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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 110 - Pigmentos Orgânicos
 
Competitividade acirrada
 

Nos últimos 20 anos, o mercado de pigmentos orgânicos rendeu-se à globalização, passando por diversas fusões (como também fechamentos de grandes empresas). Migrou para os fornecedores de insumos do Oriente e Ásia e alguns fizeram parcerias com novos fabricantes para os quais transferiram tecnologias e know-how . Além disso, foram montadas também grandes fábricas na Índia, Coréia e China.

 
Marcos Mila
 

Com a centralização de produção nesses novos locais, houve um estrondoso ganho de capacitação e conseqüente agigantamento da escala de produção. Resultado disso foi a enorme queda dos níveis de preços pela oferta. Num primeiro instante, os preços do petróleo, não tão voláteis, e também políticas ambientais permissivas nestes novos blocos permitiram que houvesse uma invasão de pigmentos no mundo e no Brasil. Aqui, nesse estágio, a qualidade / performance dos pigmentos começou a ser melhor filtrada. O cenário agora obriga esses novos produtores a incluírem melhorias nos controles ambientais e o repasse dos custos de um petróleo que dobrou de preço, quando também o mercado passa a melhor avaliar os bons fornecedores.

O Brasil, sem dúvida alguma, é um dos melhores produtores de tintas do mundo. Aqui se fazem as tintas que os países desenvolvidos produzem com um custo bastante reduzido. Para isso, contamos também com uma capacitação profissional que permite comparações e reconhecimento. É neste espaço que o setor de tintas brasileiro tem desenvolvido duas vertentes que se completam: redução de custos com lançamentos de produtos limpos. Assim, é justificada a ampliação de uso das tintas de cura UV, tintas eletrostáticas, tintas emulsionadas e tintas hidrossolúveis, todas que contribuem com a substituição de solventes, proporcionando ainda um ambiente mais agradável onde a pintura é aplicada. “Naturalmente, os pigmentos orgânicos têm acompanhado esses desenvolvimentos, buscando as modificações necessárias, visto que aqui se exige do pigmento uma pluralidade de eficiência para sistemas aquosos solventes ou híbridos”, avalia o diretor técnico da Chemipol, Mohamed Nabil Mouallem.

Nas tintas industriais, analisa Mouallem, existe uma grade bem definida, tanto pelo produtor como pelo consumidor, quanto às exigências da qualidade/performance inseridas no custo da tinta, estabelecendo-se um nível de garantia da tinta e do pigmento. Já nas tintas imobiliárias residem dois sérios problemas: primeiro é que nem sempre está claro para o consumidor que nível de garantia ele está adquirindo ao aplicar uma tinta que poderá “durar” de seis meses a três anos quanto à proteção, durabilidade do revestimento e resistência da cor; segundo é que ao se desenvolverem as tintas imobiliárias aquosas no Brasil, as mesmas trouxeram da Europa/EUA os seus padrõess de cores e conseqüentes pigmentos orgânicos. “Ocorre que alguns desses pigmentos oferecem uma média/alta performance em se tratando de exposição em países do Hemisfério Norte, onde a exposição à carga de UV pode chegar a até um terço da do Brasil.  Isso está acarretando um transtorno, principalmente nas cores das máquinas de tingimento, onde nas milhares de tonalidades sugeridas podem estar cores de alto desbotamento e que começam a ser retiradas dos catálogos. Porém, isso não basta, pois certos pigmentos orgânicos, como amarelos (limão, médio, ouro), laranjas, vermelhos e carmim, devem urgentemente ser substituídos por pigmentos orgânicos de melhor solidez a intempéries, mesmo que venham a encarecer as tintas”, alerta o diretor da Chemipol. 

Produção
A forte migração da produção de pigmentos em geral, e de pigmentos orgânicos em especial, para a região da Ásia resultou em forte pressão por redução de custos. Para se ter uma idéia dessa mudança, em 1990, Europa, Estados Unidos e Japão eram responsáveis por 80% da produção mundial de pigmentos. Porém, estima-se que 80% dessa produção será transferida para a Ásia até o ano de 2010.

