Com
a função de evitar a formação
de crateras e microbolhas indesejáveis na cobertura
das superfícies, os agentes antiespumantes são
aditivos desaeradores indispensáveis na maioria das
tintas e essenciais nas formulações base água,
nas quais, em função da adição
de surfactantes, há um favorecimento do surgimento
de espuma durante o processo de fabricação.
As
bolhas de ar localizadas nas superfícies das tintas
podem ser geradas durante qualquer estágio do processo
de fabricação, desde
a moagem dos pigmentos para produção dos concentrados
até na
embalagem do produto final. Também existem as bolhas
oclusas, caracterizadas pelo ar retido no meio do veículo
de dispersão ou nas tintas, em
decorrência normalmente da sua viscosidade mais elevada.
Nesse caso, utilizam-se os agentes desaerantes, produtos
que trabalham no corpo da tinta, quando líquida.
Os
agentes desaerantes atuam tirando as bolhas do líquido
e jogando-as para a superfície da mesma, onde trabalham
por um balanço entre
a compatibilidade e a solubilidade, o que gera uma certa
turbulência no
sistema. Nessa fase, chega a vez de os antiespumantes agirem.
Esses aditivos trabalham na tinta quebrando as bolhas formadas
na sua superfície. São
sempre produtos com silicone, que atuam como agentes isolantes
das cargas elétricas
dos surfactantes presentes no sistema, facilitando, assim,
a drenagem dos líquidos
da parede das bolhas para a tinta. Quando ocorre essa drenagem,
a parede da bolha se torna fina o suficiente para romper-se.
Dessa maneira, com a participação
eventual das duas técnicas descritas, as tintas podem
ser perfeitamente isentas de bolhas e espumas.
Os
antiespumantes não só atuam como controladores
de espuma nos processos de fabricação e aplicação,
mas também
corrigem imperfeições no filme, facilitam a
aplicação
do produto, melhoram o rendimento da tinta, facilitam a umectação
dos pigmentos e diminuem o tempo gasto na incorporação
dos mesmos. Com isso, dão ganho de rendimento industrial
e, ainda mais importante, sua composição química
não deixa resíduos
no processo.
Seguindo
as exigências do mercado, os fabricantes
de agentes antiespumantes também estão produzindo
novas tecnologias ecologicamente corretas. No mercado são
encontrados diversos tipos de antiespumantes, tendo como
base hidrocarbonetos, silicones, óleo mineral, ceras,
polióis, ésteres,
derivados de ácidos graxos, polialquileno glicóis
e outros.
Critérios de utilização
Os antiespumantes são aditivos que devem ser incorporados à formulação
seguindo alguns critérios primordiais, pois a sua
falta ou excesso pode causar efeitos desagradáveis,
como pequenas e inúmeras bolhas ou crateras (conhecidas
como olho-de-peixe).
A
padronização da porcentagem
de aplicação
do produto para todas as formulações é um
erro provocado por muitos fabricantes de aditivos. Mesmo
a condição do maquinário deve ser avaliada,
pois é necessário trabalhar com rotações
adequadas de motor, evitando a formação de
bolhas de ar no processo.
Outro
ponto importante é que
sem a adição
de um antiespumante durante a fabricação a
tinta fica aerada, podendo comprometer a agilidade no envase
ou erro no volume e peso.
Uma
boa formulação
deve atender a alguns requisitos básicos para que
o produto final seja de qualidade, pois a tinta é muito
complexa e cada componente deve interagir de forma corporativa
com o intuito da obtenção
de um produto final de qualidade.
Últimas
tecnologias
Com a constante evolução das tintas, com novas
tecnologias e aperfeiçoamento de substâncias
essenciais à formulação, os agentes
antiespumantes também seguem essa necessidade com
importantes inovações tecnológicas.
Hamilton
Oliveira, coordenador de produto da Aromat, confirma que,
ao longo dos últimos anos, o foco de desenvolvimento
tem sido nos produtos de baixo VOC e ambientalmente amigáveis. “Houve
um esforço concentrado, principalmente no exterior,
em desenvolver produtos menos agressivos, seguindo a tendência
mundial do apelo ecológico. A Aromat oferece uma extensa
linha de antiespumantes da Elementis Specialties, desde os
convencionais à base de óleo mineral até aditivos
recomendados para sistemas de alta performance. A linha de
produtos Dapro DF é indicada para os mais diversos
sistemas, atendendo praticamente todo o espectro de aplicações
em tintas.”
