Na América Latina as condições climáticas são das mais variadas, o que influi diretamente na durabilidade das tintas. Ou seja, existem locais onde chove muito, faz mais calor ou mais frio, com temperaturas e índices de umidade muito altos ou muito baixos. É o caso do Brasil, por exemplo, que tem dimensões continentais. Essa realidade pode desgastar drasticamente a película de uma tinta.
A preservação das tintas ocorre em dois momentos. No primeiro é necessária a adição de bactericida para preservar o produto contra o ataque bacteriano, já que em mais de 80% dos casos as tintas são base água e contêm alguns ingredientes que podem servir como fonte nutriente para as bactérias. Em caso de ataque bacteriano, pode ocorrer a produção de gases com força para, até, abrir uma lata, bem como acontecer a alteração da cor ou do odor das tintas.
No segundo momento, a preservação é do filme de tinta aplicado, ou seja, do filme de tinta na parede, que é suscetível à contaminação por fungos e algas. Assim, se faz necessária a proteção com a adição de fungicidas e algicidas.
Dessa forma, os biocidas são aditivos que entram na composição da tinta com a função de combater a proliferação de microorganismos ou na lata, até a tinta ser aplicada, ou depois, no filme seco. “Atualmente se dá muita ênfase ao biocida que evita que o microorganismo se desenvolva na embalagem. No entanto, é preciso dar a devida importância aos biocidas do filme seco, que precisam proteger o filme depois que a tinta foi aplicada na parede”, analisa Aécio de Miranda Breitbach, engenheiro civil e especialista em biodeterioração em tintas, justificando que é possível observar pelas cidades prédios pintados há dois ou três anos que já começam a sofrer a ação dos microorganismos (fungos e algas) que provocam manchas e o escurecimento da superfície, aliado a outros fatores, como sujeira, por exemplo. “Na verdade, fica tudo misturado, mas o fator preponderante no aspecto visual dos prédios são os microorganismos.”
Quanto melhor a qualidade da tinta, explica Breitbach, mais alimento vai existir para o microorganismo, porque ele se alimenta de materiais que fazem parte dos componentes da tinta. Além disso, os microorganismos precisam de muita umidade. Ou seja, material orgânico e umidade. “Ao longo do tempo, vários microorganismos formam o que se chama biofilme, que é uma coexistência de vários microorganismos que se estabeleceram ali e conseguiram criar um modo de sobrevivência. Alguns se alimentam de restos de dejetos e outros de material da própria tinta e do carbono da atmosfera.”
Ação
Algicidas e fungicidas atuam no filme seco da tinta e, cada vez que a chuva bate na parede, ela remove um pouco desses produtos, que são lixiviados. No entanto, por uma questão osmótica, eles migram da parte interna da tinta (que está protegida) para a externa. É como se fosse um exército: derrubam-se aqueles soldados de frente e outros assumem os lugares para proteger a superfície.
Uma das questões mais discutidas hoje é a contaminação do ambiente por esse biocida, que é arrastado da parede e vai para o chão, infiltrando-se no solo e indo parar no lençol freático. No entanto, existem correntes que buscam componentes ativos desses biocidas que sejam menos agressivos à natureza. Ao mesmo tempo, alerta Breitbach, se houver excesso, além do desperdício de dinheiro também vai haver prejuízo à natureza. “Tem que ter a dosagem certa e o biocida com a especificação correta”, diz ele.
Dentro do segmento de construção civil existem profissionais que sugerem algumas providências construtivas para evitar o problema. “Existe uma corrente naturalista na construção que defende métodos construtivos para proteger a parede com marquises, por exemplo. Muitas vezes, um detalhe arquitetônico em um prédio é motivado para proteger a parede contra a ação do vento e do sol para evitar esse problema”, observa Breitbach. Porém, ele afirma que, se for utilizada a quantidade correta de biocidas, a contaminação é muito baixa, atingindo o índice recomendado.
Écio Thiesen, sócio e diretor da Revestir Tintas e Texturas, localizada em Santa Catarina , concorda que uma tinta feita para durar anos na parede vai ter material lixiviado, mas ameniza esse efeito. “Uma lata de 18 litros de tinta normalmente cobre em torno de 150 a 200 metros quadrados por demão e, dentro dessa área toda tem em torno de 100g a 200g de biocida. Ao longo de cinco anos vão ser lixiviados 100g juntamente com outros produtos. Não é uma quantidade significativa.”
“Há quem defenda que quando se pinta internamente um apartamento com tinta látex já se está causando um problema para a camada de ozônio, porque contém componentes voláteis na tinta látex”, lembra Breitbach. No entanto, ele argumenta que, por outro lado, no ambiente interno, se os microorganismos se proliferarem eles vão causar problemas. “Na Inglaterra existem normas rígidas para prédios residenciais e públicos na questão da pintura interna. O grau de biodeterioração admissível é controlado. Nos Estados Unidos, todos os estados têm uma norma própria que regulamenta essa questão. Muitas empresas têm origem nesses países, porque foi preciso investir em novos desenvolvimentos.”
