Ramo
da física responsável pela especificação
objetiva e quantitativa de cores, a colorimetria é fundamental
para o controle preciso da diferença da cor entre
lotes e padrões, poder de cobertura, metamerismo,
solidez à luz, além de possibilitar a agilização
do processo de formulação e correção
de cores, auxiliando na obtenção da fórmula
ideal para atender diversos requisitos, como preço
e metamerismo.
Já os sistemas de colorimetria são
uma combinação
de software e espectrofotômetro de alta resolução de leitura,
que atendem a todas as necessidades para o exato controle da qualidade das
cores.
Esses
sistemas permitem ainda provas analíticas e gráficas
para avaliação de lotes e matérias-primas
de acordo com tolerância
especificada pelo próprio usuário para cada
padrão de cor,
que poderá ser armazenado em diversos tipos de arquivos,
saindo da análise visual
e subjetiva para uma análise matemática e objetiva.
Para formulação
e correção de receitas podem ser montados diversos
tipos de sistemas que permitem formular e corrigir, além, é claro,
de ter controle absoluto da qualidade.
Quaisquer
que sejam as necessidades de controle de cor que a indústria
enfrente, como avaliação, recebimento de matérias-primas,
controle de processo ou controle do produto acabado, a colorimetria
poderá atender
a todas as necessidades existentes e ainda proporcionar um
rápido retorno
do que foi investido, aumentando assim a vantagem competitiva
da indústria
no mercado.
A
colorimetria é extremamente importante
quando o objetivo é melhorar
e manter a qualidade da cor da tinta. As tintas, cuja finalidade é dar
cor a objetos e ambientes, devem possuir qualidade de modo
que ofereçam
uniformidade e durabilidade. A ausência desses recursos
e, sobretudo, das medições, torna muito mais
difícil a manutenção
da qualidade da cor. Portanto, um laboratório instrumentalizado é necessário
para obtenção de uma tinta de ótima
qualidade.
Porém,
os fabricantes de tintas precisam ficar muito atentos na
hora de adquirir os equipamentos de colorimetria. A participação
em cursos e seminários é extremamente importante,
pois conduz a empresa na escolha dos equipamentos mais
adequados, inclusive até impede, por exemplo,
que o fabricante compre equipamentos com especificações
que excedam sua necessidade, resultando em um investimento
muito maior do que deveria.
Outro
ponto crucial é a
utilização correta dos equipamentos,
como colorímetros e espectrofotômetros, que
exigem uma perfeita instalação e treinamento.
Enfim, equipamentos e materiais mal especificados ou operados
de maneira errada podem gerar resultados negativos e, conseqüentemente,
problemas na qualidade final do produto.
Também vale
a pena ter em mente que o segredo de uma boa performance
com o software de formulação é a precisão
do banco de dados, conforme explica Sandra Cilento, account
manager Color Services Latin América da Ciba Especialidades
Químicas. “Geralmente as empresas
investem em um software de formulação, mas
não têm
tempo nem pessoas disponíveis para preparar uma grande
quantidade de amostras para criação do banco
de dados. Muitas vezes visito empresas que têm o software
de formulação há muitos anos, mas só o
usam para controle de qualidade”, diz, completando
que, para sanar tal deficiência, a Ciba disponibiliza
o Ciba Color Services, que possui laboratório
e equipe capacitada para prestar esse tipo de serviço,
auxiliando o cliente “no
que for preciso para colocar o banco de dados em prática.”
Importância
da colorimetria
Cada vez mais o mercado de tintas reconhece a importância
da colorimetria e, por isso, existe um constante aumento
da procura por equipamento e adequados recursos de hardware
e software. “Os fabricantes de tintas, hoje, já estão
bem mais sensibilizados por essa matéria e sentem
que a colorimetria tem um papel importante na evolução
de seus produtos e é determinante nas disputas de
mercado. A redução de custos para se ter ferramental
em colorimetria também tem colaborado na viabilização
desses controles em empresas menores, mas, evidentemente,
ainda não se tem uma popularização total.
