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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 110 - Colorimetria
 
Perfeição das cores
 

Mais conhecida como a ciência da medição da cor, a colorimetria surgiu para facilitar a vida dos fabricantes de tintas e, principalmente, garantir a perfeita qualidade da cores.

 
Lucélia Monfardini
 

Ramo da física responsável pela especificação objetiva e quantitativa de cores, a colorimetria é fundamental para o controle preciso da diferença da cor entre lotes e padrões, poder de cobertura, metamerismo, solidez à luz, além de possibilitar a agilização do processo de formulação e correção de cores, auxiliando na obtenção da fórmula ideal para atender diversos requisitos, como preço e metamerismo.

Já os sistemas de colorimetria são uma combinação de software e espectrofotômetro de alta resolução de leitura, que atendem a todas as necessidades para o exato controle da qualidade das cores.

Esses sistemas permitem ainda provas analíticas e gráficas para avaliação de lotes e matérias-primas de acordo com tolerância especificada pelo próprio usuário para cada padrão de cor, que poderá ser armazenado em diversos tipos de arquivos, saindo da análise visual e subjetiva para uma análise matemática e objetiva. Para formulação e correção de receitas podem ser montados diversos tipos de sistemas que permitem formular e corrigir, além, é claro, de ter controle absoluto da qualidade.

Quaisquer que sejam as necessidades de controle de cor que a indústria enfrente, como avaliação, recebimento de matérias-primas, controle de processo ou controle do produto acabado, a colorimetria poderá atender a todas as necessidades existentes e ainda proporcionar um rápido retorno do que foi investido, aumentando assim a vantagem competitiva da indústria no mercado.

A colorimetria é extremamente importante quando o objetivo é melhorar e manter a qualidade da cor da tinta. As tintas, cuja finalidade é dar cor a objetos e ambientes, devem possuir qualidade de modo que ofereçam uniformidade e durabilidade. A ausência desses recursos e, sobretudo, das medições, torna muito mais difícil a manutenção da qualidade da cor. Portanto, um laboratório instrumentalizado é necessário para obtenção de uma tinta de ótima qualidade.

Porém, os fabricantes de tintas precisam ficar muito atentos na hora de adquirir os equipamentos de colorimetria. A participação em cursos e seminários é extremamente importante, pois conduz a empresa na escolha dos equipamentos mais adequados, inclusive até impede, por exemplo, que o fabricante compre equipamentos com especificações que excedam sua necessidade, resultando em um investimento muito maior do que deveria.

Outro ponto crucial é a utilização correta dos equipamentos, como colorímetros e espectrofotômetros, que exigem uma perfeita instalação e treinamento. Enfim, equipamentos e materiais mal especificados ou operados de maneira errada podem gerar resultados negativos e, conseqüentemente, problemas na qualidade final do produto.

Também vale a pena ter em mente que o segredo de uma boa performance com o software de formulação é a precisão do banco de dados, conforme explica Sandra Cilento, account manager Color Services Latin América da Ciba Especialidades Químicas. “Geralmente as empresas investem em um software de formulação, mas não têm tempo nem pessoas disponíveis para preparar uma grande quantidade de amostras para criação do banco de dados. Muitas vezes visito empresas que têm o software de formulação há muitos anos, mas só o usam para controle de qualidade”, diz, completando que, para sanar tal deficiência, a Ciba disponibiliza o Ciba Color Services, que possui laboratório e equipe capacitada para prestar esse tipo de serviço, auxiliando o cliente “no que for preciso para colocar o banco de dados em prática.”

Importância da colorimetria
Cada vez mais o mercado de tintas reconhece a importância da colorimetria e, por isso, existe um constante aumento da procura por equipamento e adequados recursos de hardware e software. “Os fabricantes de tintas, hoje, já estão bem mais sensibilizados por essa matéria e sentem que a colorimetria tem um papel importante na evolução de seus produtos e é determinante nas disputas de mercado. A redução de custos para se ter ferramental em colorimetria também tem colaborado na viabilização desses controles em empresas menores, mas, evidentemente, ainda não se tem uma popularização total. E, infelizmente, existem também exemplos onde, mesmo se dispondo de instrumental, o usuário ainda não tem a capacitação para o uso conveniente e eficiente dessas ferramentas”, relata László Tauszig, diretor da Emite.

