Com
a centralização de produção
nesses novos locais, houve um estrondoso ganho de capacitação
e conseqüente agigantamento da escala de produção.
Resultado disso foi a enorme queda dos níveis de preços
pela oferta. Num primeiro instante, os preços do petróleo,
não tão voláteis, e também políticas
ambientais permissivas nestes novos blocos permitiram que
houvesse uma invasão de pigmentos no mundo e no Brasil.
Aqui, nesse estágio, a qualidade / performance dos
pigmentos começou a ser melhor filtrada. O cenário
agora obriga esses novos produtores a incluírem melhorias
nos controles ambientais e o repasse dos custos de um petróleo
que dobrou de preço, quando também o mercado
passa a melhor avaliar os bons fornecedores.
O
Brasil, sem dúvida alguma, é um dos melhores
produtores de tintas do mundo. Aqui se fazem as tintas
que os países
desenvolvidos produzem com um custo bastante reduzido. Para
isso, contamos também com uma capacitação
profissional que permite comparações e reconhecimento. É neste
espaço que o setor de tintas brasileiro tem desenvolvido
duas vertentes que se completam: redução de
custos com lançamentos de produtos
limpos. Assim, é justificada a ampliação
de uso das tintas de cura UV, tintas eletrostáticas,
tintas emulsionadas e tintas hidrossolúveis,
todas que contribuem com a substituição de
solventes, proporcionando ainda um ambiente mais agradável
onde a pintura é aplicada. “Naturalmente,
os pigmentos orgânicos têm acompanhado esses
desenvolvimentos, buscando as modificações
necessárias, visto que aqui se exige do
pigmento uma pluralidade de eficiência para sistemas
aquosos solventes ou híbridos”, avalia o diretor
técnico
da Chemipol, Mohamed Nabil Mouallem.
Nas
tintas industriais, analisa Mouallem, existe uma grade
bem definida, tanto pelo produtor como pelo consumidor,
quanto às exigências
da qualidade/performance inseridas no custo da tinta, estabelecendo-se
um nível de garantia da
tinta e do pigmento. Já nas tintas imobiliárias
residem dois sérios
problemas: primeiro é que nem sempre está claro
para o consumidor que nível de garantia ele está adquirindo
ao aplicar uma tinta que poderá “durar” de
seis meses a três anos quanto à proteção,
durabilidade do revestimento e resistência da cor;
segundo é que
ao se desenvolverem as tintas imobiliárias aquosas
no Brasil, as mesmas trouxeram da Europa/EUA os seus padrõess
de cores e conseqüentes
pigmentos orgânicos. “Ocorre que alguns desses
pigmentos oferecem uma média/alta performance em se
tratando de exposição em
países do Hemisfério Norte, onde a exposição à carga
de UV pode chegar a até um terço da do Brasil. Isso
está acarretando
um transtorno, principalmente nas cores das máquinas
de tingimento, onde nas milhares de tonalidades sugeridas
podem estar cores de alto desbotamento e que começam
a ser retiradas dos catálogos. Porém, isso
não basta, pois certos pigmentos orgânicos,
como amarelos (limão,
médio, ouro), laranjas, vermelhos e carmim, devem
urgentemente ser substituídos
por pigmentos orgânicos de melhor solidez a intempéries,
mesmo que venham a encarecer as tintas”, alerta o diretor
da Chemipol.
Produção
A
forte migração da produção
de pigmentos em geral, e de pigmentos orgânicos em
especial, para a região da Ásia resultou em
forte pressão por redução de custos.
Para se ter uma idéia dessa mudança, em 1990,
Europa, Estados Unidos e Japão eram responsáveis
por 80% da produção mundial de pigmentos. Porém,
estima-se que 80% dessa produção será transferida
para a Ásia até o ano de 2010.
Para
Harry Heise, diretor da Foscher, o mercado brasileiro,
num primeiro momento, também sofreu e se beneficiou
dessa tendência. “Novos fornecedores, por intermédio
de distribuidores ou representantes, passaram a oferecer
alternativas mais econômicas, obrigando os fornecedores
tradicionais a novas estratégias, ocasionando fechamento
de unidades produtivas, remanejamento de linhas de produtos,
principalmente buscando uma escala de produção
para retomar a competitividade perdida. Posteriormente, com
uma maior exigência por parte do segmento de vernizes
e tintas para assuntos de qualidade, meio ambiente, logística
e assistência técnica, uma nova acomodação
foi necessária, verificando-se um resgate do mercado
por parte de empresas que apostaram na qualidade, tecnologia
e preocupação ambiental”.