Renato
Stoicov, chefe de produto Tego Coating Additivies & Specialty
Resins da Degussa, destaca os polissiloxanos modificados
com poliéteres. “Esse produto não é exatamente
uma novidade, contudo, diferentes graus de modificação
desses polissiloxanos com poliéteres, mais ou menos
hidrofóbicos, vêm cada vez mais fornecendo antiespumantes
mais efetivos e menos incompatíveis com as tintas.
Também existem produtos desenvolvidos mais recentemente
com extrema ação antiespumante, baseados em
polímeros orgânicos isentos de siloxanos”,
explica. A Degussa, por meio da Tego, possui uma ampla linha
de antiespumantes baseada nessa tecnologia de polissiloxanos
modificados. “De alguns anos para cá, também
lançamos produtos com extrema ação antiespumante
baseados em polímeros orgânicos isentos de siloxanos.
Essa linha de produtos está compreendida na família
Tego Foamex e Tego Airex”.
Para
Aurélio Rocha,
gerente-geral América Latina
da Byk-Chemie, a evolução das tintas faz com
que haja a necessidade de uso de novos agentes antiespumantes. “Esses
agentes trabalham por meio de um balanço entre compatibilidades
e solubilidades, portanto para cada novo veículo haverá a
necessidade de um novo antiespumante. Oferecemos aos clientes
todos os tipos de agentes antiespumantes e desaerantes para
sistemas base água, base solventes e até para
sistemas 100% sólidos, como tintas curadas a UV ou
tintas em pó.”
A
Miracema-Nuodex está trabalhando
no desenvolvimento de antiespumantes com agentes potencializadores
de eficiência,
o que otimizará a sua dosagem e, conseqüentemente,
reduzirá o custo de aplicação. “Também
contamos com antiespumantes de baixo VOC de base aquosa.
A empresa possui toda a linha de antiespumantes para tintas,
além de uma ampla linha de antiespumantes para
as indústrias de papel e celulose, mineração e
açúcar e álcool”, conta Fernando
Cezar Scandoleira, gerente comercial.
Basílio
Carvas, diretor industrial da Meltchem, afirma que as
inovações
mais recentes consistem na introdução de compostos
poliméricos,
MPs biodegradáveis, mais estáveis e melhor
alinhadas com o ambiente. “Oferecemos ao mercado de
tintas em geral desde os produtos mais tradicionais e
de baixo custo como também aqueles baseados em
compostos minerais.”
Marcelo
Nogueira, gerente de contas América Latina
da Lubrizol, detecta que as inovações são
baseadas em novas moléculas e combinações
dessas moléculas. “Um grande exemplo que temos é a
possibilidade do tratamento de silicones com polióis,
criando assim uma nova geração de produtos.
Outra vertente muito importante para nós é a
qualidade dos produtos e a criação de produtos
de menor impacto ao ambiente. Levamos tanto em consideração
essas práticas que nossa planta nos Estados Unidos é homologada
com a certificação HACCP (Hazard Analysis Critical
Control Point)”.
Nogueira,
da Lubrizol, ainda enfatiza que a Emerald Foam Control é especialista
nesse tipo de aditivo, com dois centros de pesquisa focados
nessa área. “Desse
modo, podemos oferecer ao mercado uma variação
muito grande de moléculas de ativos e combinações.
Os principais tipos químicos são: silicones,
silicones reativos, silicones funcionais, polióis,
base óleo, base cera, base sílica, ésteres
e suas respectivas misturas e composições (reações
entre eles), formando novas moléculas. Também
temos uma linha de produtos muito ampla, que varia desde
um panorama industrial, como, por exemplo, mineração,
até produtos de grau alimentício acompanhados
de certificações Kosher, Halal e Orgânica.”
Já a
Ciba tem trabalhado no desenvolvimento de produtos da linha
Efka para oferecer antiespumantes com atuação
diferenciada no segmento de tintas. “As inovações
tecnológicas são freqüentes, como por
exemplo o Efka 2550, que foi desenvolvido para sistema aquoso,
capaz de atuar de maneira eficaz, eliminando microbolhas
provenientes do processo e permanecer ativo durante o tempo
de armazenagem do produto em estoque para evitar a formação
de bolhas durante a aplicação”, revela
Paulo Henrique Moda, especialista de produto.
