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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 115 - Distribuição de Produtos Químicos
 
Transformação inevitável
 

Movido por mudanças e transformações, o mercado de distribuição de produtos químicos no Brasil segue sua trajetória rumo à profissionalização e qualificação dos serviços prestados aos clientes.

 
Lucélia Monfardini
 

O segmento de distribuição de produtos químicos no Brasil é dominado por empresas profissionalizadas, capacitadas e estruturadas para atender ao mercado como um todo. Em constante aprimoramento e passando por importantes mudanças provocadas pelos movimentos de consolidação do setor, hoje esse mercado se caracteriza por ser um provedor de serviços. Este tem sido um desafio constante às distribuidoras: além de agregar valor à cadeia e criar vantagem logística aos fabricantes, precisa oferecer serviços sob medida para os clientes, ponto crucial para todo o setor.

Atualmente, tanto o portfólio de produtos como o de serviços tende a ser cada vez mais customizado, valorizando a relação individualizada do distribuidor com cada cliente. A introdução de novos produtos e tecnologias mais amigáveis ao ambiente também é uma forte tendência para o mercado de distribuição.

Tais mudanças alteram totalmente o estigma até aqui relacionado ao setor de distribuição no Brasil, que deixa de ser simplesmente um intermediário entre os produtores e o mercado para se consolidar em empresas de distribuição com grupos de profissionais especializados em clientes.

Atualmente, as distribuidoras conseguem manter uma extensa rede de relacionamento, eficiente sistema de monitoramento do mercado e da concorrência, além de fornecer inovações tecnológicas com o objetivo de melhorar os processos produtivos dos clientes.

Outras grandes mudanças já estão acontecendo e outras ainda estão por vir. Sensíveis ou importantes modificações – como a entrada de novos players, fusões, compra de empresas por outras maiores e muito mais – já são possíveis de serem observadas em meio aos negócios do setor de distribuição de produtos químicos.

Nesta nova visão, o distribuidor se apresenta como um agente de difusão de tecnologias, prestador de serviços, agente de criação de valor e fonte de informações do mercado, além de continuar exercendo o papel tradicional de agente capitalizador da produção.

Entraves
As dificuldades ainda se concentram em questões econômicas e políticas, como a variação cambial e a carga tributária, que limita os investimentos e conseqüentemente o crescimento do setor. Além disso, um dos principais obstáculos que o segmento também enfrenta é a queda de margens decorrente da valorização do real, que acirra a competição e pressiona os percentuais de margem para baixo, agravando ainda mais o quadro.

O setor de distribuição no Brasil, em sua grande maioria, tem se mostrado moderno, competitivo e adequado às condições de mercado brasileiras. Além disso, a maioria das empresas possui certificações internacionais, o que as coloca em igualdade em processos de gestão com qualquer outra distribuidora do mundo. Porém, ainda é um mercado que sofre com a carência de linhas de créditos nacionais e internacionais, baixa escala de negócios, baixa produtividade per capita e informalidade de alguns setores, o que torna a competição desleal.

Outros problemas, como o péssimo estado dos portos, ferrovias e estradas, também têm prejudicado muito o setor de distribuição, que depende exclusivamente desses meios para sobrevivência. Além disso, as empresas do setor também perdem muito com a burocracia governamental.

Muitos distribuidores ainda reclamam do crescente nível de exigências das agências reguladoras e normas para manuseio, embalagem e transporte de produtos químicos, que passaram a impactar fortemente nos custos da distribuição.

Já deu para perceber que os distribuidores enfrentam grandes problemas, mas, em contrapartida, têm um mercado imenso a ser explorado, que, nos últimos anos, revelou-se em constante evolução. Fora isso, ainda tem que ser levado em conta o crescimento da economia brasileira e mundial, que favorece o setor.

Alinhamento estratégico
Trabalho técnico sobre o setor de distribuição realizado por Roberto Giannini, diretor de relações institucionais da Carbono Química, conclui que o segmento de distribuição de produtos químicos é bastante organizado no Brasil e apresenta um nível de capacitação médio que pode ser considerado bom. Contudo, por preponderarem empresas de médio porte, parece razoável supor que o setor passará por um lento, porém inexorável, processo de consolidação, onde somente os mais fortes, ágeis e que apresentarem um diagnóstico mais preciso das tendências do mercado poderão sobreviver.

Por outro lado, fica evidente a necessidade de se buscar a convergência entre as políticas e estratégias das empresas produtoras e da distribuição, visando a criação de vantagens competitivas ao longo da cadeia. O alinhamento estratégico entre os canais é fundamental para a sobrevivência de ambos.