Para Harry Heise, diretor da Foscher, o mercado brasileiro, num primeiro momento, também sofreu e se beneficiou dessa tendência. “Novos fornecedores, por intermédio de distribuidores ou representantes, passaram a oferecer alternativas mais econômicas, obrigando os fornecedores tradicionais a novas estratégias, ocasionando fechamento de unidades produtivas, remanejamento de linhas de produtos, principalmente buscando uma escala de produção para retomar a competitividade perdida. Posteriormente, com uma maior exigência por parte do segmento de vernizes e tintas para assuntos de qualidade, meio ambiente, logística e assistência técnica, uma nova acomodação foi necessária, verificando-se um resgate do mercado por parte de empresas que apostaram na qualidade, tecnologia e preocupação ambiental”.

A Heubach, parceira da Forscher no mercado de pigmentos orgânicos, reconheceu desde os primeiros sinais essas tendências e iniciou suas atividades na Índia já em 1994. No ano de 1995, a primeira fábrica da empresa, de ftalocianinas verdes, entrou em funcionamento, seguida pela produção de ftalocianinas azuis em 1999 e, em 2002, pelas unidades de azul indantrona e ftalocianina verde bromado. No ano passado, foi finalizada a terceira unidade, voltada para a produção de pigmentos de alta performance. “A preocupação constante com inovação, meio ambiente e constância de qualidade foi transferida para as produções da Índia. Dessa forma, a Forscher está apta a oferecer ao mercado de tintas produtos de alta qualidade fabricados com tecnologia alemã e com preços competitivos”, garante Heise.

Outra empresa que tem crescido no mercado brasileiro com representação e distribuição de fabricantes chineses e indianos é a Transcor. A empresa atua no segmento de pigmentos desde a sua fundação, em 1994, e, ano a ano, tem consolidado e aumentado o seu market share, segundo seu diretor, Roque Guimarães Antunes. “Isso pode ser comprovado pelos prêmios recebidos da Revista Paint & Pintura e sindicatos de tintas de São Paulo e Rio de Janeiro nos últimos anos. Muito nos ajudou também o grande conhecimento do mercado asiático (chinês, coreano, indiano) de fornecedores, onde o nome Transcor é muito bem conhecido e respeitado.”

Preocupada em melhorar continuamente o servico técnico-comercial, a Transcor terá, a partir de abril, um laboratório na China em parceria com a Hongda (empresa com sede na cidade de Ningbo) para avaliar e garantir mais ainda a qualidade, reprodutilidade e desenvolvimento de seus produtos. O passo seguinte, ainda neste ano, é a efetivação de joint-venture para a fabricação de dispersões aquosas, alquídicas e universais na China. A fabricação em solo chinês será destinada ao mercado chinês, europeu e americano.

Para abastecer o mercado nacional, a True Color fez parceria na China com a Trust Chem e, de acordo com seu diretor, André Cabral Martins, vem aos poucos entrando nesse mercado com produtos diferenciados pelo quesito qualidade. “Atualmente, o mercado nacional e internacional de pigmentos orgânicos se encontra saturado, repleto de fornecedores e tradings. Para alguns itens a oferta é muito grande, embora nem sempre oferta seja sinônimo de qualidade”, avalia. Ele entende que o mercado está estável, com ligeiro crescimento por existirem ainda algumas empresas de repintura automotiva e de tintas de impressão substituindo amarelos de cromo e laranja de molibdato por pigmentos orgânicos.

A True Color, junto com a Trust Chem, vem trabalhando basicamente em duas melhorias significativas para os seus pigmentos: a maior facilidade de dispersão e a maior saturação da cor (cromaticidade). “Outro aspecto interessante, especialmente para tintas automotivas e de impressão, é nossa linha de pigmentos com brilho e transparência significativamente superiores aos padrões de mercado.”

Redução de custos
Os fabricantes e revendedores de pigmentos acham-se hoje entre uma pressão sistemática do cliente por redução de preços de venda e, por outro lado, aumentos reais nos custos da matéria-prima, energia e mão-de-obra. “A pressão sistemática  por redução de custo tem levado fornecedores e clientes a procurar continuamente fontes alternativas de pigmentos”, argumenta o gerente técnico-comercial da Colornet, Alexandre Castro Monteiro, que alerta: “Entretanto, a busca desenfreada por menores preços acaba atropelando critérios de qualidade importantes, que poderão resultar em problemas sérios ao cliente final.”

