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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 114 - Pigmentos de efeito
 
Quanto mais efeito melhor!
 

Cores alegres e vibrantes com efeitos únicos serão cada vez mais atraentes para a visão do consumidor.

 
Lucélia Monfardini
 

Em alta no mercado brasileiro, os pigmentos de efeito apresentam um grande crescimento em vários setores, principalmente no automotivo, que é um dos maiores consumidores de cores com efeitos metálicos, perolizados, entre outros, buscando acima de tudo uma forma de diferenciação para seus produtos.

Outros setores que apresentam uma grande demanda desses pigmentos são os eletroeletrônico, plásticos, indústria calçadista, embalagens (cosméticas, alimentícia), tintas de impressão, couro, têxtil. Todos esses segmentos procuram uma diferenciação de seus produtos com a principal finalidade de chamar a atenção do consumidor final.

Para tanto, fabricantes de pigmentos de efeito estão tornando o mercado cada vez mais atrativo com avanços e tendências muito especiais, com a criação de efeitos metalizados, perolados, pigmentos de alumínio, fluorescentes, fosforescentes, termocrômicos, fotocrômicos e muitos outros. Resultado: uma infinidade de cores e efeitos.

Um importante aspecto que está em evidência nos pigmentos de feito é a questão ambiental. A diversidade de cores e efeitos está sendo combinada com produtos ecologicamente corretos, principalmente devido às exigências das indústrias de embalagens.

Segmentos em crescimento
O mercado de pigmentos de efeito tem crescido muito nos últimos anos, devido, principalmente, ao acompanhamento do segmento automotivo. “Entendemos que o potencial de crescimento é ainda maior, principalmente se houver a mudança da tendência de cores em nosso País, com a queda das cores acromáticas (prata, branco e preto) para cores mais diversas e com efeitos metálicos ou perolizados”, prevê José Marcos Qualiotto, gerente de suporte técnico da BASF. Outro setor que também busca diferenciação com os pigmentos de efeito é o de tintas industriais. “Um exemplo, são tintas para pintura de telefones celulares e de embalagem cosmética. Também se vê uma tendência de uso no mercado da moda (setor têxtil) e na área de plásticos usados para embalagens e outras aplicações como artigos esportivos, tênis, calçados”.

Para Marcos Raicher, diretor presidente da Colornet, a participação de cores automotivas com efeitos metálicos ou perolados no mercado brasileiro chega a ser de aproximadamente 70%, indicando a mudança radical de cores sólidas para cores metálicas e peroladas. “Somente a cor preferida do brasileiro, o prata, representa um terço da frota brasileira. O segmento automotivo original está começando a atender a um nicho de mercado que deseja cores diferentes, fugindo das tradicionais. A combinação de efeitos metálicos, perolados e pigmentos orgânicos está cada vez mais despertando o interesse do consumidor final, e vemos agora uma febre pelos carros tunning, que está estimulando o brasileiro a procurar cores e efeitos  mais vibrantes, diferentes e alegres”.

Alexandre Castro Monteiro, gerente técnico comercial da Colornet, completa dizendo que o segmento de eletroeletrônicos (DVDs, televisores, computadores, entre outros)  sempre foi inovador na utilização de pigmentos metálicos, pois oferece uma idéia de modernidade e alta tecnologia. “A utilização de alumínios e pérolas neste segmento sempre despertou o interesse do consumidor final. O segmento de ônibus e caminhões também tem apresentado grande interesse neste tipo de efeito. Já o segmento de tintas de impressão está apresentando uma demanda por pigmentos metálicos, tanto como uma quinta cor na área de offset e, recentemente, como destaque em rótulos e embalagens flexíveis e até como uma opção econômica de metalização e laminação. Destacamos também o crescimento de cores metálicas no setor de tintas UV”, destaca, acrescentando que a área de cosméticos é a grande consumidora de embalagens, onde grande parte possui efeito metálico ou perolado para dar um toque de sofisticação e diferenciação ao produto final.

