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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 112 - Indústrias & Negócios - Lanxess
 
Ganhando o mundo
 

Com investimentos constantes em produção, qualidade e atendimento, a Lanxess do Brasil galga novos caminhos no mercado internacional.

 
Por Maristela Rizzo
 

Passados pouco mais de quatro meses após o anúncio do aumento da capacidade de produção de sua unidade em Porto Feliz (SP) para 35 mil toneladas, a Lanxess Brasil tem novo motivo para se orgulhar. Em março deste ano, o Grupo Lanxess reuniu a imprensa para comunicar que a operação brasileira conseguiu superar a do Canadá, ocupando o segundo lugar no ranking de vendas da companhia nas Américas.

Desde que a Lanxess aportou em solo brasileiro, a empresa vem apresentando crescimento gradativo. Tal avanço foi proporcionado pela postura da unidade de pigmentos inorgânicos – Lanxess IPG –  em investir constantemente em aumento de capacidade, conseguindo com isso a liderança no mercado nacional, além de abastecer demandas da América Latina, Estados Unidos e Europa.

Esse processo de exportação teve início quando a empresa adquiriu as duas unidades de produção da fabricante Globo Tintas, há cerca de dez anos. “Na época eram três fábricas com capacidade de 9 mil toneladas. Tínhamos a fábrica de Porto Feliz, que é a nossa única no País, onde fazemos a produção de óxido de ferro sintético, e a Globo Tintas tinha mais duas unidades, uma em Mauá e outra em Guarulhos, todas em São Paulo. Em tempo recorde fechamos essas duas e transferimos toda a produção para Porto Feliz, em apenas um ano”, relembra Lothar Schwarz, gerente regional de vendas e marketing para América Latina.

Foi nessa mesma época que a companhia recebeu, de sua sede na Alemanha, a incumbência de atender a toda a América Latina. Mas como a empresa tinha investido em produção além do que havia planejado, passou também a buscar o mercado norte-americano, onde está centralizada a maior demanda mundial por óxido de ferro. Esse foi mais uma passo para que a empresa passasse a trilhar novos caminhos, em um processo de conquista de novos territórios, atingindo assim países como Espanha, Inglaterra e a até mesmo a Alemanha, com a linha LOM, formada por tipos especiais de óxido de ferro. “O Brasil é o nosso principal mercado, onde queremos ter uma participação cada vez maior. Mas se a demanda nacional não cresce, estamos preparados para exportar. Com as 35 mil toneladas que temos agora, se menos da metade é absorvida internamente, o que fazer com o excedente de 18 mil toneladas? Temos que exportar”, argumenta Schwarz, acrescentando que os pigmentos fornecidos pela unidade brasileira são fabricados apenas no Brasil.

Segundo ele, atualmente a Lanxess IPG é líder mundial em fabricação de pigmentos, o que a torna o único fornecedor em todo o mundo que não depende de terceiros.

Obstáculos
Mesmo fazendo parte de um grupo internacional, a Lanxess IPG também enfrentou alguns obstáculos para conquistar a confiança do mercado externo. “A Globo Tintas já tinha iniciado um processo de exportação não muito grande. Mas era um mercado muito concorrido e não existia uma marca líder, a Bayferrox. Logicamente que quando entramos com esse nome algumas portas foram abertas, mas, mesmo assim, tínhamos que driblar a desconfiança de ser um produto made in Brasil, ante os produtos fabricados na Europa e Estados Unidos”, comenta.

Com o passar dos anos, essas dificuldades foram suplantadas, a partir do momento em que a empresa conseguiu convencer as concorrentes estrangeiras a provarem a qualidade, logística, atendimento e assistência técnica impecáveis. “Com todo o respeito, não há um único fornecedor, eu diria em nível mundial, com o serviço que oferecemos para nossos clientes”, garante, acrescentando que, em Porto Feliz, a empresa conta com dois modernos laboratórios, um voltado para o setor de construção e outro para o segmento de tintas.

Em sua linha de pigmentos, atualmente o carro-chefe sãos os amarelos, onde se destaca o 912 LOM, um produto fabricado no Brasil, com tecnologia adquirida em Porto Feliz e só encontrado aqui.

Gradativamente, esses processos possibilitaram que a Lanxess IPG atingisse crescimento de mais de 70% dentro do segmento de tintas no Brasil e a conquista de mais de 50% de participação no mercado da América Latina. O próximo objetivo é aumentar a participação também dentro dos Estados Unidos, tanto que boa parte do incremento de produção, obtido nestes dois últimos anos, será direcionada ao mercado americano. “A demanda dos Estados Unidos chega a ser de 10 a 15 vezes maior que a do Brasil. Esse é um fato e é para lá que estamos direcionando mais esses novos aumentos e novas capacidades. Mas ressaltamos que nossa prioridade será sempre o Brasil, por isso, caso haja aumento de demanda interna, ela será abastecida”, afirma.

Mesmo que isso não ocorra, a posição da Lanxess no Brasil está garantida. A empresa, que começou em 1996 no segmento de construção civil com uma participação ínfima de 5%, hoje detém 50% do setor e ainda almeja crescimento. De acordo com Schwarz, atualmente esse ramo é o maior usuário de pigmentos, posição que antigamente era ocupada pelas indústrias de tintas, onde a empresa garante 35% de vendas. “Em nível mundial, entre 50% e 55% do óxido de ferro são voltados para a construção civil; cerca de 35% para tintas; e os outros 15% a 20% direcionados para o setor de plásticos e outras aplicações”, finaliza.

 
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