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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 111 - Resinas poliuretânicas
 
Escolha inteligente
 

Graças à tendência mundial de utilização de produtos menos ofensivos ao ambiente, o consumo das resinas poliuretânicas já está apresentando um crescimento maior e tende a melhorar em todos os continentes nos próximos anos.

 
Lucélia Monfardini
 

Produtos de maior valor agregado sempre acabam enfrentando crescimentos mais conservadores, caso das resinas poliuretânicas. Apesar de existir uma grande diferença de desempenho em relação aos outros produtos, o consumidor brasileiro muitas vezes não está disposto a pagar por uma qualidade diferenciada.

Produtos concorrentes das resinas poliuretânicas vão continuar existindo. Seu custo ainda é um pouco alto, porém suas qualidades merecem destaque. A química do poliuretano é insuperável quanto a sua flexibilidade de formulação, podendo ir desde um revestimento altamente rígido até um elastômero similar à borracha. Entre suas principais características e vantagens estão: melhor resistência à luz, durabilidade, resistência química, flexibilidade e excepcionais proteções às ações mecânicas e riscos. No caso de poliuretanos alifáticos, também apresentam excelente resistência a intempéries.

Outra característica importante das resinas poliuretânicas é que podem ser utilizadas na forma de tintas bicomponentes em substratos sensíveis à temperatura, como, por exemplo, plásticos e madeira. Além disso, não são tóxicas para o usuário, seja o fabricante do sistema ou até mesmo o aplicador final; e ainda proporcionam ganhos em segurança de estocagem.

A abrangência é outro fator que contribui para o crescimento das resinas poliuretânicas mundialmente. As principais áreas de utilização são: vernizes imobiliários, piso de madeira, linha moveleira, pintura industrial, automotiva e de repintura, couro, revestimentos de granito, adesivos, tintas de impressão, têxtil, eletroeletrônica, petroquímica, aeronáutica, refinish, pintura para plásticos, entre outros.

Situação atual
No final de 2005 – época em que Paint & Pintura investigou os fornecedores de resinas poliuretânicas – havia uma sensação de recuo do setor, em função da baixa renda da população, o que provocava a queda no consumo de tintas com maior valor agregado, que consomem esse tipo de matéria-prima. Será que esse cenário apresentou alguma mudança?

Carlos Russo, diretor da Adexim-Comexim, confirma que em 2005 havia uma grande retração no uso de resinas poliuretânicas, pelo seu custo. “Com o decorrer do tempo e, principalmente, pela qualidade e pela ecologia, as dispersões aquosas vêm crescendo de forma contínua desde 2006, chegando a um patamar bastante interessante e crescente no fim do ano.”

Para Alvair Sabatini, engenheiro químico da Proquinor, houve importantes mudanças no setor, principalmente com o surgimento de consumidores mais exigentes com a qualidade, durabilidade e resistência, fato ocasionado pelo custo da mão-de-obra e também pela maior consciência quanto à fonte renovável e matéria-prima atóxica (produto ecologicamente correto e sem solventes tóxicos). “As indústrias automobilísticas, de auto-peças, eletroeletrônica, componentes para telecomunicações, peças elétricas e coatings de proteção, entre outras, estão cada vez mais buscando resinas ou sistemas de resinas poliuretânicas de origem vegetal, por não conterem metais pesados e solventes tóxicos, e evitando problemas de insalubridade dentro do ambiente de trabalho. Além disso, a resina possui alta resistência a produtos petroquímicos.”

O assistente técnico da Plastiquimica, Rafael Catelan, acredita que não houve um aumento muito relevante no segmento. “Para o mercado de tintas a sensação é que o custo tem maior relevância do que a qualidade de produto. Diferente do que se passa com o mercado de colchões, por exemplo, que fez com que a melhor renda da população causasse um interesse maior em espumas de melhor qualidade. Com as tintas, as formulações acrílicas base água ainda têm maior mercado devido ao seu menor custo.”