Estudo
Algumas empresas têm mapeados todos os microorganismos existentes no Brasil e em que locais eles se proliferam. Portanto, se algum fabricante em uma determinada região do País tiver uma necessidade é possível saber o tipo de biocida a ser utilizado naquele local. Além disso, são realizados testes para os fabricantes de tintas para confirmar a eficiência dos produtos nos microorganismos da região.
Em Florianópolis (SC), Breitbach vem desenvolvendo um estudo sobre o desempenho diferenciado das cores à biodeterioração. “Selecionamos as dez cores mais consumidas de catálogo e fizemos um ensaio de ataque de biodeterioração ao intemperismo. Depois de um ano e meio de testes, chegamos à conclusão que as cores sofrem um ataque diferenciado, ou seja, nem todas são atacadas pelos microorganismos da mesma forma. Ao final de dois anos, o estudo vai se completar”. No Abrafati 2007 foi apresentado na Seção Pôster um resumo desse trabalho.
Breitbach observa também que no Brasil existe a vantagem da necessidade de menos biocidas em algumas regiões. De Belo Horizonte para cima, por exemplo, a realidade é outra, com clima basicamente mais seco. “O Brasil tem características climáticas diferentes e os biocidas poderiam ser adicionados na tinta no ponto-de-venda, porque sua necessidade no Rio Grande do Sul é uma, na Bahia é outra e em Manaus também é outra, porque os microorganismos são diferentes. Com a facilidade da utilização dos sistemas tintométricos, onde os pigmentos e bases são misturados na frente do cliente, isso seria perfeitamente possível.”
Antonio José Mateucci, que já atuou em empresas multinacionais e, atualmente, é consultor em biocidas para a área industrial, também acha viável a mistura de biocidas no ponto-de-venda, mas desde que seja com profissionais bem treinados, pois quando concentrados esses aditivos têm efeitos nocivos à pele. Ele destaca ainda que fabricar uma tinta em São Paulo e querer a mesma performance em todo o Brasil é difícil. “Eu fiz um levantamento no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e constatei que a média de chuva nos últimos 30 anos foi menor no Rio de Janeiro, sendo de 1100mm/ano, enquanto em Belém era de 2800mm/ano. Portanto, onde mais chove vai haver mais proliferação de fungos e de algas.”
As tintas e os revestimentos em geral, submetidos a climas diferentes, apresentam desempenhos diferentes. Roberta Tavares, supervisora do Laboratório de Microbiologia da BASF Suvinil, concorda que, com base nessas variações, o ideal para o melhor custo/benefício seria ter formulações com diferentes tipos e porcentagens de fungicidas e algicidas. No entanto, ela defende que é perfeitamente possível desenvolver uma formulação que atenda diferentes regiões, embora com custo maior na formulação. Porém quando se considera o aspecto logístico (número de produtos, fabricação etc.) conclui-se que é melhor uma formulação única. “A eficiência da proteção do filme de tinta seco, por meio da ação de fungicidas e algicidas, leva em consideração a abrangência possível de culturas específicas de cada região. Nós, da BASF, através de um projeto pioneiro com a USP (Universidade de São Paulo), realizamos estudo dos tipos de fungos e algas em três regiões brasileiras: Belém (PA), Rio Grande (RS) e São Paulo (SP), que nos deu a base necessária para chegarmos a uma composição de fungicida e algicida que atenda as necessidades do mercado nas diversas regiões.”
A supervisora da BASF Suvinil entende que como os fungicidas e algicidas são matérias-primas com custos bem mais elevados que os bactericidas e apresentam o seu desempenho somente a partir de alguns meses após a aplicação, em geral existe a tendência de se analisar somente os custos, "otimizando-os", e utilizando-se concentração reduzida destes, o que não ocorre com a Suvinil. “Preocupamo-nos com a preservação de nossos produtos em toda a cadeia. Por isso, mantemos e investimos em um laboratório de microbiologia que tem como função analisar, controlar e desenvolver nossos produtos, desde a matéria-prima, sanitização das indústrias produtivas, produção e garantir a qualidade microbiológica até mesmo depois do produto aplicado. É claro que existem outros fatores além do clima e da dosagem de biocidas que podem afetar o tempo de preservação do filme. Esses fatores passam pela qualidade e durabilidade do produto em si até as condições de umidade por infiltração, condensação, presença de vegetação próxima à área aplicada, exposições químicas, dentre outros.”