A
Heubach, parceira da Forscher no mercado de pigmentos orgânicos,
reconheceu desde os primeiros sinais essas tendências
e iniciou suas atividades na Índia já em 1994.
No ano de 1995, a primeira fábrica da empresa, de
ftalocianinas verdes, entrou em funcionamento, seguida pela
produção de ftalocianinas azuis em 1999 e,
em 2002, pelas unidades de azul indantrona e ftalocianina
verde bromado. No ano passado, foi finalizada a terceira
unidade, voltada para a produção de pigmentos
de alta performance. “A preocupação constante
com inovação, meio ambiente e constância
de qualidade foi transferida para as produções
da Índia. Dessa forma, a Forscher está apta
a oferecer ao mercado de tintas produtos de alta qualidade
fabricados com tecnologia alemã e com preços
competitivos”, garante Heise.
Outra
empresa que tem crescido no mercado brasileiro com representação
e distribuição
de fabricantes chineses e indianos é a Transcor. A
empresa atua no segmento de pigmentos desde a sua fundação,
em 1994, e, ano a ano, tem consolidado e aumentado o seu
market share, segundo seu diretor, Roque Guimarães
Antunes. “Isso pode ser comprovado pelos prêmios
recebidos da Revista Paint & Pintura e sindicatos de
tintas de São Paulo e Rio de Janeiro nos últimos
anos. Muito nos ajudou também o grande conhecimento
do mercado asiático (chinês, coreano, indiano)
de fornecedores, onde o nome Transcor é muito bem
conhecido e respeitado.”
Preocupada
em melhorar continuamente o servico técnico-comercial,
a Transcor terá, a partir de abril, um laboratório
na China em parceria com a Hongda (empresa com sede na cidade
de Ningbo) para avaliar e garantir mais ainda a qualidade,
reprodutilidade e desenvolvimento de seus produtos. O passo
seguinte, ainda neste ano, é a efetivação
de joint-venture para a fabricação de dispersões
aquosas, alquídicas e universais na China. A fabricação
em solo chinês será destinada ao mercado chinês,
europeu e americano.
Para
abastecer o mercado nacional, a True Color fez parceria
na China com a Trust Chem e, de acordo com seu diretor,
André Cabral
Martins, vem aos poucos entrando nesse mercado com produtos
diferenciados pelo quesito qualidade. “Atualmente,
o mercado nacional e internacional de pigmentos orgânicos
se encontra saturado, repleto de fornecedores e tradings.
Para alguns itens a oferta é muito grande, embora
nem sempre oferta seja sinônimo de qualidade”,
avalia. Ele entende que o mercado está estável,
com ligeiro crescimento por existirem ainda algumas empresas
de repintura automotiva e de tintas de impressão substituindo
amarelos de cromo e laranja de molibdato por pigmentos orgânicos.
A
True Color, junto com a Trust Chem, vem trabalhando basicamente
em duas melhorias significativas para os seus pigmentos:
a maior facilidade de dispersão e a maior saturação
da cor (cromaticidade). “Outro aspecto interessante,
especialmente para tintas automotivas e de impressão, é nossa
linha de pigmentos com brilho e transparência significativamente
superiores aos padrões de mercado.”
Redução
de custos
Os
fabricantes e revendedores de pigmentos acham-se hoje entre
uma pressão sistemática do cliente por
redução de preços de venda e, por outro
lado, aumentos reais nos custos da matéria-prima,
energia e mão-de-obra. “A pressão sistemática por
redução de custo tem levado fornecedores e
clientes a procurar continuamente fontes alternativas de
pigmentos”, argumenta o gerente técnico-comercial
da Colornet, Alexandre Castro Monteiro, que alerta: “Entretanto,
a busca desenfreada por menores preços acaba atropelando
critérios de qualidade importantes, que poderão
resultar em problemas sérios ao cliente final.”
