Produtos
de maior valor agregado sempre acabam enfrentando crescimentos
mais conservadores, caso das resinas poliuretânicas.
Apesar de existir uma grande diferença de desempenho
em relação aos outros produtos, o consumidor
brasileiro muitas vezes não está disposto
a pagar por uma qualidade diferenciada.
Produtos
concorrentes das resinas poliuretânicas vão
continuar existindo. Seu custo ainda é um pouco
alto, porém suas qualidades merecem
destaque. A química do poliuretano é insuperável
quanto a sua flexibilidade de formulação, podendo
ir desde um revestimento altamente rígido até um
elastômero similar à borracha.
Entre suas principais características e vantagens
estão: melhor
resistência à luz, durabilidade, resistência
química,
flexibilidade e excepcionais proteções às
ações
mecânicas e riscos. No caso de poliuretanos alifáticos,
também
apresentam excelente resistência a intempéries.
Outra
característica importante das resinas poliuretânicas é que
podem ser utilizadas na forma de tintas bicomponentes em
substratos sensíveis à temperatura,
como, por exemplo, plásticos e madeira. Além
disso, não
são tóxicas para o usuário, seja o fabricante
do sistema ou até mesmo o aplicador final; e ainda
proporcionam ganhos em segurança
de estocagem.
A
abrangência é outro fator que
contribui para o crescimento das resinas poliuretânicas
mundialmente. As principais áreas de utilização
são: vernizes imobiliários, piso de madeira,
linha moveleira, pintura industrial, automotiva e de repintura,
couro, revestimentos de granito, adesivos, tintas de impressão,
têxtil, eletroeletrônica, petroquímica,
aeronáutica, refinish, pintura para plásticos,
entre outros.
Situação
atual
No final de 2005 – época em que Paint & Pintura
investigou os fornecedores de resinas poliuretânicas – havia
uma sensação de recuo do setor, em função
da baixa renda da população, o que provocava
a queda no consumo de tintas com maior valor agregado, que
consomem esse tipo de matéria-prima. Será que
esse cenário apresentou alguma mudança?
Carlos
Russo, diretor da Adexim-Comexim, confirma que em 2005 havia
uma grande retração no uso de resinas
poliuretânicas, pelo seu custo. “Com o decorrer
do tempo e, principalmente, pela qualidade e pela ecologia,
as dispersões aquosas vêm crescendo de forma
contínua desde 2006, chegando a um patamar bastante
interessante e crescente no fim do ano.”
Para
Alvair Sabatini, engenheiro químico da Proquinor,
houve importantes mudanças no setor, principalmente
com o surgimento de consumidores mais exigentes com a qualidade,
durabilidade e resistência, fato ocasionado pelo custo
da mão-de-obra e também pela maior consciência
quanto à fonte renovável e matéria-prima
atóxica (produto ecologicamente correto e sem solventes
tóxicos). “As indústrias automobilísticas,
de auto-peças, eletroeletrônica, componentes
para telecomunicações, peças elétricas
e coatings de proteção, entre outras, estão
cada vez mais buscando resinas ou sistemas de resinas poliuretânicas
de origem vegetal, por não conterem metais pesados
e solventes tóxicos, e evitando problemas de insalubridade
dentro do ambiente de trabalho. Além disso, a resina
possui alta resistência a produtos petroquímicos.”
O
assistente técnico da Plastiquimica, Rafael Catelan,
acredita que não houve um aumento muito relevante
no segmento. “Para o mercado de tintas a sensação é que
o custo tem maior relevância do que a qualidade de
produto. Diferente do que se passa com o mercado de colchões,
por exemplo, que fez com que a melhor renda da população
causasse um interesse maior em espumas de melhor qualidade.
Com as tintas, as formulações acrílicas
base água ainda têm maior mercado devido ao
seu menor custo.”
Décio
Fernandes Lima, representante de serviços
técnicos da BASF, afirma que o crescimento do segmento
de resinas poliuretânicas é bastante conservador. “Há uma
clara diferença de desempenho nesse tipo de sistema,
mas nem sempre o consumidor está disposto a pagar
por isso. Em aplicações onde a performance
da tinta é fator preponderante, o uso é bastante
difundido, e o crescimento do consumo dessas resinas acompanha
o rastro da evolução dessas tintas e aplicações.