Esse controle é amplamente divulgado e existem consultores preparados para a especificação instrumental. No caso da Braseq, a equipe é treinada diretamente no fabricante para prestar esse serviço. “A indústria de tintas vem se conscientizando da necessidade do uso de equipamentos para o eficaz controle de qualidade e processos industriais, uma vez que, ao utilizar os mesmos, elimina totalmente o erro por interpretação humana”, declara Alexandre Ribeiro Moritz, gerente de produtos da Braseq.

Para Pedro Gargalaca Filho, diretor da Coralis, todos têm conhecimento sobre a colorimetria, porém ainda acham que o equipamento é caro, pois em vez de calcularem e concentrarem a avaliação no valor do produto, eles visualizam apenas o custo. “O espectrofotômetro pode trazer muitos benefícios e o retorno sobre o investimento é muito rápido. O nível de conscientização dos fabricantes de tintas tem aumentado muito. Principalmente para que haja competitividade das empresas em nível nacional e internacional é necessária essa padronização”.

Na visão de Ary Luiz Bon, técnico em colorimetria da ITG, se o público usuário se informasse sobre o que já existe há muitos anos para medição da cor, talvez houvesse um contingente menor de fabricantes de tintas. “Se os departamentos de marketing dos fabricantes de tintas que são instrumentados percebessem a implicação dessa minha observação, os instrumentos passariam a funcionar como ferramentas de vendas e teríamos um círculo virtuoso de fidelização e ampliação de mercado para essas empresas. Os fabricantes de tintas não têm que se adequar à ciência, e sim abraçar o conhecimento e usar essa tecnologia para ganhar mais dinheiro, produzindo com muito mais qualidade.”

Sandra, da Ciba, concorda com Bon. Segundo ela, embora a maioria dos fabricantes de grande, médio e pequeno portes reconheçam a importância dos sistemas de colorimetria, “infelizmente, alguns ainda não perceberam ou, então, acham que é um alto investimento para a empresa, não calculando a economia obtida com a redução no tempo de formulação e com gasto desnecessário com matéria-prima.”

Marco Storel, diretor de vendas para a América Latina da Byk-Gardner, acredita que o mercado de tintas evoluiu bastante, mas muitos ainda fazem o investimento porque seu concorrente mais direto também já fez. “Os fabricantes de equipamentos e alguns consultores realmente capacitados têm sido a maior fonte de consulta dos fabricantes para especificação adequada do que é necessário para cada aplicação individual. A adequação dos fabricantes de tintas a essa ciência cresceu muito nos últimos anos, mas ainda deixa a desejar, principalmente no que diz respeito à formação e qualificação dos profissionais. Comprar um espectrofotômetro é fácil, difícil é ter um bom colorista que saiba operar corretamente o instrumento e o software, seja de CQ, seja de formulação e desenvolvimento de cores”, alerta.

Luiz Fatarelli, diretor de vendas da Colorz, afirma que a maioria das empresas conhece e sabe o que significa a colorimetria e a importância dos equipamentos, porém, infelizmente, ainda há os que não acreditam na sua eficácia. “Em 1980 participei da instalação do meu primeiro equipamento de espectrofotometria no Brasil; era, talvez, o terceiro ou quarto instalado. Na época, acredito que a Tintas Coral tenha sido a única empresa a possuir um equipamento de colorimetria para aplicação de tintas. Isso foi uma referência para nós naquele tempo. Hoje, não sei como estão esses números; calculo em torno de 300 equipamentos em laboratório de pesquisa e desenvolvimento e de controle de qualidade.”

A T&M atende constantemente novos clientes em busca da implantação da colorimetria nas suas atividades produtivas e de controle de qualidade. “Esse recurso é de fácil localização para empresas produtoras de tintas em função do custo atual de um sistema de colorimetria, além das exigências de mercado. Por isso, cresce o número de empresas que aderem a essa tecnologia”, testemunha Antonio Francisco, diretor técnico comercial da T&M.

Equipamentos x Custos
Para uma indústria que tem análise de seus produtos diretamente pela “cor”, o julgamento subjetivo não é mais suficiente para assegurar a sua qualidade. Faze-se necessário dispor de um laboratório com no mínimo um sistema de colorimetria, por meio do qual o fabricante poderá: garantir a qualidade total dos produtos; avaliar e aprovar rapidamente matérias-primas para utilização em produção; estabelecer tolerâncias de cor e índices de brancura e amarelamento confiáveis para boa aceitação dos clientes; controlar o processo de fabricação de todos os produtos; especificar as cores numericamente entre clientes e fornecedores; e documentar o desempenho dos produtos diante dos clientes, atendendo as normas ISO.