E, infelizmente, existem também exemplos onde, mesmo
se dispondo de instrumental, o usuário ainda não
tem a capacitação para o uso conveniente e
eficiente dessas ferramentas”, relata László Tauszig,
diretor da Emite.
Esse
controle é amplamente divulgado
e existem consultores preparados para a especificação
instrumental. No caso da Braseq, a equipe é treinada
diretamente no fabricante para prestar esse serviço. “A
indústria de tintas vem se conscientizando da necessidade
do uso de equipamentos para o eficaz controle de qualidade
e processos industriais, uma vez que, ao utilizar os mesmos,
elimina totalmente o erro por interpretação
humana”, declara Alexandre Ribeiro Moritz, gerente
de produtos da Braseq.
Para
Pedro Gargalaca Filho, diretor da Coralis, todos têm
conhecimento sobre a colorimetria, porém ainda acham
que o equipamento é caro, pois em vez de calcularem
e concentrarem a avaliação no valor do produto,
eles visualizam apenas o custo. “O espectrofotômetro
pode trazer muitos benefícios e o retorno sobre o
investimento é muito rápido. O nível
de conscientização dos fabricantes de tintas
tem aumentado muito. Principalmente para que haja competitividade
das empresas em nível nacional e internacional é necessária
essa padronização”.
Na
visão de
Ary Luiz Bon, técnico em colorimetria
da ITG, se o público usuário se informasse
sobre o que já existe há muitos anos para medição
da cor, talvez houvesse um contingente menor de fabricantes
de tintas. “Se os departamentos de marketing dos fabricantes
de tintas que são instrumentados percebessem a implicação
dessa minha observação, os instrumentos passariam
a funcionar como ferramentas de vendas e teríamos
um círculo virtuoso de fidelização e
ampliação de mercado para essas empresas. Os
fabricantes de tintas não têm que se adequar à ciência,
e sim abraçar o conhecimento e usar essa tecnologia
para ganhar mais dinheiro, produzindo com muito mais qualidade.”
Sandra,
da Ciba, concorda com Bon. Segundo ela, embora a maioria
dos fabricantes de grande, médio e pequeno
portes reconheçam a importância dos sistemas
de colorimetria, “infelizmente, alguns ainda não
perceberam ou, então, acham que é um alto investimento
para a empresa, não calculando a economia obtida com
a redução no tempo de formulação
e com gasto desnecessário com matéria-prima.”
Marco
Storel, diretor de vendas para a América Latina
da Byk-Gardner, acredita que o mercado de tintas evoluiu
bastante, mas muitos ainda fazem o investimento porque seu
concorrente mais direto também já fez. “Os
fabricantes de equipamentos e alguns consultores realmente
capacitados têm sido a maior fonte de consulta dos
fabricantes para especificação adequada do
que é necessário para cada aplicação
individual. A adequação dos fabricantes de
tintas a essa ciência cresceu muito nos últimos
anos, mas ainda deixa a desejar, principalmente no que diz
respeito à formação e qualificação
dos profissionais. Comprar um espectrofotômetro é fácil,
difícil é ter um bom colorista que saiba operar corretamente
o instrumento e o software, seja de CQ, seja de formulação
e desenvolvimento de cores”, alerta.
Luiz
Fatarelli, diretor de vendas da Colorz, afirma que a maioria
das empresas conhece e sabe o que significa a colorimetria
e a importância
dos equipamentos, porém, infelizmente,
ainda há os que não acreditam na sua eficácia. “Em
1980 participei da instalação do meu primeiro
equipamento de espectrofotometria no Brasil; era, talvez,
o terceiro ou quarto instalado. Na época, acredito
que a Tintas Coral tenha sido a única empresa a possuir
um equipamento de colorimetria para aplicação
de tintas. Isso foi uma referência para nós
naquele tempo. Hoje, não sei como estão esses
números; calculo em torno de 300 equipamentos em laboratório
de pesquisa e desenvolvimento e de controle de qualidade.”