Na opinião de Harry Heise, diretor da Forscher, o mercado de pigmentos de efeito passa pelo seu melhor momento nos últimos anos. “O crescimento do mercado automotivo tem contribuído para esse desempenho de forma significativa, principalmente para os produtos de alta performance. Outros setores que também estão estimulando o crescimento deste mercado são: embalagens plásticas para a indústria cosmética e em geral; indústria de couro, com a forte tendência de produtos de efeito metálicos e perolados; e indústria gráfica, com uso de pigmentos de efeitos especiais como termocromia, fotocromia, perolados”.

Antonio Labecca Filho, gerente de produto da Aldoro, afirma que desde o início de 2006 nota-se um crescimento da utilização de pigmentos de alumínio para uso na pintura automotiva original. “Porém, em 2007, está havendo um fortalecimento deste crescimento, que podemos estimar em 30% em comparação com o período janeiro a maio do ano anterior”. Para ele, mais dois setores estão acompanhando este crescimento, os eletroeletrônicos e pintura de plásticos. “Isto se deve à valorização de acabamentos em prata ou cores metálicas aplicadas a uma grande gama de produtos como TVs, aparelhos de som, DVDs, geladeiras”.

José Carlos Bartholi, diretor comercial da Minérios Ouro Branco, também concorda que o mercado de pigmentos de efeito está em crescimento firme e constante. “Em face à diferenciação de produto que os fabricantes buscam ou ainda pela queda do câmbio, os pigmentos de efeito vêm sendo mais utilizados nas formulações e desenvolvimentos. A queda do câmbio tem um forte impacto nos custos da matéria-prima, ou melhor, impacto direto. Aliado ao crescimento do mercado automotivo, o incremento de consumo tem aumentado mês a mês”, analisa.

Bartholi completa que os produtos diferenciados que os fabricantes estão buscando e que propiciam maior lucratividade estão diretamente ligados aos pigmentos de efeito. “Dado o barateamento do mesmo em função da queda do câmbio, os produtores têm incrementado ainda mais sua utilização”, conclui.

André Cabral Martins, gerente geral da True Color, acredita que os pigmentos de efeito, especialmente os de alumínio, têm uma participação expressiva no mercado automotivo e, por isso, os negócios realmente estão aquecidos. “Cada vez mais novos setores encontram novas aplicações para os pigmentos metálicos”, reforça, fazendo coro com seus colegas.

Rubens Alfredo Parodi, gerente técnico da Datiquim, destaca que os setores de embalagens e produtos promocionais estão constantemente à procura de produtos que possam chamar a atenção, destacando ou diferenciando seus produtos. “Os pigmentos fluorescentes, por terem cores muito vivas e luminosas, são mais utilizados para aumentar a visibilidade ou chamar a atenção para o produto. Já os pigmentos perolados transmitem valor e sofisticação ao produto”, pondera, acrescentando: “A Datiquim é a maior fabricante da América Latina de pigmentos fluorescentes e aproximadamente 40% de nossa produção são destinados ao mercado externo”.

De acordo com Jonas José Chalita, gerente de vendas nacional de pigmentos e especialidades da Dynatech, o mercado de pigmentos de efeito poderia estar melhor. “O problema maior é o custo, e os grandes vilões são as próprias montadoras, que não querem pagar o preço por cores feitas com produtos/pigmentos deste nível de qualidade e especialidade. Aliás, se analisarmos as cores que mais estão presentes nos automóveis nacionais encontramos, principalmente o prata, com algumas variações de tonalidades e com mais ou menos pigmentos de efeito, branco, preto, cores lisas (vermelhos, azuis e raros verdes), e infelizmente, poucos são feitos com cores de impacto visual de efeito e que, inclusive, dependendo do ângulo, visão e luz (sol, sombra), a tonalidade muda bruscamente.  E apesar de não ser nada fácil aplicar ou pintar com tintas à base de pigmentos de efeito, nossos principais fabricantes de tintas automotivas e de repintura estão muito bem preparados para atender ao mercado, além de contarem com o apoio dos fornecedores deste tipo de produto”, opina.

