Em
alta no mercado brasileiro, os pigmentos de efeito apresentam
um grande crescimento em vários setores,
principalmente no automotivo, que é um dos maiores
consumidores de cores com efeitos metálicos, perolizados,
entre outros, buscando acima de tudo uma forma de diferenciação
para seus produtos.
Outros
setores que apresentam uma grande demanda desses pigmentos
são
os eletroeletrônico, plásticos, indústria
calçadista,
embalagens (cosméticas, alimentícia), tintas
de impressão,
couro, têxtil. Todos esses segmentos procuram uma diferenciação
de seus produtos com a principal finalidade de chamar a atenção
do consumidor final.
Para
tanto, fabricantes de pigmentos de efeito estão
tornando o mercado cada vez mais atrativo com avanços
e tendências
muito especiais, com a criação de efeitos metalizados,
perolados, pigmentos de alumínio,
fluorescentes, fosforescentes, termocrômicos, fotocrômicos
e muitos outros. Resultado: uma infinidade de cores e efeitos.
Um
importante aspecto que está em evidência nos
pigmentos de feito é a
questão ambiental. A diversidade de cores e efeitos
está sendo
combinada com produtos ecologicamente corretos, principalmente
devido às
exigências das indústrias de embalagens.
Segmentos em crescimento
O
mercado de pigmentos de efeito tem crescido muito nos últimos
anos, devido, principalmente, ao acompanhamento do segmento
automotivo. “Entendemos que o potencial de crescimento é ainda
maior, principalmente se houver a mudança da tendência
de cores em nosso País, com a queda das cores acromáticas
(prata, branco e preto) para cores mais diversas e com efeitos
metálicos ou perolizados”, prevê José Marcos
Qualiotto, gerente de suporte técnico da BASF. Outro
setor que também busca diferenciação
com os pigmentos de efeito é o de tintas industriais. “Um
exemplo, são tintas para pintura de telefones celulares
e de embalagem cosmética. Também se vê uma
tendência de uso no mercado da moda (setor têxtil)
e na área de plásticos usados para embalagens
e outras aplicações como artigos esportivos,
tênis, calçados”.
Para
Marcos Raicher, diretor presidente da Colornet, a participação
de cores automotivas com efeitos metálicos ou perolados
no mercado brasileiro chega a ser de aproximadamente 70%,
indicando a mudança radical de cores sólidas
para cores metálicas e peroladas. “Somente a
cor preferida do brasileiro, o prata, representa um terço
da frota brasileira. O segmento automotivo original
está começando a atender a um nicho de mercado
que deseja cores diferentes, fugindo das tradicionais. A
combinação de efeitos metálicos, perolados
e pigmentos orgânicos está cada vez mais despertando
o interesse do consumidor final, e vemos agora uma febre
pelos carros tunning, que está estimulando o brasileiro
a procurar cores e efeitos mais vibrantes, diferentes
e alegres”.
Alexandre
Castro Monteiro, gerente técnico
comercial da Colornet, completa dizendo que o segmento de
eletroeletrônicos
(DVDs, televisores, computadores, entre outros) sempre
foi inovador na utilização de pigmentos metálicos,
pois oferece uma idéia de modernidade e alta tecnologia. “A
utilização de alumínios e pérolas
neste segmento sempre despertou o interesse do consumidor
final. O segmento de ônibus e caminhões também
tem apresentado grande interesse neste tipo de efeito. Já o
segmento de tintas de impressão está apresentando
uma demanda por pigmentos metálicos, tanto como uma
quinta cor na área de offset e, recentemente,
como destaque em rótulos e embalagens flexíveis
e até como uma opção econômica
de metalização e laminação. Destacamos
também o crescimento de cores metálicas no
setor de tintas UV”, destaca, acrescentando que a área
de cosméticos é a grande consumidora de embalagens,
onde grande parte possui efeito metálico ou perolado
para dar um toque de sofisticação e diferenciação
ao produto final.
Na
opinião de Harry Heise, diretor
da Forscher, o mercado de pigmentos de efeito passa pelo
seu melhor momento nos últimos anos. “O crescimento
do mercado automotivo tem contribuído para esse desempenho
de forma significativa, principalmente para os produtos de
alta performance. Outros setores que também estão
estimulando o crescimento deste mercado são: embalagens
plásticas para a indústria cosmética
e em geral; indústria de couro, com a forte tendência
de produtos de efeito metálicos e perolados; e indústria
gráfica, com uso de pigmentos de efeitos especiais
como termocromia, fotocromia, perolados”.
