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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 112 - Embalagens Plásticas
 
Plástico ou lata?
 

Essa é uma pergunta que ainda deixa dúvida no mercado brasileiro. Mas aos poucos, as embalagens plásticas estão ganham espaço nas indústrias de tintas, devido suas inúmeras vantagens e, principalmente, por se tratar de um produto cujo processo de fabricação não afeta o ambiente nem contribui para o aquecimento global.

 
Lucélia Monfardini
 

Nos últimos anos, o mercado de embalagens plásticas vem surpreendentemente apresentando crescimento no segmento de tintas. Vários fatores têm contribuído para este cenário, como a evolução das tecnologias, redução de custos e atuação em segmentos nos quais só eram aceitas embalagens metálicas.

Em diversos países da Europa e dos Estados Unidos já existe uma maior participação das embalagens plásticas em relação às metálicas. No Brasil, a lata ainda é a principal embalagem utilizada na área de tintas, mas o consumo está estável, sendo que a embalagem plástica está em crescimento devido a essa tendência mundial.

Em 2006, o mercado de embalagens plásticas se comportou de forma crescente, especialmente no caso dos baldes plásticos para o segmento de tintas, onde o consumo vem aumentando constantemente. Cada vez mais as empresas estão reconhecendo as vantagens deste produto e implantando-o em sua linha de produção.

De acordo com as principais conclusões do parecer técnico sobre embalagens plásticas do Cetea – Centro de Tecnologia de Embalagem –, as embalagens plásticas são corretas do ponto de vista da preservação ambiental; além de trazer uma série de vantagens para a economia do País e para o consumidor final.

Parece que o mercado entendeu perfeitamente que o plástico não é mais a embalagem do futuro, mas do presente. E essa mudança é irreversível.

Normas do setor
As empresas fabricantes de embalagens plásticas atendem as principais normas exigidas, tanto nas matérias-primas utilizadas como também no processo de fabricação. Na Fustiplast, por exemplo, as matérias-primas usadas são importadas e possuem os certificados europeus e da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária para o envase de produtos alimentícios. ”No caso dos IBCs, nossa matéria-prima contém aditivos UV. Todas as embalagens são fabricadas com material virgem”, informa Sergio Nunes, diretor, complementando que a empresa também tem cuidados especiais em sua área de estocagem. “Produzimos embalagens com o sistema FIFO de matéria-prima. O material é estocado em área coberta, assim como os produtos acabados. Em alguns casos, as embalagens são ensacadas com sacos plásticos anti-estáticos para evitar o acúmulo de poeira”.

A Fibrasa é outra empresa que sempre se preocupou em respeitar as normas existentes. “Nossa preocupação é de longa data. Fomos a primeira fabricante de balde plástico para tinta certificada com a norma ISO 9001. Seguimos todos os cuidados exigidos para uma produção com segurança e qualidade, bem como estocagem de materiais”, afirma o presidente Sérgio Souza Rogério de Castro.

Com 60% das embalagens destinadas a produtos alimentícios, a Mecesa sempre se preocupou com a aquisição de resinas e masterbatchs isentos de metais pesados, além de não reutilizar material reciclado nas linhas de injeção. “Toda a nossa planta é enclausurada e dotada de sistema de ventilação com pressão positiva, controle de pragas e aplicação de BPF. As embalagens fornecidas são devidamente paletizadas e recebem filme stretch, que garante a sua seguridade”, revela Sérgio Mello, gerente industrial.

Para a Bomix, todo cuidado é pouco. “Atendemos perfeitamente as normas exigidas pela certificação ISO 9001. Para garantir a eficiência no processo, fazemos inspeções diárias e garantimos a qualidade de todos os nossos produtos”, declara Geraldo Silveira, diretor comercial.

Tecnologia
O avanço da tecnologia atribuída às embalagens plásticas está cada vez melhor. A utilização de resinas plásticas petroquímicas para a fabricação de embalagens proporciona barreira a gases, vapor de água e aromas, associada ao bom desempenho mecânico, fechamento e custo compatível, garantindo total nível de segurança e qualidade desde o produtor até o usuário final.