Uma das principais dificuldades do mercado é a obtenção dos equipamentos, que em sua maioria são importados, chegando a custar no Brasil até mais que o dobro do seu valor original. “Esse é o grande problema. Apesar de os equipamentos de hoje estarem mais baratos, a cada ano o custo parece ser mais alto. Além disso, como a maioria é de origem estrangeira, a importação acaba ficando muito cara: são muitos impostos e encargos, ou seja, o equipamento chega ao Brasil mais ou menos 70% a mais do preço original. Infelizmente, não se tem muito que fazer e também não vejo solução imediata; o governo é cruel nesse sentido”, desabafa Fatarelli, da Colorz, acrescentando que os sistemas podem custar de US$ 5 mil a US$ 25 mil, dependendo da combinação de software e instrumentos de espectrofotometria.

Para Tauszig, da Emite, entre os equipamentos básicos para uma empresa preocupada com uma maior precisão em cores incluem-se desde as cabines de comparação de cores, passando por colorímetros mais simples e econômicos, até espectrofotômetros portáteis ou de mesa, e softwares de controle de qualidade e de formulação. “Os investimentos podem variar de poucos milhares de reais até algumas dezenas de milhares de reais. Os custos representam um fator limitante importante para uma empresa dispor de todas as facilidades para colorimetria. Evidentemente, o correto dimensionamento do laboratório de colorimetria oferecerá retornos aos investimentos, que serão positivos em médio prazo. Nossa empresa oferece uma gama de instrumentos e softwares aos clientes, permitindo que conjuntamente se possa dimensionar os requisitos e o investimento otimizado, graças à variedade de produtos”, explica.

Tauszig ainda comenta que o mercado brasileiro dispõe de cabines de comparação de cor, mas não existem condições favoráveis (de viabilidade econômica) para produção local de espectrofotômetro, ou mesmo de colorímetros mais simples, para colorimetria de reflexão (amostras opacas). “Infelizmente, os impostos e tributos, como para qualquer material no Brasil, ainda oneram significativamente os custos para produtos importados. O problema é que se tem uma constelação de taxas, impostos e tributos aplicados até mesmo de modo distorcido, o que às vezes é difícil explicar para um estrangeiro.”

Para Gargalaca, da Coralis, para iniciar um controle de qualidade das tintas, o investimento é muito menor do que há algum tempo. “Hoje possuímos espectrofotômetros já com softwares de controle de qualidade por R$ 15 mil. Esse equipamento pode trazer muitos benefícios para os fabricantes; inclusive, possuímos várias metodologias para auxílio no reconhecimento dos benefícios que a ferramenta pode trazer, além de financiamentos em até 12 vezes com juros bastante atrativos em relação ao mercado.”

Sandra, da Ciba, afirma que o necessário para uma indústria de tintas é um sistema composto por um espectofotômetro (portátil ou de mesa) e softwares de controle de qualidade e formulação/correção de cores. Ela lembra que não existem fabricantes nacionais, mas que os softwares para colorimetria oferecidos pela Ciba, além de serem compatíveis com cerca de 40 modelos de espectofotômetros existentes no mercado, já estão internalizados, o que evita “o desgastante trabalho na fase de importação.”

Tecnologia é ferramenta
Bon, da ITG, explica que, atualmente, uma fabricante de tintas tem que ter um sistema de controle de qualidade de cor instalado em um computador PC, com espectrofotômetro e um banco de dados referente aos produtos que faz, às matérias-primas que usa e, se houver, produtos intermediários internos. “Esse sistema custa a partir de R$ 20 mil. Para produções grandes ou grande quantidade de cores a formular por demanda, um sistema integrado de software de formulação será muito útil, com preço a partir de R$ 40 mil.”

O técnico em colorimetria da ITG acrescenta ainda que os fabricantes de tintas não têm que se adequar à tecnologia, pois a tecnologia é a ferramenta. “O fabricante que não investe em instrumentos não faz isso pelo custo, mas por falta de informação, porque não percebe que está perdendo dinheiro a cada não conformidade e tempo gasto na rotina de aprovação de lotes. Também existem fabricantes que apostam na ignorância do usuário e na venda pelo menor preço, mas essas empresas fecham as portas em pouco tempo. Quanto ao custo de instrumentos, seria ótimo se existisse baixo custo na loja da esquina. Infelizmente, instrumentos de precisão não são produzidos na mesma escala dos eletrodomésticos e, por isso, a redução dos preços no mercado demora para acontecer. Comercialmente falando, seria ótimo se pudéssemos trabalhar pelo amor à arte, mas essa não é a realidade.”

