O
segmento de distribuição de produtos químicos
no Brasil é dominado por empresas profissionalizadas,
capacitadas e estruturadas para atender ao mercado como um
todo. Em constante aprimoramento e passando por importantes
mudanças provocadas pelos movimentos de consolidação
do setor, hoje esse mercado se caracteriza por ser um provedor
de serviços. Este tem sido um desafio constante às
distribuidoras: além de agregar valor à cadeia
e criar vantagem logística aos fabricantes, precisa
oferecer serviços sob medida para os clientes, ponto
crucial para todo o setor.
Atualmente,
tanto o portfólio
de produtos como o de serviços tende
a ser cada vez mais customizado, valorizando a relação
individualizada do distribuidor com cada cliente. A introdução
de novos produtos e tecnologias mais amigáveis ao
ambiente também é uma forte
tendência para o mercado de distribuição.
Tais
mudanças alteram totalmente o estigma até aqui
relacionado ao setor de distribuição no Brasil,
que deixa de ser simplesmente um intermediário entre
os produtores e o mercado para se consolidar em empresas
de distribuição com grupos de profissionais
especializados em clientes.
Atualmente,
as distribuidoras conseguem manter uma extensa rede de
relacionamento, eficiente sistema de monitoramento do mercado
e da concorrência,
além
de fornecer inovações tecnológicas com
o objetivo de melhorar os processos produtivos dos clientes.
Outras
grandes mudanças já estão acontecendo
e outras ainda estão por vir. Sensíveis ou
importantes modificações – como
a entrada de novos players, fusões, compra de empresas
por outras maiores e muito mais – já são
possíveis de serem observadas
em meio aos negócios do setor de distribuição
de produtos químicos.
Nesta
nova visão, o distribuidor
se apresenta como um agente de difusão
de tecnologias, prestador de serviços, agente de criação
de valor e fonte de informações do mercado,
além de continuar
exercendo o papel tradicional de agente capitalizador da
produção.
Entraves
As dificuldades ainda se concentram em questões econômicas
e políticas, como a variação cambial
e a carga tributária, que limita os investimentos
e conseqüentemente o crescimento do setor. Além
disso, um dos principais obstáculos que o segmento
também enfrenta é a queda de margens decorrente
da valorização do real, que acirra a competição
e pressiona os percentuais de margem para baixo, agravando
ainda mais o quadro.
O
setor de distribuição
no Brasil, em sua grande maioria, tem se mostrado moderno,
competitivo e adequado às
condições de mercado brasileiras. Além
disso, a maioria das empresas possui certificações
internacionais, o que as coloca em igualdade em processos
de gestão com qualquer outra distribuidora do mundo.
Porém, ainda é um mercado que sofre com a carência
de linhas de créditos nacionais e internacionais,
baixa escala de negócios, baixa produtividade per
capita e informalidade de alguns setores, o que torna a competição
desleal.
Outros
problemas, como o péssimo estado dos
portos, ferrovias e estradas, também têm prejudicado
muito o setor de distribuição, que depende
exclusivamente desses meios para sobrevivência. Além
disso, as empresas do setor também perdem muito com
a burocracia governamental.
Muitos
distribuidores ainda reclamam do crescente nível
de exigências das agências reguladoras e normas
para manuseio, embalagem e transporte de produtos químicos,
que passaram a impactar fortemente nos custos da distribuição.
Já deu
para perceber que os distribuidores enfrentam grandes problemas,
mas, em contrapartida, têm um mercado
imenso a ser explorado, que, nos últimos anos, revelou-se
em constante evolução. Fora isso, ainda tem
que ser levado em conta o crescimento da economia brasileira
e mundial, que favorece o setor.
Alinhamento
estratégico
Trabalho técnico sobre o setor de distribuição
realizado por Roberto Giannini, diretor de relações
institucionais da Carbono Química, conclui que o segmento
de distribuição de produtos químicos é bastante
organizado no Brasil e apresenta um nível de capacitação
médio que pode ser considerado bom. Contudo, por preponderarem
empresas de médio porte, parece razoável supor
que o setor passará por um lento, porém inexorável,
processo de consolidação, onde somente os mais
fortes, ágeis e que apresentarem um diagnóstico
mais preciso das tendências do mercado poderão
sobreviver.
Por
outro lado, fica evidente a necessidade de se buscar a
convergência entre as políticas
e estratégias
das empresas produtoras e da distribuição,
visando a criação de vantagens competitivas
ao longo da cadeia. O alinhamento estratégico entre
os canais é fundamental para a sobrevivência
de ambos.
O
distribuidor é um elemento-chave para a
melhora do desempenho e da rentabilidade das empresas químicas
e deve estar focado no desenvolvimento de mercado para criação
de valor, sendo um elemento que reduz custo e aumenta a demanda
para o produtor.