Isso pode ser percebido fortemente no segmento industrial,
setor business to business e menos no setor de business
to consumer”.
O
gerente de marketing para América
Latina da Divisão
de Coatings, Adesivos e Selantes da Bayer, Alberto Hassessian,
não concorda com sensação de queda nas
tintas de poliuretano em geral. “Desde o início
de nossa produção de isocianatos no Brasil
temos observado que a taxa de crescimento dos sistemas de
poliuretano é, ano a ano, superior ao crescimento
do setor de tintas no geral. Talvez essa percepção
venha de algum segmento específico, como talvez verniz
para móveis e madeira. Com aumento dos volumes de
vendas foi possível uma adequação de
toda cadeia de custos dos sistemas poliuretânicos,
tornando-os mais acessíveis às populações
de baixa renda. Por outro lado, o consumidor está se
conscientizando que o maior custo inicial das matérias-primas
não representa maior custo da peça pronta e
revestida, principalmente se considerarmos o tempo de vida
muito maior, justificando totalmente o capital investido.”
Luiz
Carlos Pestana, gerente de produto da área de
negócios Paint, Construction & Adhesives, da Clariant – que
atua apenas nos sistemas aquosos –, faz uma análise
das resinas poliuretânicas base solvente e sistemas
aquosos. “Julgamos que o sistema solvente sofreu influência
de outros fatores para ter recuado, como, por exemplo, a
valorização do real, a redução
do volume de exportações da indústria
moveleira e a substituição dessas resinas no
mercado interno por outras menos nobres. Quanto ao sistema
poliuretano aquoso ainda é um sistema pouco difundido
no mercado local, mas que apresenta potencial de crescimento
latente, principalmente no uso de verniz para pisos de madeira
(parquet), visto que o maior consumo dessa família
de verniz é de produtos importados.”
Já Luiz
Martinho, gerente-geral da Priam Deltech, acredita que todo
cenário que envolve venda e/ou crescimento
de produtos com maior valor agregado envolve também
um certo ceticismo em relação ao poder aquisitivo
dos possíveis usuários. “Na minha avaliação,
o mercado de resinas poliuretânicas continua absolutamente
igual, ou seja, não apresentou o crescimento esperado.”
Expansão
do setor
O principal fator que pode impulsionar a expansão
do setor de resinas poliuretânicas é o avanço
das formulações base água. “As
formulações base água apareceram como
uma nova tecnologia, que já é bastante difundida
na Europa, porém ainda tem muito a se desenvolver
na América do Sul. Um segmento que pode se desenvolver
fortemente nos próximos anos é o de sistemas
PU base água para pisos de madeira. Custos altos e
performance ainda são pontos críticos quando
comparados com os sistemas convencionais. O fator custo continua
sendo um limitador para seu crescimento. Existem diversos
sistemas, dentre eles, por exemplo, sistemas alquídicos
ou alquídicos modificados, que embora tenham performance
muito inferior, ainda são bastante utilizados por
terem baixo custo e adicionalmente desempenho compatível
com a demanda requisitada”, declara Lima, da BASF.
A
Arinos, que atende com exclusividade o mercado nacional de
tintas e vernizes com a linha de resinas da DSM NeoResins,
também aposta nos sistemas base água. “A
Arinos é líder mundial no desenvolvimento e
produção de uma extensa linha de resinas acrílicas
e poliuretânicas com foco em produtos base água
que sejam ecologicamente corretos. Seja para o segmento de
tintas industriais ou para a indústria de artes gráficas,
as nossas marcas NeoCryl, NeoRez, NeoPac, NeoRad e Haloflex
são reconhecidas globalmente por serem sinônimos
de elevada performance e qualidade”, explica Anilton
Flávio Ribeiro, gerente do mercado de tintas.
Pestana,
da Clariant, aponta que esse é um mercado
com grandes perspectivas. “A tendência é de
crescimento, graças a sua performance em substituição
aos sistemas nitrocelulósicos, como também
tendo em vista o conceito de não agressão ao
ambiente. O fator custo ainda representa um entrave para
o crescimento. Mas enquanto a preocupação do
fabricante local girar apenas em torno do preço/custo
serão abertas oportunidades para a importação,
via novas tecnologias e aplicações. Exemplo
disso é o mercado de vernizes para pisos (parquet),
onde ocorreu uma virada via importação.”