Para
Monteiro, a falta de regularidade de lote para lote do pigmento
e retrabalhos, se avaliados em conjunto, resultam em desperdício
e não em economia. “A
escolha indevida de um parceiro internacional adequado ou
duvidoso no fornecimento de pigmentos tem ocasionado vários
problemas em clientes, dependendo da aplicação
desejada, resistências requeridas, especificações
de cor e maior tempo de reposição. A transferência
da produção de pigmentos para a Ásia é uma
realidade inegável, porém o controle de qualidade,
desenvolvimento de cores e o apoio de técnicos experimentados
na indústria de tintas, tintas de impressão
e plásticos são essenciais para a boa manutenção
de serviço e qualidade.”
O
gerente técnico-comercial
da Colornet destaca que a empresa oferece cores com qualidade
assegurada, desenvolvimento de cores a clientes e apoio técnico
especializado. “Somos
agentes e distribuidores exclusivos dos maiores fabricantes
mundiais de uma completa linha de pigmentos orgânicos:
a SunChemical Performance Pigments (em parceria com a GIII)
e a Toyo/Francolor. Além da linha completa desses
fornecedores, apresentamos uma linha de pigmentos asiáticos
com excelente custo/benefício, com qualidade assegurada
pelo laboratório Colornet.”
Equilíbrio
Um
mercado globalizado sofre de influências positivas
e negativas, observa o diretor da Aurum, Eduardo Tedesco,
que entende que a entrada dos produtos asiáticos no
mercado mundial alterou significativamente os conceitos vigentes
até poucos anos atrás e continua modificando
alguns paradigmas tidos até então como imutáveis. “Talvez
um dos mais importantes diga respeito ao monopólio
tecnológico detido anteriormente por uns poucos grupos
multinacionais, que hoje reconhecem que também existem
bons produtos do outro lado do mundo. Isso é bom porque
permite ao usuário final maior possibilidade de escolha
e flexibilidade em suas negociações. Por outro
lado, tais mudanças trazem também consigo um
sentimento de que não há mais limites mínimos
de preços e margens que garantam a sustentação
do negócio daqueles que comercializam esses produtos.”
Eduardo
Tedesco sustenta que, enquanto esses dois aspectos – maior
possibilidade de escolha e sustentação de limites
de preços – não se encontrarem
em equilíbrio, estará presente o risco de uma
drástica redução da qualidade dos produtos
e serviços disponibilizados ao mercado, assim como
a volta dos ‘monopólios’ no fornecimento,
pois muitas empresas acabarão por abandonar o negócio,
dedicando-se à comercialização de outros
produtos, por enquanto mais rentáveis. “Acredito
que todos, produtores ou fornecedores de pigmentos orgânicos,
esperamos que esse equilíbrio seja alcançado
o mais breve possível.”
Segurança
e ambiente
Um aspecto importante a ser considerado é que a
indústria
de tintas está sendo cada vez mais pressionada pelos
seus clientes por produtos que atendam às normas internacionais
de segurança e ambiente, sem que as matérias-primas
percam suas propriedades, como solidez a luz e resistência.
Dessa forma, novas gerações de pigmentos orgânicos
são cada vez mais procuradas para atender a tais exigências.
A
Ciba Especialidades Químicas, por exemplo, investe
constantemente na pesquisa para aperfeiçoar o desempenho
dos pigmentos orgânicos, utilizando tecnologia de ponta
e oferecendo ao mercado alternativas para substituição
de metais críticos (chumbo, molibdênio etc.),
assim como soluções combinadas, oferecendo
aos clientes oportunidades para inovações e
possibilidades para diferenciar, criar e aperfeiçoar
gamas de produtos na área de tintas industriais, decorativas
e automotivas.
Regulamentações
e normas cada vez mais exigentes, vigentes principalmente
nos mercados europeu e americano, levam à procura
de opções
para adequação às
mesmas e, conseqüentemente, melhor penetração
global. O projeto Reach (Registration, Evaluation, Authorisation
and Restrictions of Chemicals), que será implantado
brevemente na Europa, consiste em um controle mais rigoroso
de substâncias químicas, harmonizando conceitos.
Conseqüentemente, as limitações serão
mais rígidas e seletivas. “A Ciba participa
da elaboração desse projeto, assim como outras
empresas globais, e está preparada para cumprir com
os quesitos necessários”, lembra Sílvia
Gouveia, customer technical services head da empresa.