Na
seqüência, apresentamos as
ações
que algumas das mais importantes empresas de distribuição
têm implantado no sentido de alcançar as vantagens
competitivas eleitas pelo estudo de Giannini como fundamentais
para sua sobrevivência. Elas ainda antecipam suas expectativas
de desempenho para 2007.
Adexim-Comexim
Neste ano, a Adexim-Comexim obteve um bom desempenho com
o lançamento de microesferas ocas com cargas especiais. “Temos
outros produtos em projeto que serão apresentados
durante o Seminário da Adexim-Comexim, que acontecerá nas
vésperas do Congresso da Abrafati”, declara
Carlos Russo, diretor técnico executivo.
Para
ele, o primeiro semestre de 2007 foi semelhante aos resultados
do ano passado. “Esperamos uma melhora nas
vendas para o final deste ano. O valor muito baixo do dólar
prejudica o mercado de distribuição de produtos
importados, uma vez que mesmo aumentando as vendas em tonelagem
a entrada de reais é menor, além de o custo
interno subir muito.”
Arinos
O portfólio de produtos da Arinos foi enriquecido
em 2007 com a linha de ácidos carboxílicos,
utilizados nos mercados de alimentos e industrial. “Essa
linha de produtos é da nossa representada Oxea. Também
inserimos a linha de silicones para a indústria, Core,
da nossa representada GE-Momentive”, informa Vanio
Nunes Oleiro, diretor comercial.
Com
relação às
expectativas para o final do ano, a Arinos acredita que terá um
segundo semestre acima do primeiro, ou seja, com crescimento
acima de 10%, “devido
ao comportamento de compras dos diversos segmentos, como
o de tintas, adesivos, cosméticos, construção
civil e polímeros”, argumenta Oleiro, acrescentando
também que vê boas oportunidades na área
de serviços, onde a proximidade com o cliente é fundamental
no uso da estrutura do distribuidor.
Aromat
A Aromat iniciou em 2007 a distribuição de
uma linha de solventes especiais indicados para formulações
menos agressivas ao ambiente. “Como exemplo, podemos
citar o carbonato de propileno – um solvente de baixo
odor e toxicidade –, indicado para formulações
ecologicamente corretas. Ainda para este ano, devemos ampliar
o nosso portfólio de pigmentos com a inclusão
de amarelos e vermelhos orgânicos”, informa Hamilton
Oliveira, coordenador de produto.
Na
opinião de Oliveira,
o primeiro semestre deste ano apresentou um quadro muito
positivo para alguns segmentos da indústria, como
o setor automotivo, que bateu recorde com a tendência
de manter o crescimento nos próximos
meses. “A estabilidade econômica impulsionou
o mercado. Por isso, acreditamos fechar o ano com crescimento
superior à meta inicial de 5%”, projeta.
Bandeirante
Química
Neste ano, a Bandeirante Química introduziu novos
produtos da Byk Chemie, Dow Química, DuPont, entre
outras distribuídas. “Ainda para 2007 deveremos
anunciar em breve novas parcerias nas áreas de tintas
e resinas, borrachas, poliuretanos, cosméticos e saneantes.
Para o segundo semestre teremos grandes notícias na
distribuição de químicos no Brasil,
com diversas fusões e aquisições que
estão em andamento, proporcionando um maior profissionalismo
ao setor”, revela Carlos Fernando Abreu, diretor comercial.
Ao
longo deste ano, a Bandeirante Química vem fortalecendo
sua estrutura comercial, operacional e financeira, permitindo
resultados melhores que os de 2006, que bateram em incremento
de 10%. “O fortalecimento das filiais, portfólio
de produtos, distribuídas e desenvolvimento da equipe
estão entre os grandes motivos do crescimento”,
conclui Abreu.
Best
Química
A Best Química ampliou sua linha de produtos formulados/mix
e também iniciou a prestação de serviços
para envase de tintas e solventes. “Considerando que
a nossa economia em nada contribuiu para o aquecimento do
mercado nos últimos meses, o resultado obtido no primeiro
semestre não foi o esperado. No entanto, para o segundo
semestre esperamos uma reação na demanda, até mesmo
para equilibrar com o fraco resultado do primeiro semestre”,
acredita Hélio José Cury, diretor-geral.