Décio Fernandes Lima, representante de serviços técnicos da BASF, afirma que o crescimento do segmento de resinas poliuretânicas é bastante conservador. “Há uma clara diferença de desempenho nesse tipo de sistema, mas nem sempre o consumidor está disposto a pagar por isso. Em aplicações onde a performance da tinta é fator preponderante, o uso é bastante difundido, e o crescimento do consumo dessas resinas acompanha o rastro da evolução dessas tintas e aplicações. Isso pode ser percebido fortemente no segmento industrial, setor  business to business e menos no setor de business to consumer”.

O gerente de marketing para América Latina da Divisão de Coatings, Adesivos e Selantes da Bayer, Alberto Hassessian, não concorda com sensação de queda nas tintas de poliuretano em geral. “Desde o início de nossa produção de isocianatos no Brasil temos observado que a taxa de crescimento dos sistemas de poliuretano é, ano a ano, superior ao crescimento do setor de tintas no geral. Talvez essa percepção venha de algum segmento específico, como talvez verniz para móveis e madeira. Com aumento dos volumes de vendas foi possível uma adequação de toda cadeia de custos dos sistemas poliuretânicos, tornando-os mais acessíveis às populações de baixa renda. Por outro lado, o consumidor está se conscientizando que o maior custo inicial das matérias-primas não representa maior custo da peça pronta e revestida, principalmente se considerarmos o tempo de vida muito maior, justificando totalmente o capital investido.”

Luiz Carlos Pestana, gerente de produto da área de negócios Paint, Construction & Adhesives, da Clariant – que atua apenas nos sistemas aquosos –, faz uma análise das resinas poliuretânicas base solvente e sistemas aquosos. “Julgamos que o sistema solvente sofreu influência de outros fatores para ter recuado, como, por exemplo, a valorização do real, a redução do volume de exportações da indústria moveleira e a substituição dessas resinas no mercado interno por outras menos nobres. Quanto ao sistema poliuretano aquoso ainda é um sistema pouco difundido no mercado local, mas que apresenta potencial de crescimento latente, principalmente no uso de verniz para pisos de madeira (parquet), visto que o maior consumo dessa família de verniz é de produtos importados.”

Já Luiz Martinho, gerente-geral da Priam Deltech, acredita que todo cenário que envolve venda e/ou crescimento de produtos com maior valor agregado envolve também um certo ceticismo em relação ao poder aquisitivo dos possíveis usuários. “Na minha avaliação, o mercado de resinas poliuretânicas continua absolutamente igual, ou seja, não apresentou o crescimento esperado.”

Expansão do setor
O principal fator que pode impulsionar a expansão do setor de resinas poliuretânicas é o avanço das formulações base água. “As formulações base água apareceram como uma nova tecnologia, que já é bastante difundida na Europa, porém ainda tem muito a se desenvolver na América do Sul. Um segmento que pode se desenvolver fortemente nos próximos anos é o de sistemas PU base água para pisos de madeira. Custos altos e performance ainda são pontos críticos quando comparados com os sistemas convencionais. O fator custo continua sendo um limitador para seu crescimento. Existem diversos sistemas, dentre eles, por exemplo, sistemas alquídicos ou alquídicos modificados, que embora tenham performance muito inferior, ainda são bastante utilizados por terem baixo custo e adicionalmente desempenho compatível com a demanda requisitada”, declara Lima, da BASF.

A Arinos, que atende com exclusividade o mercado nacional de tintas e vernizes com a linha de resinas da DSM NeoResins, também aposta nos sistemas base água. “A Arinos é líder mundial no desenvolvimento e produção de uma extensa linha de resinas acrílicas e poliuretânicas com foco em produtos base água que sejam ecologicamente corretos. Seja para o segmento de tintas industriais ou para a indústria de artes gráficas, as nossas marcas NeoCryl, NeoRez, NeoPac, NeoRad e Haloflex são reconhecidas globalmente por serem sinônimos de elevada performance e qualidade”, explica Anilton Flávio Ribeiro, gerente do mercado de tintas.

