O
3º Simpósio Técnico de Tintas e Vernizes
do Rio de Janeiro (Simpo Tec), que aconteceu no dia 20 de
julho, no Rio de Janeiro, teve como objetivo proporcionar
o aumento do nível técnico, estimulando o desenvolvimento
de novas tecnologias e otimização das já existentes,
envolvendo matérias-primas, formulações,
processos.
Organizado
pelo Sindicato das indústrias
de Tintas e Vernizes e de Preparação
de Óleos Vegetais e Animais do Município do Rio de Janeiro (Sintirj),
o Simpo Tec recebeu, além dos tecnólogos, empresários, diretores,
gerentes e chefias. “Nosso objetivo é avaliar um reconhecimento
de novas técnicas e, principalmente, propiciar a integração
entre o setor de tintas e vernizes, pois neste evento participam tecnólogos,
gerentes, empresários, enfim, é uma oportunidade única de
haver essa integração num evento anual do Sindicato de Tintas e
Vernizes do Rio de Janeiro”, afirma Guilherme de Souza Pires, presidente
do Sintirj. “Em nossa avaliação, eu diria que todas as palestras
são de alto interesse para o setor de tintas e vernizes, com assuntos
variados e de extrema importância para nossos profissionais”, concluiu.
As empresas patrocinadoras do 3º Simpo Tec foram: Carbono, Byk-Gardner,
Ipiranga, Bandeirante Química, Millennium, Transcor e Petrobras. O evento
também contou com a divulgação da revista Paint & Pintura.
Palestras
A primeira palestra apresentada por Aurélio Rocha,
gerente geral para América Latina da Byk Chemie, representada
no Brasil pela Bandeirante Química, abordou “Superfícies
das tintas e seus problemas, causas e soluções”,
com destaque para os aditivos de superfície – utilizados
para corrigir os defeitos de superfície originados
pelo próprio sistema (evaporação de
solventes, cura entre as resinas, ou originados por fatores
externos, tais como, over spray, sujeira ou contaminação
do substrato) – e seus tipos: aditivos base silicone
(derivados de uma estrutura de di-metil-polissiloxano) e
base acrílico (poli-acrilato).
Em
seguida, Roberto Giannini, diretor de relações
Institucionais da Carbono Química, ministrou a palestra “Avaliação
ambiental de solventes petroquímicos de baixa toxidez”,
após a qual concluiu que as empresas que geram mais
riqueza são aquelas que prolongam a vida de seus ativos
e de linhas de produto, adequando os padrões de desempenho às
exigências do mercado. Neste sentido, a aplicação
de sistemas de solventes diferenciados dos tradicionalmente
utilizados na indústria, mesmo mantendo a mesma base,
isto é, compostos hidrocarbônicos derivados
de petróleo, permitem a colocação no
mercado de produtos ambientalmente corretos, sem mudar significativamente
as tecnologias e equipamentos convencionais, permitindo um
alongamento da vida útil de produtos e ativos industriais,
o que significa converter os produtos tradicionais em outros
com conceituação ecológica.
A
terceira palestra, sob o tema “Novas soluções
em cura para sistemas epóxi”, proferida por
Sergio Rubio, responsável pelo laboratório
de tintas e adesivos da Ipiranga Química, teve como
principal assunto o novo panorama relativo às questões
ambientais, que tem exigido das empresas o desenvolvimento
de novas tecnologias que venham a atender tais solicitações.
Desenvolvimento em sistemas base água, sem solventes
e altos sólidos, têm sido oferecidos ao mercado
nos últimos anos com o objetivo de atender a esta
demanda.
Durante
a palestra, Rubio apresentou novos produtos neste segmento,
cujo desempenho transcende o apelo ambiental, como agentes
de cura para sistemas alto sólidos com ótima
relação custo/benefício, sistemas aquosos
para concreto verde, piso cimentício de alto desempenho
e pisos com excelente resistência ao amarelamento.
O
diretor industrial da Transcor, Júlio Luiz Delboni,
ministrou a quarta palestra sobre “Pigmentos inorgânicos – amarelos
e laranjas de cromo”. Dentro dos pigmentos mais importantes
do mercado, Delboni destacou os grupos: óxidos de
ferro sintéticos e naturais; amarelos e laranjas de
cromo/chumbo; amarelos de zinco; azuis (ultramar, cobalto,
Prússia); pigmentos de cádmio; titanatos, entre
outros.
Considerando-se
os pigmentos – amarelos de cromo,
laranja de molibdato e amarelos de zinco –, o diretor
industrial da Transcor destacou a tendência do mercado
de substituir estes pigmentos que contêm metais pesados
como cromo e chumbo, por pigmentos orgânicos. Também
apresentou as evoluções técnicas dos
pigmentos de cromo, os normais e os estabilizados, que recebem
tratamento de sílica, alumina e óxido de antimônio
(encapsulados) com resistência superior à luz,
intempéries e gases sulfurosos.
Na
quinta palestra, sobre “Aplicação
da Norma Abrafati – Tintas para construção
civil”, Dário Gonçalves Mendonça
Júnior, executivo de vendas da Mast Comercial e Importadora,
abordou tintas para a construção civil envolvendo
o método para avaliação de desempenho
de tintas para edificações não industriais,
ressaltando normas/ensaios da ABNT nas quais destacam: NBR – 14940 – determinação
da resistência de abrasão úmida (lavabilidade);
NBR – 14942 – determinação do poder
de cobertura de tinta seca (opacidade); e NBR – 15299 – determinação
de brilho.
A última palestra, com o tema “Soluções
Petrobras para o segmento de tintas e vernizes”, Paulo
Cezar Auriquio, engenheiro químico de assistência
técnica da gerência de produtos químicos
da Petrobras Distribuidora, apresentou novas soluções
da Petrobras para o segmento de tintas e vernizes em que predominaram
o desenvolvimento e comercialização de solventes
ecológicos, oxigenados e blends de solventes, bem como
emulsões parafínicas específicas para
o setor de tintas e vernizes e gestão de estoques de
solventes em clientes. |