Braschemical
A
Braschemical está desenvolvendo novos fornecedores
e produtos. “Este ano começamos a trabalhar
mais efetivamente com a Everlight, empresa de Taiwan fornecedora
de absorvedores UV (benzofenona e Halls), para várias
aplicações, como tinta automotiva, industrial,
madeira, pó, plásticos masterbatches, PU/TPU,
PVC, PE, PP, wood e PP. Todos esses produtos são de
alta qualidade e performance, com grande durabilidade em
exposição a luz e intempéries, além
de terem preço competitivo. Também intensificamos
nossa parceria com a Karntner, com o Miox (óxido de
ferro micáceo lamelar que pode oferecer proteção ou
efeitos). Além disso, continuamos com a Lubrizol (que
adquiriu a Noveon), com as ceras Lanco Wax em PE/PP/PTFE,
promotores de aderência, inibidores de corrosão
e agentes reológicos, e estamos com a representação
de uma linha completa de aditivos especiais para tinta gráfica”,
destaca Liliane Schwab Leite, diretora comercial e
marketing, acrescentando que a divisão de antiespumantes
passa a ser Emerald. “Continuamos com os antiespumantes
base óleo Antarol e com a nova linha de antiespumantes
base silicone e não siliconados para tintas gráficas
e mercado alimentício. Temos também uma linha
de antiespumantes em pó especial para a área
de construção civil”.
A
Braschemical oferece várias outras linhas: da Day
Glo (linha de pigmentos fluorescentes para tintas serigráficas
base água e solvente); tinta gráfica base água
e solvente, cura UV, roto, flexo; linhas de pigmentos para
plástico com alta resistência à temperatura;
pigmentos fosforescentes de curta e longa duração;
branqueadores ópticos e pigmentos invisíveis;
da Taizhu – glitters de poliéster com resistência
a solventes em várias cores; CP Kelco (carboximetilcelulose
para tintas, texturas e cerâmica); da Kemira (dióxido
de titânio – rutilo, anatase e micronizado -
UV Titan); da Haltermann (solventes especiais para tintas
offset); EC Pigments (pigmentos orgânicos especiais para tintas
gráficas com alta qualidade e performace); e da BIP
(resinas de PU para tinta gráfica).
Com
relação
aos resultados obtidos no primeiro semestre, a Braschemical
assinalou vendas estáveis. “Começamos
bem o ano, mas a partir do mês de março, devido à baixa
do dólar e à situação econômica
do País, não muito favorável, além
de alguns setores em crise, como o segmento de calçados,
e clientes comprando estritamente o necessário para
a produção, o movimento de vendas foi regular,
com um significante aumento de vendas fracionadas. Já para
o segundo semestre acreditamos em uma melhora, como costuma
ocorrer todos os anos, mas não esperamos nenhum ‘boom’ em
vendas”, prevê Liliane.
Brenntag
A Brenntag iniciou, no mês de março, a distribuição
exclusiva da linha de biocidas e conservantes da Lonza para
os segmentos de higienização, preservação
industrial, metalworking, lubrificantes, tratamento de madeira,
entre outros. “A suíça Lonza é uma
das líderes mundiais em tecnologia de controle microbiano
com biocidas de segunda e terceira gerações.
Quaternários de amônio, óxidos de amina
graxa, hidantoinas, carbamatos, isotiazolinonas e outras
moléculas fazem parte do portfólio. Também
iniciamos a distribuição exclusiva dos polímeros
para tratamento de caldo de cana e águas da Ashland.
A marca alemã Praestol batiza a linha de produtos.
Os principais produtos são floculantes para purificação
de caldos, agentes de flotação para clarificação
e agentes antiincrustantes para evaporadores”, explica
Luciano Foresti, diretor comercial.
Os
números do primeiro
período deste ano superaram
a expectativa da empresa. “Crescemos em vendas e também
em resultado (EBITDA). As despesas, pelo real valorizado,
apresentam um forte efeito negativo e preocupante para os
próximos meses. Os níveis de margens percentuais
usualmente encontrados no setor precisam ser repensados para
fazer frente a este cenário de aumento de custos no
Brasil. Acreditamos que fecharemos o ano com valores acima
do orçado para faturamento e volume, alinhado com
o orçamento em EBITDA, supondo que a moeda americana
se mantenha nos níveis atuais no segundo semestre”,
adianta Foresti.
Brisco
A Brisco incorporou este ano em seu portfólio resinas
termoplásticas, polipropileno, poletileno e EVA. “Porém,
o acontecimento mais importante ainda para 2007 é a
nossa nova unidade que deverá ficar pronta antes
do final do ano. Será uma unidade world class, pensada
e desenhada para atender às demandas vigentes dos
clientes, representados e toda a legislação
de segurança e ambiente vigentes, visando um horizonte
de longo prazo e a ampliação da capacidade
de armazenagem, envase e distribuição de produtos,
além do compromisso constante de crescimento com o
mercado”, revela Guillermo Castillo, diretor comercial.
