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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 115 - Agentes antiespumantes
 
Abaixo as bolhas e espumas
 

Presente em todos os tipos de tintas, os agentes antiespumantes são essenciais para controlar quimicamente a formação de espumas e hoje são desenvolvidos de forma menos agressivas ao ambiente, acompanhando a evolução das tintas.

 
Lucélia Monfardini
 

Com a função de evitar a formação de crateras e microbolhas indesejáveis na cobertura das superfícies, os agentes antiespumantes são aditivos desaeradores indispensáveis na maioria das tintas e essenciais nas formulações base água, nas quais, em função da adição de surfactantes, há um favorecimento do surgimento de espuma durante o processo de fabricação.

As bolhas de ar localizadas nas superfícies das tintas podem ser geradas durante qualquer estágio do processo de fabricação, desde a moagem dos pigmentos para produção dos concentrados até na embalagem do produto final. Também existem as bolhas oclusas, caracterizadas pelo ar retido no meio do veículo de dispersão ou nas tintas, em decorrência normalmente da sua viscosidade mais elevada. Nesse caso, utilizam-se os agentes desaerantes, produtos que trabalham no corpo da tinta, quando líquida.

Os agentes desaerantes atuam tirando as bolhas do líquido e jogando-as para a superfície da mesma, onde trabalham por um balanço entre a compatibilidade e a solubilidade, o que gera uma certa turbulência no sistema. Nessa fase, chega a vez de os antiespumantes agirem. Esses aditivos trabalham na tinta quebrando as bolhas formadas na sua superfície. São sempre produtos com silicone, que atuam como agentes isolantes das cargas elétricas dos surfactantes presentes no sistema, facilitando, assim, a drenagem dos líquidos da parede das bolhas para a tinta. Quando ocorre essa drenagem, a parede da bolha se torna fina o suficiente para romper-se. Dessa maneira, com a participação eventual das duas técnicas descritas, as tintas podem ser perfeitamente isentas de bolhas e espumas.

Os antiespumantes não só atuam como controladores de espuma nos processos de fabricação e aplicação, mas também corrigem imperfeições no filme, facilitam a aplicação do produto, melhoram o rendimento da tinta, facilitam a umectação dos pigmentos e diminuem o tempo gasto na incorporação dos mesmos. Com isso, dão ganho de rendimento industrial e, ainda mais importante, sua composição química não deixa resíduos no processo.

Seguindo as exigências do mercado, os fabricantes de agentes antiespumantes também estão produzindo novas tecnologias ecologicamente corretas. No mercado são encontrados diversos tipos de antiespumantes, tendo como base hidrocarbonetos, silicones, óleo mineral, ceras, polióis, ésteres, derivados de ácidos graxos, polialquileno glicóis e outros.

Critérios de utilização
Os antiespumantes são aditivos que devem ser incorporados à formulação seguindo alguns critérios primordiais, pois a sua falta ou excesso pode causar efeitos desagradáveis, como pequenas e inúmeras bolhas ou crateras (conhecidas como olho-de-peixe).

A padronização da porcentagem de aplicação do produto para todas as formulações é um erro provocado por muitos fabricantes de aditivos. Mesmo a condição do maquinário deve ser avaliada, pois é necessário trabalhar com rotações adequadas de motor, evitando a formação de bolhas de ar no processo.

Outro ponto importante é que sem a adição de um antiespumante durante a fabricação a tinta fica aerada, podendo comprometer a agilidade no envase ou erro no volume e peso.

Uma boa formulação deve atender a alguns requisitos básicos para que o produto final seja de qualidade, pois a tinta é muito complexa e cada componente deve interagir de forma corporativa com o intuito da obtenção de um produto final de qualidade.

Últimas tecnologias
Com a constante evolução das tintas, com novas tecnologias e aperfeiçoamento de substâncias essenciais à formulação, os agentes antiespumantes também seguem essa necessidade com importantes inovações tecnológicas.