Para Monteiro, a falta de regularidade de lote para lote do pigmento e retrabalhos, se avaliados em conjunto, resultam em desperdício e não em economia. “A escolha indevida de um parceiro internacional adequado ou duvidoso no fornecimento de pigmentos tem ocasionado vários problemas em clientes, dependendo da aplicação desejada, resistências requeridas, especificações de cor e maior tempo de reposição. A transferência da produção de pigmentos para a Ásia é uma realidade inegável, porém o controle de qualidade, desenvolvimento de cores e o apoio de técnicos experimentados na indústria de tintas, tintas de impressão e plásticos são essenciais para a boa manutenção de serviço e qualidade.”

O gerente técnico-comercial da Colornet destaca que a empresa oferece cores com qualidade assegurada, desenvolvimento de cores a clientes e apoio técnico especializado. “Somos agentes e distribuidores exclusivos dos maiores fabricantes mundiais de uma completa linha de pigmentos orgânicos: a SunChemical Performance Pigments (em parceria com a GIII) e a Toyo/Francolor. Além da linha completa desses fornecedores, apresentamos uma linha de pigmentos asiáticos com excelente custo/benefício, com qualidade assegurada pelo laboratório Colornet.” 

Equilíbrio
Um mercado globalizado sofre de influências positivas e negativas, observa o diretor da Aurum, Eduardo Tedesco, que entende que a entrada dos produtos asiáticos no mercado mundial alterou significativamente os conceitos vigentes até poucos anos atrás e continua modificando alguns paradigmas tidos até então como imutáveis. “Talvez um dos mais importantes diga respeito ao monopólio tecnológico detido anteriormente por uns poucos grupos multinacionais, que hoje reconhecem que também existem bons produtos do outro lado do mundo. Isso é bom porque permite ao usuário final maior possibilidade de escolha e flexibilidade em suas negociações. Por outro lado, tais mudanças trazem também consigo um sentimento de que não há mais limites mínimos de preços e margens que garantam a sustentação do negócio daqueles que comercializam esses produtos.”

Eduardo Tedesco sustenta que, enquanto esses dois aspectos – maior possibilidade de escolha e sustentação de limites de preços –  não se encontrarem em equilíbrio, estará presente o risco de uma drástica redução da qualidade dos produtos e serviços disponibilizados ao mercado, assim como a volta dos ‘monopólios’ no fornecimento, pois muitas empresas acabarão por abandonar o negócio, dedicando-se à comercialização de outros produtos, por enquanto mais rentáveis. “Acredito que todos, produtores ou fornecedores de pigmentos orgânicos, esperamos que esse equilíbrio seja alcançado o mais breve possível.” 

Segurança e ambiente
Um aspecto importante a ser considerado é que a indústria de tintas está sendo cada vez mais pressionada pelos seus clientes por produtos que atendam às normas internacionais de segurança e ambiente, sem que as matérias-primas percam suas propriedades, como solidez a luz e resistência. Dessa forma, novas gerações de pigmentos orgânicos são cada vez mais procuradas para atender a tais exigências.

A Ciba Especialidades Químicas, por exemplo, investe constantemente na pesquisa para aperfeiçoar o desempenho dos pigmentos orgânicos, utilizando tecnologia de ponta e oferecendo ao mercado alternativas para substituição de metais críticos (chumbo, molibdênio etc.), assim como soluções combinadas, oferecendo aos clientes oportunidades para inovações e possibilidades para diferenciar, criar e aperfeiçoar gamas de produtos na área de tintas industriais, decorativas e automotivas.

Regulamentações e normas cada vez mais exigentes, vigentes principalmente nos mercados europeu e americano, levam à procura de opções para adequação às mesmas e, conseqüentemente, melhor penetração global. O projeto Reach (Registration, Evaluation, Authorisation and Restrictions of Chemicals), que será implantado brevemente na Europa, consiste em um controle mais rigoroso de substâncias químicas, harmonizando conceitos. Conseqüentemente, as limitações serão mais rígidas e seletivas. “A Ciba participa da elaboração desse projeto, assim como outras empresas globais, e está preparada para cumprir com os quesitos necessários”, lembra Sílvia Gouveia, customer technical services head da empresa.