Antonio
Labecca Filho, gerente de produto da Aldoro, afirma que
desde o início
de 2006 nota-se um crescimento da utilização
de pigmentos de alumínio
para uso na pintura automotiva original. “Porém,
em 2007, está havendo um fortalecimento deste crescimento,
que podemos estimar em 30% em comparação com
o período janeiro a maio do ano anterior”. Para
ele, mais dois setores estão acompanhando este crescimento,
os eletroeletrônicos e pintura de plásticos. “Isto
se deve à valorização de acabamentos
em prata ou cores metálicas aplicadas a uma grande
gama de produtos como TVs, aparelhos de som, DVDs, geladeiras”.
José Carlos
Bartholi, diretor comercial da Minérios
Ouro Branco, também concorda que o mercado de pigmentos
de efeito está em crescimento firme e constante. “Em
face à diferenciação de produto
que os fabricantes buscam ou ainda pela queda do câmbio,
os pigmentos de efeito vêm sendo mais utilizados nas
formulações e desenvolvimentos. A queda do
câmbio tem um forte impacto nos custos da matéria-prima,
ou melhor, impacto direto. Aliado ao crescimento do mercado
automotivo, o incremento de consumo tem aumentado mês
a mês”, analisa.
Bartholi
completa que os produtos diferenciados que os fabricantes
estão buscando e
que propiciam maior lucratividade estão diretamente
ligados aos pigmentos de efeito. “Dado
o barateamento do mesmo em função da queda
do câmbio, os produtores têm incrementado ainda
mais sua utilização”, conclui.
André Cabral
Martins, gerente geral da True Color, acredita que os pigmentos
de efeito, especialmente os de alumínio, têm
uma participação
expressiva no mercado automotivo e, por isso, os negócios
realmente estão aquecidos. “Cada vez mais novos
setores encontram novas aplicações para os
pigmentos metálicos”, reforça, fazendo
coro com seus colegas.
Rubens
Alfredo Parodi, gerente técnico
da Datiquim, destaca que os setores de embalagens e produtos
promocionais estão constantemente à procura
de produtos que possam chamar a atenção, destacando
ou diferenciando seus produtos. “Os pigmentos fluorescentes,
por terem cores muito vivas e luminosas, são mais
utilizados para aumentar a visibilidade ou chamar a
atenção para o produto. Já os pigmentos
perolados transmitem valor e sofisticação ao
produto”, pondera, acrescentando: “A Datiquim é a
maior fabricante da América Latina de pigmentos fluorescentes
e aproximadamente 40% de nossa produção são
destinados ao mercado externo”.
De
acordo com Jonas José Chalita, gerente de vendas
nacional de pigmentos e especialidades da Dynatech, o mercado
de pigmentos de efeito poderia estar melhor. “O problema
maior é o custo, e os grandes vilões são
as próprias montadoras, que não querem pagar
o preço por cores feitas com produtos/pigmentos deste
nível de qualidade e especialidade. Aliás,
se analisarmos as cores que mais estão presentes nos
automóveis nacionais encontramos, principalmente o
prata, com algumas variações de tonalidades
e com mais ou menos pigmentos de efeito, branco, preto, cores
lisas (vermelhos, azuis e raros verdes), e infelizmente,
poucos são feitos com cores de impacto visual de efeito
e que, inclusive, dependendo do ângulo, visão
e luz (sol, sombra), a tonalidade muda bruscamente. E
apesar de não ser nada fácil aplicar ou pintar
com tintas à base de pigmentos de efeito, nossos principais
fabricantes de tintas automotivas e de repintura estão
muito bem preparados para atender ao mercado, além
de contarem com o apoio dos fornecedores deste tipo de produto”,
opina.
Chalita
ainda lamenta ver uma pequena quantidade de carros de série
especial com tipos de tintas diferenciadas. “A
maioria desses carros é apenas utilizada em alguns
eventos promocionais das marcas. Já no mercado de
recuperação e restauração de
carros mais antigos, ou até mais novos, podemos verificar
carros pintados com cores muito especiais e com este tipo
de produto, tornando muitas vezes quase uma exclusividade
do proprietário do carro. Com isso, identificamos
uma atuação muito forte dos produtores de tintas
para repintura automotiva, por meio de seus técnicos/coloristas
com seus sistemas tintométrico”.