Na opinião de Bon, da ITG, os preços dos instrumentos só vão cair se muitas empresas passarem a comprar, aumentando a produção. “Porém, isso depende dos incentivos à cultura empresarial da instrumentação. Essa é uma tarefa de quem quer fazer as coisas direito e também da ajuda das revistas especializadas, que levam a verdadeira informação ao mercado. O grupo da ITG já produziu instrumentos de precisão no Brasil, mas não houve continuidade justamente por causa da contingência do mercado. Não havia muitos interessados por falta de cultura empresarial da instrumentação.”

Sandra, da Ciba, admite que, na maioria das vezes, o empecilho para o fabricante de tinta adquirir equipamentos de colorimetria é o custo, mas ressalta que os preços dos sistemas colorimétricos computadorizados diminuíram nos últimos dez anos, o que tornou tal investimento acessível a todos. “Pode-se dizer que a completa adequação a este tipo de controle é questão de necessidade e não pode mais ser visto como um investimento supérfluo, que pode ser constantemente adiado”, avisa.

Quanto aos equipamentos básicos, para se ter a colorimetria em uma empresa de tintas, Francisco, da T&M, aconselha: “Sugiro, para cores sólidas, um espectrofotômetro portátil, que pode ter o seu preço final (importação direta pelo cliente) estimado de US$ 10,5 mil  a US$ 36,1 mil. Quanto ao software de formulação, o mais simples custa US$ 2,2 mil; já correção e controle de qualidade sai por US$ 18,8 mil, incluindo treinamento. Os produtos da nossa representada Konica Minolta aumentaram muito a sua participação no mercado, devido às suas especificações técnicas, suporte local e pela excelente relação custo-benefício. Também existem facilidades para a aquisição dos equipamentos e softwares, com possibilidade de parcelamento e financiamento, que poderão tornar mais suave o desembolso para esse excelente investimento.”

Para Storel, da Byk-Gardner, o custo ainda é um fator importante para esse tipo de investimento. “Programas de financiamento e facilidades de pagamento são as opções mais comuns oferecidas, mas ultimamente muitos clientes têm aproveitado linhas do BNDES para pequenas e médias indústrias para aquisição dos produtos. Todos espectrofotômetros de colorimetria comumente utilizados no mercado de tintas são importados, aumentando muito o investimento final do cliente. É abusivo o volume de impostos pagos sobre um produto que visa melhoria da qualidade do produto do fabricante, especialmente o nacional.”

O gerente de produto da Braseq ressalta que uma indústria de tintas tem, necessariamente, que possuir em seu laboratório um espectrofotômetro (controle colorimétrico), um viscosímetro (viscosidade) e um medidor de brilho. “Em alguns casos, a adequação dos fabricantes de tintas ao processo de colorimetria ainda esbarra na questão do custo. Porém, com a constante queda do dólar e a diversidade instrumental, os equipamentos estão se tornando cada vez mais acessíveis aos clientes.”

Wagner Vitalis, gerente de vendas da Altmann, também concorda que com a baixa do dólar o custo deixou de ser um grande problema. “Para empresas de pequeno porte oferecemos condições especiais para que possam também se tornar competitiva no mercado, adquirindo equipamentos de colorimetria. Esse é um mercado que vem crescendo muito e abrangendo novas áreas. Com esse crescimento a tendência é que em breve teremos equipamentos com custos menores, dando oportunidade a todas as empresas de entrarem com  essa tecnologia.”

Tecnologias e serviços
Atualmente os fabricantes de tintas podem escolher a melhor tecnologia de colorimetria para sua empresa, desde equipamentos mais simples e com custo menor até mesmo os mais sofisticados, para indústrias de grande porte. É o caso da Datacolor, que possui sistemas de diferentes capacidades dependendo somente da necessidade de cada cliente. “Temos equipamentos que satisfazem quanto ao controle de qualidade de cores e até mesmo um sistema para formulação e correção para tintas metálicas, sempre com novidades para o mercado. Quaisquer que sejam as necessidades de controle de cor que a indústria enfrenta, como avaliação de recebimento de matérias-primas, controle de processo, controle do produto acabado ou um sistema completo para desenvolvimento e correção de cores, a Datacolor possui sistemas que atendem todas essas necessidades, possibilitando um rápido retorno de investimentos e aumentando a vantagem competitiva da indústria no mercado”, garante Fatarelli, acrescentando que sempre conversa com o cliente sobre suas necessidades, podendo, assim, oferecer o melhor equipamento com o menor custo possível.