Hamilton Oliveira, coordenador de produto da Aromat, confirma que, ao longo dos últimos anos, o foco de desenvolvimento tem sido nos produtos de baixo VOC e ambientalmente amigáveis. “Houve um esforço concentrado, principalmente no exterior, em desenvolver produtos menos agressivos, seguindo a tendência mundial do apelo ecológico. A Aromat oferece uma extensa linha de antiespumantes da Elementis Specialties, desde os convencionais à base de óleo mineral até aditivos recomendados para sistemas de alta performance. A linha de produtos Dapro DF é indicada para os mais diversos sistemas, atendendo praticamente todo o espectro de aplicações em tintas.”

Renato Stoicov, chefe de produto Tego Coating Additivies & Specialty Resins da Degussa, destaca os polissiloxanos modificados com poliéteres. “Esse produto não é exatamente uma novidade, contudo, diferentes graus de modificação desses polissiloxanos com poliéteres, mais ou menos hidrofóbicos, vêm cada vez mais fornecendo antiespumantes mais efetivos e menos incompatíveis com as tintas. Também existem produtos desenvolvidos mais recentemente com extrema ação antiespumante, baseados em polímeros orgânicos isentos de siloxanos”, explica. A Degussa, por meio da Tego, possui uma ampla linha de antiespumantes baseada nessa tecnologia de polissiloxanos modificados. “De alguns anos para cá, também lançamos produtos com extrema ação antiespumante baseados em polímeros orgânicos isentos de siloxanos. Essa linha de produtos está compreendida na família Tego Foamex e Tego Airex”.

Para Aurélio Rocha, gerente-geral América Latina da Byk-Chemie, a evolução das tintas faz com que haja a necessidade de uso de novos agentes antiespumantes. “Esses agentes trabalham por meio de um balanço entre compatibilidades e solubilidades, portanto para cada novo veículo haverá a necessidade de um novo antiespumante. Oferecemos aos clientes todos os tipos de agentes antiespumantes e desaerantes para sistemas base água, base solventes e até para sistemas 100% sólidos, como tintas curadas a UV ou tintas em pó.”

A Miracema-Nuodex está trabalhando no desenvolvimento de antiespumantes com agentes potencializadores de eficiência, o que otimizará a sua dosagem e, conseqüentemente, reduzirá o custo de aplicação. “Também contamos com antiespumantes de baixo VOC de base aquosa. A empresa possui toda a linha de antiespumantes para tintas, além de uma ampla linha de antiespumantes para as indústrias de papel e celulose, mineração e açúcar e álcool”, conta Fernando Cezar Scandoleira, gerente comercial.

Basílio Carvas, diretor industrial da Meltchem, afirma que as inovações mais recentes consistem na introdução de compostos poliméricos, MPs biodegradáveis, mais estáveis e melhor alinhadas com o ambiente. “Oferecemos ao mercado de tintas em geral desde os produtos mais tradicionais e de baixo custo como também aqueles baseados em compostos  minerais.”

Marcelo Nogueira, gerente de contas América Latina da Lubrizol, detecta que as inovações são baseadas em novas moléculas e combinações dessas moléculas. “Um grande exemplo que temos é a possibilidade do tratamento de silicones com polióis, criando assim uma nova geração de produtos. Outra vertente muito importante para nós é a qualidade dos produtos e a criação de produtos de menor impacto ao ambiente. Levamos tanto em consideração essas práticas que nossa planta nos Estados Unidos é homologada com a certificação HACCP (Hazard Analysis Critical Control Point)”.

Nogueira, da Lubrizol, ainda enfatiza que a Emerald Foam Control é especialista nesse tipo de aditivo, com dois centros de pesquisa focados nessa área. “Desse modo, podemos oferecer ao mercado uma variação muito grande de moléculas de ativos e combinações. Os principais tipos químicos são: silicones, silicones reativos, silicones funcionais, polióis, base óleo, base cera, base sílica, ésteres e suas respectivas misturas e composições (reações entre eles), formando novas moléculas. Também temos uma linha de produtos muito ampla, que varia desde um panorama industrial, como, por exemplo, mineração, até produtos de grau alimentício acompanhados de certificações Kosher, Halal e Orgânica.”

Já a Ciba tem trabalhado no desenvolvimento de produtos da linha Efka para oferecer antiespumantes com atuação diferenciada no segmento de tintas. “As inovações tecnológicas são freqüentes, como por exemplo o Efka 2550, que foi desenvolvido para sistema aquoso, capaz de atuar de maneira eficaz, eliminando microbolhas provenientes do processo e permanecer ativo durante o tempo de armazenagem do produto em estoque para evitar a formação de bolhas durante a aplicação”, revela Paulo Henrique Moda, especialista de produto.