A
Plentychem, que assumiu recentemente a representação
da empresa Sudarshan (Índia), produtora de pigmentos
perolados, reconhece que o mercado de pigmentos de efeito é crescente
e ruma numa forte busca de produtos confiáveis e consistentes
ecologicamente falando. “Os produtos da Sudarshan podem
ser aplicados não somente em sistemas de tintas automotivas
e industriais, mas também em cosméticos e plásticos,
com rígido controle de qualidade e exigências
ambientais. Vale salientar que na linha de efeito, os ‘glitters’ são
produtos usados para diferenciar acabamentos e o uso destes
em alguns setores de tintas industriais já é uma
realidade”, informa James Russi, diretor da Plentychem.
Tendências e avanços
No mercado de pigmentos de efeito em geral, os avanços
estão literalmente ligados no sentido de quanto mais
efeitos ópticos, melhor. Além, é claro,
de qualidade em todos os quesitos.
Labecca,
da Aldoro, conta que existe uma busca constante de pigmentos
metálicos
de efeitos mais intensos, geradores de cores claras e de
alto brilho metálico. “Esta
busca está atrelada cada vez mais à valorização
de produtos, seja por meio da pintura ou da atratividade
de sua embalagem. No caso dos alumínios, a Aldoro
lançou recentemente duas novas linhas de produtos:
Stanlux Silver R 4xxx, que conta com produtos de alta perfomance
em diferentes granulometrias e que possibilitam efeitos e
cores metálicas muito claras e de alto brilho metálico;
e Stanlux Silver SD 7xxx, uma família de produtos
de classe ‘silver dollar’ e que, devido ao diferenciado
formato de partículas, é muito utilizado em
formulações de tintas de efeitos metálicos
muito intensos”.
Para
Heise, da Forscher, são
vários os avanços
no mercado de pigmentos de efeito. “Atualmente já se
produzem alumínios de alta performance quanto a intempéries,
alta resistência à formação de
gases em sistemas aquosos, de geometria esférica que
oferece efeitos metálicos mais intensos, entre outras.
Nos perolados tem aumentado sistematicamente sua resistência
a intempéries e intensificado o efeito perolado por
meio de novos processos de síntese e acabamento. Já os
pigmentos especiais, como por exemplo, os fosforescentes,
já permitem sua utilização em ambientes
externos em função da elevadíssima resistência
que as novas gerações desses produtos oferecem,
além de um brilho remanescente de 12 a 20 horas quando
retirados da fonte de luz, abrindo um novo campo de utilização
em tintas industriais de segurança e sinalização”.
Quanto às
tendências dos pigmentos de efeito,
Heise afirma que existe uma clara tendência de crescimento
nesse mercado, principalmente pelo fato de estes pigmentos
passarem uma imagem de sofisticação aos produtos
aos quais são aplicados, além de sua queda
de preços que está permitindo uma aplicação
de forma mais generalizada. “Também é uma
tendência o aumento significativo de participação
de empresas asiáticas nesse mercado. Várias
barreiras já foram vencidas e esses fornecedores estão
gradativamente comprovando a constância de sua qualidade
e conquistando os clientes. Várias empresas chinesas
estão perfeitamente integradas ao jogo comercial ocidental
e, em muitas situações, dão aula de
competência no cumprimento de prazos, fornecendo documentação
perfeita, embalagens irretocáveis e logística
invejável. Já do ponto de vista de efeito,
os pigmentos difrativos irão ganhar importância
no mercado”.
Bartholi,
da Minérios Ouro Branco,
acredita que no caso dos perolados, os avanços estão
nos pigmentos de cores variáveis em face do ângulo
de incidência
da luz. “Esses, sim, são a grande novidade
do mercado, que estarão utilizados mais adiante de
forma intensa. A Ouro Branco já saiu na frente e disponibilizou,
desde o mês de março, essa nova série
ao mercado”.