A
Ciba oferece na linha Efka produtos à base de silicones
para sistema aquosos e solventes, assim como produtos isentos
de silicones para os sistemas água e solvente. “A
linha de produtos isenta de silicones é destaque para
sistemas base solventes convencionais e, particularmente,
o produto Efka 2020 tem como principal característica
a alta velocidade no processo de quebra de bolhas, apresentando
excelente relação custo-benefício. Já o
Efka 2720 é indicado para sistemas solventes de alto
sólidos. Para a linha base água, o Efka 2526 é o
principal produto. Na linha de produtos siliconados destacamos
o Efka 2022, Efka 2025 e Efka 2035, utilizados para sistemas
convencionais, e o Efka 2722, para sistemas alto sólidos.
Para a linha de cura UV, o Efka 2721 apresenta excelente
desempenho, pois elimina as bolhas formadas durante o processo
de fabricação, reduz a formação
das espumas durante a aplicação, onde a tinta é bombeada
para o cilindro e retorna ao recipiente de alimentação
do sistema”, explica Moda.
Ismael
Corazza, gerente de negócios de tintas e vernizes
da Bandeirante Química, conta que a empresa disponibiliza
para mercado a mais ampla linha de aditivos Byk-Chemie, permitindo
ao formulador a escolha do produto mais adequado para prevenção
e controle da geração de espumas. “A
alta tecnologia dos produtos Byk faz com que haja o exato
balanceamento de interface entre o meio e as bolhas de ar,
provocando sua desestabilização, deslocamento
e eliminação; ao mesmo tempo, os antiespumantes
Byk evitam ou controlam a formação das espumas.
De acordo com o tipo de necessidade da aplicação
podem ainda ser combinadas as outras características,
tais como nivelamento, espessura, brilho, entre outras.”
Selena
Mendonça, gerente de negócios da Metachem,
esclarece que as tendências desse mercado devem estar
voltadas para os produtos sem silicone e base água,
além de produtos ecologicamente corretos e aditivos
de elevada performance, com efeitos mínimos em outras
características das tintas. “A Metachem dispõe
de duas linhas de aditivos antiespumantes de dois parceiros
diferentes: a King Industries e a Add-Apt. A King possui
uma linha chamada Disparlon, composta por aditivos baseados
em polímeros acrílicos e vinílicos sem
silicone, antiespumantes híbridos (mistura de polímeros
e silicones) e aditivos base silicone. A linha Disparlon
engloba produtos de alta performance utilizados de forma
geral em segmentos industriais, como, por exemplo, em tintas
para a indústria automotiva, coil, latas, manutenção
industrial. Já a linha de produtos da Add-Apt está mais
voltada às aplicações base água,
tanto em linhas industriais como imobiliárias. Esses
produtos são formulados com óleos minerais
e silicones.”
Sandra
de Natali Monteiro, diretora comercial do Grupo VHbor,
conta que as novas tecnologias para a formulação
de agentes antiespumantes se baseiam na substituição
de produtos à base de óleos minerais por aditivos
quimicamente diferenciados, tais como as emulsões
de ésteres e outros, tornando-os mais ecológicos
e com eficiência igual ou superior. “A Lab Química,
divisão do Grupo VHbor, responsável pela fabricação
de produtos para os processos nos segmentos de tinta, tratamento
de água, papel/celulose e usina de açúcar
e álcool, saiu na frente e conquistou seu espaço
no mercado de tinta com a venda de uma linha diferenciada
de antiespumantes totalmente base água. Possuímos
também uma linha standard, com produtos antiespumantes,
feitos a partir de bases hidrófobas, e tensoativos
não iônicos com alta performance e qualidade.”
Mauro
Cataldi Simões, gerente de vendas da Gap Química,
informa que as inovações estão em antiespumantes
que possuem moléculas ‘amigas’ da natureza. “Possuímos
uma linha de antiespumantes indicados para base água
e base solvente, e também diversos à base de óleo, à base
de silicones, entre outros.”
A
Adexim-Comexim disponibiliza aditivos multifuncionais que
atendem sistemas base água,
base solvente e isentos de solvente. “Nossos produtos,
além de cumprir
a função de antiespumante, também previnem
células de Bernard, resistência a risco, melhoram
a umectação do substrato e sistemas livres
de crateras. Dispomos de alternativas FDA”, garante
Carlos Russo, diretor técnico executivo. A empresa
possui agentes antiespumantes à base de silicone,
isentos de silicone, hidrocarbonetos, óleo mineral
e óleo mineral alifático.