Russo,
da Adexim-Comexim, destaca que as resinas PU dispersas em água
já podem ser consideradas um sucesso,
seja por ecologia ou tendência de banir o uso de solventes. “A
eliminação de solventes atinge todas as variáveis
do processo, ou seja, quanto à estocagem, processo
mais seguro, aplicação sem contaminantes, entre
outros. Sem dúvida, perdemos muitas aplicações
onde os clientes não enxergam as vantagens técnicas.
Mas felizmente as maiores empresas aprovam esses produtos
para muitos fins e com grandes resultados.”
Martinho,
da Deltech, não acredita que os sistemas
poliuretânicos base água sejam um fator primordial
para impulsionar a expansão do setor. “Na minha
opinião, o sistema base água é um fator
de diferenciação e de substituição
por sistema base solvente. O grande problema é que
o custo continua sendo um fator que prejudica a venda dessa
tecnologia.”
Para
Hassessian, da Bayer, o consumo de resinas poliuretânicas
base aquosa ainda está aquém do esperado. “Já temos
vários negócios com sistemas aquosos, entretanto
não chegaram ao nível de nossas projeções
do passado. Como não há legislação
que restringe o uso de solventes orgânicos no País,
isso faz com que haja um atraso na implementação
desses sistemas aquosos, visto que seu custo ainda é um
pouco mais elevado e alguns cuidados adicionais ainda são
necessários em sua manipulação. Porém
existe um grande interesse da indústria de tintas
nessa tecnologia, por causa de suas características
e performance. Com isso, tivemos inúmeros novos projetos
e alguns efetivamente já se tornaram produtos comerciais”,
revela o gerente de marketing, acrescentando que acredita
ser uma questão de tempo para que os sistemas aquosos
se propaguem fortemente no setor de tintas e vernizes da
América Latina, seguindo a mesma tendência da
Europa e EUA.
Sabatini,
da Proquinor, revela que os preços
estão
caindo, proporcionando melhores custos para os
insumos de PU origem vegetal, devido ao aumento cada vez
maior do plantio de oleaginosas no mundo inteiro.
Avanços tecnológicos
Na área de resinas poliuretânicas os avanços
tecnológicos estão acontecendo, especialmente,
nas formulações base água que substituíram
os sistemas base solvente, melhorando a qualidade do produto
e diminuindo a relação de toxicidade na aplicação
e produção.
A
Bayer continua trabalhando fortemente com produtos toxicologicamente
e ecologicamente mais corretos. “Em
2006 foram lançados
novos isocianatos à base d’água, especialmente
para reduzir o teor de co-solventes de n.metilpirolidona
ou até mesmo eliminando-o. Além disso, a tendência é para
sistema 100% sólidos, isento de solventes, no qual
dispomos de uma gama destinada a diversas aplicações,
com isocianatos aromáticos e/ou alifáticos.
As poliuréias alifáticas também estão
sendo introduzidas com muito sucesso no mercado americano
e europeu e na América Latina, devido a combinação
de alto sólidos, resistência mecânica
extraordinária e secagem rápida”, detalha
Hassessian.
A
Bayer MaterialScience dispõe de uma completa
linha de isocianatos derivados de HDI, IPDI, H12 MDI, TDI
e MDI. “Temos
isocianatos bloqueados e base aquosa, muitos deles disponíveis
em estoque no Brasil. Produzimos localmente os principais
tipos de isocianatos alifáticos, o biureto (Desmodur
N 75 BR) e o trimero (Desmodur N 3390 BR). Também
possuímos uma completa linha de polióis, parceiros
dos isocianatos, sempre adequados a cada tipo de aplicação”,
revela Hassessian, acrescentando que o crescimento dos poliuretanos
se dá pela assistência técnica e pela
proximidade com os clientes. “É essencial entender
as necessidades dos clientes e proporcionar produtos e soluções ‘sob
medida’ para cada condição proposta.”