Com
relação ao primeiro semestre do ano, Castillo
afirma que após um ano de trabalho, ou seja, sem histórico
de vendas válido para qualquer comparação,
a Brisco obteve bons resultados, porém com leve queda
no mês de abril e já mostrando uma retomada
firme no final do segundo trimestre. “Esperamos continuar
no segundo semestre com forte crescimento, considerando que
estamos ingressando na época de maior demanda do segmento,
e que estamos com uma incorporação constante
de novos clientes, gerados pelo incremento de novos profissionais
no quadro de vendas da empresa”, conclui.
Carbono
No primeiro trimestre a Carbono iniciou a distribuição
do Carbosolv AZ 7095 - um solvente alifático leve
utilizado como agente azeotrópico, com baixo teor
de benzeno e direcionado ao segmento sucroalcooleiro. “Este
produto se enquadra nos conceitos estabelecidos pela responsabilidade
socioambiental da Carbono, e que tem como finalidade desidratar
o álcool hidratado, proporcionando um produto com
maior grau de pureza. Para o segundo semestre estão
previstos novos produtos, cujo lançamento será efetuado até o
final do mês de outubro”, conta Milton Lopes,
gerente da unidade de negócios de São Paulo.
Para
o final do ano, as expectativas da empresa são
muito positivas. “Além do fato de historicamente
o segundo semestre apresentar sempre um desempenho superior
ao alcançado no primeiro, estamos estimando
que o incremento na indústria automobilística,
construção civil e no segmento denominado
linha branca concretizará os resultados. O
crescimento não só será maior que
o ocorrido no primeiro semestre deste ano, como também
teremos uma expansão representativa em relação
ao mesmo período de 2006”, garante Lopes.
Coremal
Em 2007, a Coremal está consolidando novas parcerias,
agregadas durante o ano passado. “São representadas
tanto por novas distribuições quanto por extensão
das linhas antigas, com destaque para a Solvay (resina de
PVC), Exxon (oxo-álcoois), Dow (acrilatos, resina
de troca iônica e membrana de osmose reversa), Eastman
(CAB e CPO), Reichhold (resinas base água e solvente),
Lanxess (óxidos de ferro), Cytec (aditivos), Ciba
(especialidades para cosmética) e, como novidade,
a linha de resinas acrílicas da Dianal”, revela
Romero Dantas Maia, diretor comercial.
A
Coremal fechou o primeiro semestre deste ano com crescimento
de 19% em volume e 35% em dólar sobre igual período
de 2006. “Ficamos 3% abaixo do orçado em volumes
e excedemos em 4% o orçado em valor. Em função
desse bom resultado e considerando que o segundo semestre,
historicamente, é cerca de 10% melhor que o primeiro,
a despeito da valorização do real, esperamos
atingir o forecast para 2007 que representará um crescimento,
em dólar, da ordem de 22% sobre 2006”, prevê Maia.
D’Altomare
Durante
este ano, a D’Altomare adicionou itens a sua
linha de produtos para suprir necessidades dos clientes tradicionais,
além de atender também novos nichos. “Oferecemos
hoje linha de resinas acrílicas Kondicryl e Pidicryl,
da Pidilite, para aplicações variadas, como
tintas para pisos, plásticos e metais. Também
alguns novos aditivos, como o agente nivelante Pidiflow FL
14; dispersantes base água - Pidicryl 6250; e espessantes
- Pidicryl 4260 A. Até o final do ano é provável
que novos itens e lançamentos sejam incorporados a
esta linha de produtos”, garante Luis Machado, coordenador
de marketing.
A
D’Altomare também obteve bons
resultados durante o primeiro semestre, tanto devido ao próprio
cenário
econômico, com crescimento em alguns mercados de atuação,
quanto aos investimentos realizados pela empresa, trabalho
técnico da equipe e novas linhas de produtos oferecidas
aos clientes de alguns segmentos-chave. “Até o
final do ano esperamos manter o ritmo e bons negócios.
Confirmamos nossa participação na Abrafati,
na qual apresentaremos novidades ao mercado de tintas,
revestimentos e resinas”, revela Machado.
Focus
Química
A Focus Química tem buscado novos produtos com sinergia
com outros que comercializa. “Dentro deste conceito
estamos com uma nova linha de retardantes de chama, supressores
de fumaça e plastificantes, que podem atender vários
mercados (plásticos, têxtil, adesivos e selantes).
Estamos iniciando também a distribuição
de uma linha de espessantes, dispersantes e modificadores
reológicos, que visa atender ao mercado de tintas,
revestimento de papel e adesivos”, informa Antonio
Carlos Gonçalves, diretor comercial.