O distribuidor é um elemento-chave para a melhora do desempenho e da rentabilidade das empresas químicas e deve estar focado no desenvolvimento de mercado para criação de valor, sendo um elemento que reduz custo e aumenta a demanda para o produtor.

Na seqüência, apresentamos as ações que algumas das mais importantes empresas de distribuição têm implantado no sentido de alcançar as vantagens competitivas eleitas pelo estudo de Giannini como fundamentais para sua sobrevivência. Elas ainda antecipam suas expectativas de desempenho para 2007.

Adexim-Comexim
Neste ano, a Adexim-Comexim obteve um bom desempenho com o lançamento de microesferas ocas com cargas especiais. “Temos outros produtos em projeto que serão apresentados durante o Seminário da Adexim-Comexim, que acontecerá nas vésperas do Congresso da Abrafati”, declara Carlos Russo, diretor técnico executivo.

Para ele, o primeiro semestre de 2007 foi semelhante aos resultados do ano passado. “Esperamos uma melhora nas vendas para o final deste ano. O valor muito baixo do dólar prejudica o mercado de distribuição de produtos importados, uma vez que mesmo aumentando as vendas em tonelagem a entrada de reais é menor, além de o custo interno subir muito.”

Arinos
O portfólio de produtos da Arinos foi enriquecido em 2007 com a linha de ácidos carboxílicos, utilizados nos mercados de alimentos e industrial. “Essa linha de produtos é da nossa representada Oxea. Também inserimos a linha de silicones para a indústria, Core, da nossa representada GE-Momentive”, informa Vanio Nunes Oleiro, diretor comercial.

Com relação às expectativas para o final do ano, a Arinos acredita que terá um segundo semestre acima do primeiro, ou seja, com crescimento acima de 10%, “devido ao comportamento de compras dos diversos segmentos, como o de tintas, adesivos, cosméticos, construção civil e polímeros”, argumenta Oleiro, acrescentando também que vê boas oportunidades na área de serviços, onde a proximidade com o cliente é fundamental no uso da estrutura do distribuidor.

Aromat
A Aromat iniciou em 2007 a distribuição de uma linha de solventes especiais indicados para formulações menos agressivas ao ambiente. “Como exemplo, podemos citar o carbonato de propileno – um solvente de baixo odor e toxicidade –, indicado para formulações ecologicamente corretas. Ainda para este ano, devemos ampliar o nosso portfólio de pigmentos com a inclusão de amarelos e vermelhos orgânicos”, informa Hamilton Oliveira, coordenador de produto.

Na opinião de Oliveira, o primeiro semestre deste ano apresentou um quadro muito positivo para alguns segmentos da indústria, como o setor automotivo, que bateu recorde com a tendência de manter o crescimento nos próximos meses. “A estabilidade econômica impulsionou o mercado. Por isso, acreditamos fechar o ano com crescimento superior à meta inicial de 5%”, projeta.

Bandeirante Química
Neste ano, a Bandeirante Química introduziu novos produtos da Byk Chemie, Dow Química, DuPont, entre outras distribuídas. “Ainda para 2007 deveremos anunciar em breve novas parcerias nas áreas de tintas e resinas, borrachas, poliuretanos, cosméticos e saneantes. Para o segundo semestre teremos grandes notícias na distribuição de químicos no Brasil, com diversas fusões e aquisições que estão em andamento, proporcionando um maior profissionalismo ao setor”, revela Carlos Fernando Abreu, diretor comercial.

Ao longo deste ano, a Bandeirante Química vem fortalecendo sua estrutura comercial, operacional e financeira, permitindo resultados melhores que os de 2006, que bateram em incremento de 10%. “O fortalecimento das filiais, portfólio de produtos, distribuídas e desenvolvimento da equipe estão entre os grandes motivos do crescimento”, conclui Abreu.

Best Química
A Best Química ampliou sua linha de produtos formulados/mix e também iniciou a prestação de serviços para envase de tintas e solventes. “Considerando que a nossa economia em nada contribuiu para o aquecimento do mercado nos últimos meses, o resultado obtido no primeiro semestre não foi o esperado. No entanto, para o segundo semestre esperamos uma reação na demanda, até mesmo para equilibrar com o fraco resultado do primeiro semestre”, acredita Hélio José Cury, diretor-geral.

