Nos últimos
anos, o mercado de embalagens plásticas
vem surpreendentemente apresentando crescimento no segmento
de tintas. Vários fatores têm contribuído
para este cenário, como a evolução das
tecnologias, redução de custos e atuação
em segmentos nos quais só eram aceitas embalagens
metálicas.
Em
diversos países da Europa e dos
Estados Unidos já existe uma
maior participação das embalagens plásticas
em relação às
metálicas. No Brasil, a lata ainda é a principal
embalagem utilizada na área de tintas, mas o consumo
está estável, sendo que
a embalagem plástica está em crescimento devido
a essa tendência
mundial.
Em
2006, o mercado de embalagens plásticas
se comportou de forma crescente, especialmente no caso dos
baldes plásticos para o segmento de tintas,
onde o consumo vem aumentando constantemente. Cada vez mais
as empresas estão
reconhecendo as vantagens deste produto e implantando-o em
sua linha de produção.
De
acordo com as principais conclusões do parecer técnico
sobre embalagens plásticas do Cetea – Centro
de Tecnologia de Embalagem –,
as embalagens plásticas são corretas do ponto
de vista da preservação
ambiental; além de trazer uma série de vantagens
para a economia do País e para o consumidor final.
Parece
que o mercado entendeu perfeitamente que o plástico
não é mais
a embalagem do futuro, mas do presente. E essa mudança é irreversível.
Normas do setor
As
empresas fabricantes de embalagens plásticas atendem
as principais normas exigidas, tanto nas matérias-primas
utilizadas como também no processo de fabricação.
Na Fustiplast, por exemplo, as matérias-primas usadas
são importadas e possuem os certificados europeus
e da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância
Sanitária para o envase de produtos alimentícios. ”No
caso dos IBCs, nossa matéria-prima contém aditivos
UV. Todas as embalagens são fabricadas com material
virgem”, informa Sergio Nunes, diretor, complementando
que a empresa também tem cuidados especiais em sua área
de estocagem. “Produzimos embalagens com o sistema
FIFO de matéria-prima. O material é estocado
em área coberta, assim como os produtos acabados.
Em alguns casos, as embalagens são ensacadas com sacos
plásticos anti-estáticos para evitar o acúmulo
de poeira”.
A
Fibrasa é outra empresa que sempre
se preocupou em respeitar as normas existentes. “Nossa
preocupação é de
longa data. Fomos a primeira fabricante de balde plástico
para tinta certificada com a norma ISO 9001. Seguimos todos
os cuidados exigidos para uma produção com
segurança e qualidade, bem como estocagem de materiais”,
afirma o presidente Sérgio Souza Rogério de
Castro.
Com
60% das embalagens destinadas a produtos alimentícios,
a Mecesa sempre se preocupou com a aquisição
de resinas e masterbatchs isentos de metais pesados, além
de não reutilizar material reciclado nas linhas de
injeção. “Toda a nossa planta é enclausurada
e dotada de sistema de ventilação com pressão
positiva, controle de pragas e aplicação de
BPF. As embalagens fornecidas são devidamente paletizadas
e recebem filme stretch, que garante a sua seguridade”,
revela Sérgio Mello, gerente industrial.
Para
a Bomix, todo cuidado é pouco. “Atendemos
perfeitamente as normas exigidas pela certificação
ISO 9001. Para garantir a eficiência no processo, fazemos
inspeções diárias e garantimos a qualidade
de todos os nossos produtos”, declara Geraldo Silveira,
diretor comercial.
Tecnologia
O avanço da tecnologia atribuída às
embalagens plásticas está cada vez melhor.
A utilização de resinas plásticas petroquímicas
para a fabricação de embalagens proporciona
barreira a gases, vapor de água e aromas, associada
ao bom desempenho mecânico, fechamento e custo compatível,
garantindo total nível de segurança e qualidade
desde o produtor até o usuário final.
Na
opinião
de Castro, da Fibrasa, a tecnologia de produção
e envase de produtos em embalagens plásticas é uma
das mais seguras, quando comparada com outros tipos de embalagens. “O
balde plástico,
além de ser mais leve que uma embalagem metálica,
propicia um manuseio muito mais fácil. Também
diminui o espaço de armazenagem antes do envase do
produto (embalagem telescopável); evita a oxidação
(o que já não acontece na embalagem metálica); é mais
adequada à exportação; facilita seu
uso por possuir uma tampa passível de ser aberta e
fechada várias vezes sem a utilização
de ferramentas; não possui pontos cortantes; e oferece
um custo menor quando comparado à lata. Além
disso, a própria tampa plástica é auto-lacrável.