A Ciba oferece na linha Efka produtos à base de silicones para sistema aquosos e solventes, assim como produtos isentos de silicones para os sistemas água e solvente. “A linha de produtos isenta de silicones é destaque para sistemas base solventes convencionais e, particularmente, o produto Efka 2020 tem como principal característica a alta velocidade no processo de quebra de bolhas, apresentando excelente relação custo-benefício. Já o Efka 2720 é indicado para sistemas solventes de alto sólidos. Para a linha base água, o Efka 2526 é o principal produto. Na linha de produtos siliconados destacamos o Efka 2022, Efka 2025 e Efka 2035, utilizados para sistemas convencionais, e o Efka 2722, para sistemas alto sólidos. Para a linha de cura UV, o Efka 2721 apresenta excelente desempenho, pois elimina as bolhas formadas durante o processo de fabricação, reduz a formação das espumas durante a aplicação, onde a tinta é bombeada para o cilindro e retorna ao recipiente de alimentação do sistema”, explica Moda.

Ismael Corazza, gerente de negócios de tintas e vernizes da Bandeirante Química, conta que a empresa disponibiliza para mercado a mais ampla linha de aditivos Byk-Chemie, permitindo ao formulador a escolha do produto mais adequado para prevenção e controle da geração de espumas. “A alta tecnologia dos produtos Byk faz com que haja o exato balanceamento de interface entre o meio e as bolhas de ar, provocando sua desestabilização, deslocamento e eliminação; ao mesmo tempo, os antiespumantes Byk evitam ou controlam a formação das espumas. De acordo com o tipo de necessidade da aplicação podem ainda ser combinadas as outras características, tais como nivelamento, espessura, brilho, entre outras.”

Selena Mendonça, gerente de negócios da Metachem, esclarece que as tendências desse mercado devem estar voltadas para os produtos sem silicone e base água, além de produtos ecologicamente corretos e aditivos de elevada performance, com efeitos mínimos em outras características das tintas. “A Metachem dispõe de duas linhas de aditivos antiespumantes de dois parceiros diferentes: a King Industries e a Add-Apt. A King possui uma linha chamada Disparlon, composta por aditivos baseados em polímeros acrílicos e vinílicos sem silicone, antiespumantes híbridos (mistura de polímeros e silicones) e aditivos base silicone. A linha Disparlon engloba produtos de alta performance utilizados de forma geral em segmentos industriais, como, por exemplo, em tintas para a indústria automotiva, coil, latas, manutenção industrial. Já a linha de produtos da Add-Apt está mais voltada às aplicações base água, tanto em linhas industriais como imobiliárias. Esses produtos são formulados com óleos minerais e silicones.”

Sandra de Natali Monteiro, diretora comercial do Grupo VHbor, conta que as novas tecnologias para a formulação de agentes antiespumantes se baseiam na substituição de produtos à base de óleos minerais por aditivos quimicamente diferenciados, tais como as emulsões de ésteres e outros, tornando-os mais ecológicos e com eficiência igual ou superior. “A Lab Química, divisão do Grupo VHbor, responsável pela fabricação de produtos para os processos nos segmentos de tinta, tratamento de água, papel/celulose e usina de açúcar e álcool, saiu na frente e conquistou seu espaço no mercado de tinta com a venda de uma linha diferenciada de antiespumantes totalmente base água. Possuímos também uma linha standard, com produtos antiespumantes, feitos a partir de bases hidrófobas, e tensoativos não iônicos com alta performance e qualidade.”

Mauro Cataldi Simões, gerente de vendas da Gap Química, informa que as inovações estão em antiespumantes que possuem moléculas ‘amigas’ da natureza. “Possuímos uma linha de antiespumantes indicados para base água e base solvente, e também diversos à base de óleo, à base de silicones, entre outros.”