Braschemical
A Braschemical está desenvolvendo novos fornecedores e produtos. “Este ano começamos a trabalhar mais efetivamente com a Everlight, empresa de Taiwan fornecedora de absorvedores UV (benzofenona e Halls), para várias aplicações, como tinta automotiva, industrial, madeira, pó, plásticos masterbatches, PU/TPU, PVC, PE, PP, wood e PP. Todos esses produtos são de alta qualidade e performance, com grande durabilidade em exposição a luz e intempéries, além de terem preço competitivo. Também intensificamos nossa parceria com a Karntner, com o Miox (óxido de ferro micáceo lamelar que pode oferecer proteção ou efeitos). Além disso, continuamos com a Lubrizol (que adquiriu a Noveon), com as ceras Lanco Wax em PE/PP/PTFE, promotores de aderência, inibidores de corrosão e agentes reológicos, e estamos com a representação de uma linha completa de aditivos especiais para tinta gráfica”, destaca Liliane Schwab Leite, diretora comercial e marketing, acrescentando que a divisão de antiespumantes passa a ser Emerald. “Continuamos com os antiespumantes base óleo Antarol e com a nova linha de antiespumantes base silicone e não siliconados para tintas gráficas e mercado alimentício. Temos também uma linha de antiespumantes em pó especial para a área de construção civil”.

A Braschemical oferece várias outras linhas: da Day Glo (linha de pigmentos fluorescentes para tintas serigráficas base água e solvente); tinta gráfica base água e solvente, cura UV, roto, flexo; linhas de pigmentos para plástico com alta resistência à temperatura; pigmentos fosforescentes de curta e longa duração; branqueadores ópticos e pigmentos invisíveis; da Taizhu – glitters de poliéster com resistência a solventes em várias cores; CP Kelco (carboximetilcelulose para tintas, texturas e cerâmica); da Kemira (dióxido de titânio – rutilo, anatase e micronizado - UV Titan); da Haltermann (solventes especiais para tintas offset); EC Pigments (pigmentos orgânicos especiais para tintas gráficas com alta qualidade e performace); e da BIP (resinas de PU para tinta gráfica).

Com relação aos resultados obtidos no primeiro semestre, a Braschemical assinalou vendas estáveis. “Começamos bem o ano, mas a partir do mês de março, devido à baixa do dólar e à situação econômica do País, não muito favorável, além de alguns setores em crise, como o segmento de calçados, e clientes comprando estritamente o necessário para a produção, o movimento de vendas foi regular, com um significante aumento de vendas fracionadas. Já para o segundo semestre acreditamos em uma melhora, como costuma ocorrer todos os anos, mas não esperamos nenhum ‘boom’ em vendas”, prevê Liliane.

Brenntag
A Brenntag iniciou, no mês de março, a distribuição exclusiva da linha de biocidas e conservantes da Lonza para os segmentos de higienização, preservação industrial, metalworking, lubrificantes, tratamento de madeira, entre outros. “A suíça Lonza é uma das líderes mundiais em tecnologia de controle microbiano com biocidas de segunda e terceira gerações. Quaternários de amônio, óxidos de amina graxa, hidantoinas, carbamatos, isotiazolinonas e outras moléculas fazem parte do portfólio. Também iniciamos a distribuição exclusiva dos polímeros para tratamento de caldo de cana e águas da Ashland. A marca alemã Praestol batiza a linha de produtos. Os principais produtos são floculantes para purificação de caldos, agentes de flotação para clarificação e agentes antiincrustantes para evaporadores”, explica Luciano Foresti, diretor comercial.

Os números do primeiro período deste ano superaram a expectativa da empresa. “Crescemos em vendas e também em resultado (EBITDA). As despesas, pelo real valorizado, apresentam um forte efeito negativo e preocupante para os próximos meses. Os níveis de margens percentuais usualmente encontrados no setor precisam ser repensados para fazer frente a este cenário de aumento de custos no Brasil. Acreditamos que fecharemos o ano com valores acima do orçado para faturamento e volume, alinhado com o orçamento em EBITDA, supondo que a moeda americana se mantenha nos níveis atuais no segundo semestre”, adianta Foresti.

Brisco
A Brisco incorporou este ano em seu portfólio resinas termoplásticas, polipropileno, poletileno e EVA. “Porém, o acontecimento mais importante ainda para 2007 é a nossa nova unidade que deverá ficar pronta antes do final do ano. Será uma unidade world class, pensada e desenhada para atender às demandas vigentes dos clientes, representados e toda a legislação de segurança e ambiente vigentes, visando um horizonte de longo prazo e a ampliação da capacidade de armazenagem, envase e distribuição de produtos, além do compromisso constante de crescimento com o mercado”, revela Guillermo Castillo, diretor comercial.