A
Cytec, que tem sua linha de agentes antiespumantes distribuída
pela Coremal, oferece em seu portfólio antiespumantes
poliméricos, antiespumantes óleos-minerais
e com silicone. “Acredito que as inovações
tecnológicas dos agentes antiespumantes se concentram
em polímeros e moléculas para superfícies
especiais”, afirma Ming Tsang, cientista sênior
de serviços técnicos da Cytec.
Ricardo
Monteiro, gerente de mercado da Carbono – distribuidora
da Troy –, conta que as inovações tecnológicas
mais recentes para os agentes antiespumantes são os
siloxanos modificados. “A Troy oferece uma completa
linha de antiespumantes, composta de produtos recomendados
para os sistemas solventes e sistemas aquosos.”
Para
Fernando Matta, gerente comercial – epóxi
e aditivos especiais América do Sul da Air Products,
os antiespumantes moleculares são agentes ativos
de superfície de última geração,
que rompem a espuma no nível molecular, completamente
diferente dos convencionais, que atuam por incompatibilidade. “Tipicamente os
componentes que estabilizam as espumas são as
forças iônicas, ponte de hidrogênio e
forças de Van der Waals. Em sistemas aquosos os antiespumantes
moleculares atuam na desestabilização
dessas forças na lamela da espuma, causando o
colapso da mesma.” A empresa possui uma completa linha
de antiespumantes da série DF- Defoamers.
A
Alcolina, empresa que vem atuando e se aprimorando na produção
e desenvolvimento de antiespumantes para diversos segmentos
do mercado, disponibiliza para o setor de tintas antiespumantes
base óleo mineral, poliglicóis, base água,
que possui a função de inibir e controlar a
espuma presente na maioria dos processos de fabricação
de tintas. “Nós, da Alcolina, estamos satisfeitos
com os resultados alcançados com nossos antiespumantes,
tanto no que diz respeito à qualidade como na vendas”,
conta Leila Cavalcante de Alcântara, química
e consultora técnica da Alcolina.
Para
Luiz Carlos Pestana, gerente de produto para América
Latina da Clariant, o segmento de antiespumante não
apresentou grandes alterações técnicas nos últimos
anos na sua base química, ou seja, o segmento trabalha
nas bases óleo mineral, vegetal e silicones. “Essa última é mais
usada no Brasil na linha de solvente, já que ainda
existe o receio do seu uso em sistemas aquosos, porque, apesar
da sua alta eficiência, erros na dosagem podem ocasionar
o chamado olho-de-peixe.”
A
Clariant está introduzindo
no mercado brasileiro, a partir de julho de 2007, os produtos
da linha Mowiplus, tanto para linha solvente como aquosa. “São
produtos de alta eficiência na diminuição
da espuma nos processos de dispersão (moagem), acelerando-o
pela maior eficácia. Também comprovaram bons
resultados nos testes de efeito residual, ou seja, na aplicação
por spray ou rolos, proporcionando ótima aceitação
de cor. Esse é um ponto a ser salientado, pois os
antiespumantes podem provocar ou acelerar o processo de separação
de cor (flotação de pigmentos) pela incompatibilidade
de sistemas. Muitas vezes, não se dá a devida
atenção a essa linha de produtos pela baixa
dosagem, mas é a solução para grandes
problemas”, explica Pestana.
Amigos do ambiente
Por causa da atual exigência do mercado de tintas por
produtos ecologicamente corretos, o que será que a área
de desenvolvimento de produtos das empresas tem realizado
para adequar seus antiespumantes às tintas menos
agressivas ao ambiente? Será que essa preocupação
tem atingido as empresas?
A
Degussa (Tego), por exemplo, desde o início, está envolvida
no lançamento de produtos isentos ou com baixíssimo
teor de VOC. “A grande maioria dos antiespumantes dessa
linha pode ser classificada como "VOC free" (livre
de compostos orgânicos voláteis) e está de
acordo com as mais severas regulamentações
ambientais européias. Nosso novo desafio agora é difundir
o uso do Tego Foamex 855, que é um copolímero
de poliéter siloxano VOC free desenvolvido especialmente
para tintas látex convencionais, como alternativa
aos óleos minerais utilizados hoje em dia. Esse produto
apresenta performance muito superior a esses antiespumantes
convencionais e tem um custo que permite tal substituição”,
conta Stoicov.