A
T&M atende constantemente novos clientes em busca da
implantação da colorimetria nas suas atividades
produtivas e de controle de qualidade. “Esse recurso é de
fácil localização para empresas
produtoras de tintas em função do custo atual
de um sistema de colorimetria, além das exigências
de mercado. Por isso, cresce o número de empresas
que aderem a essa tecnologia”, testemunha Antonio Francisco,
diretor técnico comercial da T&M.
Equipamentos x Custos
Para uma indústria que tem análise de seus
produtos diretamente pela “cor”, o julgamento
subjetivo não é mais suficiente para assegurar
a sua qualidade. Faze-se necessário dispor de um laboratório
com no mínimo um sistema de colorimetria, por meio
do qual o fabricante poderá: garantir a qualidade
total dos produtos; avaliar e aprovar rapidamente matérias-primas
para utilização em produção;
estabelecer tolerâncias de cor e índices de
brancura e amarelamento confiáveis para boa aceitação
dos clientes; controlar o processo de fabricação
de todos os produtos; especificar as cores numericamente
entre clientes e fornecedores; e documentar o desempenho
dos produtos diante dos clientes, atendendo as normas ISO.
Uma
das principais dificuldades do mercado é a obtenção
dos equipamentos, que em sua maioria são importados,
chegando a custar no Brasil até mais que o dobro do
seu valor original. “Esse é o grande problema.
Apesar de os equipamentos de hoje estarem mais baratos, a
cada ano o custo parece ser mais alto. Além disso,
como a maioria é de origem estrangeira, a importação
acaba ficando muito cara: são muitos impostos e encargos,
ou seja, o equipamento chega ao Brasil mais ou menos 70%
a mais do preço original. Infelizmente, não
se tem muito que fazer e também não vejo solução
imediata; o governo é cruel nesse sentido”,
desabafa Fatarelli, da Colorz, acrescentando que os sistemas
podem custar de US$ 5 mil a US$ 25 mil, dependendo da combinação
de software e instrumentos de espectrofotometria.
Para
Tauszig, da Emite, entre os equipamentos básicos
para uma empresa preocupada com uma maior precisão
em cores incluem-se desde as cabines de comparação
de cores, passando por colorímetros mais simples e
econômicos, até espectrofotômetros portáteis
ou de mesa, e softwares de controle de qualidade e de formulação. “Os
investimentos podem variar de poucos milhares de reais até algumas
dezenas de milhares de reais. Os custos representam um fator
limitante importante para uma empresa dispor de todas as
facilidades para colorimetria. Evidentemente, o correto dimensionamento
do laboratório de colorimetria oferecerá retornos
aos investimentos, que serão positivos em médio
prazo. Nossa empresa oferece uma gama de instrumentos e softwares
aos clientes, permitindo que conjuntamente se possa dimensionar
os requisitos e o investimento otimizado, graças à variedade
de produtos”, explica.
Tauszig
ainda comenta que o mercado brasileiro dispõe
de cabines de comparação de cor, mas não
existem condições favoráveis (de viabilidade
econômica) para produção local de espectrofotômetro,
ou mesmo de colorímetros mais simples, para colorimetria
de reflexão (amostras opacas). “Infelizmente,
os impostos e tributos, como para qualquer material
no Brasil, ainda oneram significativamente os custos para
produtos importados. O problema é que se tem uma constelação
de taxas, impostos e tributos aplicados até mesmo
de modo distorcido, o que às vezes é difícil
explicar para um estrangeiro.”
Para
Gargalaca, da Coralis, para iniciar um controle de qualidade
das tintas, o investimento é muito
menor do que há algum
tempo. “Hoje possuímos espectrofotômetros
já com softwares de controle de qualidade por R$ 15
mil. Esse equipamento pode trazer muitos benefícios
para os fabricantes; inclusive, possuímos várias
metodologias para auxílio no reconhecimento dos benefícios
que a ferramenta pode trazer, além de financiamentos
em até 12 vezes com juros bastante atrativos em relação
ao mercado.”