Na visão de Storel, da Byk-Gardner, a mais nova tecnologia dessa empresa refere-se aos LEDs, que têm altíssima performance e com custo muito baixo, além de garantia de 10 anos do sistema de iluminação. “As tecnologias base tungstênio e arco de xenônio têm alguns problemas que obrigam o usuário a ter cuidados constantes com a operação do espectro. Outro destaque são os nossos serviços, ou seja, todos os profissionais da Byk-Gardner são treinados e capacitados a orientar nossos clientes, desde a especificação do produto adequado até a instalação, treinamento e suporte técnico pós-venda”.

A T&M possui serviço de orientação por intermédio de consultores com larga experiência no ramo de tintas, definindo o equipamento e o software, bem como acessórios que melhor venham atender à aplicação específica do cliente. “A falta de um sistema colorimétrico adequado resulta na perda da formulação e no controle de qualidade. É comum dizer que a colorimetria, quando bem aplicada, melhora substancialmente os resultados, ou seja, um pequeno investimento que propicia bons resultados”, assegura Francisco.

Para Moritz, da Braseq, existe uma vasta biblioteca referente a métodos e normas utilizadas para esse controle. “Disponibilizamos esse suporte aos nossos clientes e também auxílio no desenvolvimento dos métodos de análise. A Braseq  representa empresas de ponta, com equipamentos reconhecidos mundialmente. Nossa preocupação é atender nossos clientes não só no momento da venda dos instrumentos, mas também no pós-venda, para que os mesmos nunca fiquem desamparados e que possam utilizar seus equipamentos em perfeitas condições. Nossa empresa também propõe constantemente aos clientes cursos e treinamentos específicos para a área de colorimetria ministrados no próprio cliente ou em simpósios previamente agendados.”

A account manager da Ciba destaca o software de formulação de cores Ciba Colibri ColorManager, que possui a matemática Multi-Fluxo (6 e 16 fluxos), o que permite a formulação de cores sólidas, não somente opacas, mas as translúcidas e transparentes também. “O nosso software é o único disponível para a venda no mercado que formula cores metálicas e peroladas”, garante. Além disso, o software pode ser conectado aos softwares ColorViz Indigo e ColorViz Mosaic, possibilitando que a informação da cor desenvolvida virtualmente seja transferida ao Ciba Colibri, o que reduz o tempo necessário para a elaboração de um protótipo físico na cor desejada (mock-up), de semanas para horas.

Tauszig, da Emite, acredita que a microeletrônica e os softwares embutidos são as maiores evoluções no campo da colorimetria, já que nos princípios de funcionamento não houve alterações muito significativas nos últimos anos. “A novidade são os visores mais amplos e coloridos e uma plena comunicação com computadores e softwares cada vez mais poderosos e até portáteis”. Já em serviços, a Emite, com experiência superior a 15 anos no mercado de tintas e de instrumental para medições, sempre procura oferecer orientação e suporte aos seus clientes. “A empresa também pode oferecer, além dos instrumentos adequados, treinamentos in-house e outros serviços de orientação, tudo sob medida.”

A Altmann realiza periodicamente seminários com a preocupação de mostrar ao mercado novos avanços dessa área. “Hoje, os maiores avanços se referem os softwares de formulação de cores, tornando seu uso mais amigável”, revela Vitalis.
Para Bon, da ITG, a tecnologia da informação, também conhecida como informática, não é novidade, “mas está se tornando indispensável em inúmeros aspectos da vida, e não será diferente na colorimetria”. Ele também enfatiza a importância da divulgação do sistema colorimétrico. “Oferecemos cursos e seminários com foco prático no controle de qualidade de cor e nas ferramentas de formulação, além do laboratório de colorimetria ITG/Senai/Ihara, instalado na Escola Senai Theobaldo de Nigris, em São Paulo, que dispõe de vários equipamentos doados pela ITG e pelas suas representadas com o objetivo de disseminar a cultura do uso de instrumentos para o controle e formulação de cores.”

A Coralis, distribuidora autorizada da X-Rite para o Brasil, possui espectrofotômetros sem contato com a amostra para controle de qualidade e formulação de tintas na condição úmida e que podem ser utilizados em linhas de produção. “Também temos robôs de medição automática de pinturas metálicas, sem contato com a amostra e softwares de formulação e controle de qualidade de cores pela internet, onde uma grande corporação pode gerenciar seus padrões de cor em nível internacional. Além disso, possuímos treinamentos regulares para orientação na utilização da tecnologia, com todos os espectrofotômetros existentes no mercado”, destaca Gargalaca.

 
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