Chalita ainda lamenta ver uma pequena quantidade de carros de série especial com tipos de tintas diferenciadas. “A maioria desses carros é apenas utilizada em alguns eventos promocionais das marcas. Já no mercado de recuperação e restauração de carros mais antigos, ou até mais novos, podemos verificar carros pintados com cores muito especiais e com este tipo de produto, tornando muitas vezes quase uma exclusividade do proprietário do carro. Com isso, identificamos uma atuação muito forte dos produtores de tintas para repintura automotiva, por meio de seus técnicos/coloristas com seus sistemas tintométrico”.

A Plentychem, que assumiu recentemente a representação da empresa Sudarshan (Índia), produtora de pigmentos perolados, reconhece que o mercado de pigmentos de efeito é crescente e ruma numa forte busca de produtos confiáveis e consistentes ecologicamente falando. “Os produtos da Sudarshan podem ser aplicados não somente em sistemas de tintas automotivas e industriais, mas também em cosméticos e plásticos, com rígido controle de qualidade e exigências ambientais. Vale salientar que na linha de efeito, os ‘glitters’ são produtos usados para diferenciar acabamentos e o uso destes em alguns setores de tintas industriais já é uma realidade”, informa James Russi, diretor da Plentychem.

Tendências e avanços
No mercado de pigmentos de efeito em geral, os avanços estão literalmente ligados no sentido de quanto mais efeitos ópticos, melhor. Além, é claro, de qualidade em todos os quesitos.

Labecca, da Aldoro, conta que existe uma busca constante de pigmentos metálicos de efeitos mais intensos, geradores de cores claras e de alto brilho metálico. “Esta busca está atrelada cada vez mais à valorização de produtos, seja por meio da pintura ou da atratividade de sua embalagem. No caso dos alumínios, a Aldoro lançou recentemente duas novas linhas de produtos: Stanlux Silver R 4xxx, que conta com produtos de alta perfomance em diferentes granulometrias e que possibilitam efeitos e cores metálicas muito claras e de alto brilho metálico; e Stanlux Silver SD 7xxx, uma família de produtos de classe ‘silver dollar’ e que, devido ao diferenciado formato de partículas, é muito utilizado em formulações de tintas de efeitos metálicos muito intensos”.

Para Heise, da Forscher, são vários os avanços no mercado de pigmentos de efeito. “Atualmente já se produzem alumínios de alta performance quanto a intempéries, alta resistência à formação de gases em sistemas aquosos, de geometria esférica que oferece efeitos metálicos mais intensos, entre outras. Nos perolados tem aumentado sistematicamente sua resistência a intempéries e intensificado o efeito perolado por meio de novos processos de síntese e acabamento. Já os pigmentos especiais, como por exemplo, os fosforescentes, já permitem sua utilização em ambientes externos em função da elevadíssima resistência que as novas gerações desses produtos oferecem, além de um brilho remanescente de 12 a 20 horas quando retirados da fonte de luz, abrindo um novo campo de utilização em tintas industriais de segurança e sinalização”.

Quanto às tendências dos pigmentos de efeito, Heise afirma que existe uma clara tendência de crescimento nesse mercado, principalmente pelo fato de estes pigmentos passarem uma imagem de sofisticação aos produtos aos quais são aplicados, além de sua queda de preços que está permitindo uma aplicação de forma mais generalizada. “Também é uma tendência o aumento significativo de participação de empresas asiáticas nesse mercado. Várias barreiras já foram vencidas e esses fornecedores estão gradativamente comprovando a constância de sua qualidade e conquistando os clientes. Várias empresas chinesas estão perfeitamente integradas ao jogo comercial ocidental e, em muitas situações, dão aula de competência no cumprimento de prazos, fornecendo documentação perfeita, embalagens irretocáveis e logística invejável. Já do ponto de vista de efeito, os pigmentos difrativos irão ganhar importância no mercado”.

Bartholi, da Minérios Ouro Branco, acredita que no caso dos perolados, os avanços estão nos pigmentos de cores variáveis em face do ângulo de incidência da luz. “Esses, sim, são a grande novidade do mercado, que estarão utilizados mais adiante de forma intensa. A Ouro Branco já saiu na frente e disponibilizou, desde o mês de março, essa nova série ao mercado”.