Segundo
Gonçalves,
a Focus Química obteve bons
resultados no primeiro semestre, apesar das pressões
do mercado para redução de preços, o
que leva sempre a uma perda de margens. “Para os produtos
importados a perda cambial foi a responsável pela
redução das margens, ou seja, de forma geral
este estreitamento de margens tem feito com que a Focus aumente
constantemente sua base de clientes, desenvolva novos mercados
e novas aplicações”. As expectativas
da empresa para o segundo semestre são muito otimistas. “Além
do crescimento de vendas das linhas de produtos que já distribuímos,
estamos agregando novas, o que, sem dúvida, fará com
que o crescimento do segundo semestre seja muito superior
ao primeiro”, conclui.
Gafor
Como novidade, a Gafor iniciou este segundo semestre com
mais uma parceria com Petrobras Distribuidora, por meio
da qual passou a distribuir os derivados acéticos,
fabricados pela Cloroetil. “Estes produtos complementarão
nossa linha de produtos destinados a vários segmentos,
como tintas e resinas, colas e adesivos, agroquímicos,
saneantes, metalworking, produtos de limpeza, fluidos de
processos, cosméticos e dry cleaning”, garante
Luiz Carlos Silva, gerente de negócios químicos.
A
empresa teve um excelente primeiro semestre, com crescimento superior a
30% em volume de vendas e um aumento significativo nos clientes
atendidos, comparado com o mesmo período do ano passado. “Isso,
principalmente, devido ao aumento de nossa força de
vendas em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São
Paulo, a uma maior competitividade em nossas condições
comerciais, e à grande flexibilidade logística
com a entrada em operação do nosso terminal
de armazenagem, com capacidade para mil metros cúbicos,
em vários tanques, o que permitiu maior
agilidade nas entregas de granel completo ou fracionado,
IBC's de mil litros e tambores de 200 litros”, explica
Silva, acrescentando que o faturamento da empresa teve
um crescimento real de 10%, apesar dos impactos da valorização
do real e mix de produtos.
Para
o segundo semestre, a Gafor prevê um crescimento
de 100% em comparação ao segundo semestre
de 2006. “Para atingir este audacioso crescimento,
além das ações já implementadas
no primeiro semestre, estamos ampliando nossa força
de vendas em São Paulo, e abrindo um novo armazém
para embalados em Canoas, no Rio Grande do Sul. Além
disso, o fator mais decisivo para este crescimento é a
contratação pela ExxonMobil da Gafor como distribuidora autorizada
para sua linha de fluidos hidrocarbonetos, identificados
pelas marcas registradas Arol, Exxsol, Isopar, Norpar, Varsol
e Solvesso, e também os oxigenados IPA e MEK, para
todo o território nacional”, conclui.
GAP
Química
As novidades da GAP Química para este ano são
os produtos da nova planta de álcoois graxos e oleoquímicos
da Oxiteno. “Também estamos com novos aditivos
da Cognis do Brasil, como o plastificante primário – Dehysol
3205, utilizado no segmento de tintas”, informa Mauro
Cataldi Simões, gerente de vendas.
A
empresa tem uma perspectiva positiva no segmento de tintas
e vernizes para este ano. “Este otimismo deve-se ao
crescimento do setor no primeiro semestre e, conseqüentemente, à sazonalidade
do segmento. Por isso, prevemos um crescimento maior no segundo
semestre”, projeta Simões.
Ipiranga
Química
A Ipiranga Química apresentou crescimento em seu portfólio
de produtos em diversas unidades de negócios, como
a de tintas e a de nutrição humana e animal. “Especificamente
na Unidade de Negócios Tintas, iniciamos com a distribuição
de resinas epóxi, da Dow Química, cuja linha é bastante
sinérgica com outras que já distribuímos,
como os agentes de cura para resina epóxi da Air Products.
Com isto, o pacote de produtos e soluções da
Ipiranga Química para a indústria que utiliza
o epóxi como tecnologia fica mais completo, tanto
em números de produtos como em alternativas tecnológicas”,
garante João Miguel Chamma, gerente de divisão
de químicos, acrescentado que a Ipiranga tem realizado
investimento contínuo em diversificação
de negócios, tanto em novos segmentos de mercado quanto
em novos produtos para cada segmento-chave em que atua.
Para
Chamma, o primeiro semestre caracterizou-se por diferenças
importantes em crescimentos de diversos segmentos de mercado. “Tivemos
uma indústria automotiva despontando como o segmento
de maior crescimento, seguido por tintas imobiliárias.
Nos demais, de forma geral, tivemos crescimentos modestos
ou até quedas, caso dos segmentos francamente exportadores.
Para o segundo semestre a expectativa é de um resultado
maior em vendas e também uma expectativa positiva
em relação às tintas imobiliárias,
que refletem o crescimento de construção civil.
De forma geral, prevemos que o segundo semestre traga uma
venda 10% superior em relação ao primeiro semestre
deste ano”, estima.
