldo Cruz Química, como fabricante de resinas acrílicas, se preocupa em desenvolver novas composições e processos, principalmente com o intuito de melhorar resistência à lavabilidade das tintas látex. “Além dessa característica primordial, em nossos produtos também não esquecemos de outras propriedades, como poder de cobertura úmido e seco, reologia, entre outras. Nesse sentido estamos concluindo estudos  e brevemente lançaremos novos produtos no mercado”, revela Luiz Carlos Bonaldi, gerente de desenvolvimento da Oswaldo Cruz.

O fortalecimento dos competidores externos faz com que a indústria nacional se movimente para acompanhar os avanços tecnológicos. “Observamos aumento de performances das tintas nacionais. A D’Altomare oferecerá a partir de 2007 uma nova linha de resinas acrílicas com tecnologia de ponta e alta concentração de sólidos, utilizando apoio de nossa equipe técnica e também da Pidilite, empresa tradicional com sede na Índia e que abastece mercados na Europa, Ásia e América”, revela Machado.

A Rohm and Haas lançou, no ano passado na América Latina e simultaneamente na Europa e EUA, a linha Avanse, uma nova plataforma de resinas 100% acrílicas para os segmentos decorativo (Avanse 412) e industrial (Avanse MV-100). “Na linha decorativa, o Avanse 412 pode ser formulado em todos os níveis de PVC, proporcionando melhorias significativas na performance das tintas, como resistência a intempéries, lavabilidade e facilidade de remoção de manchas com menor custo-fórmula. Na linha industrial, o Avanse MV-100 proporciona obtenção de formulações de alto brilho (brilho-espelho), com alta durabilidade, resistência a condições extremas e de baixo VOC, principalmente, para substratos metálicos”, explica Prickaitis, acrescentando que a empresa sempre atuou na vanguarda do desenvolvimento de resinas, investindo constantemente para atender o crescimento, a dinâmica e as necessidades do mercado. “A linha Avanse está dentro desses conceitos e oferece aos formuladores uma nova opção na linha de resinas 100% acrílicas.”

De Notta, da Dow, afirma que as novas resinas estireno acrílicas com maior tamanho de partícula (maior ou igual a 0,3 mícrons) foram desenvolvidas para obter-se melhor nivelamento e viscosidade ICI. “Por outro lado, foram desenvolvidos produtos com melhor resistência a álcalis e eflorescente, excelente aceitação à cor e alta resistência ao wet scrub. Nossa empresa possui unidades para produzir quase todos os tipos de polímeros, por essa razão decidimos investir em pesquisa local. A Dow, empresa global com amplo portfólio de produtos globais, entende que muitas vezes é preciso adaptar produtos e soluções às necessidades locais; seguindo essa abordagem no Brasil, a Dow decidiu investir em unidades piloto e laboratórios.”

Entre os avanços tecnológicos da Galstaff estão a resina acrílica hidroxilada de alta performance para base-coat, denominada Innocryl AP3, catalisada com isocianato alifático, quando aplicada diretamente no substrato à distância de 20cm a 30cm, permite obter com apenas uma única demão uma camada de 250 a 350 mícrons. Outro destaque é a acrílica hidroxilada para verniz ou esmalte de alta qualidade, chamada Innocryl AP, direcionada também para repintura automotiva, OEM ou tintas industriais, ou seja, qualquer aplicação que requer sistema alto-sólido com excelente retenção de brilho, combinada naturalmente com resistência química e física. “Inclusive, fornecemos aos nossos clientes sugestões de formulações combinadas com as nossas resinas e auxiliares (aditivos), particularmente para baixo VOC, onde se aplica perfeitamente. Essa é uma forte tendência atualmente na Europa”, anuncia Souza.

A Galstaff Multiresine está constantemente inovando e lançando produtos por meio de sua equipe de profissionais, que atuam exclusivamente na Itália com novos produtos. “Para se ter uma idéia, lançamos uma linha de produtos de alto sólidos, denominada Supersolid, para sistemas alto-sólidos e baixo VOC, destinada ao segmento de madeira e tintas industriais, que em breve traremos ao Brasil”, informa Souza.

Para Anilton Flávio Ribeiro, gerente de mercado de tintas da Arinos, devido à competitividade e a necessidade de redução no preço das tintas, cuja participação das resinas é de aproximadamente 50%, ocorreu grande evolução na performance dos produtos. “Atualmente temos resinas aditivadas e/ou pré-dispersas que proporcionam melhor gestão de itens em estoque e diminui o custo/hora de produção.”

Alves, da Lumen Química, não vê grandes avanços no setor de tintas. “As resinas presentes no mercado atendem as necessidades do setor. Os avanços estão nas resinas para aplicações especiais, como seladores, impermeabilizantes e resinas elastoméricas. Houve, no ano de 2006, grandes investimentos no laboratório de desenvolvimento e também na capacidade produtiva da empresa. Nossa busca contínua está sendo nas resinas para aplicações especiais, com características únicas, quase que personalizando a resina para o consumidor.”