Os
pigmentos orgânicos desenvolvidos pela Ciba, conforme
Sílvia, também cumprem com as tendências
de cores, abrangendo todas as possibilidades colorimétricas,
oferecendo também pigmentos mais saturados, que quando
combinados com outros oferecem tonalidades mais limpas. Combinados
também com pigmentos de efeito, promovem impactos
diferentes, apresentando novas sensações visuais.
Além
do aspecto visual, as propriedades de solidez e resistência
são fatores importantes a serem
considerados e a Ciba tem trabalhado com grande foco nesses
aspectos. “Dependendo da aplicação, pigmentos
específicos devem ser utilizados. Durabilidade, solidez à luz,
resistência a intempéries, resistência
química, transparência, opacidade etc., são
fatores cada vez mais valorizados”, ressalta Sílvia.
O
gerente de marketing e vendas de Pigmentos e Resinas Industriais
da BASF, Adriano de Pádua Pinheiro, destaca que os
pigmentos orgânicos são utilizados indistintamente
em todos os segmentos no mercado de tintas e que existem
fatores técnicos que muitas vezes demandam a utilização
de pigmentos inorgânicos de alta performance, por razões
diversas. Ele afirma que, no Brasil, existe ainda uma demanda
relevante por cromatos e molibdatos de chumbo, cuja tendência é a
redução significativa nos próximos anos,
substituídos por pigmentos inorgânicos isentos
de chumbo e também pelos pigmentos orgânicos.
A
BASF atua no mercado global e nacional com portfólio
completo de pigmentos orgânicos e também inorgânicos
de alta performance, destacando-se como uma das maiores fabricantes
do mundo em perilenos, indantronas, isoindolinas, quinoftalona,
entre outros.
Em
sua fábrica de Guaratinguetá são
produzidas ftalocianinas de cobre, incluindo-se ftalocianinas
Epsolon e isentas de metais, que representam o mais avançado
nível de tecnologia nesse grupo de produtos. Adicionalmente,
a recente aquisição da empresa Engelhard abre
uma perspectiva ainda maior com relação ao
portfólio de pigmentos de efeito e pigmentos orgânicos
de média e alta performance para o mercado de tintas.
“O
mercado de tintas é um dos maiores, senão o
maior, onde existe demanda crescente para os pigmentos orgânicos,
quaisquer que sejam os segmentos e nichos de mercado. A análise
de custo/benefício
influencia fortemente na tomada de decisão para a
utilização
de um ou outro produto”, entende Pinheiro.
O
gerente nacional de vendas - Pigmentos e Especialidades
Químicas
- da Dynatech, Jonas José Chalita,
concorda que as restrições a pigmentos à base
de metais pesados ou com baixíssimos teores desses
produtos, nos pigmentos orgânicos, estão cada
vez maiores. “Não só quando exportamos,
mas também no mercado interno. E isso levando-se em
consideração outros segmentos de mercado, como
tintas de impressão, plásticos, tintas industriais,
couro etc.”
Sendo
assim, frisa Chalita, o consumo desses produtos vem crescendo
gradativamente, nem tanto pelo aumento de mercado, o que
para os fornecedores seria muito melhor, mas principalmente
em função da substituição
dos pigmentos à base de metais pesados por pigmentos
orgânicos
que atendam a essa necessidade. Nos principais mercados produtores
e consumidores, a presença em grandes volumes desses
produtos já é uma realidade há muito
tempo, diz o gerente da Dynatech, lembrando que muitas empresas
multinacionais fecharam ou venderam suas fábricas
onde produziam pigmentos à base de metais pesados.
“A
Dynatech está preparada para atuar também nesse
cenário,
como já o vem fazendo há muito tempo. Nossas
linhas de produtos abrangem pigmentos de alta e média
performance, atendendo às
necessidades técnicas e logísticas dos vários
segmentos de mercados onde atuamos. Além da disponibilidade
dos pigmentos sob a forma de pó, fabricamos também
concentrados pigmentados compatíveis
com diversos sistemas e substratos, tanto base água
como solventes e universais”, informa.
