Desde
os mais remotos tempos, a Humanidade tem evoluído
constante e rapidamente. E se até aqui chegamos,
muito – se não tudo – devemos à ciência,
que vem desvendando mistérios nas mais variadas áreas
ou criando ferramentas para lidarmos com nossa limitação.
Inquestionável é sua valia na perpetuação
das espécies.
Neste
Abrafati 2007 o conhecimento foi reverenciado. “A
indústria de tintas é um
negócio baseado em ciência, com mutação
constante”, definiu Edward J. Donnelly, presidente
do IPPIC, organização global que reúne
38 associações setoriais dos cinco continentes,
durante palestra no congresso.
Donnelly
também chamou
a atenção para o foco de evolução
tecnológica, que, sobretudo no mercado de tintas,
continuará direcionado ao ambiente, resultando no
desenvolvimento de mais produtos amigáveis, com
o uso de base água, cura UV/radiação,
pigmentos em pó e pigmentos inteligentes.
O
uso da biotecnologia crescerá, fornecendo apoio
a produtos baseados em matérias-primas sustentáveis,
como milho e açúcar. A nanotecnologia, por
sua vez, vai encontrar aplicações em nichos
específicos, permitindo o surgimento de tintas resistentes
a arranhões, primers que resistam à abrasão
e produtos capazes de autocura. Os processos de aplicação
também serão mais socialmente responsáveis.
Os
fabricantes serão desafiados pelo aumento no
custo de energia e materiais, com conseqüente pressão
na margem de lucro. Além disso, o mercado se estabilizará,
ou mesmo declinará em alguns segmentos – como
o de repintura automotiva, a partir da redução
do número de acidentes e da fabricação
de automóveis mais seguros. A indústria também
continuará a responder ao movimento ambiental global
com reduções significativas das emissões
voláteis e do uso de metais pesados, com operações
de manufatura mais eficientes, excelência no gerenciamento
de materiais perigosos e produtos mais duráveis.
Como
se conclui, o conhecimento e a ciência terão
papéis ainda mais desafiadores daqui para frente.
Da união de suas potencialidades, o mercado de tintas
e todos os relacionados direta e indiretamente terão,
ainda mais, de sucumbir às novas demandas dos consumidores,
que passam, necessariamente, pela preservação
da vida. |