Kalium
A estratégia da Kalium Chemical é trazer para
seu portfólio novos produtos, desde que sejam competitivos
e de fornecimento contínuo. “Estamos constantemente
antenados com nossos escritórios de apoio no Leste
Europeu, Europa Ocidental, China e nas Américas, com
o objetivo de trazer novidades e estabelecer parcerias, garantindo
tranqüilidade aos nossos clientes nos itens como qualidade,
competitividade e continuidade”, ressalta Victor Luis
Maluf Amarilla, diretor-geral, acrescentando que a empresa
ofertará resinas UV, diluentes reativos, catalisadores,
matérias-primas intermediárias para a indústria
de resinas, acrilamida 45%, dispersantes e outros produtos
que serão gradativamente introduzidos na linha comercializada.
Maluf
também prevê ótimas perspectivas
de crescimento. “Calculamos que teremos um incremento
entre 10% e 20% em reais, e de 25% a 35% em dólares.
As margens serão mantidas nos patamares atuais, porém
com pequena diminuição do lucro líquido.
Os custos elevados em reais serão um obstáculo
ao crescimento dos lucros.”
O
diretor-geral da Kalium explica que o dólar baixo
estimula a importação de produtos químicos. “A
elevação dos preços internacionais,
devido a diversos fatores como elevação da
demanda internacional capitaneada pela China, a manutenção
do nível de produção de petróleo
da OPEP e de outros países exportadores, que são
os geradores das principais matérias-primas (nafta
e gás), a modificação das regras tributárias
chinesas que diminuem o repasse tributário aos exportadores
e as taxas de juros internas elevadas, influi em favor da
manutenção do faturamento e na diminuição
do lucro das empresas”, analisa.
Makeni
Como novidade, a Makeni iniciou neste ano suas operações
na Argentina por meio de sua unidade batizada de
Inkema Chemicals, que integra suas atividades também
no Mercosul. “Este ano começou positivo para
a Makeni, com perspectivas de vendas altas e confirmadas
já no primeiro trimestre. Infelizmente, o trimestre
seguinte não apresentou a mesma performance do anterior
e fechamos o semestre no mesmo patamar do ano passado. Tradicionalmente
observamos que no segundo semestre sempre acontecem
vendas maiores, estimuladas por segmentos que
demandam mais produtos e também com o aumento de capital
injetado na economia neste período do ano”,
opina Reinaldo Medrano, diretor comercial, acrescentando
que a Makeni Chemicals registra números
expressivos de crescimento ano após ano.
Metachem
Para melhor atender aos seus clientes, a Metachem busca constantemente
novos produtos e parceiros. “A empresa tem como meta
principal oferecer aos clientes produtos de qualidade que
atendam às exigências tecnológicas
por eles solicitadas, ou até mesmo antecipando algumas
tendências tecnológicas futuras. Por esse
motivo, a Metachem consolidou duas parcerias importantes
em 2006 e 2007, primeiramente com a Synthomer, fabricante
de polímeros acrílicos, vinílicos
e SBR e, mais recentemente, com a Solutia, empresa americana
que produz as resinas Butvar, à base de polivinilbutiral.
Mas ainda teremos mais novidades para 2007”, revela
Selena Mendonça, gerente de negócios.
Devido
ao trabalho constante em novos desenvolvimentos, a Metachem
obteve um incremento nas vendas da unidade de tintas na
ordem de 15% no primeiro semestre. “Esperamos fechar
o ano totalizando um crescimento de vendas em cerca de 20%”,
prevê Selena.
Midland
Dentre os novos produtos distribuídos pela Midland
destaque para os monômeros acrílicos e seus
derivados, da Arkema, além das resinas vinílicas,
vinisol, da WWP, e os novos solventes especiais da Eastman. “Ainda
neste ano serão apresentados ao mercado novos aditivos
da Eastman para as indústrias de tintas e adesivos”,
revela Luciana de Vivo, gerente de vendas.
Luciana
ainda conta que espera um incremento expressivo para o
final do ano. “Prevemos
um crescimento em torno de 15% em volume, devido ao aquecimento
dos principais mercados em que atuamos, e uma maior participação
no mercado com novas linhas de produtos e novas parcerias.”
Minérios
Ouro Branco
Em 2007, a Minérios Ouro Branco apresentou novos produtos
oriundos da China, como o CMC, a resina epóxi e o
pigmento de alumínio. “Estes produtos foram
devidamente pesquisados. Sua origem foi checada e obtivemos
a qualidade de fabricação que nos dá segurança
de fornecimento dentro dos padrões por nós
reconhecidos”, destaca José Carlos Bartholi,
diretor comercial.
