A
10ª Exposição Internacional de Fornecedores
para Tintas reuniu os principais fabricantes e fornecedores
de matérias-primas, insumos, máquinas, tecnologia
e serviços ligados a tintas, não só do
Brasil como da América do Sul, América do
Norte, Europa e Ásia. Paralelamente à exposição,
o 10º Congresso Internacional de Tintas este ano superou
as expectativas em relação ao nível
técnico das palestras. “Recebemos cerca de
130 papers, para escolhermos apenas 60 palestras, o que
nos permitiu seletividade e alto conteúdo nas palestras.
Porém, como ainda tínhamos materiais excelentes,
criamos um sexto auditório e contemplamos mais 12
apresentações”, explica Dilson Ferreira,
presidente-executivo da Associação Brasileira
dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), acrescentando que
das 72 palestras, 70% foram proferidas por pessoas do exterior.
Além
disso, também foi exposta uma sessão
pôster na área externa do congresso com informações
de vanguarda tecnológica, com escritores e apresentadores
presentes junto aos seus trabalhos para explicar todo o
conteúdo para os visitantes.
Visão
mundial e mudanças climáticas
Outro destaque
foram as três sessões plenárias, com
temas fundamentais para o setor de tintas, proferidas por
nomes de peso do mercado. A plenária de abertura
do 10º Congresso,
retratando o mercado mundial de tintas, foi capitaneada
por um dos maiores especialistas no mercado de tintas nas
Américas, o químico Edward Donnelly, presidente
do IPPIC – International Paint and Printing Ink Council,
que construiu uma carreira de mais de 30 anos na DuPont
dos Estados Unidos, onde se aposentou recentemente como
vice-presidente sênior. A segunda foi apresentada
por Luis Fernández, hoje vice-presidente mundial
e diretor da área de materiais para tintas e revestimentos
da Rohm and Haas, na qual desenvolveu sólida carreira
de 24 anos ocupando cargos de destaque nas operações
da empresa no México, Estados Unidos, Brasil, Reino
Unido e França.
A última
plenária
sobre aquecimento global ficou a cargo de Haroldo Mattos
de Lemos, presidente do Instituto Brasil Pnuma – Comitê Brasileiro
do Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente. Durante a palestra, Lemos falou das mudanças
climáticas e o que elas podem representar para o
nosso planeta, além de que ações devem
ser tomadas ou recomendadas. “Essa é uma área
onde a Abrafati tem procurado investir em programas de
informação e também propor normas
para que possamos contribuir com a reversão dessa
tendência tão negativa com relação
ao aquecimento global”, destaca o presidente-executivo
da Abrafati, completando que a conseqüência
de todo o conteúdo apresentado no congresso fez
com que aumentasse o número de participantes nas
palestras. “A audiência foi maior comparando-se
com o evento anterior. Isso nos deixa muito satisfeitos.”
A
feira traduziu a parceria entre a Abrafati e os fornecedores
da indústria de tintas. “O Abrafati 2007 foi
realizado num local melhor. Elevamos o padrão de
qualidade e de instalações. Os expositores
reagiram da mesma forma e na mesma medida, em estandes,
serviços e atenção aos nossos visitantes.
Naturalmente, isso só se complementa com a imprensa
especializada, cuja cobertura profissional e competente é essencial
para o desenvolvimento do setor. Destaco, inclusive, o
trabalho da revista Paint & Pintura, sem a qual o crescimento
do setor certamente não seria o mesmo”, comemora
Ferreira.
Tendências
Com
crescimento surpreendente em 2007, o mercado de tintas
e revestimentos registrou incremento principalmente devido
aos incentivos do governo à construção
civil. E a previsão é que esse crescimento
se estenda para os próximos anos.
Outra
tendência
perceptível, inclusive durante o Abrafati, é a
presença de propostas de desenvolvimento de produtos,
apresentação de matérias-primas, processos
produtivos, equipamentos, tudo compromissado com o ambiente
e a sustentabilidade. “Foi tônica de palestras
específicas, mas também esteve presente em
quase todas as outras”, registra Ferreira. “O
setor está consciente da sua responsabilidade e
tem conhecimento técnico e vontade política
de fazer mudanças mais amigáveis. Vamos sentir
esse movimento nos próximos anos. Com o mercado
aquecido e com aumento de demanda, as condições
de retorno que permitem às empresas investirem mais
fortemente nessa área se tornarão mais favoráveis”,
aponta o executivo.
Ele
ressalta, entretanto, que é preciso
deixar claro que o setor já vem se mobilizando na
direção de desenvolvimentos ambientalmente
corretos e de políticas sustentáveis. Provas
disso são o crescente lançamento de produtos
mais amigáveis ao ambiente e a elevação
da qualidade, itens que vêm sendo trabalhados com
a preocupação de provocar o menor impacto
possível nos custos finais das tintas.
Também
merece destaque o Programa Coatings Care, o mais importante
programa de conscientização e compromisso
que os agentes de toda a cadeia produtiva de tintas podem
assumir em âmbito mundial em prol da saúde
e segurança e da não-agressão ao ambiente.
Criado pela americana National Paint and Coatings Association
(NPCA) e pelo IPPIC, cuja implantação aconteceu
nos Estados Unidos em 1996, no Brasil sua implementação,
sob responsabilidade da Abrafati, está em pleno
andamento. Com o aumento do número de participantes,
o Programa Coatings Care caminha para ser o balizador da
indústria nos aspectos que se referem aos cuidados
ambientais e também aos ligados à saúde
e segurança ocupacional. |