A
mesma preocupação acontece
com a Ciba, onde o maior desafio da área de pesquisa
e desenvolvimento da empresa é oferecer produtos com
redução
de emissão de voláteis. “A preocupação
com o ambiente é muito grande na Ciba. Nesse sentido,
podemos destacar o Efka 2722 e o Efka 2723, cuja constituição é de
100% de material ativo, com baixíssima emissão
de VOC. O Efka 2723 ainda apresenta baixo odor, o que favorece
significativamente a saúde e o bem-estar dos aplicadores
de tintas. O Efka 2550 é outro exemplo de produto
que contém 100% de material ativo e se encontra nesse
contexto”, explica Moda.
Tsang,
da Cytec, informa que os departamentos de pesquisa e desenvolvimento
da empresa têm trabalhado muito para
chegar a soluções completas, tanto em resinas
como em antiespumantes, para que os clientes possam formular
revestimentos ecológicos. “Exemplo disso é o
Additol VXW 6393, um antiespumante livre de silicones que
funciona muito bem com o nosso Resydrol AY 588w/42WA para
formular um revestimento de alto brilho e com baixo VOC (<50g/l).
Um outro exemplo é o Additol VXW 5907, agente polimérico
que isenta de ar a formulação e pode ser usado
com o nosso Macrynal VSM 1004/75LGV2 para a fabricação
de vernizes de acabamento para repintura automotiva com alto
sólidos e baixo VOC (<2.1 lb/gal).”
Ainda
para o cientista sênior de serviços técnicos
da Cytec, o mercado tem crescido de acordo com o rápido
crescimento do consumo de revestimentos base água
e livres de VOCs.
A
Carbono também está trabalhando
com produtos mais biodegradáveis. “Os produtos indicados
para a nova onda de formulações menos
agressivas (baixo VOC) são: Troykyd D 734
e Troykyd D 740”, revela Monteiro.
Para
atender a essa linha de mercado, a Air Products possui
os antiespumantes moleculares EnviroGem AD-01 e Surfynol
MD-20 – Multifuncional “Molecular
Defoamers” (desestabilizadores
de espumas) – livres de silicone e sílica hidrofóbica,
produtos líquidos baseados na tecnologia de surfactantes
Gemini (gêmeos), desenvolvidos especialmente para eliminar
macroespumas, microespumas e reduzir defeitos de superfície
relacionados com espumas em sistemas base d’água. “Esses
produtos atendem às exigências européias
ambientais, com baixo VOC, sem solvente, baixo odor, líquido
transparente, sem perigo de poluição de ar,
sem alquilfenol etoxilado. Também temos outros antiespumantes
com características biodegradáveis (EnviroGem
AE01, EnviroGem AE02, EnviroGem AE03)”, destaca Matta.
A
Clariant segue recomendações da sua matriz
na Suíça, portanto os produtos oferecidos atendem às
normas e exigências européias, que são
mais rígidas que as locais. “Tanto a linha Mowiplus
como a Suparex atendem a todas as exigências de preservação
e conservação do ambiente. Inclusive, no mês
de outubro, durante o congresso e feira da Abrafati, lançaremos
muitos produtos da linha Mowiplus/Suparex, com o conceito
ecológico”, revela Pestana.
Carvas,
da Meltchem, esclarece que está formulando
produtos sempre buscando alternativas de MPs, mais amigas
do ambiente e facilmente biodegradáveis. “As
moléculas envolvidas devem oferecer eficácia
antiespumante e ao mesmo tempo não toxicidade. Oferecemos
ao mercado as linhas Meltspum e Meltfoam, que são
as tradicionais de baixo custo, e também aquelas baseadas
em silicones – Meltsil – ou poliméricas – Meltnol
e Meltform.”
Nogueira,
da Lubrizol, afirma que nos centros de desenvolvimento
da empresa existe uma cultura de fabricar produtos sempre
com matérias-primas que sejam de menor
impacto ambiental, mas que tenham os mesmos resultados em
desempenho. “Essa
cultura com base na nossa ampla atuação na
indústria alimentícia faz com que sejamos pioneiros
em moléculas de menor impacto ao ambiente.”