Roberta lembra também que com a preocupação mundial com o ambiente, segurança e saúde, a tendência é de se utilizar produtos ecologicamente corretos com a diminuição da concentração de compostos orgânicos voláteis e com toxicidade cada vez menor. “Assim, a tendência é utilizarmos mundialmente produtos com formulação de ativos combinados que atuam sinergicamente, aumentando o espectro de ação.”
Multifuncionais
Uma das principais tendências em biocidas atualmente são os produtos multifuncionais compostos de bactericidas, algicidas e fungicidas. Breitbach explica que é uma mistura de biocidas para atingir um objetivo. “Por exemplo, existem cinco ou seis tipos básicos de biocidas e pode haver a necessidade de cruzar três ou quatro para enfrentar determinados microorganismos. É o que seria mais correto. Eles têm uma composição química determinada.”
Já para Mateucci, os multifuncionais oferecem a vantagem de o cliente ter apenas um produto em estoque, que vai atuar dentro da lata e na película, porém o cliente perde a flexibilidade porque, se a tinta é muito boa, ela poderá conter bactericida e fungicida. Por outro lado, se tem qualidade inferior, terá menos bactericida e o fungicida e algicida irão também entrar em menor concentração. “O multifuncional é bom porque representa apenas um item em estoque, com vantagens em segurança e manipulação, por exemplo. Porém, com produtos separados, existe maior flexibilidade,”
Mateucci considera também esse um mercado muito competitivo. “O bactericida é um produto tratado como especialidade, porém com preço de commodity. No caso de algicidas e fungicidas, eu acredito que, com a estabilidade econômica, a mão-de-obra vai ficando mais cara e as pessoas vão querer tintas que durem mais tempo. Eu acho que isso é uma tendência e que será bom para todos, porque se estará fazendo tintas de melhor qualidade.
Programa Setorial da Qualidade
O Programa Setorial de Melhoria e Qualidade das Tintas (PSMQT), implementado pela Abrafati (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), que estabelece uma qualidade mínima para a tinta no mercado brasileiro, estará abordando em breve a questão dos biocidas na formulação desses produtos. O programa é gradual e o ensaio com microbicidas está previsto para o final de 2008, de acordo com Gisele Bonfim, supervisora técnica do programa. “Temos que fazer a norma de método e depois um diagnóstico de mercado. Esses ensaios são muito criteriosos, demandam bastante tempo, às vezes meses.”
Gisele acredita que muitas empresas fabricantes de tintas que colocam na embalagem o termo “antimofo” (ou seja, que estariam colocando um fungicida para combater esse mofo), ou não utilizam o antimofo ou a eficiência dos mesmos é baixa. “No entanto, os participantes do programa estão comprometidos com a qualidade e estão utilizando esses aditivos.”
Segundo a supervisora, a norma a ser adotada pelo programa deverá estabelecer uma quantidade mínima de biocidas que deverá atender desde o Sul do País até a Amazônia. “A partir daí, o que cada fabricante fizer a mais será considerado um plus”.
Guia de fornecedores
Agro Química Maringá
A empresa fechou recentemente contrato de distribuição com exclusividade dos biocidas para tintas com a Lanxess da linha Preventol conforme as seguintes aplicações: PREVENTOL D-6 e D-7, biocidas para proteção in-can; Preventol A-14 D,fungicida e algicida para filme seco; e Preventol A-21 D, fungicida para filme seco.
Alcolina
Bactericida BC 5050 T (Isotiazolinona a uma concentração mais alta), Bactericida BC 5050 AT (Isotiazolinona a uma concentração inferir à T) e Fungicida BF 5056 T (que pertence à família das Carbendazinas). Antes de indicar qualquer bactericida e fungicida é importante a avaliação microbiológica da água utilizada no processo. A Alcolina fornece aos seus clientes kit e metodologia para avaliação microbiológica. O cliente faz os testes comparativos e avalia a performance dos produtos da Alcolina em relação aos demais.
Arch Chemicals
Para a preservação do filme seco, a Arch Química lançou a família de fungicida, algicida e antimicrobiano, Zinc Omadine ZOE, que permite ao fabricante de tintas ter uma tríplice proteção do filme seco com o mesmo produto, apenas alterando sua dosagem, obtendo-se desde um efeito fungicida até propriedades sanitárias (hygienic coatings). Já para a preservação da tinta na embalagem, a linha Proxel ganhou novas formulações com zero VOC na forma de dispersão ou micro emulsão.
Brenntag
A Brenntag distribui os biocidas da Rohm and Haas para as indústrias de tintas base água, que recentemente teve dois lançamentos: Rocima 363 BR JB, fungicida e algicida de amplo espectro de atuação; e Rocima 624, bactericida sistemas que necessitam de um alto nível de preservação, como sistema slurries minerais e de condições e armazenagem extremos. Existem também outros biocidas, que são Kathon LX 1,5%, Rocima 622, Rocima Cf 1100, Rocima CF 1000 e Rozone 2000, já normalmente comercializados.