No
segundo semestre a empresa passará a
distribuir o dióxido de titânio ucraniano e,
provavelmente, um outro do Leste Europeu. “Os dois
produtos são
alternativos ao produto chinês, que sofreu impacto
do corte do rebate pelo governo daquele país nas exportações
de pigmentos. Tal fato afetou a condição de
preços dos mesmos, razão pela qual nos adiantamos
em oferecer uma alternativa viável e competitiva ao
mercado”, declara Bartholi.
Para
a Minérios Ouro
Branco, este ano tem se comportado melhor que o ano passado. “Baseando-se
nos resultados obtidos no primeiro semestre, a nossa expectativa é muito
boa para o final deste ano. Porém, o que nos preocupa é um
possível desabastecimento de alguns produtos, dada
a alta demanda já observada neste primeiro período
do ano, como pigmentos e dióxido de titânio”,
condiciona o diretor comercial.
Morais de Castro
A Morais de Castro está distribuindo vários
produtos novos no mercado. “No segmento de tinta
e construção, podemos citar os adesivos da
Hexion para aplicações em madeira; resinas
e aditivos da Rohm & Haas para o segmento de concreto e
argamassas; biocidas da Rohm & Haas, para o segmento
de tintas arquitetônicas, onde ressaltamos o Rovace
2000 (bastante eficaz no combate de algas rosas); novos
produtos desenvolvidos pela Oxiteno, como o Ultradet LE 6000
(um álcool graxo etoxilado) e novos solventes
para o segmento de flexografia e rotogravura, como o Ultrasolve
L-1115 e Ultrasolve L-1100. Além disso, temos novos
produtos no segmento de tintas e construção,
e o desenvolvimento de novos produtos e parcerias nos
segmentos de cosméticos, home care e alimentício”,
destaca André Guimarães de Castro, gerente
comercial.
Oxiteno
No final do segundo semestre a Oxiteno iniciará a
produção em sua planta oleoquímica na
Bahia, que proverá o mercado com álcoois graxos
(cetílico, estearílico e ceto-estearílico), ácidos
graxos (caprílico-cáprico e outras frações)
e glicerina bidestilada USP Kosher. “Outra novidade é uma
nova fábrica que estamos prestes a inaugurar, com
novos produtos, além das unidades da Oxiteno que estão
tendo suas capacidades de produção expandidas”,
revela Luís Carlos Cardoso, especialista de mercado.
A
Oxiteno espera uma grande melhora nos resultados para o segundo
semestre. “O primeiro foi muito difícil,
devido à desvalorização do dólar
e ao aumento de várias matérias-primas, como
n-butanol, eteno e álcoois graxos. Os distribuidores
encerraram o primeiro semestre praticamente alinhados com
a nossa expectativa de vendas.”
Plentychem
A Plentychem acaba de assumir a representação
e distribuição no Brasil da Sudarshan, da Índia,
nas aplicações de tintas (exceto tinta de impressão)
e plásticos. “A empresa possui uma ampla linha
de pigmentos orgânicos e de efeito, que possibilita
novos negócios”, informa James Russi, diretor,
acrescentando que a empresa vem buscando uma melhor participação
no mercado. “Os resultados são tímidos,
mas crescente. Porém, o ano de 2007 está sendo
uma grata surpresa.”
Química
Araguaya
A Química Araguaya trabalha com uma linha fixa de
produtos químicos e com outra rotativa, o que permite,
dependendo do fluxo de solicitações dos clientes,
disponibilizar os produtos para comercialização. “Na
linha fixa temos: potassa cáustica, cloreto de metileno, álcoois
diversos, peróxido de hidrogênio, diclorvos
(DDVP), entre outros. A gerência comercial da empresa,
sob o comando de Neide Otaviani, com anos de experiência
na área química, constantemente pesquisa e
disponibiliza outros produtos para nossos
clientes”, destaca Thiago Otaviani Vidal, representante
da direção. “A empresa passa por ótima
fase, com investimentos no crescimento da área de
armazenagem e no aumento do quadro de funcionários,
o que garantirá novidades no atendimento e na prestação
de serviços para os clientes, além de condições
mais competitivas em relação à concorrência.”
No
primeiro semestre, a Química Araguaya ficou muito
feliz com os resultados obtidos. “Por se tratar de
uma época cheia de festividades e feriados, verificamos
o aumento real das vendas em relação ao mesmo
período no ano anterior. Também tivemos perdas,
porém mesmo assim o primeiro semestre foi excepcional
para a empresa. O segundo semestre começou com alguns
empecilhos, como a falta de produtos no mercado, baixa do
dólar e dificuldade na importação de
insumos. As expectativas para o fim do ano são otimistas,
entretanto, esses problemas mexem com a estrutura da área
comercial e dificultam o andar da carruagem. Acreditamos
piamente no aumento das vendas para o próximo semestre, decorrente
da demanda de mercado e também de novos produtos que
estão
sendo desenvolvidos”, prevê Vidal.