Pestana, da Clariant, aponta que esse é um mercado com grandes perspectivas. “A tendência é de crescimento, graças a sua performance em substituição aos sistemas nitrocelulósicos, como também tendo em vista o conceito de não agressão ao ambiente. O fator custo ainda representa um entrave para o crescimento. Mas enquanto a preocupação do fabricante local  girar apenas em torno do preço/custo serão abertas oportunidades para a importação, via novas tecnologias e aplicações. Exemplo disso é o mercado de vernizes para pisos (parquet), onde ocorreu uma virada via importação.”

Russo, da Adexim-Comexim, destaca que as resinas PU dispersas em água já podem ser consideradas um sucesso, seja por ecologia ou tendência de banir o uso de solventes. “A eliminação de solventes atinge todas as variáveis do processo, ou seja, quanto à estocagem, processo mais seguro, aplicação sem contaminantes, entre outros. Sem dúvida, perdemos muitas aplicações onde os clientes não enxergam as vantagens técnicas. Mas felizmente as maiores empresas aprovam esses produtos para muitos fins e com grandes resultados.”

Martinho, da Deltech, não acredita que os sistemas poliuretânicos base água sejam um fator primordial para impulsionar a expansão do setor. “Na minha opinião, o sistema base água é um fator de diferenciação e de substituição por sistema base solvente. O grande problema é que o custo continua sendo um fator que prejudica a venda dessa tecnologia.”

Para Hassessian, da Bayer, o consumo de resinas poliuretânicas base aquosa ainda está aquém do esperado. “Já temos vários negócios com sistemas aquosos, entretanto não chegaram ao nível de nossas projeções do passado. Como não há legislação que restringe o uso de solventes orgânicos no País, isso faz com que haja um atraso na implementação desses sistemas aquosos, visto que seu custo ainda é um pouco mais elevado e alguns cuidados adicionais ainda são necessários em sua manipulação. Porém existe um grande interesse da indústria de tintas nessa tecnologia, por causa de suas características e performance. Com isso, tivemos inúmeros novos projetos e alguns efetivamente já se tornaram produtos comerciais”, revela o gerente de marketing, acrescentando que acredita ser uma questão de tempo para que os sistemas aquosos se propaguem fortemente no setor de tintas e vernizes da América Latina, seguindo a mesma tendência da Europa e EUA.

Sabatini, da Proquinor, revela que os preços estão caindo, proporcionando melhores custos para os insumos de PU origem vegetal, devido ao aumento cada vez maior do plantio de oleaginosas no mundo inteiro.

Avanços tecnológicos
Na área de resinas poliuretânicas os avanços tecnológicos estão acontecendo, especialmente, nas formulações base água que substituíram os sistemas base solvente, melhorando a qualidade do produto e diminuindo a relação de toxicidade na aplicação e produção.

A Bayer continua trabalhando fortemente com produtos toxicologicamente e ecologicamente mais corretos. “Em 2006 foram lançados novos isocianatos à base d’água, especialmente para reduzir o teor de co-solventes de n.metilpirolidona ou até mesmo eliminando-o. Além disso, a tendência é para sistema 100% sólidos, isento de solventes, no qual dispomos de uma gama destinada a diversas aplicações, com isocianatos aromáticos e/ou alifáticos. As poliuréias alifáticas também estão sendo introduzidas com muito sucesso no mercado americano e europeu e na América Latina, devido a combinação de alto sólidos, resistência mecânica extraordinária e secagem rápida”, detalha Hassessian.

A Bayer MaterialScience dispõe de uma completa linha de isocianatos derivados de HDI, IPDI, H12 MDI, TDI e MDI. “Temos isocianatos bloqueados e base aquosa, muitos deles disponíveis em estoque no Brasil. Produzimos localmente os principais tipos de isocianatos alifáticos, o biureto (Desmodur N 75 BR) e o trimero (Desmodur N 3390 BR). Também possuímos uma completa linha de polióis, parceiros dos isocianatos, sempre adequados a cada tipo de aplicação”, revela Hassessian, acrescentando que o crescimento dos poliuretanos se dá pela assistência técnica e pela proximidade com os clientes. “É essencial entender as necessidades dos clientes e proporcionar produtos e soluções ‘sob medida’ para cada condição proposta.”