Elcio Oliveira, diretor da Surcolor, avalia que os pigmentos de efeito não são somente os pigmentos metálicos (que tiveram suas tecnologias voltadas para os pigmentos base água) e perolizados (pérolas coloridas), mas também os pigmentos fotocrômicos, termocrômicos, invisíveis e os glitters, além dos pigmentos fluorescentes e fosforescentes. “O mercado exige cada vez mais que se apresente novidade para cada nicho de mercado. De certa forma, os pigmentos de efeito têm grande atuação neste mercado diversificado”.

Parodi, da Datiquim, afirma que existe uma infinidade de efeitos disponíveis atualmente, mas o preço muito elevado de alguns dos pigmentos faz com que o mercado se concentre nos mais tradicionais como os fluorescentes, perolados e metálicos. “Para produtos de maior valor ou campanhas publicitárias, os pigmentos termocrômicos, fotocrômicos e fosforescentes de alta duração ou coloridos estão disponíveis. Aparentemente o mercado está crescendo para todos os pigmentos de efeitos. A moda primavera/verão apresenta as cores fluorescentes como tendência. Já na linha dos perolados, os coloridos, dourados e bronze estão sendo mais procurados que a cor prata”.

Ubirajara Kormanski, gerente comercial da Silberline Brasil – representada e distribuída pela Colornet –, conta que o mercado procura pigmentos de alumínio com partículas cada vez menores, mas com efeitos mais brilhantes. “Apesar de ser uma contradição, a Silberline tem lançado nos últimos anos uma linha automotiva e industrial para atender justamente a esta demanda. Atualmente, a tinta com efeito cromado (como alternativa à metalização) é a grande procura do mercado, e a Colornet vem desenvolvendo com seus clientes a linha Starbrite da Silberline, principalmente na área de rodas, peças automotivas e embalagens flexíveis. As pérolas de interferência, pigmentos que imitam o efeito diamante e camaleão, pigmentos fotocrômicos e termocrômicos também são bem requisitados e a Colornet tem opções em todas estas linhas”.

O gerente comercial da Silberline também destaca a linha SilBerCote Z e Y que são pigmentos de alumínio especialmente tratados para oferecer maior proteção a ácidos e álcalis e maior resistência à condutividade elétrica nas películas de tinta. “Estas são características importantes em tintas que necessitem de resistência química e elétrica, principalmente aplicadas em aparelhos eletrodomésticos, eletroeletrônicos e automotivos”, completa Kormanski.

A BASF trouxe para o mercado de pigmentos de efeito com grandes avanços. “Paliocrom Sparkling Red L 3505 – um pigmento de alumínio tipo silver dollar recoberto com Fe2O3, que possui elevada saturação cromática na tonalidade vermelha, elevada cobertura e brilho com pronunciado efeito de luminosidade no flop. Possibilita ao formulador das tintas a obtenção de tons vermelhos de efeito com saturação cromática inigualável. Já as pérolas da linha Lumina possuem elevado efeito de saturação no flip-flop, proporcionando uma grande flexibilidade colorística na formulação das cores automotivas”, informa Qualiotto, acrescentando que as tendências para os próximos anos devem estar associadas a temas relacionados com natureza, ambiente e sustentabilidade. A BASF possui diversas plantas de pigmento de efeito no mundo, inclusive na América do Sul.

Martins, da True Color, destaca dois avanços para os pigmentos metálicos. “A nova geração de pigmentos para reprodução de efeito cromado – Decomet 3000 e 4000 –, e a linha Aquamet e Aquasilver para formulação de tintas aquosas com excepcional estabilidade”.

Pigmentos corretos
O segmento de embalagens está entre os grandes consumidores de pigmentos de efeito e vem defendendo uma das causas mais importantes atualmente: a utilização de matérias-primas ambientalmente corretas. E o mercado de pigmentos está atendendo da melhor maneira possível essa nova realidade, de produtos mais amigáveis ao ambiente e ao ser humano.