O
Grupo VHbor conta também com a empresa Lab Analítica
e Ambiental, responsável por todo desenvolvimento
e análises de produtos específicos, controle
e gerenciamento de qualidade. “A partir daí,
como o próprio nome reflete, buscamos criar produtos
ecologicamente corretos para as diversas áreas de
atuação do grupo. Em tintas, a história
não foi diferente: desenvolvemos uma linha diferenciada
de antiespumantes totalmente base água, a linha Labtin,
para esmaltes sintéticos também base água.
Essas inovações vêm acompanhadas de resultados
de análises, flexibilidade de produtos e custo condizente
com a realidade dos diversos mercados de atuação”,
ressalta Sandra.
Simões,
da Gap Química, conta
que o departamento de desenvolvimento e pesquisa lançou
recentemente um novo antiespumante, o Gapmaster KO 04, composto
de ingredientes graxos e tensoativos não-iônicos. “Esse
produto é ecológico, isento de silicone e de óleos
minerais. Pode ser utilizado na maioria dos sistemas aquosos.
Também é caracterizado por seu rápido
e total poder de quebra de espuma, melhorando o brilho da
tinta, entre outros efeitos, além de ter custo-beneficio
bastante atrativo.”
A
Byk-Chemie está a cada
ano introduzindo novos produtos no mercado para atender a
essas novas exigências de
produtos ambientalmente corretos. “A Byk é uma
empresa 100% voltada às questões ecológicas
e, portanto, o desenvolvimento de produtos VOC free é uma
constante para nós”, garante Rocha.
A
Miracema é outra
empresa que já está,
há algum tempo, investindo em produtos com quantidades
cada vez menores de solventes. “Esses trabalhos
de pesquisa e desenvolvimento são todos de médio
prazo; em breve teremos novos produtos para oferecer a essa área”,
anuncia Scandoleira.
A
Elementis Specialties, representada pela Aromat no Brasil,
trabalha continuamente no desenvolvimento de novos aditivos
para formulações de tintas
menos agressivas. “Como
exemplo podemos citar o Dapro DF 7015, um antiespumante livre
de alquilfenóis etoxilados e indicado para formulações
de baixo VOC”, destaca Oliveira.
Selena,
da Metachem, informa que tanto a empresa King como a Add-Apt
vêm
trabalhando constantemente na eliminação
de solventes poluentes nas formulações de seus
aditivos. “As duas empresas possuem vários produtos
com fórmulas alternativas ‘HAPS free’,
base água e 100% sólidos.”
Atualmente,
a Adexim-Comexim, dispõe de aditivos multifuncionais. “Esses
produtos são antiespumantes isentos de silicone e
até com aprovação FDA, sob regulamentação
175.300”, informa Russo.
Previsão
O mercado brasileiro está sendo impulsionado, principalmente
pela atual situação econômica do País,
que por incrível que pareça está caminhando
com bons resultados. A grande maioria das empresas conseguiu
obter no primeiro semestre de 2007 um crescimento consideravelmente
bom. Para o final do ano aguardam resultados ainda melhores
para o setor.
Para
Stoicov, da Degussa, o primeiro semestre deste ano foi
excelente para os antiespumantes comercializados pela empresa. “Esse
fato se deve ao uso cada vez mais freqüente de esmaltes
decorativos solúveis em água, onde o uso de
antiespumantes baseados em óleo mineral não é possível,
obrigando o uso de poliéteres siloxanos, que são
a nossa expertise.”
Apesar
de o mercado apresentar uma forte sazonalidade, e considerando
que o segundo semestre geralmente é muito
mais produtivo do que o primeiro, o chefe de produto da Degussa
acredita que a empresa terá em 2007 um excelente ano
e muito acima do que foi conseguido em 2006. “Nosso
novo desafio é difundir o uso do Tego Foamex 855,
que é um copolímero de poliéter siloxano
desenvolvido especialmente para tintas látex convencionais
como alternativa aos óleos minerais utilizados atualmente.
Esse produto apresenta uma performance muito superior a esses
antiespumantes convencionais e tem um custo que permite a
substituição.”
Simões,
da Gap Química,
presenciou, no primeiro semestre de 2007, um crescimento
acentuado no segmento de tintas e vernizes. “Isso aconteceu
devido a diversos fatores, como queda de juros, expansão
dos financiamentos imobiliários e industriais e aumento
das vendas de veículos. Temos uma perspectiva ainda
maior para o segundo semestre por causa da sazonalidade do
mercado.”