Na opinião de Castro, da Fibrasa, a tecnologia de produção e envase de produtos em embalagens plásticas é uma das mais seguras, quando comparada com outros tipos de embalagens. “O balde plástico, além de ser mais leve que uma embalagem metálica, propicia um manuseio muito mais fácil. Também diminui o espaço de armazenagem antes do envase do produto (embalagem telescopável); evita a oxidação (o que já não acontece na embalagem metálica); é mais adequada à exportação; facilita seu uso por possuir uma tampa passível de ser aberta e fechada várias vezes sem a utilização de ferramentas; não possui pontos cortantes; e oferece um custo menor quando comparado à lata. Além disso, a própria tampa plástica é auto-lacrável. O lacre permite visualizar se a embalagem já foi aberta ou não”, lista, completando que atualmente, em vários países da Europa e Estados Unidos, o balde plástico possui maior participação em vendas do que as embalagens metálicas.

Toda a engenharia dos produtos da Mecesa foi desenvolvida no Canadá, o que já consagra alta tecnologia, bem como os sistemas de injeção integrados juntamente com o controle rigoroso do sistema de qualidade. “Nossa matriz está realizando uma extensão dos certificados NBR ISO 9001/2000 e ISO 14000 para nossa planta de plásticos”, destaca Mello.

Nunes, da Fustiplast, destaca que o sistema de qualidade da empresa contempla um controle rígido de espessura e peso da embalagem. “Provas periódicas de desempenho são efetuadas em nossas próprias dependências, garantindo o transporte seguro de produtos perigosos. Já quanto a nossa vedação, os tambores plásticos possuem um fechamento por bujões com rosca e gaxetas. Para os IBCs, a tampa superior conta com uma rosca e gaxeta; e a válvula inferior, normalmente, é soldada, evitando o uso de gaxetas conforme a prática de mercado atual”, detalha Nunes, completando que a Fustiplast é certificada na ISO 9001/2000 pela SGS.

Embalagens para tintas
A embalagem plástica protege o produto na distribuição e na estocagem, aumenta a vida útil, conserva sua qualidade por mais tempo, reduz perdas, garante segurança e impede contaminações. Por esses motivos, os fabricantes de embalagens plásticas estão oferecendo diferenciados tipos e tamanhos de embalagens para o mercado de tintas. A Bomix, por exemplo, produz galão de 3,6 litros, balde de 18 litros, e em breve lançará outras novidades. “Possuímos um rigoroso controle de qualidade, e temos como principal sistema de vedação o travamento com anel”, destaca Silveira.

A Mecesa oferece ao mercado de tintas galões de 3,6 litros e baldes plásticos de 16 e 18 litros. “O nosso principal diferencial é a resistência mecânica de nossos produtos, principalmente no quesito de resistência a impacto e empilhamento estático. Outro fator que vale ser ressaltado é a segurança de nossas embalagens contra a adulteração de produtos envasados”, conta Mello.

A Fustiplast trabalha com contentores de 1000 litros e tambores plásticos de 200 litros. “Nos contentores de 1000 litros, a vantagem é que a própria embalagem é uma unidade de transporte, ou seja, não é necessária a paletização. Além disso, racionaliza o espaço físico; aumenta a área de estocagem; possibilita mais economia e rapidez no sistema de identificação e envase; proporciona agilidade no transporte (carregamento e descarregamento); e menor custo por litro de produto envasado. Já nos tambores plásticos podemos destacar a limpeza e higiene da embalagem, quando comparada aos tambores metálicos; além da leveza e custo competitivo”, reforça Nunes.

Castro anuncia que a Fibrasa produz para o segmento de tintas e/ou produtos químicos: baldes de 3,6 litros específicos para tintas; baldes de 3,6 litros para massa corrida e outros produtos mais densos; além de baldes de 17 e 18 litros. “Disponibilizamos três tipos de impressões diferentes: serigrafia até quatro cores, offset até seis cores e IML(In Mold Label), que permite reprodução com qualidade fotográfica”, garante.

Ele ainda destaca que a Fibrasa apesar de atuar há 35 anos no mercado de embalagens, especificamente no mercado de baldes plásticos para tintas a atuação da empresa é de apenas seis anos. “Nesse curto prazo, a Fibrasa conseguiu uma participação muito expressiva no mercado de tintas, situando-se entre as maiores fornecedoras no mercado brasileiro. E o reconhecimento está aparecendo agora, com a indicação da Fibrasa entre os finalistas do 11º Prêmio Paint & Pintura 2007”.

 
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