Com relação ao primeiro semestre do ano, Castillo afirma que após um ano de trabalho, ou seja, sem histórico de vendas válido para qualquer comparação, a Brisco obteve bons resultados, porém com leve queda no mês de abril e já mostrando uma retomada firme no final do segundo trimestre. “Esperamos continuar no segundo semestre com forte crescimento, considerando que estamos ingressando na época de maior demanda do segmento, e que estamos com uma incorporação constante de novos clientes, gerados pelo incremento de novos profissionais no quadro de vendas da empresa”, conclui.

Carbono
No primeiro trimestre a Carbono iniciou a distribuição do Carbosolv AZ 7095 - um solvente alifático leve utilizado como agente azeotrópico, com baixo teor de benzeno e direcionado ao segmento sucroalcooleiro. “Este produto se enquadra nos conceitos estabelecidos pela responsabilidade socioambiental da Carbono, e que tem como finalidade desidratar o álcool hidratado, proporcionando um produto com maior grau de pureza. Para o segundo semestre estão previstos novos produtos, cujo lançamento será efetuado até o final do mês de outubro”, conta Milton Lopes, gerente da unidade de negócios de São Paulo.

Para o final do ano, as expectativas da empresa são muito positivas. “Além do fato de historicamente o segundo semestre apresentar sempre um desempenho superior ao alcançado no primeiro,  estamos estimando que o incremento na indústria automobilística, construção civil e no segmento  denominado linha branca  concretizará os resultados. O crescimento não só será maior  que o ocorrido no primeiro semestre deste ano, como também teremos uma expansão representativa em relação ao mesmo período de 2006”, garante Lopes.

Coremal
Em 2007, a Coremal está consolidando novas parcerias, agregadas durante o ano passado. “São representadas tanto por novas distribuições quanto por extensão das linhas antigas, com destaque para a Solvay (resina de PVC), Exxon (oxo-álcoois), Dow (acrilatos, resina de troca iônica e membrana de osmose reversa), Eastman (CAB e CPO), Reichhold (resinas base água e solvente), Lanxess (óxidos de ferro), Cytec (aditivos), Ciba (especialidades para cosmética) e, como novidade, a linha de resinas acrílicas da Dianal”, revela Romero Dantas Maia, diretor comercial.

A Coremal fechou o primeiro semestre deste ano com crescimento de 19% em volume e 35% em dólar sobre igual período de 2006. “Ficamos 3% abaixo do orçado em volumes e excedemos em 4% o orçado em valor. Em função desse bom resultado e considerando que o segundo semestre, historicamente, é cerca de 10% melhor que o primeiro, a despeito da valorização do real, esperamos atingir o forecast para 2007 que representará um crescimento, em dólar, da ordem de 22% sobre 2006”, prevê Maia.

D’Altomare
Durante este ano, a D’Altomare adicionou itens a sua linha de produtos para suprir necessidades dos clientes tradicionais, além de atender também novos nichos. “Oferecemos hoje linha de resinas acrílicas Kondicryl e Pidicryl, da Pidilite, para aplicações variadas, como tintas para pisos, plásticos e metais. Também alguns novos aditivos, como o agente nivelante Pidiflow FL 14; dispersantes base água - Pidicryl 6250; e espessantes - Pidicryl 4260 A. Até o final do ano é provável que novos itens e lançamentos sejam incorporados a esta linha de produtos”, garante Luis Machado, coordenador de marketing.

A D’Altomare também obteve bons resultados durante o primeiro semestre, tanto devido ao próprio cenário econômico, com crescimento em alguns mercados de atuação, quanto aos investimentos realizados pela empresa, trabalho técnico da equipe e novas linhas de produtos oferecidas aos clientes de alguns segmentos-chave. “Até o final do ano esperamos manter o ritmo e bons negócios. Confirmamos nossa participação na Abrafati, na qual apresentaremos novidades ao mercado de tintas, revestimentos e resinas”, revela Machado.

Focus Química
A Focus Química tem buscado novos produtos com sinergia com outros que comercializa. “Dentro deste conceito estamos com uma nova linha de retardantes de chama, supressores de fumaça e plastificantes, que podem atender vários mercados (plásticos, têxtil, adesivos e selantes). Estamos iniciando também a distribuição de uma linha de espessantes, dispersantes e modificadores reológicos, que visa atender ao mercado de tintas, revestimento de papel e adesivos”, informa Antonio Carlos Gonçalves, diretor comercial.