Tecnologia
Em
termos de tecnologia, Gerson de Almeida, do Departamento
de Assistência Técnica da Clariant, ressalta
que ela está ligada não só ao desempenho
desse material no sentido da contribuição de
cor que ele vai dar, que é o lado decorativo do pigmento,
mas também, especialmente, ao desempenho quando em
processo de transformação de uma matéria-prima
em um produto acabado, que é a tinta. Esse desempenho
se refere às possibilidades de economia que pode ser
gerada em custos e processos. “Se um pigmento pode
ser mais facilmente dispersado, automaticamente ele está economizando
energia durante esse processo de dispersão, o que
vai significar menores custos para o transformador da matéria-prima
pigmento em produto acabado, que é a tinta”.
Dessa
forma, explica Almeida, é possível utilizar
o pigmento orgânico já transformado numa forma
denominada preparação, que consiste de pígmentos
orgânicos, alguns agentes aditivos (que causam a dispersão
dos pigmentos) e solventes, que, no seu conjunto, transformam
o pó original em uma pasta. Com isso, a redução
de custo para o fabricante é de um terço do
total.
“A Clariant, dentro do cenário mundial, é a
empresa com o maior número de elementos químicos
diferenciados, traduzidos por pigmentos orgânicos.
Isso significa que ela tem a maior paleta de produtos existentes,
sendo uma empresa da linha de frente dos produtores mundiais”,
ressalta Almeida.
Estratégia
As
dispersões de pigmentos são especialidade
da Sintequímica, que representam um nicho dentro do
negócio de pigmentos orgânicos. “É um
negócio que vem crescendo já há alguns
anos. As empresas de tintas, há muito, faziam suas
próprias dispersões, seja por estratégia
de verticalização ou por custos. Hoje em dia,
a grande maioria das empresas não mais se interessa
por fabricar esse tipo de produto porque, numa análise
de outsourcing, essa linha não é o core business
das indústrias de tintas. Se perde muito mais tempo
dispersando um pigmento em moinhos do que fazendo sua própria
tinta. As indústrias chegaram à conclusão
que, focando seu negócio no que realmente é seu
expertise, elas teriam muito mais ganhos, tanto em pesquisa
quanto em desenvolvimento de seus produtos, do que fabricando
produtos intermediários em suas linhas, que não
traziam ganho algum para a empresa. Muito ao contrário,
traziam custos”, explica o diretor comercial da Sintequímica,
Marcelo Amaral Leite de Macedo, justificando que é necessário
um parque industrial razoável para se dispersar pigmentos,
com todo um custo de desenvolvimento, laboratório
e equipamentos que pode ser eliminado ao se adquirir no mercado
produtos com qualidade controlada e de empresas reconhecidamente
qualificadas para lhes fornecer as dispersões. “É aí que
a Sintequímica se enquadra. Somos pioneiros na fabricação
das dispersões, estando no mercado há mais
de 50 anos. Nesse panorama, o mercado de dispersões
de pigmentos orgânicos está crescendo a cada
ano.”
Novidades
A
Sintequímica tem investido fortemente em novas
tecnologias que reduzem o tempo de moagem das dispersões
orgânicas em seu novo parque industrial de Caieiras.
Novos produtos estão sendo também pesquisados
no sentido de trazer propriedades de solidez à luz
e a intempéries, aumentando o poder tintorial.
“Estamos
com nossa linha tradicional de dispersões pigmentárias
base aquosa. Não pretendemos entrar na linha solvente e buscamos trabalhar
a linha tradicional com novas tecnologias. Novos desenvolvimentos focam em
dispersões com melhor tixotropia para se tornarem mais aptos a serem
manipulados pelos nossos clientes. Melhor estabilidade das dispersões
na armazenagem, mesmo para os pigmentos mais pesados, hoje é uma realidade”,
avisa Macedo.
A
Clariant tem algumas novidades para o mercado de tintas
que já foram lançadas na Europa e que terá um
procedimento de produção normalizado na matriz,
em Frankfurt, na Alemanha. São pigmentos tipo DPP
(Dipirrolopirrol) já conhecidos, porém o tipo
de cor obtida com essa classe química traduziu-se
no pigmento Rubi Hostaperm B3B. “Outras novidades se
referem a preparações de pigmentos que estaremos
lançando, especialmente para o segmento de tintas
e outros produtos para madeira. No caso do Rubi Hostaperm
estamos focando o mercado automotivo e de tintas industriais,
mais especificamente, porque é um pigmento de alto
desempenho de solidez”, ressalta Almeida.
