O
Grupo Bayer alcançou um resultado operacional
recorde em 2006. Aumento de 17% nas vendas, chegando a € 29
bilhões. “O ano de 2006 foi muito bem-sucedido
e extraordinariamente memorável para a Bayer”,
afirmou o presidente mundial do Grupo Bayer, Werner Wenning,
na coletiva de imprensa mundial, em Leverkusen. Segundo ele,
a Bayer melhorou sua performance significativamente em comparação
ao ano anterior e prevê um crescimento maior em lucratividade
em 2007. Além disso, a Bayer fortaleceu de maneira
decisiva seus negócios farmacêuticos com a aquisição
da Schering AG, com sede em Berlim, na Alemanha.
As
vendas do Grupo Bayer aumentaram 17%, atingindo € 29
bilhões (em 2005, € 24,7 bilhões). O total
de 2006 inclui € 3,1 bilhões em receitas dos
negócios
da Schering a partir de 23 de junho de 2006, sendo que foi
excluído o desinvestimento da área de Produtos
Diagnósticos e das subsidiárias H.C. Starck
e Wolff Walsrode, exceto por seus lucros líquidos,
que foram incluídos no lucro líquido do grupo. Ajustadas
aos efeitos cambiais e de portfólio, as
vendas do grupo cresceram 5,2%.
“O
gratificante aumento dos negócios gerou uma melhora
nos lucros operacionais, da qual nossos colaboradores podem
se orgulhar. Na verdade, batemos um novo recorde em lucros”,
afirmou Wenning. Os lucros antes de juros, impostos, depreciação
e amortização (EBITDA), antes
de itens especiais, cresceram 21,3%, alcançando um
nível recorde
de € 5,6 bilhões (em 2005, € 4 bilhões),
rendendo uma margem EBITDA de 19,3% de acordo com a meta
anunciada para 2006. O resultado operacional (EBIT) antes
de itens especiais bateu recorde, chegando a € 3,5
bilhões, contra € 3 bilhões em 2005.
A
aquisição da Schering aumentou em 50% o faturamento
da Bayer HealthCare no Brasil em 2006. Contando com as vendas
da nova Bayer Schering Pharma, de 23 de junho a 31 de dezembro
do ano passado, a Bayer HealthCare alcançou R$ 833
milhões,
contra R$ 555 milhões em 2005. A Divisão de
Cuidados com a Saúde representa agora 30% das vendas
totais do Grupo Bayer no país.
Estabilidade
Em 2006, o Grupo Bayer Brasil praticamente manteve seu faturamento
de 2005, alcançando R$ 2,8 bilhões (em 2005,
R$ 2,9 bilhões). As dificuldades do mercado agrícola
brasileiro e a redução nas vendas de analgésicos
tiveram um impacto negativo sobre o grupo, que foi praticamente
neutralizado pelo resultado da Bayer Schering Pharma. Entretanto,
o resultado operacional (EBITDA) do grupo caiu para R$
120 milhões (em 2005, R$ 430 milhões).
Além
da Bayer HealthCare, a Bayer MaterialScience também
contribuiu com o resultado brasileiro do grupo. No ano
passado a Divisão de Materiais Inovadores alcançou
um faturamento de R$ 563 milhões, 1% acima de 2005.
Já a CropScience, devido às dificuldades enfrentadas
pelo segundo ano consecutivo no setor de agronegócios,
apresentou uma queda nas vendas de 22%, fechando 2006 em
R$ 1,38 bilhão, contra R$ 1,76 bilhão no ano
passado. Mesmo assim, a CropScience representa 50% das vendas
do Grupo Bayer no Brasil no ano passado.
O
Brasil está em
nono lugar entre os países
de maior faturamento da Bayer, contribuindo com 3,1% do total
consolidado pela empresa no mundo. “Estamos otimistas
em relação a 2007, pois temos condições
de ampliar a nossa participação no mercado
e aumentar a importância do Brasil para a Bayer mundial”,
disse o presidente e porta-voz do Grupo Bayer no Brasil,
Horstfried Laepple. “A aquisição da Schering é muito
significativa, especialmente para o Brasil, porque fortalece
nossa posição no mercado farmacêutico
e abre novas possibilidades para a empresa”, afirmou.
Até o
final do ano, o Grupo Bayer vai investir mais de R$ 90 milhões
na modernização e ampliação
das suas unidades em São Paulo (SP), Belford Roxo
(RJ) e Porto Alegre (RS). Os principais objetivos são
ampliar a sede administrativa da empresa em Socorro (SP);
expandir a produção de medicamentos à base
de hormônios em Cancioneiro (SP) e melhorar a infra-estrutura
do parque industrial de Belford Roxo. |