Seguindo as tendências apontadas pelo mercado de tintas, vernizes e revestimentos, a Denver tem em mente a preocupação em trabalhar produtos ecologicamente corretos, enfatizando a melhoria de performance e oferecendo produtos mais adequados às necessidades dos fabricantes de tintas. “Nosso objetivo é poder atender ao mercado de tintas com portfólio o mais abrangente possível de produtos químicos. Nossa intenção é crescer juntamente com o setor de tintas, seguindo os padrões de qualidade almejados pelo mercado”, conclui Noemi, acrescentando que a equipe técnica e comercial da Denver está sempre à disposição dos atuais e futuros clientes.

Para a Adexim-Comexim o importante é justificar o uso de suas resinas em tintas de manutenção de alta performance. “Nossa representada na Alemanha investe continuamente nessas resinas, principalmente com o objetivo de oferecer resinas acrílicas base água para competir com qualquer outra resina mais conhecida, mesmo base solvente, para tintas de manutenção industrial”, afirma Russo.
Battistin, da Schenectady Crios, acredita que a melhoria das resinas começa por processos com controle mais rígido e eficaz, além de matérias-primas de fornecedores idôneos. “Também estão sendo testados monômeros novos de alta performance. Sempre investimos na melhoria contínua de processos e avaliamos a necessidade de cada cliente separadamente, a fim de superarmos as  suas expectativas.”

Expectativas
Os fabricantes de resinas acrílicas estão bastante otimistas em relação ao crescimento do mercado em 2007. Essa expectativa positiva está circulando em todo o segmento de tintas, principalmente pelos investimentos programados pelo governo federal no setor de construção civil.

A Abrafati também está fazendo sua parte, trabalhando com outras associações e instituições com o objetivo de aumentar o consumo de tintas no País. “Atualmente, no Brasil, o consumo médio é de 6 litros per capita, consumo maior que o do restante da América Latina. No entanto, este consumo é baixo quando comparado com Europa e Estados Unidos. Acreditamos que as atividades desenvolvidas pela Abrafati são realmente importantes e precisam de suporte dos fornecedores e fabricantes de tintas, uma vez que o crescimento das vendas favorecerá todos os que participam desse mercado”, assegura De Notta, da Dow.

Alves, da Lumen Química, adianta que se realmente se concretizarem os investimentos previstos, o setor tende a crescer. “Mas o grande problema é que a briga pelo preço será ainda mais acirrada, colocando mais empresas sérias  produtoras de resinas fora do negócio. Há 15 anos nossa empresa é especializada na produção de resinas acrílicas. Todos os diretores possuem mais de 25 anos de experiência em multinacionais e o objetivo maior é atender todos os segmentos que utilizam resinas acrílicas, diversificando-os. O setor de tintas já foi um excelente mercado, mas atualmente, devido à guerra de preços e à existência de muitos fabricantes de tintas, sendo que alguns não primam pela qualidade, numa concorrência desleal, ele tornou-se para os fabricantes de resinas um mercado não muito atraente”, desabafa.

Na visão de Prickaitis, da Rohm and Haas, os investimentos programados pelo governo federal aliados à redução na alíquota de IPI (implementada anteriormente) irão alavancar o setor de tintas e revestimentos a partir deste ano, o que refletirá diretamente nos negócios de resinas acrílicas. “O que devemos observar é que o setor de tintas e vernizes não será o primeiro item, na cadeia de valor, a sentir o impacto favorável desses investimentos.”

Já a Galstaff Multiresine não atua muito, no Brasil, dentro do segmento de construção civil, exceto para piso autonivelante, onde possui vários poliésteres saturados para serem catalisados com isocianatos por meio de secagem ao ar. “Temos vários clientes importantes nessa área. Estamos crescendo bastante e, inclusive, desenvolvemos recentemente alguns produtos dentro dessa linha com baixo VOC e altíssima resistência química e mecânica.  Estamos trazendo para o Brasil esses produtos e em breve desenvolveremos essa linha de produtos junto aos nossos clientes”, anuncia Souza.

Briotto, da Clariant, está muito confiante nas perspectivas de crescimento em 2007 para o setor de construção civil. “O Brasil ainda é um país que tem consumo per capita de tinta muito baixo e com grandes possibilidades de crescimento no setor com as novas medidas do governo federal. Acreditamos que este ano o crescimento será por volta de 6%.”

Para 2007, Moreira, da D’Altomare, aguarda que o mercado, de uma forma geral, obtenha bom crescimento. “Isso, é claro, levando em consideração os investimentos realizados pelas próprias empresas no mercado e também aproveitando condições favoráveis externas.”

 
 
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