Segundo Gonçalves, a Focus Química obteve bons resultados no primeiro semestre, apesar das pressões do mercado para redução de preços, o que leva sempre a uma perda de margens. “Para os produtos importados a perda cambial foi a responsável pela redução das margens, ou seja, de forma geral este estreitamento de margens tem feito com que a Focus aumente constantemente sua base de clientes, desenvolva novos mercados e novas aplicações”. As expectativas da empresa para o segundo semestre são muito otimistas. “Além do crescimento de vendas das linhas de produtos que já distribuímos, estamos agregando novas, o que, sem dúvida, fará com que o crescimento do segundo semestre seja muito superior ao primeiro”, conclui.

Gafor
Como novidade, a Gafor iniciou este segundo semestre com mais uma parceria com Petrobras Distribuidora, por meio da qual passou a distribuir os derivados acéticos, fabricados pela Cloroetil. “Estes produtos complementarão nossa linha de produtos destinados a vários segmentos, como tintas e resinas, colas e adesivos, agroquímicos, saneantes, metalworking, produtos de limpeza, fluidos de processos, cosméticos e dry cleaning”, garante Luiz Carlos Silva, gerente de negócios químicos.

A empresa teve um excelente primeiro semestre, com crescimento superior a 30% em volume de vendas e um aumento significativo nos clientes atendidos, comparado com o mesmo período do ano passado. “Isso, principalmente, devido ao aumento de nossa força de vendas em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, a uma maior competitividade em nossas condições comerciais, e à grande flexibilidade logística com a entrada em operação do nosso terminal de armazenagem, com capacidade para mil metros cúbicos, em vários tanques, o que permitiu maior agilidade nas entregas de granel completo ou fracionado, IBC's de mil litros e tambores de 200 litros”, explica Silva, acrescentando que o faturamento  da empresa teve um crescimento real de 10%, apesar dos impactos da valorização do real e mix de produtos.

Para o segundo semestre, a Gafor prevê um crescimento de 100% em comparação ao segundo semestre de 2006. “Para atingir este audacioso crescimento, além das ações já implementadas no primeiro semestre, estamos ampliando nossa força de vendas em São Paulo, e abrindo um novo armazém para embalados em Canoas, no Rio Grande do Sul. Além disso, o fator mais decisivo para este crescimento é a contratação pela ExxonMobil da Gafor como distribuidora autorizada para sua linha de fluidos hidrocarbonetos, identificados pelas marcas registradas Arol, Exxsol, Isopar, Norpar, Varsol e Solvesso, e também os oxigenados IPA e MEK,  para todo o território nacional”, conclui.

GAP Química
As novidades da GAP Química para este ano são os produtos da nova planta de álcoois graxos e oleoquímicos da Oxiteno. “Também estamos com novos aditivos da Cognis do Brasil, como o plastificante primário – Dehysol 3205, utilizado no segmento de tintas”, informa Mauro Cataldi Simões, gerente de vendas.

A empresa tem uma perspectiva positiva no segmento de tintas e vernizes para este ano. “Este otimismo deve-se ao crescimento do setor no primeiro semestre e, conseqüentemente, à sazonalidade do segmento. Por isso, prevemos um crescimento maior no segundo semestre”, projeta Simões.

Ipiranga Química
A Ipiranga Química apresentou crescimento em seu portfólio de produtos em diversas unidades de negócios, como a de tintas e a de nutrição humana e animal. “Especificamente na Unidade de Negócios Tintas, iniciamos com a distribuição de resinas epóxi, da Dow Química, cuja linha é bastante sinérgica com outras que já distribuímos, como os agentes de cura para resina epóxi da Air Products. Com isto, o pacote de produtos e soluções da Ipiranga Química para a indústria que utiliza o epóxi como tecnologia fica mais completo, tanto em números de produtos como em alternativas tecnológicas”, garante João Miguel Chamma, gerente de divisão de químicos, acrescentado que a Ipiranga tem realizado investimento contínuo em diversificação de negócios, tanto em novos segmentos de mercado quanto em novos produtos para cada segmento-chave em que atua.

Para Chamma, o primeiro semestre caracterizou-se por diferenças importantes em crescimentos de diversos segmentos de mercado. “Tivemos uma indústria automotiva despontando como o segmento de maior crescimento, seguido por tintas imobiliárias. Nos demais, de forma geral, tivemos crescimentos modestos ou até quedas, caso dos segmentos francamente exportadores. Para o segundo semestre a expectativa é de um resultado maior em vendas e também uma expectativa positiva em relação às tintas imobiliárias, que refletem o crescimento de construção civil. De forma geral, prevemos que o segundo semestre traga uma venda 10% superior em relação ao primeiro semestre deste ano”, estima.