Para Martinho, da Deltech, o poliuretano base água continua sendo o mais relevante avanço tecnológico desse segmento, além dos acrílicos e poliésteres uretanizados para aplicações por cura em UV. “Dentro da nossa linha de resinas poliuretânicas que disponibilizamos para o mercado estão: alquídicas e óleos uretanizados para pisos de madeira, utilizados na linha náutica em decks de piscina; dispersões poliuretânicas base água para pisos de madeira; e resinas acrílicas hidroxiladas catalisadas com adutos poliuretânicos para substratos plásticos e acabamentos automotivos (car-refinish). Também estamos trabalhando fortemente na introdução de produtos uretanizados para acabamentos com cura UV e destinados a substratos de madeira, metal, plásticos e vidro. Um outro foco importante de atuação para 2007 são os PUD (dispersões poliuretânicas).”
Russo, da Adexim-Comexim, aponta que as resinas dispersas em água têm uma grande influência no resultado do filme formado em termos de resistência, flexibilidade, resistência a UV e álcalis e não amarela. “O fato de ter uma cura monocomponente ajuda muito nas decisões, embora tenhamos clientes que por motivos técnicos aplicam também os catalisadores para melhorar o desenvolvimento de outras características físico-químicas.”

As resinas poliuretânicas dispersas em água da Adexim-Comexim são fornecidas com várias estruturas, como poliéster alifático, policarbonato alifático e poliéter alifático. “Quanto às variações em tipos, temos desde as mais elásticas até as mais rígidas para aplicações sobre superfícies rígidas ou elásticas, papel ou plásticos, couro ou madeira, tecidos ou autopeças. Enfim, uma gama muito extensa de aplicações com características físicas e químicas desenvolvidas para cada função. Essas resinas podem ser aplicadas sozinhas ou em conjunto com acrílicas puras e ainda podem ter secagem ao ar ou estufa, e catalisadas ou não”, esclarece Russo.

Pestana, da Clariant, acredita que os avanços podem ser classificados em melhorias técnicas, principalmente para vernizes exteriores, e menor toxicidade, aliada ao apelo ecológico. “Temos as linhas Aqualen e Mowipur, cujos produtos são mais adequados para nossa realidade.”

Mais resistência e versatilidade
Para Sabatini, da Proquinor, as resinas poliuretânicas apresentam avanços em sua origem de fonte renovável, são atóxicas, não possuem solventes e não apresentam restrições para transportes terrestre, marítimo e aéreo. “A Proquinor oferece para o mercado polióis e sistemas PU derivados do ácido ricinoléico (Castor Oil - Mamona)  para  coatings, elastômeros, espumas, sistemas rígidos, semi-rígidos, flexíveis  e semi-flexíveis, RIM, moldados, impermeabilizantes para diversos segmentos industriais, principalmente, aditivando produtos petroquímicos para melhorar sua qualidade, e sistemas de produtos com resistência a solventes petroquímicos para plástico de engenharia.”

Na opinião de Lima, da BASF, os avanços se encontram nas tintas baseadas em poliuretanos, que apresentam elevado grau de reticulação das resinas, proporcionando elevada dureza e resistências do filme em geral. A linha de resinas poliuretânicas da empresa é composta por: Basonat HB - biuretos de poliisocianatos alifáticos baseados em hexametileno diisocianato (HDI), resistentes ao intemperismo (aplicação: tintas industriais e móveis); Basonat HI - poliisocianatos alifáticos baseados em isocianuratos de HDI, resistentes ao intemperismo (tintas automotivas originais e repintura e tintas industriais); Basonat IT - poliisocianatos alifáticos baseados em trímeros de diisocianato de isoforona (IPDI), resistentes ao intemperismo (vernizes automotivos com excelente resistência química e dureza); Basonat HA - poliisocianatos modificados com alofanatos baseados em isocianuratos de HDI, isentos de solventes (tintas PU de alto sólidos com resistência ao intemperismo; tintas PU emulsificáveis em água); Basonat HW - poliisocianatos emulsificados baseados em isocianuratos de HDI (tintas PU base água); Basonat TU - adutos polifuncionais de diisocianato de tolileno TDI (primers, tintas e vernizes PU, que não necessitam de resistência ao intemperismo).