Ciba
A mais recente inovação da Ciba na área de biocidas é o Irgaguard® H 6000, agente antimicrobial que contém íons de prata envoltos por uma matriz de vidro. Suas principais características são atividade contra bactérias gram positivas e negativas, estabilidade térmica, durabilidade e fácil aplicação. As principais áreas de atuação são as tintas decorativas, tintas em pó, coil coatings, gel coats, em aplicações sanitárias, adesivos para aplicações médicas, revestimentos para áreas hospitalares e sistemas de ventilação, entre outros.
Clariant
Na área de Biocidas, a Clariant apresenta a linha JMAC, com destaque para o JMAC LP10, um produto antibacteriano com efeito no filme seco da tinta, indicado para hospitais, escolas infantis e demais áreas onde o contato com microorganismos pode causar infecções.
Dow
A área de Biocidas da Dow está se reestruturando para atuar diretamente no mercado de tintas. O laboratório de microbiologia foi equipado com o High Throughput, um equipamento totalmente automatizado que permite realizar inúmeros testes microbiológicos, permitindo a otimização das dosificações dos biocidas para os clientes. Além disso, a Dow aumentou a linha de biocidas, juntando os ativos CMIT/MIT (Canguard 1p5) e Benzoisotiazolinona (Canguard BIT20), já conhecidos no mercado, com o Bioban BP (Bronopol), Dowicil QK20 (DBNPA), bactericida de ação rápida, não doador de formaldeído e Dowicil 75 (CTAC). A idéia é trabalhar nas misturas, visando detectar sinergias entre os ativos, buscando melhores produtos com baixo custo, trazendo inovação e eficiência.
IPEL
Além de sua ampla linha de microbicidas tradicionais, a IPEL apresenta novos produtos baseados nas novas tecnologias em nanopartículas e produtos naturais, que promovem melhor ação antimicrobiana nas mais diversas aplicações. Outro destaque é o desenvolvimento de uma linha de antimicrobianos baseados em ingredientes ativos naturais, como bioflavonóides e extratos vegetais com ação microbicida. Estes produtos, além de baixa toxicidade para o homem e o meio ambiente são extraídos de fontes renováveis, não contribuindo com a emissão de gás carbônico causador do aquecimento global.
Lanxess
A unidade de negócios Proteção de Materiais/Biocidas da Lanxess ampliou o seu portfólio de produtos para a preservação do filme seco de tintas base água para atender as mais diversas exigências e ainda oferecer soluções para a limpeza e sanitização industrial, com os produtos Preventol A-17 D (fungicida à base de Tiabenzanol e N-OIT) e Preventol CD 601 (à base de fenólicos e aldeídos, para limpeza e assepsia em linhas de produção e tanques).
ISP
A ISP adquiriu as operações de biocidas industriais da Bode (Alemanha) com produtos livres de componentes voláteis, incluindo o BIT e o IPBC. São protetores para madeira e oferecem proteção UV e repelência à umidade; possuem anti-fouling, para proteção de cascos de navio. A empresa oferece formulação e fabricação local de biocidas, sofisticado laboratório para testes de eficiência, forte trabalho em redução de custos para biocidas de uso comum e de alta performance, novas fórmulas reforçadas para o controle de fungos e algas em ambientes demandantes, além de biocidas de uso hospitalar.
Miracema-Nuodex
A Miracema-Nuodex está trabalhando no desenvolvimento de novos biocidas, nos quais a eficiência dos produtos será ainda maior e a aplicabilidade destes será ampliada. Moléculas mais complexas e produtos isentos de materiais não saudáveis ambientalmente estão sendo evitados, dando lugar a produtos inovadores e tecnicamente eficazes, sempre com foco no meio ambiente;
Thor
A principal inovação que a Thor está trazendo para o Brasil é sua nova linha de biocidas encapsulados (linha Acticide MK) para proteção de filme seco contra crescimento de fungos e algas. De acordo com a empresa, as principais vantagens em relação aos ativos tradicionais são: maior estabilidade, durabilidade e desempenho ao longo do tempo (maior resistência às intempéries), necessidade de menor concentração de princípios ativos com conseqüente maior proteção ambiental e melhor comportamento toxicológico.
Troy Brasil
A Troy está promovendo a sua linha de biocidas desenhada para sistemas baixo VOC com maior intensidade. A marca Polyphase está sendo divulgada de forma sistemática, visando transferir as mais recentes tecnologias no cenário global para o mercado local. Entre os produtos destacam-se: Polyphase 678, fungicida para tintas interiores/exteriores; e Polyphase 663, fungicida e algicida para sistemas exteriores e interiores. Entre os bactericidas estão alternativas isentas de liberadores de formol, como o Mergal 680 e Mergal K 12 N.l. |