Os pigmentos orgânicos desenvolvidos pela Ciba, conforme Sílvia, também cumprem com as tendências de cores, abrangendo todas as possibilidades colorimétricas, oferecendo também pigmentos mais saturados, que quando combinados com outros oferecem tonalidades mais limpas. Combinados também com pigmentos de efeito, promovem impactos diferentes, apresentando novas sensações visuais.

Além do aspecto visual, as propriedades de solidez e resistência são fatores importantes a serem considerados e a Ciba tem trabalhado com grande foco nesses aspectos. “Dependendo da aplicação, pigmentos específicos devem ser utilizados. Durabilidade, solidez à luz, resistência a intempéries, resistência química, transparência, opacidade etc., são fatores cada vez mais valorizados”, ressalta Sílvia.

O gerente de marketing e vendas de Pigmentos e Resinas Industriais da BASF, Adriano de Pádua Pinheiro, destaca que os pigmentos orgânicos são utilizados indistintamente em todos os segmentos no mercado de tintas e que existem fatores técnicos que muitas vezes demandam a utilização de pigmentos inorgânicos de alta performance, por razões diversas. Ele afirma que, no Brasil, existe ainda uma demanda relevante por cromatos e molibdatos de chumbo, cuja tendência é a redução significativa nos próximos anos, substituídos por pigmentos inorgânicos isentos de chumbo e também pelos pigmentos orgânicos.

A BASF atua no mercado global e nacional com portfólio completo de pigmentos orgânicos e também inorgânicos de alta performance, destacando-se como uma das maiores fabricantes do mundo em perilenos, indantronas, isoindolinas, quinoftalona, entre outros.

Em sua fábrica de Guaratinguetá são produzidas ftalocianinas de cobre, incluindo-se ftalocianinas Epsolon e isentas de metais, que representam o mais avançado nível de tecnologia nesse grupo de produtos. Adicionalmente, a recente aquisição da empresa Engelhard abre uma perspectiva ainda maior com relação ao portfólio de pigmentos de efeito e pigmentos orgânicos de média e alta performance para o mercado de tintas.

“O mercado de tintas é um dos maiores, senão o maior, onde existe demanda crescente para os pigmentos orgânicos, quaisquer que sejam os segmentos e nichos de mercado. A análise de custo/benefício influencia fortemente na tomada de decisão para a utilização de um ou outro produto”, entende Pinheiro.

O gerente nacional de vendas - Pigmentos e Especialidades Químicas - da Dynatech, Jonas José Chalita, concorda que as restrições a pigmentos à base de metais pesados ou com baixíssimos teores desses produtos, nos pigmentos orgânicos, estão cada vez maiores. “Não só quando exportamos, mas também no mercado interno. E isso levando-se em consideração outros segmentos de mercado, como tintas de impressão, plásticos, tintas industriais, couro etc.”

Sendo assim, frisa Chalita, o consumo desses produtos vem crescendo gradativamente, nem tanto pelo aumento de mercado, o que para os fornecedores seria muito melhor, mas principalmente em função da substituição dos pigmentos à base de metais pesados por pigmentos orgânicos que atendam a essa necessidade. Nos principais mercados produtores e consumidores, a presença em grandes volumes desses produtos já é uma realidade há muito tempo, diz o gerente da Dynatech, lembrando que muitas empresas multinacionais fecharam ou venderam suas fábricas onde produziam pigmentos à base de metais pesados.

“A Dynatech está preparada para atuar também nesse cenário, como já o vem fazendo há muito tempo. Nossas linhas de produtos abrangem pigmentos de alta e média performance, atendendo às necessidades técnicas e logísticas dos vários segmentos de mercados onde atuamos. Além da disponibilidade dos pigmentos sob a forma de pó, fabricamos também concentrados pigmentados compatíveis com diversos sistemas e substratos, tanto base água como solventes e universais”, informa.