Elcio
Oliveira, diretor da Surcolor, avalia que os pigmentos
de efeito não são somente
os pigmentos metálicos
(que tiveram suas tecnologias voltadas para os pigmentos
base água) e perolizados (pérolas coloridas),
mas também os pigmentos fotocrômicos, termocrômicos,
invisíveis e os glitters, além dos pigmentos
fluorescentes e fosforescentes. “O mercado exige cada
vez mais que se apresente novidade para cada nicho de mercado.
De certa forma, os pigmentos de efeito têm grande atuação
neste mercado diversificado”.
Parodi,
da Datiquim, afirma que existe uma infinidade de efeitos
disponíveis atualmente,
mas o preço
muito elevado de alguns dos pigmentos faz com que o mercado
se concentre nos mais tradicionais como os fluorescentes,
perolados e metálicos. “Para produtos de maior
valor ou campanhas publicitárias, os pigmentos termocrômicos,
fotocrômicos e fosforescentes de alta duração
ou coloridos estão disponíveis. Aparentemente
o mercado está crescendo para todos os pigmentos de
efeitos. A moda primavera/verão apresenta as cores
fluorescentes como tendência. Já na linha dos
perolados, os coloridos, dourados e bronze estão sendo
mais procurados que a cor prata”.
Ubirajara
Kormanski, gerente comercial da Silberline Brasil – representada
e distribuída pela Colornet –, conta que o mercado
procura pigmentos de alumínio com partículas
cada vez menores, mas com efeitos mais brilhantes. “Apesar
de ser uma contradição, a Silberline tem lançado
nos últimos anos uma linha automotiva e industrial
para atender justamente a esta demanda. Atualmente, a tinta
com efeito cromado (como alternativa à metalização) é a
grande procura do mercado, e a Colornet vem desenvolvendo
com seus clientes a linha Starbrite da Silberline, principalmente
na área de rodas, peças automotivas e embalagens
flexíveis. As pérolas de interferência,
pigmentos que imitam o efeito diamante e camaleão,
pigmentos fotocrômicos e termocrômicos também
são bem requisitados e a Colornet tem opções
em todas estas linhas”.
O
gerente comercial da Silberline também destaca a
linha SilBerCote Z e Y que são pigmentos de alumínio
especialmente tratados para oferecer maior proteção
a ácidos e álcalis e maior resistência à condutividade
elétrica nas películas de tinta. “Estas
são características importantes em tintas que
necessitem de resistência química e elétrica,
principalmente aplicadas em aparelhos eletrodomésticos,
eletroeletrônicos e automotivos”, completa Kormanski.
A
BASF trouxe para o mercado de pigmentos de efeito com grandes
avanços. “Paliocrom Sparkling Red L 3505 – um
pigmento de alumínio tipo silver dollar recoberto
com Fe2O3, que possui elevada saturação cromática
na tonalidade vermelha, elevada cobertura e brilho com pronunciado
efeito de luminosidade no flop. Possibilita ao formulador
das tintas a obtenção de tons vermelhos de
efeito com saturação cromática inigualável.
Já as pérolas da linha Lumina possuem elevado
efeito de saturação no flip-flop, proporcionando
uma grande flexibilidade colorística na formulação
das cores automotivas”, informa Qualiotto, acrescentando
que as tendências para os próximos anos devem
estar associadas a temas relacionados com natureza, ambiente
e sustentabilidade. A BASF possui diversas plantas de pigmento
de efeito no mundo, inclusive na América do Sul.
Martins,
da True Color, destaca dois avanços para
os pigmentos metálicos. “A nova geração
de pigmentos para reprodução de efeito cromado – Decomet
3000 e 4000 –, e a linha Aquamet e Aquasilver para
formulação de tintas aquosas com excepcional
estabilidade”.
Pigmentos corretos
O segmento de embalagens está entre os grandes consumidores
de pigmentos de efeito e vem defendendo uma das causas mais
importantes atualmente: a utilização de matérias-primas
ambientalmente corretas. E o mercado de pigmentos está atendendo
da melhor maneira possível essa nova realidade, de
produtos mais amigáveis ao ambiente e ao ser humano.