A Plastiquimica trabalha na distribuição de produtos químicos para toda a linha poliuretânica. “Nossa principal linha se constitui de TDI, polióis e polióis poliméricos. Temos entre nossos fornecedores a Repsol YPF, e a Petroquímica Rio Terceiro (PRIII)”, salienta Catelan.

A linha de resinas poliuretânicas da FCC Fornecedora leva o nome de Fortilac, elastômeros fornecidos a cerca de 50% em MEK. “As tintas produzidas com Fortilac podem ser aplicadas como mono ou bicomponentes, utilizadas no mercado de tintas para plásticos no setor calçadista, alumínio e outros metais. Apresentam alto brilho, elasticidade e características de dispersabilidade nos pigmentos. Atuamos principalmente no mercado de fabricação de tintas para solados base SBR, TR, PVC e plataformas de sapatos femininos. O uso de tintas ou vernizes à base de poliuretano no mercado calçadista deve-se ao alto brilho que propiciam, adesão e resistência a milhares de flexões que a tinta pode ser submetida sem que seja danificada”, explica Ricardo Araújo, responsável pelo desenvolvimento de poliuretanos da FCC.

A Coim Brasil oferece ao mercado a linha Urecom (catalisadores de isocianato), que está sempre em constante crescimento com novos produtos. Os produtos Urecom 050 e Urecom 075 têm um excelente desempenho e uma ótima relação custo-benefício. A empresa destaca também as linhas Glicexter (resinas alquídicas) e Exter (resinas poliésteres), destinadas ao mercado de tintas de impressão; e a linha de vernizes para madeira, além da linha Coimflex, para ao mercado flexográfico.

No caso da Arinos, as dispersões de poliuretanos da linha NeoRez apresentam elevadas resistências mecânicas e químicas e são especialmente indicadas em aplicações que demandam elevada performance, tais como: vernizes para pisos de assoalhos, acabamentos para móveis, vernizes e acabamentos para plásticos e metais. NeoRez R-2150 é uma dispersão base água de poliuretano alifático que apresenta excelentes resistências químicas e físicas para aplicação em vernizes para assoalhos e que não altera a coloração da madeira com o passar do tempo (não amarela). Pode ser utilizada como sistema mono ou bicomponente. Em sistemas bicomponentes é possível obter formulações para vernizes foscos sem o uso de agentes fosqueantes (sílica). Já NeoRez R-1000, dispersão base água de poliuretano alifático, oferece propriedades únicas de toque macio (soft-feel) e baixo brilho. Indicado para acabamentos de plásticos automotivos para interiores, filmes e plásticos em geral. Pode ser também utilizado como agente fosqueante em formulações que apresentam problemas de estabilidade e separação de fases.

A Arinos ainda oferece NeoRad R-440 e NeoRad R-445 (dispersões de poliuretano para cura ultravioleta). “A principal desvantagem das dispersões de poliuretano em relação a outras resinas, como, por exemplo, os acrílicos, é o seu custo relativamente elevado. Para contornar este problema a DSM NeoResins desenvolveu, na década de 80, os primeiros co-polímeros acrílico-uretanos. Como pioneira nessa tecnologia, a DSM NeoResins oferece a linha NeoPac (co-polímeros acrílico-uretanos), que apresenta um excelente balanço entre custo e performance.

Os co-polímeros são o resultado da polimerização conjunta entre os monômeros acrílicos e uretanos e apresentam performance superior se comparados com a simples mistura física entre essas resinas. Recentemente foram também incorporados a essa tecnologia mecanismos de reticulação interna para melhorar o desempenho dessas resinas”, explica Ribeiro.

A linha dos acrílicos-uretanos da Arinos conta com: NeoPac E-106 e NeoPac E-180 (co-polímeros acrílico-uretano aromático, indicados para vernizes base água para pisos de madeira); NeoPac E-121 (co-polímero acrílico-uretano alifático, indicado para acabamentos em pisos de concreto e metais); e NeoPac E-125 (co-polímero acrílico-uretano alifático auto-reticulável, indicado para vernizes base água para pisos de madeira, que não amarela com o passar do tempo).