Kalium
A estratégia da Kalium Chemical é trazer para seu portfólio novos produtos, desde que sejam competitivos e de fornecimento contínuo. “Estamos constantemente antenados com nossos escritórios de apoio no Leste Europeu, Europa Ocidental, China e nas Américas, com o objetivo de trazer novidades e estabelecer parcerias, garantindo tranqüilidade aos nossos clientes nos itens como qualidade, competitividade e continuidade”, ressalta Victor Luis Maluf Amarilla, diretor-geral, acrescentando que a empresa ofertará resinas UV, diluentes reativos, catalisadores, matérias-primas intermediárias para a indústria de resinas, acrilamida 45%, dispersantes e outros produtos que serão gradativamente introduzidos na linha comercializada.

Maluf também prevê ótimas perspectivas de crescimento. “Calculamos que teremos um incremento entre 10% e 20% em reais, e de 25% a 35% em dólares. As margens serão mantidas nos patamares atuais, porém com pequena diminuição do lucro líquido. Os custos elevados em reais serão um obstáculo ao crescimento dos lucros.”

O diretor-geral da Kalium explica que o dólar baixo estimula a importação de produtos químicos. “A elevação dos preços internacionais, devido a diversos fatores como elevação da demanda internacional capitaneada pela China, a manutenção do nível de produção de petróleo da OPEP e de outros países exportadores, que são os geradores das principais matérias-primas (nafta e gás), a modificação das regras tributárias chinesas que diminuem o repasse tributário aos exportadores e as taxas de juros internas elevadas, influi em favor da manutenção do faturamento e na diminuição do lucro das empresas”, analisa.

Makeni
Como novidade, a Makeni iniciou neste ano suas operações na Argentina por meio de sua unidade batizada de Inkema Chemicals, que integra suas atividades também no Mercosul. “Este ano começou positivo para a Makeni, com perspectivas de vendas altas e confirmadas já no primeiro trimestre. Infelizmente, o trimestre seguinte não apresentou a mesma performance do anterior e fechamos o semestre no mesmo patamar do ano passado. Tradicionalmente observamos que no segundo semestre sempre acontecem vendas maiores, estimuladas por  segmentos que demandam mais produtos e também com o aumento de capital injetado na economia neste período  do ano”, opina Reinaldo Medrano, diretor comercial, acrescentando que a Makeni Chemicals registra números expressivos de crescimento ano após ano.

Metachem
Para melhor atender aos seus clientes, a Metachem busca constantemente novos produtos e parceiros. “A empresa tem como meta principal oferecer aos clientes produtos de qualidade que atendam às exigências tecnológicas por eles solicitadas, ou até mesmo antecipando algumas tendências tecnológicas futuras. Por esse motivo, a Metachem consolidou duas parcerias importantes em 2006 e 2007, primeiramente com a Synthomer, fabricante de polímeros acrílicos, vinílicos e SBR e, mais recentemente, com a Solutia, empresa americana que produz as resinas Butvar, à base de polivinilbutiral. Mas ainda teremos mais novidades para 2007”, revela Selena Mendonça, gerente de negócios.

Devido ao trabalho constante em novos desenvolvimentos, a Metachem obteve um incremento nas vendas da unidade de tintas na ordem de 15% no primeiro semestre. “Esperamos fechar o ano totalizando um crescimento de vendas em cerca de 20%”, prevê Selena.

Midland
Dentre os novos produtos distribuídos pela Midland destaque para os monômeros acrílicos e seus derivados, da Arkema, além das resinas vinílicas, vinisol, da WWP, e os novos solventes especiais da Eastman. “Ainda neste ano serão apresentados ao mercado novos aditivos da Eastman para as indústrias de tintas e adesivos”, revela Luciana de Vivo, gerente de vendas.

Luciana ainda conta que espera um incremento expressivo para o final do ano. “Prevemos um crescimento em torno de 15% em volume, devido ao aquecimento dos principais mercados em que atuamos, e uma maior participação no mercado com novas linhas de produtos e novas parcerias.”

Minérios Ouro Branco
Em 2007, a Minérios Ouro Branco apresentou novos produtos oriundos da China, como o CMC, a resina epóxi e o pigmento de alumínio. “Estes produtos foram devidamente pesquisados. Sua origem foi checada e obtivemos a qualidade de fabricação que nos dá segurança de fornecimento dentro dos padrões por nós reconhecidos”, destaca José Carlos Bartholi, diretor comercial.