Sandra,
da Ciba, afirma que o necessário
para uma indústria de tintas é um sistema composto
por um espectofotômetro (portátil ou de mesa)
e softwares de controle de qualidade e formulação/correção
de cores. Ela lembra que não existem fabricantes nacionais,
mas que os softwares para colorimetria oferecidos pela Ciba,
além de serem compatíveis com cerca de 40 modelos
de espectofotômetros existentes no mercado, já estão
internalizados, o que evita “o desgastante trabalho
na fase de importação.”
Tecnologia é ferramenta
Bon, da ITG, explica que, atualmente, uma fabricante de tintas
tem que ter um sistema de controle de qualidade de cor
instalado em um computador PC, com espectrofotômetro
e um banco de dados referente aos produtos que faz, às
matérias-primas que usa e, se houver, produtos intermediários
internos. “Esse sistema custa a partir de R$ 20 mil.
Para produções grandes ou grande quantidade
de cores a formular por demanda, um sistema integrado de
software de formulação será muito útil,
com preço a partir de R$ 40 mil.”
O
técnico
em colorimetria da ITG acrescenta ainda que os fabricantes
de tintas não têm que se
adequar à tecnologia, pois a tecnologia é a
ferramenta. “O fabricante que não investe em
instrumentos não faz isso pelo custo, mas por
falta de informação, porque não
percebe que está perdendo dinheiro a cada não
conformidade e tempo gasto na rotina de aprovação
de lotes. Também existem fabricantes que apostam na
ignorância do usuário e na venda pelo menor
preço, mas essas empresas fecham as portas em pouco
tempo. Quanto ao custo de instrumentos, seria ótimo
se existisse baixo custo na loja da esquina. Infelizmente,
instrumentos de precisão não são produzidos
na mesma escala dos eletrodomésticos e, por isso,
a redução dos preços no mercado demora
para acontecer. Comercialmente falando, seria ótimo
se pudéssemos trabalhar pelo amor à arte, mas
essa não é a realidade.”
Na
opinião
de Bon, da ITG, os preços dos instrumentos
só vão cair se muitas empresas passarem a comprar,
aumentando a produção. “Porém,
isso depende dos incentivos à cultura empresarial
da instrumentação. Essa é uma tarefa
de quem quer fazer as coisas direito e também da ajuda
das revistas especializadas, que levam a verdadeira informação
ao mercado. O grupo da ITG já produziu instrumentos
de precisão no Brasil, mas não houve continuidade
justamente por causa da contingência do mercado. Não
havia muitos interessados por falta de cultura empresarial
da instrumentação.”
Sandra,
da Ciba, admite que, na maioria das vezes, o empecilho
para o fabricante de tinta adquirir equipamentos de colorimetria é o
custo, mas ressalta que os preços dos sistemas colorimétricos
computadorizados diminuíram nos últimos dez
anos, o que tornou tal investimento acessível a todos. “Pode-se
dizer que a completa adequação a este tipo
de controle é questão de necessidade e não
pode mais ser visto como um investimento supérfluo,
que pode ser constantemente adiado”, avisa.
Quanto
aos equipamentos básicos, para se ter a colorimetria
em uma empresa de tintas, Francisco, da T&M, aconselha: “Sugiro,
para cores sólidas, um espectrofotômetro portátil,
que pode ter o seu preço final (importação
direta pelo cliente) estimado de US$ 10,5 mil a US$
36,1 mil. Quanto ao software de formulação,
o mais simples custa US$ 2,2 mil; já correção
e controle de qualidade sai por US$ 18,8 mil, incluindo treinamento. Os
produtos da nossa representada Konica Minolta aumentaram
muito a sua participação no mercado, devido às
suas especificações técnicas, suporte
local e pela excelente relação custo-benefício.