Para
Martinho, da Deltech, o poliuretano base água
continua sendo o mais relevante avanço tecnológico
desse segmento, além dos acrílicos e poliésteres
uretanizados para aplicações por cura em UV. “Dentro
da nossa linha de resinas poliuretânicas que disponibilizamos
para o mercado estão: alquídicas e óleos
uretanizados para pisos de madeira, utilizados na linha náutica
em decks de piscina; dispersões poliuretânicas
base água para pisos de madeira; e resinas acrílicas
hidroxiladas catalisadas com adutos poliuretânicos
para substratos plásticos e acabamentos automotivos
(car-refinish). Também estamos trabalhando fortemente
na introdução de produtos uretanizados para
acabamentos com cura UV e destinados a substratos de madeira,
metal, plásticos e vidro. Um outro foco importante
de atuação para 2007 são os PUD (dispersões
poliuretânicas).”
Russo, da Adexim-Comexim, aponta que as resinas dispersas
em água têm uma grande influência no resultado
do filme formado em termos de resistência, flexibilidade,
resistência a UV e álcalis e não amarela. “O
fato de ter uma cura monocomponente ajuda muito nas decisões,
embora tenhamos clientes que por motivos técnicos
aplicam também os catalisadores para melhorar o desenvolvimento
de outras características físico-químicas.”
As
resinas poliuretânicas dispersas em água
da Adexim-Comexim são fornecidas com várias
estruturas, como poliéster alifático, policarbonato
alifático e poliéter alifático. “Quanto às
variações em tipos, temos desde as mais elásticas
até as mais rígidas para aplicações
sobre superfícies rígidas ou elásticas,
papel ou plásticos, couro ou madeira, tecidos ou autopeças.
Enfim, uma gama muito extensa de aplicações
com características físicas e químicas
desenvolvidas para cada função. Essas resinas
podem ser aplicadas sozinhas ou em conjunto com acrílicas
puras e ainda podem ter secagem ao ar ou estufa, e catalisadas
ou não”, esclarece Russo.
Pestana,
da Clariant, acredita que os avanços podem
ser classificados em melhorias técnicas, principalmente
para vernizes exteriores, e menor toxicidade, aliada ao apelo
ecológico. “Temos as linhas Aqualen e Mowipur,
cujos produtos são mais adequados para nossa realidade.”
Mais
resistência e versatilidade
Para Sabatini, da Proquinor, as resinas poliuretânicas
apresentam avanços em sua origem de fonte renovável,
são atóxicas, não possuem solventes
e não apresentam restrições para transportes
terrestre, marítimo e aéreo. “A Proquinor
oferece para o mercado polióis e sistemas PU
derivados do ácido ricinoléico (Castor
Oil - Mamona) para coatings, elastômeros,
espumas, sistemas rígidos, semi-rígidos, flexíveis e semi-flexíveis, RIM, moldados,
impermeabilizantes para diversos segmentos industriais, principalmente,
aditivando produtos petroquímicos para melhorar sua
qualidade, e sistemas de produtos com resistência
a solventes petroquímicos para plástico
de engenharia.”
Na
opinião de Lima, da BASF,
os avanços se
encontram nas tintas baseadas em poliuretanos, que apresentam
elevado grau de reticulação das resinas, proporcionando
elevada dureza e resistências do filme em geral. A
linha de resinas poliuretânicas da empresa é composta
por: Basonat HB - biuretos de poliisocianatos alifáticos
baseados em hexametileno diisocianato (HDI), resistentes
ao intemperismo (aplicação: tintas industriais
e móveis); Basonat HI - poliisocianatos alifáticos
baseados em isocianuratos de HDI, resistentes ao intemperismo
(tintas automotivas originais e repintura e tintas industriais);
Basonat IT - poliisocianatos alifáticos baseados em
trímeros de diisocianato de isoforona (IPDI), resistentes
ao intemperismo (vernizes automotivos com excelente resistência
química e dureza); Basonat HA - poliisocianatos modificados
com alofanatos baseados em isocianuratos de HDI, isentos
de solventes (tintas PU de alto sólidos com resistência
ao intemperismo; tintas PU emulsificáveis em água);
Basonat HW - poliisocianatos emulsificados baseados em isocianuratos
de HDI (tintas PU base água); Basonat TU - adutos
polifuncionais de diisocianato de tolileno TDI (primers,
tintas e vernizes PU, que não necessitam de resistência
ao intemperismo).