A Adexim-Comexim disponibiliza aditivos multifuncionais que atendem sistemas base água, base solvente e isentos de solvente. “Nossos produtos, além de cumprir a função de antiespumante, também previnem células de Bernard, resistência a risco, melhoram a umectação do substrato e sistemas livres de crateras. Dispomos de alternativas FDA”, garante Carlos Russo, diretor técnico executivo. A empresa possui agentes antiespumantes à base de silicone, isentos de silicone, hidrocarbonetos, óleo mineral e óleo mineral alifático.

A Cytec, que tem sua linha de agentes antiespumantes distribuída pela Coremal, oferece em seu portfólio antiespumantes poliméricos, antiespumantes óleos-minerais e com silicone. “Acredito que as inovações tecnológicas dos agentes antiespumantes se concentram em polímeros e moléculas para superfícies especiais”, afirma Ming Tsang, cientista sênior de serviços técnicos da Cytec.

Ricardo Monteiro, gerente de mercado da Carbono – distribuidora da Troy –, conta que as inovações tecnológicas mais recentes para os agentes antiespumantes são os siloxanos modificados. “A Troy oferece uma completa linha de antiespumantes, composta de produtos recomendados para os sistemas  solventes e sistemas aquosos.”

Para Fernando Matta, gerente comercial – epóxi e aditivos especiais América do Sul da Air Products, os antiespumantes moleculares são agentes ativos de superfície de última geração, que rompem a espuma no nível molecular, completamente diferente dos convencionais, que atuam por incompatibilidade. “Tipicamente os componentes que estabilizam as espumas são as forças iônicas, ponte de hidrogênio e forças de Van der Waals. Em sistemas aquosos os antiespumantes moleculares atuam na desestabilização dessas forças na lamela da espuma, causando o colapso da mesma.” A empresa possui uma completa linha de antiespumantes da série DF- Defoamers.

A Alcolina, empresa que vem atuando e se aprimorando na produção e desenvolvimento de antiespumantes para diversos segmentos do mercado, disponibiliza para o setor de tintas antiespumantes base óleo mineral, poliglicóis, base água, que possui a função de inibir e controlar a espuma presente na maioria dos processos de fabricação de tintas. “Nós, da Alcolina, estamos satisfeitos com os resultados alcançados com nossos antiespumantes, tanto no que diz respeito à qualidade como na vendas”, conta Leila Cavalcante de Alcântara, química e consultora técnica da Alcolina.

Para Luiz Carlos Pestana, gerente de produto para América Latina da Clariant, o segmento de antiespumante não apresentou grandes alterações técnicas nos últimos anos na sua base química, ou seja, o segmento trabalha nas bases óleo mineral, vegetal e silicones. “Essa última é mais usada no Brasil na linha de solvente, já que ainda existe o receio do seu uso em sistemas aquosos, porque, apesar da sua alta eficiência, erros na dosagem podem ocasionar o chamado olho-de-peixe.”

A Clariant está introduzindo no mercado brasileiro, a partir de julho de 2007, os produtos da linha Mowiplus, tanto para linha solvente como aquosa. “São produtos de alta eficiência na diminuição da espuma nos processos de dispersão (moagem), acelerando-o pela maior eficácia. Também comprovaram bons resultados nos testes de efeito residual, ou seja, na aplicação por spray ou rolos, proporcionando ótima aceitação de cor. Esse é um ponto a ser salientado, pois os antiespumantes podem provocar ou acelerar o processo de separação de cor (flotação de pigmentos) pela incompatibilidade de sistemas. Muitas vezes, não se dá a devida atenção a essa linha de produtos pela baixa dosagem, mas é a solução para grandes problemas”, explica Pestana.

Amigos do ambiente
Por causa da atual exigência do mercado de tintas por produtos ecologicamente corretos, o que será que a área de desenvolvimento de produtos das empresas tem realizado para adequar seus antiespumantes às tintas menos agressivas ao ambiente? Será que essa preocupação tem atingido as empresas?

A Degussa (Tego), por exemplo, desde o início, está envolvida no lançamento de produtos isentos ou com baixíssimo teor de VOC. “A grande maioria dos antiespumantes dessa linha pode ser classificada como "VOC free" (livre de compostos orgânicos voláteis) e está de acordo com as mais severas regulamentações ambientais européias. Nosso novo desafio agora é difundir o uso do Tego Foamex 855, que é um copolímero de poliéter siloxano VOC free desenvolvido especialmente para tintas látex convencionais, como alternativa aos óleos minerais utilizados hoje em dia. Esse produto apresenta performance muito superior a esses antiespumantes convencionais e tem um custo que permite tal substituição”, conta Stoicov.

