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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 117 - Empresa cidadã - Reichhold
 
Fábrica verde
 

Com tecnologia avançada, a Reichhold finaliza primeira fase do projeto que visa a minimização de odores e gases na unidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo.

 
Lucélia Monfardini
 

O Projeto Fábrica Verde, que conta com a minimização de odores e gases na unidade de Mogi das Cruzes (SP) da Reichhold do Brasil, chegou ao fim de sua primeira fase. “Essa etapa destinou-se ao tratamento das emissões gasosas. Já a segunda fase, que também está em andamento, refere-se aos efluentes líquidos, que acabam gerando algum tipo de odor. Com isso, aprimoramos ainda mais nosso objetivo, que é proporcionar um grande conforto com relação ao odor para a comunidade ao redor da empresa”, declara Flávio Rijo de Oliveira, diretor industrial da Reichhold do Brasil.

Até o final do ano, a Reichhold tem como meta concluir todas as fases do Projeto Fábrica Verde, inclusive a terceira e última – a modernização do tratamento de efluente já existente, permitindo até mesmo o reúso de água. “Todas as fases do projeto foram aprovadas em 2006 pela diretoria da Reichhold nos Estados Unidos, com um custo de R$ 5,7 milhões. Após essa aprovação, o desafio foi pesquisar a melhor tecnologia para implementação, quando chegamos ao sistema de RTO (Oxidador Térmico Regenerativo), que funciona como coletor e exaustor dos gases e odores emitidos ao incinerá-los a uma temperatura de 850ºC”, explica Rijo.

O projeto começou a ser estudado após algumas reclamações da comunidade perante os odores emitidos pela empresa. “Apesar de a empresa estar totalmente dentro das normas, extrapolamos as exigências em relação às emissões. Por ser uma indústria química, a Reichhold gera certos odores, causando desconforto aos moradores que estão no entorno da empresa. O sistema vai minimizar esse problema, proporcionando a plena satisfação da comunidade e dos próprios empregados”, garante Rijo, acrescentando que no final da primeira fase foi realizada uma pesquisa com os moradores que constatou uma melhora significativa na sua qualidade de vida. “Nossa idéia é avaliar o antes e o depois do projeto, mas já conseguimos reduzir bastante o odor.”

Além da questão ambiental, a Reichhold tem como filosofia o convívio social e tranqüilo com a comunidade. “Quando iniciamos as atividades da empresa nessa área de Mogi das Cruzes não havia população à nossa volta, porém com o passar dos anos houve um crescente aumento de moradores. E agora vamos ampliar esse conceito de fábrica verde, pois desde o começo já tínhamos uma plantação de eucalipto ao redor de toda a empresa. Outro aspecto importante do projeto é o envolvimento de todos os departamentos da empresa, como engenharia, financeiro, tecnologia, segurança e meio ambiente, recursos humanos e produção, além de ser acompanhado pela direção da Reichhold”, finaliza Rijo, completando que a empresa iniciará 2008 com todas as fases consolidadas.

80 anos
A Reichhold, que atua no fornecimento de resinas poliéster insaturadas para a indústria de compósitos e também no fornecimento de resinas para o segmento de coatings para diversas aplicações, está comemorando seu 80º aniversário.

A história da Reichhold foi iniciada em 1927 por Henry Reichhold, que criou as resinas sintéticas, acabando com um problema da época: o tempo de secagem das tintas, que passou de dias para horas, além de melhorar o acabamento e proporcionar maior durabilidade.

Atualmente, a empresa abrange desde a América do Norte ao Brasil, Europa e Oriente Médio. “Por oito décadas, trabalhamos para fornecer soluções customizadas. As capacidades globais de manufatura e suporte técnico nos permitem atender às necessidades de produção de nossos clientes globalmente, respeitando as características de cada região”, comemora Rijo.

 
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