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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 114 - Eventos - Cabot Plus
 
Cabot realiza palestra em São Paulo
 

Consciente de sua responsabilidade ambiental, Cabot acredita que a humanidade deve reunir todas as experiências para trabalhar em busca da sustentabilidade do planeta.

 
Lucélia Monfardini
 

Com a preocupação de tentar fazer alguma ação para mudar os desastres ambientais no mundo, a Cabot realizou, no dia 13 de junho, o Cabot Plus, no Hotel Sofitel São Paulo (SP). A empresa acredita que devemos reunir todas as experiências para trabalhar em busca da sustentabilidade do planeta.

O evento, que acontece desde 1997, tem como objetivo discutir assuntos de negócios, assuntos sociais e atualizações. No início, o Cabot Plus era realizado apenas internamente, hoje, expandiu para todos os amigos e parceiros da empresa.

Neste último, a palestra foi ministrada por Haroldo Mattos de Lemos, presidente do Instituto Brasil Pnuma - Comitê Brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, onde alertou para os principais problemas globais que vamos enfrentar num futuro próximo, como aquecimento global (efeito estufa), escassez de água, poluentes orgânicos persistentes, falta de energia (esgotamento do petróleo).

O recente relatório do Painel Intergovernamental sobre as mudanças climáticas, do Pnuma e da Organização Metereológica Mundial, sustenta que importantes ecossistemas já estão respondendo às mudanças climáticas em curso no planeta. Mas enfatiza: ações preventivas urgentes podem minimizar danos futuros e gerar uma série de benefícios práticos imediatos às sociedades e ao ambiente.

Para Lemos, as ações preventivas podem e devem ser feitas desde agora para minimizar os efeitos negativos no ambiente planetário, inclusive com ganhos para os países. “Existem várias possibilidades para amenizar o aquecimento global, porém temos que passar por três grandes desafios. O primeiro é garantir a disponibilidade de recursos naturais; segundo, não ultrapassar os limites da atmosfera, ou seja, temos que respeitar a capacidade de suporte da biosfera; e o terceiro é reduzir a pobreza no mundo”.

Ecoeficiência
Durante sua palestra, o presidente do Instituto também informou sobre as iniciativas das empresas que, inclusive, algumas já estão em andamento. “A primeira fase é em relação às melhorias no processo de produção (produção mais limpa, ecoeficiência). A segunda é melhorar o projeto dos produtos (avaliação do ciclo de vida dos produtos, ecodesign, rotulagem ambiental). E a última é a redução da pobreza (gerar empregos e produção de bens e serviços)”. Ele ainda acrescenta que a responsabilidade social é dever de todo cidadão e das indústrias. “As empresas devem ajudar, pois o governo sozinho não conseguirá evitar essas catástrofes”.

Existem outras ações de extrema importância que podem contribuir com a vida, como estabilizar o crescimento da população, melhorar a educação, adotar um novo indicador de desenvolvimento, e reformar o sistema tributário. “A população deverá crescer 50% até 2.050, ou seja, de 6,1 bilhões para 9,3 bilhões; sendo 3,2 bilhões nos países pobres. Também precisamos substituir o PIB, e reformar o sistema tributário – taxar mais o que se quer reduzir (poluição e uso de recursos naturais escassos) e taxar menos o que se quer aumentar (emprego e renda)”, explica Lemos.

O presidente do Instituto Brasil Pnuma encerrou sua palestra com um trecho do relatório da Rede WWF – que compila dados de todos os continentes e dezenas de países –, intitulado “Planeta Vivo 2006”. “A humanidade já consome 25% mais recursos do que o planeta é capaz de repor”, finalizou, convidando os presentes a uma reflexão sobre os graves transtornos que tal afirmação provoca junto à natureza e sua relevância no futuro.
 
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