No segundo semestre a empresa passará a distribuir o dióxido de titânio ucraniano e, provavelmente, um outro do Leste Europeu. “Os dois produtos são alternativos ao produto chinês, que sofreu impacto do corte do rebate pelo governo daquele país nas exportações de pigmentos. Tal fato afetou a condição de preços dos mesmos, razão pela qual nos adiantamos em oferecer uma alternativa viável e competitiva ao mercado”, declara Bartholi.

Para a Minérios Ouro Branco, este ano tem se comportado melhor que o ano passado. “Baseando-se nos resultados obtidos no primeiro semestre, a nossa expectativa é muito boa para o final deste ano. Porém, o que nos preocupa é um possível desabastecimento de alguns produtos, dada a alta demanda já observada neste primeiro período do ano, como pigmentos e dióxido de titânio”, condiciona o diretor comercial.

Morais de Castro
A Morais de Castro está distribuindo vários produtos novos no mercado. “No segmento de tinta e construção, podemos citar os adesivos da Hexion para  aplicações em madeira; resinas e aditivos da Rohm & Haas para o segmento de concreto e argamassas; biocidas da Rohm & Haas, para o segmento de tintas arquitetônicas, onde ressaltamos o Rovace 2000 (bastante eficaz no combate de algas rosas); novos produtos desenvolvidos pela Oxiteno, como o Ultradet LE 6000 (um álcool graxo etoxilado) e novos solventes para o segmento de flexografia e rotogravura, como o Ultrasolve L-1115 e Ultrasolve L-1100. Além disso, temos novos produtos no segmento de tintas e construção, e o desenvolvimento de novos produtos e parcerias nos segmentos de cosméticos, home care e alimentício”, destaca André Guimarães de Castro, gerente comercial.

Oxiteno
No final do segundo semestre a Oxiteno iniciará a produção em sua planta oleoquímica na Bahia, que proverá o mercado com álcoois graxos (cetílico, estearílico e ceto-estearílico), ácidos graxos (caprílico-cáprico e outras frações) e glicerina bidestilada USP Kosher. “Outra novidade é uma nova fábrica que estamos prestes a inaugurar, com novos produtos, além das unidades da Oxiteno que estão tendo suas capacidades de produção expandidas”, revela Luís Carlos Cardoso, especialista de mercado.

A Oxiteno espera uma grande melhora nos resultados para o segundo semestre. “O primeiro foi muito difícil, devido à desvalorização do dólar e ao aumento de várias matérias-primas, como n-butanol, eteno e álcoois graxos. Os distribuidores encerraram o primeiro semestre praticamente alinhados com a nossa expectativa de vendas.”

Plentychem
A Plentychem acaba de assumir a representação e distribuição no Brasil da Sudarshan, da Índia, nas aplicações de tintas (exceto tinta de impressão) e plásticos. “A empresa possui uma ampla linha de pigmentos orgânicos e de efeito, que possibilita novos negócios”, informa James Russi, diretor, acrescentando que a empresa vem buscando uma melhor participação no mercado. “Os resultados são tímidos, mas crescente. Porém, o ano de 2007 está sendo uma grata surpresa.”

Química Araguaya
A Química Araguaya trabalha com uma linha fixa de produtos químicos e com outra rotativa, o que permite, dependendo do fluxo de solicitações dos clientes, disponibilizar os produtos para comercialização. “Na linha fixa temos: potassa cáustica, cloreto de metileno, álcoois diversos, peróxido de hidrogênio, diclorvos (DDVP), entre outros. A gerência comercial da empresa, sob o comando de Neide Otaviani, com anos de experiência na área química, constantemente pesquisa e disponibiliza outros produtos para nossos clientes”, destaca Thiago Otaviani Vidal, representante da direção. “A empresa passa por ótima fase, com investimentos no crescimento da área de armazenagem  e no aumento do quadro de funcionários, o que garantirá novidades no atendimento e na prestação de serviços para os clientes, além de condições mais competitivas em relação à concorrência.”

No primeiro semestre, a Química Araguaya ficou muito feliz com os resultados obtidos. “Por se tratar de uma época cheia de festividades e feriados, verificamos o aumento real das vendas em relação ao mesmo período no ano anterior. Também tivemos perdas, porém mesmo assim o primeiro semestre foi excepcional para a empresa. O segundo semestre começou com alguns empecilhos, como a falta de produtos no mercado, baixa do dólar e dificuldade na importação de insumos. As expectativas para o fim do ano são otimistas, entretanto, esses problemas mexem com a estrutura da área comercial e dificultam o andar da carruagem. Acreditamos piamente no aumento das vendas para o próximo semestre,  decorrente da demanda de mercado e também de novos produtos que estão
sendo desenvolvidos”, prevê Vidal.