A mesma preocupação acontece com a Ciba, onde o maior desafio da área de pesquisa e desenvolvimento da empresa é oferecer produtos com redução de emissão de voláteis. “A preocupação com o ambiente é muito grande na Ciba. Nesse sentido, podemos destacar o Efka 2722 e o Efka 2723, cuja constituição é de 100% de material ativo, com baixíssima emissão de VOC. O Efka 2723 ainda apresenta baixo odor, o que favorece significativamente a saúde e o bem-estar dos aplicadores de tintas. O Efka 2550 é outro exemplo de produto que contém 100% de material ativo e se encontra nesse contexto”, explica Moda.

Tsang, da Cytec, informa que os departamentos de pesquisa e desenvolvimento da empresa têm trabalhado muito para chegar a soluções completas, tanto em resinas como em antiespumantes, para que os clientes possam formular revestimentos ecológicos. “Exemplo disso é o Additol VXW 6393, um antiespumante livre de silicones que funciona muito bem com o nosso Resydrol AY 588w/42WA para formular um revestimento de alto brilho e com baixo VOC (<50g/l). Um outro exemplo é o Additol VXW 5907, agente polimérico que isenta de ar a formulação e pode ser usado com o nosso Macrynal VSM 1004/75LGV2 para a fabricação de vernizes de acabamento para repintura automotiva com alto sólidos e baixo VOC (<2.1 lb/gal).”

Ainda para o cientista sênior de serviços técnicos da Cytec, o mercado tem crescido de acordo com o rápido crescimento do consumo de revestimentos base água e livres de VOCs.

A Carbono também está trabalhando com produtos mais biodegradáveis. “Os produtos  indicados para a nova onda de formulações menos agressivas (baixo VOC) são: Troykyd D  734 e Troykyd D 740”, revela Monteiro.

Para atender a essa linha de mercado, a Air Products possui os antiespumantes moleculares EnviroGem AD-01 e Surfynol MD-20 – Multifuncional “Molecular Defoamers” (desestabilizadores de espumas) – livres de silicone e sílica hidrofóbica, produtos líquidos baseados na tecnologia de surfactantes Gemini (gêmeos), desenvolvidos especialmente para eliminar macroespumas, microespumas e reduzir defeitos de superfície relacionados com espumas em sistemas base d’água. “Esses produtos atendem às exigências européias ambientais, com baixo VOC, sem solvente, baixo odor, líquido transparente, sem perigo de poluição de ar, sem alquilfenol etoxilado. Também temos outros antiespumantes com características biodegradáveis (EnviroGem AE01, EnviroGem AE02, EnviroGem AE03)”, destaca Matta.

A Clariant segue recomendações da sua matriz na Suíça, portanto os produtos oferecidos atendem às normas e exigências européias, que são mais rígidas que as locais. “Tanto a linha Mowiplus como a Suparex atendem a todas as exigências de preservação e conservação do ambiente. Inclusive, no mês de outubro, durante o congresso e feira da Abrafati, lançaremos muitos produtos da linha Mowiplus/Suparex, com o conceito ecológico”, revela Pestana.

Carvas, da Meltchem, esclarece que está formulando produtos sempre buscando alternativas de MPs, mais amigas do ambiente e facilmente biodegradáveis. “As moléculas envolvidas devem oferecer eficácia antiespumante e ao mesmo tempo não toxicidade. Oferecemos ao mercado as linhas Meltspum e Meltfoam, que são as tradicionais de baixo custo, e também aquelas baseadas em silicones – Meltsil – ou poliméricas – Meltnol e Meltform.”

Nogueira, da Lubrizol, afirma que nos centros de desenvolvimento da empresa existe uma cultura de fabricar produtos sempre com matérias-primas que sejam de menor impacto ambiental, mas que tenham os mesmos resultados em desempenho. “Essa cultura com base na nossa ampla atuação na indústria alimentícia faz com que sejamos pioneiros em moléculas de menor impacto ao ambiente.”