Tecnologia
Em termos de tecnologia, Gerson de Almeida, do Departamento de Assistência Técnica da Clariant, ressalta que ela está ligada não só ao desempenho desse material no sentido da contribuição de cor que ele vai dar, que é o lado decorativo do pigmento, mas também, especialmente, ao desempenho quando em processo de transformação de uma matéria-prima em um produto acabado, que é a tinta. Esse desempenho se refere às possibilidades de economia que pode ser gerada em custos e processos. “Se um pigmento pode ser mais facilmente dispersado, automaticamente ele está economizando energia durante esse processo de dispersão, o que vai significar menores custos para o transformador da matéria-prima pigmento em produto acabado, que é a tinta”.

Dessa forma, explica Almeida, é possível utilizar o pigmento orgânico já transformado numa forma denominada preparação, que consiste de pígmentos orgânicos, alguns agentes aditivos (que causam a dispersão dos pigmentos) e solventes, que, no seu conjunto, transformam o pó original em uma pasta. Com isso, a redução de custo para o fabricante é de um terço do total.

“A Clariant, dentro do cenário mundial, é a empresa com o maior número de elementos químicos diferenciados, traduzidos por pigmentos orgânicos. Isso significa que ela tem a maior paleta de produtos existentes, sendo uma empresa da linha de frente dos produtores mundiais”, ressalta Almeida.

Estratégia
As dispersões de pigmentos são especialidade da Sintequímica, que representam um nicho dentro do negócio de pigmentos orgânicos. “É um negócio que vem crescendo já há alguns anos. As empresas de tintas, há muito, faziam suas próprias dispersões, seja por estratégia de verticalização ou por custos. Hoje em dia, a grande maioria das empresas não mais se interessa por fabricar esse tipo de produto porque, numa análise de outsourcing, essa linha não é o core business das indústrias de tintas. Se perde muito mais tempo dispersando um pigmento em moinhos do que fazendo sua própria tinta. As indústrias chegaram à conclusão que, focando seu negócio no que realmente é seu expertise, elas teriam muito mais ganhos, tanto em pesquisa quanto em desenvolvimento de seus produtos, do que fabricando produtos intermediários em suas linhas, que não traziam ganho algum para a empresa. Muito ao contrário, traziam custos”, explica o diretor comercial da Sintequímica, Marcelo Amaral Leite de Macedo, justificando que é necessário um parque industrial razoável para se dispersar pigmentos, com todo um custo de desenvolvimento, laboratório e equipamentos que pode ser eliminado ao se adquirir no mercado produtos com qualidade controlada e de empresas reconhecidamente qualificadas para lhes fornecer as dispersões. “É aí que a Sintequímica se enquadra. Somos pioneiros na fabricação das dispersões, estando no mercado há mais de 50 anos. Nesse panorama, o mercado de dispersões de pigmentos orgânicos está crescendo a cada ano.”

Novidades
A Sintequímica tem investido fortemente em novas tecnologias que reduzem o tempo de moagem das dispersões orgânicas em seu novo parque industrial de Caieiras. Novos produtos estão sendo também pesquisados no sentido de trazer propriedades de solidez à luz e a intempéries, aumentando o poder tintorial.

“Estamos com nossa linha tradicional de dispersões pigmentárias base aquosa. Não pretendemos entrar na linha solvente e buscamos trabalhar a linha tradicional com novas tecnologias. Novos desenvolvimentos focam em dispersões com melhor tixotropia para se tornarem mais aptos a serem manipulados pelos nossos clientes. Melhor estabilidade das dispersões na armazenagem, mesmo para os pigmentos mais pesados, hoje é uma realidade”, avisa Macedo.

A Clariant tem algumas novidades para o mercado de tintas que já foram lançadas na Europa e que terá um procedimento de produção normalizado na matriz, em Frankfurt, na Alemanha. São pigmentos tipo DPP (Dipirrolopirrol) já conhecidos, porém o tipo de cor obtida com essa classe química traduziu-se no pigmento Rubi Hostaperm B3B. “Outras novidades se referem a preparações de pigmentos que estaremos lançando, especialmente para o segmento de tintas e outros produtos para madeira. No caso do Rubi Hostaperm estamos focando o mercado automotivo e de tintas industriais, mais especificamente, porque é um pigmento de alto desempenho de solidez”, ressalta Almeida.