Setor em 2007
Os fabricantes de resinas poliuretânicas estão bastante otimistas em relação ao crescimento de 2007. A tendência prevista é de um aumento gradativo de utilização dessas resinas, principalmente por serem ecologicamente corretas, já que não agridem o ambiente e nem o ser humano.

O ano de 2006 foi um marco para os poliuretanos da Bayer e a perspectiva é continuar este ano no mesmo patamar. “Crescemos acima do planejado em praticamente todos os países da América Latina, com volumes quase 15% superiores a 2005. Isso se deve ao já mencionado crescimento mais forte dos sistemas poliuretanos em comparação ao mercado de tintas como um todo, bem como novos projetos recentemente implantados em 2006. Estamos muito otimistas para 2007 em manter o mesmo ritmo forte do ano passado. Esse otimismo é comprovado pelo investimento que fizemos em 2006, destinado a atender ao aumento de demanda dos isocianatos na América Latina. Lembramos que nossa fábrica de Belford Roxo é a única de isocianatos alifáticos da América Latina que produz um material com características similares aos produtos europeus e americanos”, assegura Hassessian.

Sabatini, da Proquinor, analisa o mercado de resinas poliuretânicas e prevê crescimento. “Com  tudo que está ocorrendo nesse momento e de acordo com o conceito mundial sobre matérias-primas de fonte renovável, atóxica, quimicamente correta, não nociva ao ambiente, humano, animal e atmosfera, e ainda sendo matérias-primas biodegradáveis, com grande resistência a UV e IR, e de baixas a altas temperaturas, acredito que só possa melhorar.”

Russo, da Adexim-Comexim, relata que o ano de 2006 vendeu pelo menos 300% a mais em relação a 2005, e essas vendas continuam em crescimento constante em 2007. “Na realidade estamos muito entusiasmados com as perspectivas para o ano corrente. Temos previsões animadoras de nossos clientes em todas as áreas. Acredito que pela eficiência e ecologia, esse mercado crescerá rapidamente.”

A previsão da BASF para 2007 é de crescimento dos sistemas base água no mercado. “O ano passado o setor permaneceu estável, com crescimento muito próximo ao crescimento de mercado, com exceção de alguns nichos específicos de aplicação. A expectativa para este ano é de maior abertura para sistemas base água e crescimento de acordo com o avanço da economia da região. O fato de não haver legislação restritiva aos sistemas base solvente ainda impede que os sistemas base água sejam mais fortemente desenvolvidos”, lamenta Lima.

Catelan, da Plastiquimica, afirma que o ano passado apresentou um pequeno aumento em relação ao ano de 2005, mas não chegou no resultado esperado. “O setor em 2007 deve ter uma boa melhora, já que o governo anunciou um maior investimento no setor de construção civil, o que acarretará em melhorias na qualidade e nos volumes de produção.”

Para Martinho, da Deltech, o mercado em 2006 acompanhou o crescimento do setor. “Em outras palavras, houve crescimento ao redor de 4%. As resinas poliuretânicas continuarão como nichos muito importantes de atuação e foco para 2007. Entretanto, deverão acompanhar a perspectiva de crescimento do setor como um todo.”

Araújo, da FCC Fornecedora, conclui que o mercado de resinas poliuretânicas apresentou estabilidade em 2006. “No setor de tintas para calçados, esperamos que os volumes aumentem em 2007, visto que algumas fábricas de tintas para esse segmento de mercado estão passando a exportar para o resto da América Latina e China.”

A Clariant apresentou uma evolução em 2006 nesse segmento. “Apesar desse crescimento, ainda acreditamos em um potencial maior dos sistemas aquosos. Para este ano, o crescimento deve ser vegetativo para esses sistemas, a menos que os fabricantes locais decidam enfrentar os vernizes para pisos importados”, declara Pestana, acrescentando que após a Abrafati, onde alguns sistemas devem ser apresentados, testados e conhecidos pelos formuladores, o mercado apresentará uma tendência de crescimento para 2008.

 
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