A Aldoro, por exemplo, disponibiliza produtos específicos para a utilização em embalagens e que contribuem com o ambiente. “Na linha Stanlux Gold disponibilizamos as purpurinas na forma de pó, que não geram VOC e estão adequadas ao uso em formulações totalmente isenta de solventes aromáticos. Adicionalmente podemos fornecer estes produtos na forma de pasta em solventes a serem definidos conjuntamente com nossos clientes. Também temos o Stanlux Pell Gold, que apresenta as vantagens expostas acima e adicionalmente evitam a formação de nuvens durante o seu manuseio, pois o produto está na forma de ‘pellets’. Já na linha Stanlux Paste disponibilizamos o produto Stanlux Paste 290/60EA, que é uma pasta de alumínio leafing em acetato de etila isenta, portanto, de hidrocarbonetos”, declara Labecca, acrescentando que todos estes produtos apresentam contaminação por metais pesados bem abaixo dos limites definidos em regulamentações internacionais como EM-71-3 e RoHS.

A preservação da vida passa pelo cuidado com o ambiente. “Baseando-se nisso, a Datiquim sempre se preocupou em produzir e comercializar pigmentos de efeito que não contenham metais pesados e que estejam dentro dos limites estabelecidos pelas normas de controle ambiental existentes no Brasil e, como exportamos para Europa, Estados Unidos e América Latina, nossos produtos também atendem as regulamentações destes países”, revela Parodi.

A Colornet comercializa, da Silberline, a linha Starbrite – uma tecnologia de ponta denominada VMF com floco metalizado a vácuo –, que simula o aspecto cromado em embalagens e painéis diversos. “Este pigmento pode ser utilizado como cor e aplicado em áreas pequenas, onde somente existe a necessidade de maior destaque de uma logomarca ou detalhes específicos. Atualmente muitas embalagens precisam ser metalizadas por inteiro e após a aplicação de camadas de tinta de diversas cores, apenas pequenas áreas metalizadas são visíveis. Este produto racionaliza este processo e é ambientalmente mais adequado, com um custo muito inferior”, anuncia Raicher, que acrescenta ainda que, atendendo à crescente demanda do mercado internacional por tintas base água e ecologicamente corretas, a Colornet dispõe das linhas Aquasil, Aquavex e Aquavet, da Silberline, que são pigmentos metálicos especialmente desenhados e tratados para aplicação em meio aquoso.

No caso específico do alumínio, a True Color possui linhas de produtos que estão de acordo com a regulamentação da FDA, por isso, podem ser utilizadas em embalagens que tenham contato com alimento. ”A linha Aquasilver e Aquamet podem ser usadas em formulações base água de baixo VOC e que conseqüentemente não agridem o ambiente; além de tornar a área de trabalho mais saudável”, completa Martins.

Heise, da Forscher, conclui que os pigmentos de efeito com raras exceções são matérias-primas ambientalmente corretas. “Hoje já se produz alumínios em processos totalmente base água, eliminando a utilização de solventes e a presença destes nos produtos finais que, via de regra, confere odores desagradáveis aos produtos finais. As pérolas também não apresentam problemas ambientais. Além disso, outros pigmentos de efeito, como pigmentos termocrômicos, fotocrômicos, invisíveis, também não são agressivos ao ambiente e podem ser utilizados em embalagens em contato com alimentos ou brinquedos, dois principais segmentos que apresentam as maiores restrições ao uso de pigmentos tóxicos”.

Bartholi, da Minérios Ouro Branco, afirma que os produtos perolados não apresentam metais pesados. “A produção é limpa ao ambiente e não gera resíduos agressivos (tratados facilmente). Também existem pigmentos de efeito que sofrerão uma pressão maior em face à produção e geração de resíduos, por serem mais agressivas, mas não é o caso dos pigmentos perolados”.

Chalita, da Dynatech, alerta que para atender essa nova realidade, os produtos não podem ser à base de metais pesados como aminas e outros produtos que possuem restrições ecológicas. “Os produtos precisam obedecer às normas da Anvisa e FDA. Não somente na sua composição, mas também em termos de processos produtivos, que não agridam ao ambiente”.

Oliveira, da Surcolor, lembra que os pigmentos fosforescentes já apresentam níveis de exposição dentro dos limites exigidos pela legislação americana e européia. “Isto torna os pigmentos de efeito úteis para qualquer aplicação”.
 
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