A Ciba tem como destaque os pigmentos lançados recentemente, como por exemplo, Ciba Irgazin DPP Cosmoray Laranja (Laranja Pigmento 107), Ciba Irgazin Verde 2180 (Verde Pigmento 7), Ciba Irgazin DPP Vermelho BTR (Vermelho Pigmento 254) e Ciba Irgazin DPP Rubina FTX (Vermelho Pigmento 264), altamente transparentes com excelentes propriedades de resistência, segundo Sílvia, indicados principalmente para a indústria automotiva. Para as opções opacas, temos a novidade do Ciba Irgazin 2088 (Amarelo Pigmento 151), recomendado principalmente para área industrial, apresentando alta opacidade, alto poder de tingimento e excelente fluidez, oferecendo ótima opção na área dos amarelos médios. O conceito de custo/benefício deve ser estudado e avaliado conjuntamente entre técnicos dos fornecedores e clientes, fazendo valer também a importância da área de serviços. A Ciba apresenta não apenas produtos, mas soluções integradas que vão de encontro às necessidades atuais dos clientes.”

As duas principais novidades da Vilmax são o Yellow 74(opaco e transparente), Yellow 65 e Red 48:4. Além disso, a empresa lançou pigmentos específicos para aplicação em tinta em pó, com excelentes características de resistência térmica, brilho e dispersibilidade, conforme o gerente da Divisão Pigmentos, Carlos Alberto Menniti. “As perspectivas para esses produtos são as melhores possíveis, pois são desenvolvimentos importantes para diversos segmentos, além de permitirem um excelente resultado no processo de substituição de cromatos. O segmento de tinta em pó é um segmento em constante evolução, o que possibilita à Vilmax uma expectativa bastante positiva quanto à participação nesse mercado.”

Em sua linha de produtos, a Dynatech conta com pigmentos orgânicos de alta performance (Linha Dynachrom), média performance (Linha Dynaset) e Linha Dynaset, específica para o segmento de tintas de impressão. “Estamos sempre inovando, incluindo novos produtos, no sentido de atender às respectivas necessidades de cada mercado e, sempre que possível, tentamos nos antecipar, trazendo produtos novos e alternativos. Vale a pena complementar que, além de termos uma linha extensa de pigmentos orgânicos, temos também esses mesmos produtos na forma de preparações pigmentárias com alta concentração, compatíveis com vários sistemas de aplicações”, afirma Chalita.

A BASF está investindo na pesquisa e desenvolvimento de novos grupos de pigmentos orgânicos. Dentre eles podemos destacar novos pigmentos de indantrona com tonalidades exclusivas e flop neutro, novas tonalidades de pigmentos de perileno e novas ftalocianinas com desempenho colorístico acima dos padrões atuais, segundo Pinheiro. “Trata-se de desenvolvimentos que complementarão o portfólio de produtos da BASF. Os lançamentos deverão ocorrer entre este ano e o próximo. Seguramente, durante o congresso da  Abrafati (Associação Brasileira de Tintas) teremos uma ótima oportunidade para aprofundar esse tema.”

A SunChemical, que tem como agente e distribuidor a Colornet, está promovendo a linha Predisol de pigmentos sólidos de alta performance autodispersável, bastando ser acrescentado ao veículo da tinta e misturar em alta rotação. Não há necessidade de moagem e de dispersantes. “Essa linha, além dos pigmentos convencionais, apresenta uma linha de alta performance ideal para quem não quer produzir volumes altos de concentrado ou não queira manter altos estoques de intermediários. Pigmentos de difícil dispersão, inclusive inorgânicos, como óxidos de ferro transparentes, estão também disponíveis na forma de Predisol, o que pode eliminar um estágio penoso de moagem. A linha Predisol pode ser encontrada pré-dispersa em CAB ou nitrocelulose. A SunChemical apresenta também um portfólio de pigmentos de alta performance como PR 179, PR 202,PR 254,  PV 19, PR 177, entre outros. A linha Palomar, azuis tetracloro com cores únicas, é outro destaque”, avisa Monteiro.