Quiminutri
Com inúmeras novidades para o mercado, a Quiminutri
busca especificamente produtos que os clientes necessitam. “Dentro
da linha de produtos curáveis por radiação
ultravioleta (UV), nossa gama de oligômeros, monômeros
e fotoiniciadores foi ampliada, inclusive com o lançamento
de um fotoiniciador líquido para sistemas pigmentados,
o Omnirad CP 1000. Também estamos introduzindo matérias-primas
para sistema UV base água; novos fotoiniciadores com
tamanhos de cadeia maiores – linha Omnipol; e nova
linha de resinas poliéster para UV; além de
oligômeros produzidos localmente no Brasil”,
informa Maurício Locatelli, diretor comercial.
Para
a linha de matérias-primas para tintas industriais
protetivas, a Quiminutri disponibiliza a linha completa de
resinas epóxis e diluentes reativos. Já para
tintas em pó, além das resinas epóxis,
a empresa trouxe os endurecedores e aditivos, como TGIC,
benzoína, entre outros. Na linha de plásticos
foram introduzidos os absorvedores (protetores) de UV e branqueadores óticos.
Outras
linhas também estão com novos produtos,
como a de elastômeros com polióis e isocianatos;
linha de matérias-primas para aromas e fragrâncias
com alguns tipos especiais de benzofenona. “Para a
produção de resinas introduzimos matérias-primas
básicas, inclusive algumas commodities (ácido
acrílico, monômeros acrílicos, pentaeritritol, ácido
isoftálico, TMP, anidridos ftálico e maléico
e antioxidantes”, conta Locatelli, acrescentando que
muitas destas novidades serão apresentadas durante
a Abrafati 2007.
Locatelli
ainda acredita que os resultados para o final do ano serão extremamente positivos. “Ao
completar três anos de atuação, a Quiminutri
apresentou crescimento acima do esperado e pode diversificar
sua atuação,
atingindo novos mercados. A principal razão de nosso
entusiasmo e crença no crescimento está alicerçada
em três pilares: nossos clientes, que nos trazem as
oportunidades e necessidades; nossas representadas, que investem
em desenvolvimento de novos produtos e tecnologias que garantem
o abastecimento; e nosso foco em servir bem e de maneira
simples, agregando serviços e valor à cadeia.”
Rudnik
A Rudnik traz para o mercado novos produtos, como o ciclohexanona,
cloreto de benzoila, nonilfenoltécnico, tricloroetileno, óxido
de decabrodifenila, PTMEG 1000 e 2000 (politetrametileno éter
glicol). “Estamos fazendo alguns investimentos em
novos produtos, novas parcerias e também ampliando
as nossas instalações. Outra novidade é a
certificação no Prodir, além do contrato
com a empresa SOS Cotec para atendimento a emergências
de produtos químicos”, conta João Gouveia,
gerente de compras.
Marcos
Sabino, gerente de vendas, acrescenta que a empresa também
está investindo na frota
própria,
que passa a ser um diferencial na agilidade no atendimento
aos clientes.
Para
o final do ano, as expectativas da Rudnik são
as melhores possíveis. “Acreditamos em bons
resultados para 2007, devido ao crescimento de alguns segmentos
de mercado, como automotivo, construção, entre
outros”, prevê Carlos Rocha, gerente de logística.
Unipar Comercial
A Unipar Comercial adicionou vários produtos em seu
portfólio. “Acrescentamos na linha tradicional
de solventes da Unipar alguns oxigenados, como a acetona,
acetato de etila, MEG e butil glicol. Fechamos um contrato
de distribuição de solventes alifáticos
com a Petrobras e, com isso, incluímos o solvente
de borracha e algumas naftas especiais. Também incluímos
o monômero de acetato de vinila da Lyondell e o ácido
acético, além de misturas de isoparafinas para
aplicações específicas”, revela
Sérgio Luiz Zegaib, gerente comercial, informando
que no segundo semestre a empresa iniciará o projeto
de produção de mistura de solventes e trabalhará para
incrementar a linha com outros solventes oxigenados.
A
previsão do gerente comercial para o final de 2007 é de
um segundo semestre mais ativo e superior ao mesmo período
de 2006. “Os volumes do primeiro semestre ficaram semelhantes
aos do mesmo período do ano passado, mas houve grande
sacrifício de margem. Nos solventes, a Unipar adotou
a estratégia de diversificar seu portfólio, adicionando
alguns solventes oxigenados e ampliando a linha de alifáticos”,
conta Zegaib. |