Quiminutri
Com inúmeras novidades para o mercado, a Quiminutri busca especificamente produtos que os clientes necessitam. “Dentro da linha de produtos curáveis por radiação ultravioleta (UV), nossa gama de oligômeros, monômeros e fotoiniciadores foi ampliada, inclusive com o lançamento de um fotoiniciador líquido para sistemas pigmentados, o Omnirad CP 1000. Também estamos introduzindo matérias-primas para sistema UV base água; novos fotoiniciadores com tamanhos de cadeia maiores – linha Omnipol; e nova linha de resinas poliéster para UV; além de oligômeros produzidos localmente no Brasil”, informa Maurício Locatelli, diretor comercial.

Para a linha de matérias-primas para tintas industriais protetivas, a Quiminutri disponibiliza a linha completa de resinas epóxis e diluentes reativos. Já para tintas em pó, além das resinas epóxis, a empresa trouxe os endurecedores e aditivos, como TGIC, benzoína, entre outros. Na linha de plásticos foram introduzidos os absorvedores (protetores) de UV e branqueadores óticos.

Outras linhas também estão com novos produtos, como a de elastômeros com polióis e isocianatos; linha de matérias-primas para aromas e fragrâncias com alguns tipos especiais de benzofenona. “Para a produção de resinas introduzimos matérias-primas básicas, inclusive algumas commodities (ácido acrílico, monômeros acrílicos, pentaeritritol, ácido isoftálico, TMP, anidridos ftálico e maléico e antioxidantes”, conta Locatelli, acrescentando que muitas destas novidades serão apresentadas durante a Abrafati 2007.

Locatelli ainda acredita que os resultados para o final do ano serão extremamente positivos. “Ao completar três anos de atuação, a Quiminutri apresentou crescimento acima do esperado e pode diversificar sua atuação, atingindo novos mercados. A principal razão de nosso entusiasmo e crença no crescimento está alicerçada em três pilares: nossos clientes, que nos trazem as oportunidades e necessidades; nossas representadas, que investem em desenvolvimento de novos produtos e tecnologias que garantem o abastecimento; e nosso foco em servir bem e de maneira simples, agregando serviços e valor à cadeia.”

Rudnik
A Rudnik traz para o mercado novos produtos, como o ciclohexanona, cloreto de benzoila, nonilfenoltécnico, tricloroetileno, óxido de decabrodifenila, PTMEG 1000 e 2000 (politetrametileno éter glicol). “Estamos fazendo alguns investimentos em novos produtos, novas parcerias e também ampliando as nossas instalações. Outra novidade é a certificação no Prodir, além do contrato com a empresa SOS Cotec para atendimento a emergências de produtos químicos”, conta João Gouveia, gerente de compras.

Marcos Sabino, gerente de vendas, acrescenta que a empresa também está investindo na frota própria, que passa a ser um diferencial na agilidade no atendimento aos clientes.

Para o final do ano, as expectativas da Rudnik são as melhores possíveis. “Acreditamos em bons resultados para 2007, devido ao crescimento de alguns segmentos de mercado, como automotivo, construção, entre outros”, prevê Carlos Rocha, gerente de logística.

Unipar Comercial
A Unipar Comercial adicionou vários produtos em seu portfólio. “Acrescentamos na linha tradicional de solventes da Unipar alguns oxigenados, como a acetona, acetato de etila, MEG e butil glicol. Fechamos um contrato de distribuição de solventes alifáticos com a Petrobras e, com isso, incluímos o solvente de borracha e algumas naftas especiais. Também incluímos o monômero de acetato de vinila da Lyondell e o ácido acético, além de misturas de isoparafinas para aplicações específicas”, revela Sérgio Luiz Zegaib, gerente comercial, informando que no segundo semestre a empresa iniciará o projeto de produção de mistura de solventes e trabalhará para incrementar a linha com outros solventes oxigenados.

A previsão do gerente comercial para o final de 2007 é de um segundo semestre mais ativo e superior ao mesmo período de 2006. “Os volumes do primeiro semestre ficaram semelhantes aos do mesmo período do ano passado, mas houve grande sacrifício de margem. Nos solventes, a Unipar adotou a estratégia de diversificar seu portfólio, adicionando alguns solventes oxigenados e ampliando a linha de alifáticos”, conta Zegaib.
 
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