Também
existem facilidades para a aquisição
dos equipamentos e softwares, com possibilidade de parcelamento
e financiamento, que poderão tornar mais suave
o desembolso para esse excelente investimento.”
Para
Storel, da Byk-Gardner, o custo ainda é um fator
importante para esse tipo de investimento. “Programas
de financiamento e facilidades de pagamento são as
opções mais comuns oferecidas, mas ultimamente muitos
clientes têm aproveitado linhas do BNDES para pequenas
e médias indústrias para aquisição
dos produtos. Todos espectrofotômetros de
colorimetria comumente utilizados no mercado de tintas são
importados, aumentando muito o investimento final do cliente. É abusivo
o volume de impostos pagos sobre um produto que visa
melhoria da qualidade do produto do fabricante, especialmente
o nacional.”
O
gerente de produto da Braseq ressalta que uma indústria
de tintas tem, necessariamente, que possuir em seu laboratório
um espectrofotômetro (controle colorimétrico),
um viscosímetro (viscosidade) e um medidor de brilho. “Em
alguns casos, a adequação dos fabricantes de
tintas ao processo de colorimetria ainda esbarra na questão
do custo. Porém, com a constante queda do dólar
e a diversidade instrumental, os equipamentos estão
se tornando cada vez mais acessíveis aos clientes.”
Wagner
Vitalis, gerente de vendas da Altmann, também
concorda que com a baixa do dólar o custo deixou de
ser um grande problema. “Para empresas de pequeno porte
oferecemos condições especiais para que possam
também se tornar competitiva no mercado, adquirindo
equipamentos de colorimetria. Esse é um mercado que
vem crescendo muito e abrangendo novas áreas. Com
esse crescimento a tendência é que em breve
teremos equipamentos com custos menores, dando oportunidade
a todas as empresas de entrarem com essa tecnologia.”
Tecnologias
e serviços
Atualmente os fabricantes de tintas podem escolher a melhor
tecnologia de colorimetria para sua empresa, desde equipamentos
mais simples e com custo menor até mesmo os mais
sofisticados, para indústrias de grande porte. É o
caso da Datacolor, que possui sistemas de diferentes capacidades
dependendo somente da necessidade de cada cliente. “Temos
equipamentos que satisfazem quanto ao controle de qualidade
de cores e até mesmo um sistema para formulação
e correção para tintas metálicas,
sempre com novidades para o mercado. Quaisquer que sejam
as necessidades de controle de cor que a indústria
enfrenta, como avaliação de recebimento de
matérias-primas, controle de processo, controle
do produto acabado ou um sistema completo para desenvolvimento
e correção de cores, a Datacolor possui sistemas
que atendem todas essas necessidades, possibilitando um
rápido retorno de investimentos e aumentando a vantagem
competitiva da indústria no mercado”, garante
Fatarelli, acrescentando que sempre conversa com o cliente
sobre suas necessidades, podendo, assim, oferecer o melhor
equipamento com o menor custo possível.
Na
visão
de Storel, da Byk-Gardner, a mais nova tecnologia dessa
empresa refere-se aos LEDs, que têm altíssima
performance e com custo muito baixo, além de garantia
de 10 anos do sistema de iluminação. “As
tecnologias base tungstênio e arco de xenônio
têm alguns problemas que obrigam o usuário a
ter cuidados constantes com a operação do espectro.
Outro destaque são os nossos serviços, ou seja,
todos os profissionais da Byk-Gardner são treinados
e capacitados a orientar nossos clientes, desde a especificação
do produto adequado até a instalação,
treinamento e suporte técnico pós-venda”.
A
T&M possui serviço de orientação por
intermédio de consultores com larga experiência
no ramo de tintas, definindo o equipamento e o software,
bem como acessórios que melhor venham atender à aplicação
específica do cliente. “A falta de um sistema
colorimétrico adequado resulta na perda da formulação
e no controle de qualidade. É comum dizer que a colorimetria,
quando bem aplicada, melhora substancialmente os resultados,
ou seja, um pequeno investimento que propicia bons resultados”,
assegura Francisco.