O lacre permite visualizar se a embalagem já foi aberta
ou não”, lista, completando que atualmente,
em vários países da Europa e Estados Unidos,
o balde plástico possui maior participação
em vendas do que as embalagens metálicas.
Toda
a engenharia dos produtos da Mecesa foi desenvolvida no
Canadá, o que já consagra alta tecnologia,
bem como os sistemas de injeção integrados
juntamente com o controle rigoroso do sistema de qualidade. “Nossa
matriz está realizando uma extensão dos certificados
NBR ISO 9001/2000 e ISO 14000 para nossa planta de plásticos”,
destaca Mello.
Nunes,
da Fustiplast, destaca que o sistema de qualidade da empresa
contempla um controle rígido
de espessura e peso da embalagem. “Provas periódicas
de desempenho são efetuadas em nossas próprias
dependências,
garantindo o transporte seguro de produtos perigosos. Já quanto
a nossa vedação, os tambores plásticos
possuem um fechamento por bujões com rosca e gaxetas.
Para os IBCs, a tampa superior conta com uma rosca e gaxeta;
e a válvula inferior, normalmente, é soldada,
evitando o uso de gaxetas conforme a prática de mercado
atual”, detalha Nunes, completando que a Fustiplast é certificada
na ISO 9001/2000 pela SGS.
Embalagens para tintas
A embalagem plástica protege o produto na distribuição
e na estocagem, aumenta a vida útil, conserva sua
qualidade por mais tempo, reduz perdas, garante segurança
e impede contaminações. Por esses motivos,
os fabricantes de embalagens plásticas estão
oferecendo diferenciados tipos e tamanhos de embalagens para
o mercado de tintas. A Bomix, por exemplo, produz galão
de 3,6 litros, balde de 18 litros, e em breve lançará outras
novidades. “Possuímos um rigoroso controle de
qualidade, e temos como principal sistema de vedação
o travamento com anel”, destaca Silveira.
A
Mecesa oferece ao mercado de tintas galões de 3,6
litros e baldes plásticos de 16 e 18 litros. “O
nosso principal diferencial é a resistência
mecânica de nossos produtos, principalmente no quesito
de resistência a impacto e empilhamento estático.
Outro fator que vale ser ressaltado é a segurança
de nossas embalagens contra a adulteração de
produtos envasados”, conta Mello.
A
Fustiplast trabalha com contentores de 1000 litros e tambores
plásticos
de 200 litros. “Nos contentores de
1000 litros, a vantagem é que a própria embalagem é uma
unidade de transporte, ou seja, não é necessária
a paletização. Além disso, racionaliza
o espaço físico; aumenta a área de estocagem;
possibilita mais economia e rapidez no sistema de identificação
e envase; proporciona agilidade no transporte (carregamento
e descarregamento); e menor custo por litro de produto envasado.
Já nos tambores plásticos podemos destacar
a limpeza e higiene da embalagem, quando comparada aos tambores
metálicos; além da leveza e custo competitivo”,
reforça Nunes.
Castro
anuncia que a Fibrasa produz para o segmento de tintas
e/ou produtos químicos:
baldes de 3,6 litros específicos
para tintas; baldes de 3,6 litros para massa corrida e outros
produtos mais densos; além de baldes de 17 e 18 litros. “Disponibilizamos
três tipos de impressões diferentes: serigrafia
até quatro cores, offset até seis cores e IML(In
Mold Label), que permite reprodução com qualidade
fotográfica”, garante.
Ele
ainda destaca que a Fibrasa apesar de atuar há 35
anos no mercado de embalagens, especificamente no mercado
de baldes plásticos para tintas a atuação
da empresa é de apenas seis anos. “Nesse curto
prazo, a Fibrasa conseguiu uma participação
muito expressiva no mercado de tintas, situando-se entre
as maiores fornecedoras no mercado brasileiro. E o reconhecimento
está aparecendo agora, com a indicação
da Fibrasa entre os finalistas do 11º Prêmio Paint & Pintura
2007”.
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