A Aurum Química, por intermédio de suas parcerias, oferece ao mercado uma ampla linha de pigmentos orgânicos com destaque para os azuis e verdes à base de ftalocianinas da Meghmani, mantidos em estoque local. “Atendendemos aos mais diversos segmentos da indústria de tintas com os mais rígidos padrões de qualidade, a preços compatíveis com nossa atual realidade”, garante Tedesco.

A Forscher está trazendo ao mercado um dos desenvolvimentos mais recentes da Heubach. Trata-se da linha Tico de pigmentos orgânicos/inorgânicos híbridos, nas cores amarela, laranja, vermelha e verde. “Esses pigmentos possuem uma fantástica resistência à luz e à temperatura e são de facílima dispersão. Substituem com vantagens qualitativas e de custo os pigmentos inorgânicos de cádmio e são a alternativa mais econômica para sistemas isentos de chumbo.

Também apresentamos ao mercado a linha de vanadato de bismuto e pigmentos híbridos (orgânicos/inorgânicos) da linha Bitan. Em breve, estaremos apresentando nossos pigmentos inorgânicos complexos, sensíveis à luz infravermelha e ofertando pigmentos de benzimidazolona e naftóis de alta performance com qualidade inquestionável. Pigmentos da família vermelho DPP já têm sido ofertados com sucesso no mercado”, informa Heise.

A Grupar, conforme Maria de Fátima Serantoni, da área de vendas e desenvolvimento de mercado, oferece pigmentos orgânicos, sendo muito competitiva principalmente nos pigmentos vermelho (PR-57:1), laranja (PO13) e violeta (PV23). “Temos concentrado esforços para aumentar nossa competitividade no segmento, buscando agilizar o processo de amostragem e embarques. Trabalhamos com grandes fabricantes de pigmentos asiáticos que se mostram mais e mais competitivos e com qualidade assegurada.”

Nos últimos dois anos, a Transcor apresentou desenvolvimentos em produtos específicos para o setor de tintas, como Amarelo Transcor YRF (Y65), alternativa para amarelos de cromo, Amarelo Transcor GXTO (Y74), Amarelo Transcor YSR (Y154), Amarelo Transcor CML (Y176), Laranja Transcor SCC (O16), alternativas para cromatos, Laranja Transcor SRR (O36), Vermelho Transcor RHW (R49.1), Vermelho Transcor CNL (R53.1), Vermelho Transcor RB08 (R57.1), Vermelho Transcor RB05 (R57.1), Vermelho Transcor ATR  (R254), Vermelho DPP, Azul Transcor T3BG (B15.3) e Azul Transcor T4BG (B15.4).

A True Color apresenta para tintas industriais a nova laca de manganês Pigment Red TCR4803. “Para tintas de impressão (flexo e rotogravura) temos a Laca C, supertransparente, Pigment Red TCR53103Y, nosso rubi transparente e que não bronzeia, Pigment Red TCR57108 e o Amarelo 83 de alta transparência, Pigment Yellow TCY8303. Em tintas de impressão offset desenvolvemos o novo Amarelo 83, Pigment Yellow 8307, de excelente relação custo/benefício”, ressalta Martins.

Atendendo aos vários segmentos de tintas, a Chemipol seleciona os pigmentos para cada desenvolvimento de concentrado ou pastas pigmentárias que produz, destacando-se os produtos recentemente lançados que, de acordo com Mouallem, já alcançam uma grande receptividade, dentre elas Pastas US- Universal solvente, Pastas NC - Concentrados em Nitrocelulose Álcool ou Alifático, Pastas PA - Concentrados em Poliamida, Pastas VN-Concentrados em Vinilica, Pastas PY - Concentrados em Poliéster, Pastas UAS - Universal solvente/aquoso, Pastas AEX - Concentrados em Acrílica-Estirenada, além das outras já existentes, como Pastas UA- Universal Aquosa, Pastas ACX - Concentrados em Alquídica, Pastas RCCX - Concentrados em Alqudica Mamona/Coco, PastasDispertint -Concentrados para Aquoso e Emulsionados, Pastas DOP- Concentrados para PVC/Plastisol e Pastas OM - Concentrados em Poliol.

 
Sumário
 
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