A
Ciba tem como destaque os pigmentos lançados recentemente,
como por exemplo, Ciba Irgazin DPP Cosmoray Laranja (Laranja
Pigmento 107), Ciba Irgazin Verde 2180 (Verde Pigmento 7),
Ciba Irgazin DPP Vermelho BTR (Vermelho Pigmento 254) e Ciba
Irgazin DPP Rubina FTX (Vermelho Pigmento 264), altamente
transparentes com excelentes propriedades de resistência,
segundo Sílvia, indicados principalmente para a indústria
automotiva. Para as opções opacas, temos a
novidade do Ciba Irgazin 2088 (Amarelo Pigmento 151), recomendado
principalmente para área industrial, apresentando
alta opacidade, alto poder de tingimento e excelente fluidez,
oferecendo ótima opção na área
dos amarelos médios. O conceito de custo/benefício
deve ser estudado e avaliado conjuntamente entre técnicos
dos fornecedores e clientes, fazendo valer também
a importância da área de serviços. A
Ciba apresenta não apenas produtos, mas soluções
integradas que vão de encontro às necessidades
atuais dos clientes.”
As
duas principais novidades da Vilmax são o Yellow
74(opaco e transparente), Yellow 65 e Red 48:4. Além
disso, a empresa lançou pigmentos específicos
para aplicação em tinta em pó, com excelentes
características de resistência térmica,
brilho e dispersibilidade, conforme o gerente da Divisão
Pigmentos, Carlos Alberto Menniti. “As perspectivas
para esses produtos são as melhores possíveis,
pois são desenvolvimentos importantes para diversos
segmentos, além de permitirem um excelente resultado
no processo de substituição de cromatos. O
segmento de tinta em pó é um segmento em constante
evolução, o que possibilita à Vilmax
uma expectativa bastante positiva quanto à participação
nesse mercado.”
Em
sua linha de produtos, a Dynatech conta com pigmentos orgânicos
de alta performance (Linha Dynachrom), média
performance (Linha Dynaset) e Linha Dynaset, específica
para o segmento de tintas de impressão. “Estamos
sempre inovando, incluindo novos produtos, no sentido de
atender às respectivas necessidades de cada mercado
e, sempre que possível, tentamos nos antecipar, trazendo
produtos novos e alternativos. Vale a pena complementar que,
além de termos uma linha extensa de pigmentos orgânicos,
temos também esses mesmos produtos na forma de preparações
pigmentárias com alta concentração,
compatíveis com vários sistemas de aplicações”,
afirma Chalita.
A
BASF está investindo na pesquisa
e desenvolvimento de novos grupos de pigmentos orgânicos.
Dentre eles podemos destacar novos pigmentos de indantrona
com tonalidades exclusivas e flop neutro, novas tonalidades
de pigmentos de perileno e novas ftalocianinas com desempenho
colorístico
acima dos padrões atuais, segundo Pinheiro. “Trata-se
de desenvolvimentos que complementarão o portfólio
de produtos da BASF. Os lançamentos deverão
ocorrer entre este ano e o próximo. Seguramente, durante
o congresso da Abrafati (Associação Brasileira
de Tintas) teremos uma ótima oportunidade para aprofundar
esse tema.”
A
SunChemical, que tem como agente e distribuidor a Colornet,
está promovendo a linha Predisol de pigmentos
sólidos
de alta performance autodispersável, bastando ser
acrescentado ao veículo da tinta e misturar em alta
rotação. Não há necessidade de
moagem e de dispersantes. “Essa linha, além
dos pigmentos convencionais, apresenta uma linha de alta
performance ideal para quem não quer produzir volumes
altos de concentrado ou não queira manter altos estoques
de intermediários. Pigmentos de difícil dispersão,
inclusive inorgânicos, como óxidos de ferro
transparentes, estão também disponíveis
na forma de Predisol, o que pode eliminar um estágio
penoso de moagem. A linha Predisol pode ser encontrada pré-dispersa
em CAB ou nitrocelulose. A SunChemical apresenta também
um portfólio de pigmentos de alta performance como
PR 179, PR 202,PR 254, PV 19, PR 177, entre outros.
A linha Palomar, azuis tetracloro com cores únicas, é outro
destaque”, avisa Monteiro.