A
Aldoro, por exemplo, disponibiliza produtos específicos
para a utilização em embalagens e que contribuem
com o ambiente. “Na linha Stanlux Gold disponibilizamos
as purpurinas na forma de pó, que não geram
VOC e estão adequadas ao uso em formulações
totalmente isenta de solventes aromáticos. Adicionalmente
podemos fornecer estes produtos na forma de pasta em solventes
a serem definidos conjuntamente com nossos clientes. Também
temos o Stanlux Pell Gold, que apresenta as vantagens expostas
acima e adicionalmente evitam a formação de
nuvens durante o seu manuseio, pois o produto está na
forma de ‘pellets’. Já na linha Stanlux
Paste disponibilizamos o produto Stanlux Paste 290/60EA,
que é uma pasta de alumínio leafing em acetato
de etila isenta, portanto, de hidrocarbonetos”, declara
Labecca, acrescentando que todos estes produtos apresentam
contaminação por metais pesados bem abaixo
dos limites definidos em regulamentações internacionais
como EM-71-3 e RoHS.
A
preservação da vida passa
pelo cuidado com o ambiente. “Baseando-se nisso, a Datiquim
sempre se preocupou em produzir e comercializar pigmentos
de efeito que não contenham metais pesados e
que estejam dentro
dos limites estabelecidos pelas normas de controle ambiental existentes
no Brasil e, como exportamos para Europa, Estados Unidos
e América Latina, nossos produtos também atendem
as regulamentações destes países”,
revela Parodi.
A
Colornet comercializa, da Silberline, a linha Starbrite – uma
tecnologia de ponta denominada VMF com floco metalizado a
vácuo –, que simula o aspecto cromado em embalagens
e painéis diversos. “Este pigmento pode ser
utilizado como cor e aplicado em áreas pequenas, onde
somente existe a necessidade de maior destaque de uma logomarca
ou detalhes específicos. Atualmente muitas embalagens
precisam ser metalizadas por inteiro e após a aplicação
de camadas de tinta de diversas cores, apenas pequenas áreas
metalizadas são visíveis. Este produto racionaliza
este processo e é ambientalmente mais adequado, com
um custo muito inferior”, anuncia Raicher, que acrescenta
ainda que, atendendo à crescente demanda do mercado
internacional por tintas base água e ecologicamente
corretas, a Colornet dispõe das linhas Aquasil, Aquavex
e Aquavet, da Silberline, que são pigmentos metálicos
especialmente desenhados e tratados para aplicação
em meio aquoso.
No
caso específico do alumínio,
a True Color possui linhas de produtos que estão de
acordo com a regulamentação da FDA, por isso,
podem ser utilizadas em embalagens que tenham contato com
alimento. ”A
linha Aquasilver e Aquamet podem ser usadas em formulações
base água de baixo VOC e que conseqüentemente
não agridem o ambiente; além de tornar a área
de trabalho mais saudável”, completa Martins.
Heise,
da Forscher, conclui que os pigmentos de efeito com raras
exceções são matérias-primas
ambientalmente corretas. “Hoje já se produz
alumínios em processos totalmente base água,
eliminando a utilização de solventes e a presença
destes nos produtos finais que, via de regra, confere odores
desagradáveis aos produtos finais. As pérolas
também não apresentam problemas ambientais.
Além disso, outros pigmentos de efeito, como pigmentos
termocrômicos, fotocrômicos, invisíveis,
também não são agressivos ao ambiente
e podem ser utilizados em embalagens em contato com alimentos
ou brinquedos, dois principais segmentos que apresentam as
maiores restrições ao uso de pigmentos tóxicos”.
Bartholi,
da Minérios Ouro Branco, afirma que os produtos
perolados não apresentam metais pesados. “A
produção é limpa ao ambiente e não
gera resíduos agressivos (tratados facilmente). Também
existem pigmentos de efeito que sofrerão uma pressão
maior em face à produção e geração
de resíduos, por serem mais agressivas, mas não é o
caso dos pigmentos perolados”.
Chalita,
da Dynatech, alerta que para atender essa nova realidade,
os produtos não podem ser à base de metais
pesados como aminas e outros produtos que possuem restrições
ecológicas. “Os produtos precisam obedecer às
normas da Anvisa e FDA. Não somente na sua composição,
mas também em termos de processos produtivos, que
não agridam ao ambiente”.
Oliveira,
da Surcolor, lembra que os pigmentos fosforescentes já apresentam níveis de exposição
dentro dos limites exigidos pela legislação americana
e européia. “Isto torna os pigmentos de efeito úteis
para qualquer aplicação”. |