O Grupo VHbor conta também com a empresa Lab Analítica e Ambiental, responsável por todo desenvolvimento e análises de produtos específicos, controle e gerenciamento de qualidade. “A partir daí, como o próprio nome reflete, buscamos criar produtos ecologicamente corretos para as diversas áreas de atuação do grupo. Em tintas, a história não foi diferente: desenvolvemos uma linha diferenciada de antiespumantes totalmente base água, a linha Labtin, para esmaltes sintéticos também base água. Essas inovações vêm acompanhadas de resultados de análises, flexibilidade de produtos e custo condizente com a realidade dos diversos mercados de atuação”, ressalta Sandra.

Simões, da Gap Química, conta que o departamento de desenvolvimento e pesquisa lançou recentemente um novo antiespumante, o Gapmaster KO 04, composto de ingredientes graxos e tensoativos não-iônicos. “Esse produto é ecológico, isento de silicone e de óleos minerais. Pode ser utilizado na maioria dos sistemas aquosos. Também é caracterizado por seu rápido e total poder de quebra de espuma, melhorando o brilho da tinta, entre outros efeitos, além de ter custo-beneficio bastante atrativo.”

A Byk-Chemie está a cada ano introduzindo novos produtos no mercado para atender a essas novas exigências de produtos ambientalmente corretos. “A Byk é uma empresa 100% voltada às questões ecológicas e, portanto, o desenvolvimento de produtos VOC free é uma constante para nós”, garante Rocha.

A Miracema é outra empresa que já está, há algum tempo, investindo em produtos com quantidades cada vez menores de solventes. “Esses trabalhos de pesquisa e desenvolvimento são todos de médio prazo; em breve teremos novos produtos para oferecer a essa área”, anuncia Scandoleira.

A Elementis Specialties, representada pela Aromat no Brasil, trabalha continuamente no desenvolvimento de novos aditivos para formulações de tintas menos agressivas. “Como exemplo podemos citar o Dapro DF 7015, um antiespumante livre de alquilfenóis etoxilados e indicado para formulações de baixo VOC”, destaca Oliveira.

Selena, da Metachem, informa que tanto a empresa King como a Add-Apt vêm trabalhando constantemente na eliminação de solventes poluentes nas formulações de seus aditivos. “As duas empresas possuem vários produtos com fórmulas alternativas ‘HAPS free’, base água e 100% sólidos.”

Atualmente, a Adexim-Comexim, dispõe de aditivos multifuncionais. “Esses produtos são antiespumantes isentos de silicone e até com aprovação FDA, sob regulamentação 175.300”, informa Russo.

Previsão
O mercado brasileiro está sendo impulsionado, principalmente pela atual situação econômica do País, que por incrível que pareça está caminhando com bons resultados. A grande maioria das empresas conseguiu obter no primeiro semestre de 2007 um crescimento consideravelmente bom. Para o final do ano aguardam resultados ainda melhores para o setor.

Para Stoicov, da Degussa, o primeiro semestre deste ano foi excelente para os antiespumantes comercializados pela empresa. “Esse fato se deve ao uso cada vez mais freqüente de esmaltes decorativos solúveis em água, onde o uso de antiespumantes baseados em óleo mineral não é possível, obrigando o uso de poliéteres siloxanos, que são a nossa expertise.”

Apesar de o mercado apresentar uma forte sazonalidade, e considerando que o segundo semestre geralmente é muito mais produtivo do que o primeiro, o chefe de produto da Degussa acredita que a empresa terá em 2007 um excelente ano e muito acima do que foi conseguido em 2006. “Nosso novo desafio é difundir o uso do Tego Foamex 855, que é um copolímero de poliéter siloxano desenvolvido especialmente para tintas látex convencionais como alternativa aos óleos minerais utilizados atualmente. Esse produto apresenta uma performance muito superior a esses antiespumantes convencionais e tem um custo que permite a substituição.”

Simões, da Gap Química, presenciou, no primeiro semestre de 2007, um crescimento acentuado no segmento de tintas e vernizes. “Isso aconteceu devido a diversos fatores, como queda de juros, expansão dos financiamentos imobiliários e industriais e aumento das vendas de veículos. Temos uma perspectiva ainda maior para o segundo semestre por causa da sazonalidade do mercado.”