Para
Moritz, da Braseq, existe uma vasta biblioteca referente
a métodos e normas utilizadas
para esse controle. “Disponibilizamos
esse suporte aos nossos clientes e também auxílio
no desenvolvimento dos métodos de análise.
A Braseq representa empresas de ponta, com equipamentos
reconhecidos mundialmente. Nossa preocupação é atender
nossos clientes não só no momento da venda
dos instrumentos, mas também no pós-venda,
para que os mesmos nunca fiquem desamparados e que possam
utilizar seus equipamentos em perfeitas condições.
Nossa empresa também propõe constantemente
aos clientes cursos e treinamentos específicos para
a área de colorimetria ministrados no próprio
cliente ou em simpósios previamente agendados.”
A
account manager da Ciba destaca o software de formulação
de cores Ciba Colibri ColorManager, que possui a matemática
Multi-Fluxo (6 e 16 fluxos), o que permite a formulação
de cores sólidas, não somente opacas, mas as
translúcidas e transparentes também. “O
nosso software é o único disponível
para a venda no mercado que formula cores metálicas
e peroladas”, garante. Além disso, o software
pode ser conectado aos softwares ColorViz Indigo e ColorViz
Mosaic, possibilitando que a informação da
cor desenvolvida virtualmente seja transferida ao Ciba Colibri,
o que reduz o tempo necessário para a elaboração
de um protótipo físico na cor desejada (mock-up),
de semanas para horas.
Tauszig,
da Emite, acredita que a microeletrônica
e os softwares embutidos são as maiores evoluções
no campo da colorimetria, já que nos princípios
de funcionamento não houve alterações
muito significativas nos últimos anos. “A novidade
são os visores mais amplos e coloridos e uma plena
comunicação com computadores e softwares cada
vez mais poderosos e até portáteis”.
Já em serviços, a Emite, com experiência
superior a 15 anos no mercado de tintas e de instrumental
para medições, sempre procura oferecer orientação
e suporte aos seus clientes. “A empresa também
pode oferecer, além dos instrumentos adequados, treinamentos
in-house e outros serviços de orientação,
tudo sob medida.”
A
Altmann realiza periodicamente seminários
com a preocupação de mostrar ao mercado novos
avanços
dessa área. “Hoje, os maiores avanços
se referem os softwares de formulação de cores,
tornando seu uso mais amigável”, revela Vitalis.
Para Bon, da ITG, a tecnologia da informação,
também conhecida como informática, não é novidade, “mas
está se tornando indispensável em inúmeros
aspectos da vida, e não será diferente na
colorimetria”. Ele também enfatiza a importância
da divulgação do sistema colorimétrico. “Oferecemos
cursos e seminários com foco prático no controle
de qualidade de cor e nas ferramentas de formulação,
além do laboratório de colorimetria ITG/Senai/Ihara,
instalado na Escola Senai Theobaldo de Nigris, em São
Paulo, que dispõe de vários equipamentos doados
pela ITG e pelas suas representadas com o objetivo de
disseminar a cultura do uso de instrumentos para o controle
e formulação de cores.”
A
Coralis, distribuidora autorizada da X-Rite para o Brasil,
possui espectrofotômetros sem contato com a amostra
para controle de qualidade e formulação de
tintas na condição úmida e que podem
ser utilizados em linhas de produção. “Também
temos robôs de medição automática
de pinturas metálicas, sem contato com a amostra e
softwares de formulação e controle de qualidade
de cores pela internet, onde uma grande corporação
pode gerenciar seus padrões de cor em nível
internacional. Além
disso, possuímos treinamentos regulares para orientação
na utilização da tecnologia, com todos os espectrofotômetros
existentes no mercado”, destaca Gargalaca. |