Na
opinião do gerente comercial da
Miracema, de um modo geral o mercado de tintas tem um aumento
de volume no
segundo semestre de cada ano, especialmente nos meses de
setembro e outubro. “As perspectivas são boas
e esperamos um incremento de 15% nas vendas em comparação
com o primeiro semestre de 2007.”
Oliveira,
da Aromat, também observou um ligeiro aquecimento
no mercado durante o primeiro semestre de 2007. “A
expectativa é atingirmos um crescimento em torno de
10% no final deste ano.”
Para
Leila, da Alcolina, o mercado de tintas em 2007 passou
por muitas fases e instabilidades constantes nas vendas.
No entanto, está otimista e
acredita que para o final do ano esse quadro esteja mais
estável, para que ocorra
um crescimento não só de novos mercados, mas
também no aumento do consumo atual do agente antiespumante. “Há uma
perspectiva de melhora no segmento. Sabemos que se trata
de um assunto que engloba fatores importantes, sendo que
o maior deles é o econômico.” A Alcolina
desenvolve antiespumantes cada vez mais aprimorados, com
o melhor custo-benefício e que não agridem
o ambiente.
Selena,
da Metachem, prevê fechar o ano
com incremento nas vendas. “Um crescimento não
somente relacionado ao aumento do mercado, mas também
com um aumento de participação, devido a novos
produtos que estamos trazendo para nossa distribuição.”
O
gerente de mercado da Carbono também conclui que
o segmento tem apresentado um desempenho bastante positivo
e os agentes antiespumantes deverão superar os valores
realizados no mesmo período do ano de 2006. “Ressaltamos
ainda que a parceria entre a Carbono e a Troy vem fundamentar
e reforçar essa expectativa.”
Matta,
da Air Products, tem boas perspectivas para o final deste
ano: “Esperamos
um volume crescente de vendas, proporcionalmente, a cada
segmento de mercado específico
de tintas e revestimento à base d’água
no Brasil.”
Para
a Meltchem não se efetivaram
negócios
substancias no primeiro semestre de 2007. “Ficamos na
média das metas previamente estabelecidas neste semestre,
mas esperamos recuperar o tempo perdido no segundo semestre, onde,
normalmente, as vendas se intensificam em razão da
manutenção dos prédios e residências
já existentes, lançamentos de empreendimentos
e construções, demanda intensa na comercialização
de veículos, eletrodomésticos, bens de consumo,
entre outros”, afirma Carvas.
Nogueira,
da Lubrizol, conta que a empresa começou
2007 muito bem, pois está expandindo a sua área
de atuação, reforçando o foco em áreas
que necessitam de produtos especiais. “Essa é uma
importante característica de nossa companhia que nos
permite trabalhar nos mais variados segmentos, trazendo produtos
de alto desempenho e que satisfaçam totalmente a carência
de nossos clientes.”
Sandra,
do Grupo VHbor, anuncia que a empresa tem muito trabalho
pela frente na divulgação
e comprovação
da eficiência dos seus produtos e serviços,
que se dará por completa com a satisfação
dos clientes. “Acreditamos que até o final do
ano teremos um crescimento do grupo, refletido no segmento
de tintas, tratamento de água, papel e celulose,
usinas de açúcar e álcool, e aditivos
para borrachas e plásticos. Para isso, estamos contando
com o empenho da nossa equipe de profissionais altamente
qualificados para cada segmento de atuação,
mas, principalmente, com a confiança e apoio que estamos
adquirindo de nossos clientes e parceiros dos diversos segmentos
em que atuamos.”
O
Grupo VHbor é constituído
por quatro empresas: Lab Analítica e Ambiental (empresa
que presta serviços
monitorando áreas de desenvolvimento de produtos e
processos específicos, controle e gerenciamento de
qualidade); Lab Química (responsável pela fabricação
dos produtos químicos voltados para os setores de
tintas, papel e celulose e tratamento de água e curtume);
Usimaster (fabricação de produtos para usinas
de açúcar e álcool); e VHbor (fabricação
de masters e aditivos para borrachas e plásticos).
Na
opinião de Corazza, da Bandeirante Química,
apesar das significativas oscilações de mercado,
os resultados obtidos estão muito próximos aos
números planejados para o primeiro semestre de 2007. “Mesmo
considerando essa instabilidade e um crescimento apenas vegetativo
do mercado, a Bandeirante Química continua investindo
no aprimoramento dos serviços prestados e dos produtos
oferecidos aos clientes.” |