A
Aurum Química, por
intermédio de suas parcerias,
oferece ao mercado uma ampla linha de pigmentos orgânicos
com destaque para os azuis e verdes à base de ftalocianinas
da Meghmani, mantidos em estoque local. “Atendendemos
aos mais diversos segmentos da indústria de tintas
com os mais rígidos padrões de qualidade, a
preços compatíveis com nossa atual realidade”,
garante Tedesco.
A
Forscher está trazendo ao mercado
um dos desenvolvimentos mais recentes da Heubach. Trata-se
da linha Tico de pigmentos orgânicos/inorgânicos
híbridos, nas cores
amarela, laranja, vermelha e verde. “Esses pigmentos
possuem uma fantástica resistência à luz
e à temperatura e são de facílima dispersão.
Substituem com vantagens qualitativas e de custo os pigmentos
inorgânicos de cádmio e são a alternativa
mais econômica para sistemas isentos de chumbo.
Também
apresentamos ao mercado a linha de vanadato de bismuto e
pigmentos híbridos (orgânicos/inorgânicos)
da linha Bitan. Em breve, estaremos apresentando nossos pigmentos
inorgânicos complexos, sensíveis à luz
infravermelha e ofertando pigmentos de benzimidazolona e
naftóis de alta performance com qualidade inquestionável.
Pigmentos da família vermelho DPP já têm
sido ofertados com sucesso no mercado”, informa Heise.
A
Grupar, conforme Maria de Fátima Serantoni, da área
de vendas e desenvolvimento de mercado, oferece pigmentos
orgânicos, sendo muito competitiva principalmente nos
pigmentos vermelho (PR-57:1), laranja (PO13) e violeta (PV23). “Temos
concentrado esforços para aumentar nossa competitividade
no segmento, buscando agilizar o processo de amostragem e
embarques. Trabalhamos com grandes fabricantes de pigmentos
asiáticos que se mostram mais e mais competitivos
e com qualidade assegurada.”
Nos últimos
dois anos, a Transcor apresentou desenvolvimentos em produtos
específicos para o setor de tintas, como
Amarelo Transcor YRF (Y65), alternativa para amarelos de
cromo, Amarelo Transcor GXTO (Y74), Amarelo Transcor YSR
(Y154), Amarelo
Transcor CML (Y176), Laranja Transcor SCC (O16), alternativas
para cromatos, Laranja Transcor SRR (O36), Vermelho Transcor
RHW (R49.1), Vermelho Transcor CNL (R53.1), Vermelho Transcor
RB08 (R57.1), Vermelho Transcor RB05 (R57.1), Vermelho Transcor
ATR (R254), Vermelho DPP, Azul Transcor T3BG (B15.3)
e Azul Transcor T4BG (B15.4).
A
True Color apresenta para tintas industriais a nova laca
de manganês Pigment
Red TCR4803. “Para tintas
de impressão (flexo e rotogravura) temos a Laca C,
supertransparente, Pigment Red TCR53103Y, nosso rubi transparente
e que não bronzeia, Pigment Red TCR57108 e o Amarelo
83 de alta transparência, Pigment Yellow TCY8303. Em
tintas de impressão offset desenvolvemos o novo Amarelo
83, Pigment Yellow 8307, de excelente relação
custo/benefício”, ressalta Martins.
Atendendo
aos vários segmentos de tintas, a Chemipol
seleciona os pigmentos para cada desenvolvimento de concentrado
ou pastas pigmentárias que produz, destacando-se os
produtos recentemente lançados que, de acordo com Mouallem,
já alcançam uma grande receptividade, dentre
elas Pastas US- Universal solvente, Pastas NC - Concentrados
em Nitrocelulose Álcool ou Alifático, Pastas
PA - Concentrados em Poliamida, Pastas VN-Concentrados em Vinilica,
Pastas PY - Concentrados em Poliéster, Pastas UAS -
Universal solvente/aquoso, Pastas AEX - Concentrados em Acrílica-Estirenada,
além das outras já existentes, como Pastas UA-
Universal Aquosa, Pastas ACX - Concentrados em Alquídica,
Pastas RCCX - Concentrados em Alqudica Mamona/Coco, PastasDispertint
-Concentrados para Aquoso e Emulsionados, Pastas DOP- Concentrados
para PVC/Plastisol e Pastas OM - Concentrados em Poliol. |