Com
a preocupação de tentar fazer alguma
ação para mudar os desastres ambientais no
mundo, a Cabot realizou, no dia 13 de junho, o Cabot Plus,
no Hotel Sofitel São Paulo (SP). A empresa acredita
que devemos reunir todas as experiências para trabalhar
em busca da sustentabilidade do planeta.
O
evento, que acontece desde 1997, tem como objetivo discutir
assuntos de negócios,
assuntos sociais e atualizações. No início,
o Cabot Plus era realizado apenas internamente, hoje, expandiu
para todos os amigos e parceiros da empresa.
Neste último,
a palestra foi ministrada por Haroldo Mattos de Lemos, presidente
do Instituto Brasil Pnuma - Comitê Brasileiro do Programa
das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, onde alertou para os principais
problemas globais que vamos enfrentar num futuro próximo,
como aquecimento global (efeito estufa), escassez de água,
poluentes orgânicos persistentes, falta
de energia (esgotamento do petróleo).
O
recente relatório
do Painel Intergovernamental sobre as mudanças
climáticas, do Pnuma e da Organização
Metereológica
Mundial, sustenta que importantes ecossistemas já estão
respondendo às
mudanças climáticas em curso no planeta. Mas
enfatiza: ações
preventivas urgentes podem minimizar danos futuros e gerar
uma série de
benefícios práticos imediatos às sociedades
e ao ambiente.
Para
Lemos, as ações preventivas
podem e devem ser feitas desde agora para minimizar os efeitos
negativos no ambiente planetário, inclusive
com ganhos para os países. “Existem várias
possibilidades para amenizar o aquecimento global, porém
temos que passar por três
grandes desafios. O primeiro é garantir a disponibilidade
de recursos naturais; segundo, não ultrapassar os
limites da atmosfera, ou seja, temos que respeitar a capacidade
de suporte da biosfera; e o terceiro é reduzir
a pobreza no mundo”.
Ecoeficiência
Durante sua palestra, o presidente do Instituto também
informou sobre as iniciativas das empresas que, inclusive,
algumas já estão em andamento. “A primeira
fase é em relação às melhorias
no processo de produção (produção
mais limpa, ecoeficiência). A segunda é melhorar
o projeto dos produtos (avaliação do ciclo
de vida dos produtos, ecodesign, rotulagem ambiental). E
a última é a redução da pobreza
(gerar empregos e produção de bens e serviços)”.
Ele ainda acrescenta que a responsabilidade social é dever
de todo cidadão e das indústrias. “As
empresas devem ajudar, pois o governo sozinho não
conseguirá evitar essas catástrofes”.
Existem
outras ações de extrema importância
que podem contribuir com a vida, como estabilizar o crescimento
da população, melhorar a educação,
adotar um novo indicador de desenvolvimento, e reformar o
sistema tributário. “A população
deverá crescer 50% até 2.050, ou seja, de 6,1
bilhões para 9,3 bilhões; sendo 3,2 bilhões
nos países pobres. Também precisamos substituir
o PIB, e reformar o sistema tributário – taxar
mais o que se quer reduzir (poluição e uso
de recursos naturais escassos) e taxar menos o que se quer
aumentar (emprego e renda)”, explica Lemos.
O
presidente do Instituto Brasil Pnuma encerrou sua palestra
com um trecho do relatório da Rede WWF – que compila
dados de todos os continentes e dezenas de países –,
intitulado “Planeta Vivo 2006”. “A humanidade
já consome 25% mais recursos do que o planeta é capaz
de repor”, finalizou, convidando os presentes a uma reflexão
sobre os graves transtornos que tal afirmação
provoca junto à natureza e sua relevância no futuro. |