Na opinião do gerente comercial da Miracema, de um modo geral o mercado de tintas tem um aumento de volume no segundo semestre de cada ano, especialmente nos meses de setembro e outubro. “As perspectivas são boas e esperamos um incremento de 15% nas vendas em comparação com o primeiro semestre de 2007.”

Oliveira, da Aromat, também observou um ligeiro aquecimento no mercado durante o primeiro semestre de 2007. “A expectativa é atingirmos um crescimento em torno de 10% no final deste ano.”

Para Leila, da Alcolina, o mercado de tintas em 2007 passou por muitas fases e instabilidades constantes nas vendas. No entanto, está otimista e acredita que para o final do ano esse quadro esteja mais estável, para que ocorra um crescimento não só de novos mercados, mas também no aumento do consumo atual do agente antiespumante. “Há uma perspectiva de melhora no segmento. Sabemos que se trata de um assunto que engloba fatores importantes, sendo que o maior deles é o econômico.” A Alcolina desenvolve antiespumantes cada vez mais aprimorados, com o melhor custo-benefício e que não agridem o ambiente.

Selena, da Metachem, prevê fechar o ano com incremento nas vendas. “Um crescimento não somente relacionado ao aumento do mercado, mas também com um aumento de participação, devido a novos produtos que estamos trazendo para nossa distribuição.”

O gerente de mercado da Carbono também conclui que o segmento tem apresentado um desempenho bastante positivo e os agentes antiespumantes deverão superar os valores realizados no mesmo período do ano de 2006. “Ressaltamos ainda que a parceria entre a Carbono e a Troy vem fundamentar e reforçar essa expectativa.”

Matta, da Air Products, tem boas perspectivas para o final deste ano: “Esperamos um volume crescente de vendas, proporcionalmente, a cada segmento de mercado específico de tintas e revestimento à base d’água no Brasil.”

Para a Meltchem não se efetivaram negócios substancias no primeiro semestre de 2007. “Ficamos na média das metas previamente estabelecidas neste semestre, mas esperamos recuperar o tempo perdido no segundo semestre, onde, normalmente, as vendas se intensificam em razão da manutenção dos prédios e residências já existentes, lançamentos de empreendimentos e  construções, demanda intensa na comercialização de veículos, eletrodomésticos, bens de consumo, entre outros”, afirma Carvas.

Nogueira, da Lubrizol, conta que a empresa começou 2007 muito bem, pois está expandindo a sua área de atuação, reforçando o foco em áreas que necessitam de produtos especiais. “Essa é uma importante característica de nossa companhia que nos permite trabalhar nos mais variados segmentos, trazendo produtos de alto desempenho e que satisfaçam totalmente a carência de nossos clientes.”

Sandra, do Grupo VHbor, anuncia que a empresa tem muito trabalho pela frente na divulgação e comprovação da eficiência dos seus produtos e serviços, que se dará por completa com a satisfação dos clientes. “Acreditamos que até o final do ano teremos um crescimento do grupo, refletido no segmento de tintas, tratamento de água, papel e celulose, usinas de açúcar e álcool, e aditivos para borrachas e plásticos. Para isso, estamos contando com o empenho da nossa equipe de profissionais altamente qualificados para cada segmento de atuação, mas, principalmente, com a confiança e apoio que estamos adquirindo de nossos clientes e parceiros dos diversos segmentos em que atuamos.”

O Grupo VHbor é constituído por quatro empresas: Lab Analítica e Ambiental (empresa que presta serviços monitorando áreas de desenvolvimento de produtos e processos específicos, controle e gerenciamento de qualidade); Lab Química (responsável pela fabricação dos produtos químicos voltados para os setores de tintas, papel e celulose e tratamento de água e curtume); Usimaster (fabricação de produtos para usinas de açúcar e álcool); e VHbor (fabricação de masters e aditivos para borrachas e plásticos).

Na opinião de Corazza, da Bandeirante Química, apesar das significativas oscilações de mercado, os resultados obtidos estão muito próximos aos números planejados para o primeiro semestre de 2007. “Mesmo considerando essa instabilidade e um crescimento apenas vegetativo do mercado, a Bandeirante Química continua investindo no aprimoramento dos serviços prestados e dos produtos oferecidos aos clientes.”
 
Sumário
 
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