A
Plastiquimica trabalha na distribuição
de produtos químicos para toda a linha poliuretânica. “Nossa
principal linha se constitui de TDI, polióis e polióis
poliméricos. Temos entre nossos fornecedores a Repsol
YPF, e a Petroquímica Rio Terceiro (PRIII)”,
salienta Catelan.
A
linha de resinas poliuretânicas
da FCC Fornecedora leva o nome de Fortilac, elastômeros
fornecidos a cerca de 50% em MEK. “As tintas produzidas
com Fortilac podem ser aplicadas como mono ou bicomponentes,
utilizadas no mercado de tintas para plásticos no
setor calçadista,
alumínio e outros metais. Apresentam alto brilho,
elasticidade e características de dispersabilidade
nos pigmentos. Atuamos principalmente no mercado de fabricação
de tintas para solados base SBR, TR, PVC e plataformas de
sapatos femininos. O uso de tintas ou vernizes à base
de poliuretano no mercado calçadista deve-se ao alto
brilho que propiciam, adesão e resistência a
milhares de flexões que a tinta pode ser submetida
sem que seja danificada”, explica Ricardo Araújo,
responsável pelo desenvolvimento de poliuretanos da
FCC.
A
Coim Brasil oferece ao mercado a linha Urecom (catalisadores
de isocianato), que está sempre em constante crescimento
com novos produtos. Os produtos Urecom 050 e Urecom 075 têm
um excelente desempenho e uma ótima relação
custo-benefício. A empresa destaca também as
linhas Glicexter (resinas alquídicas) e Exter (resinas
poliésteres), destinadas ao mercado de tintas de impressão;
e a linha de vernizes para madeira, além da linha
Coimflex, para ao mercado flexográfico.
No
caso da Arinos, as dispersões de poliuretanos da
linha NeoRez apresentam elevadas resistências mecânicas
e químicas e são especialmente indicadas em
aplicações que demandam elevada performance,
tais como: vernizes para pisos de assoalhos, acabamentos
para móveis, vernizes e acabamentos para plásticos
e metais. NeoRez R-2150 é uma dispersão base água
de poliuretano alifático que apresenta excelentes
resistências químicas e físicas para
aplicação em vernizes para assoalhos e que
não altera a coloração da madeira com
o passar do tempo (não amarela). Pode ser utilizada
como sistema mono ou bicomponente. Em sistemas bicomponentes é possível
obter formulações para vernizes foscos sem
o uso de agentes fosqueantes (sílica). Já NeoRez
R-1000, dispersão base água de poliuretano
alifático, oferece propriedades únicas de toque
macio (soft-feel) e baixo brilho. Indicado para acabamentos
de plásticos automotivos para interiores, filmes e
plásticos em geral. Pode ser também utilizado
como agente fosqueante em formulações que apresentam
problemas de estabilidade e separação de fases.
A
Arinos ainda oferece NeoRad R-440 e NeoRad R-445 (dispersões
de poliuretano para cura ultravioleta). “A principal
desvantagem das dispersões de poliuretano em relação
a outras resinas, como, por exemplo, os acrílicos, é o
seu custo relativamente elevado. Para contornar este problema
a DSM NeoResins desenvolveu, na década de 80, os primeiros
co-polímeros acrílico-uretanos. Como pioneira
nessa tecnologia, a DSM NeoResins oferece a linha NeoPac
(co-polímeros acrílico-uretanos), que apresenta
um excelente balanço entre custo e performance.
Os
co-polímeros são o resultado da polimerização
conjunta entre os monômeros acrílicos e uretanos
e apresentam performance superior se comparados com a simples
mistura física entre essas resinas. Recentemente foram
também incorporados a essa tecnologia mecanismos de
reticulação interna para melhorar o desempenho
dessas resinas”, explica Ribeiro.
A
linha dos acrílicos-uretanos
da Arinos conta com: NeoPac E-106 e NeoPac E-180 (co-polímeros
acrílico-uretano
aromático, indicados para vernizes base água
para pisos de madeira); NeoPac E-121 (co-polímero
acrílico-uretano alifático, indicado para acabamentos
em pisos de concreto e metais); e NeoPac E-125 (co-polímero
acrílico-uretano alifático auto-reticulável,
indicado para vernizes base água para pisos de madeira,
que não amarela com o passar do tempo).
Setor em 2007
Os fabricantes de resinas poliuretânicas estão
bastante otimistas em relação ao crescimento
de 2007. A tendência prevista é de um aumento
gradativo de utilização dessas resinas, principalmente
por serem ecologicamente corretas, já que não
agridem o ambiente e nem o ser humano.
O
ano de 2006 foi um marco para os poliuretanos da Bayer
e a perspectiva é continuar
este ano no mesmo patamar. “Crescemos
acima do planejado em praticamente todos os países
da América Latina, com volumes quase 15% superiores
a 2005. Isso se deve ao já mencionado crescimento
mais forte dos sistemas poliuretanos em comparação
ao mercado de tintas como um todo, bem como novos projetos
recentemente implantados em 2006. Estamos muito otimistas
para 2007 em manter o mesmo ritmo forte do ano passado. Esse
otimismo é comprovado pelo investimento que fizemos
em 2006, destinado a atender ao aumento de demanda dos isocianatos
na América Latina. Lembramos que nossa fábrica
de Belford Roxo é a única de isocianatos alifáticos
da América Latina que produz um material com características
similares aos produtos europeus e americanos”, assegura
Hassessian.
Sabatini,
da Proquinor, analisa o mercado de resinas poliuretânicas
e prevê crescimento. “Com tudo que está ocorrendo
nesse momento e de acordo com o conceito mundial sobre matérias-primas
de fonte renovável, atóxica, quimicamente
correta, não nociva ao ambiente, humano, animal e
atmosfera, e ainda sendo matérias-primas biodegradáveis,
com grande resistência a UV e IR, e de baixas a altas
temperaturas, acredito que só possa melhorar.”
Russo,
da Adexim-Comexim, relata que o ano de 2006 vendeu pelo menos
300% a mais em relação a 2005, e
essas vendas continuam em crescimento constante em 2007. “Na
realidade estamos muito entusiasmados com as perspectivas
para o ano corrente. Temos previsões animadoras de
nossos clientes em todas as áreas. Acredito que pela
eficiência e ecologia, esse mercado crescerá rapidamente.”
A
previsão da BASF para 2007 é de crescimento
dos sistemas base água no mercado. “O ano passado
o setor permaneceu estável, com crescimento muito
próximo ao crescimento de mercado, com exceção
de alguns nichos específicos de aplicação.
A expectativa para este ano é de maior abertura para
sistemas base água e crescimento de acordo com o avanço
da economia da região. O fato de não haver
legislação restritiva aos sistemas base solvente
ainda impede que os sistemas base água sejam mais
fortemente desenvolvidos”, lamenta Lima.
Catelan,
da Plastiquimica, afirma que o ano passado apresentou um
pequeno aumento em relação ao ano de 2005,
mas não chegou no resultado esperado. “O setor
em 2007 deve ter uma boa melhora, já que o governo
anunciou um maior investimento no setor de construção
civil, o que acarretará em melhorias na qualidade
e nos volumes de produção.”
Para
Martinho, da Deltech, o mercado em 2006 acompanhou o crescimento
do setor. “Em outras palavras, houve crescimento
ao redor de 4%. As resinas poliuretânicas continuarão
como nichos muito importantes de atuação e
foco para 2007. Entretanto, deverão acompanhar a perspectiva
de crescimento do setor como um todo.”
Araújo,
da FCC Fornecedora, conclui que o mercado de resinas poliuretânicas
apresentou estabilidade em 2006. “No setor de tintas
para calçados, esperamos
que os volumes aumentem em 2007, visto que algumas fábricas
de tintas para esse segmento de mercado estão passando
a exportar para o resto da América Latina e China.”
A
Clariant apresentou uma evolução em 2006
nesse segmento. “Apesar desse crescimento, ainda acreditamos
em um potencial maior dos sistemas aquosos. Para este ano,
o crescimento deve ser vegetativo para esses sistemas, a
menos que os fabricantes locais decidam enfrentar os vernizes
para pisos importados”, declara Pestana, acrescentando
que após a Abrafati, onde alguns sistemas devem ser
apresentados, testados e conhecidos pelos formuladores, o
mercado apresentará uma tendência de crescimento
para 2008. |