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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 119 - Pigmentos
 
Nascidos para brilhar
 

Nos últimos anos, houve um aumento na utilização dos pigmentos especiais e de efeito, e a perspectiva é que esse aumento se repita em 2008, principalmente em função desses pigmentos se tornarem cada vez mais ferramentas de diferenciação mercadológica.

 
Lucélia Monfardini
 

A década de 70 foi um marco da utilização dos pigmentos especiais e de efeito, quando se iniciou a utilização dos pigmentos de alumínio e na década de 80 surgiram os pigmentos perolados, ambos destinados às tintas automotivas. Antes disso, entretanto, no final da década de 60 já se utilizavam alguns pigmentos de alumínio nos segmentos decorativo e de arquitetura, que já ensaiavam o emprego de pigmentos especiais.

De lá para cá, esse segmento só foi se aperfeiçoando. Hoje, há pigmentos que impressionam à primeira vista e valorizam qualquer produto. Mais: tornaram-se uma ferramenta poderosa de diferenciação mercadológica, argumento bastante apreciado em tempos de concorrência acirrada.

Marcos Ziravello Quindici, químico e especialista em cores, além de sócio e proprietário da Rainbow Brasil, também é membro do conselho técnico-científico da Pró Cor e membro do corpo docente da Abrafati, informa os últimos avanços e inovações realizados no mercado de pigmentos. “Em lançamentos se destacam as linhas de pigmentos perolados com partículas que emitem um maior brilho (reflexão de luz) e novos efeitos de interferência (mudança de tonalidade). Outras inovações estão nos pigmentos de alumínio com brilho mais intenso e limpo, que promovem maior efeito metalizado, e novas linhas de produtos que permitem obter um feito semelhante ao de um processo de metalização.”

Utilização
O uso dos pigmentos especiais e de efeito se intensificou em determinados segmentos de mercado, como automotivo, de eletroeletrônicos, eletrodoméstico, pinturas de peças plásticas e em geral, tintas em pó, industrial têxtil, tintas de impressão (diversos tipos), tintas para linha de arquitetura e indústria de cosméticos.

Com o aumento da demanda houve um aumento na utilização dos pigmentos especiais e de efeitos em diversos segmentos. “Temos como exemplo 2007, quando tivemos uma retomada no segmento automotivo, voltando aos patamares de 1998, ou seja, fechamos o ano passado com uma produção de 2,5 milhões de veículos. O mesmo aconteceu com outros tipos de segmentos de mercado, talvez não na mesma proporção, mas de forma crescente e evolutiva”, acrescenta Quindici.

Para Carlos Szeles, gerente de produto de carros de passeio da Toyota do Brasil, de maneira geral, e não somente na indústria automobilística, as cores têm tomado uma maior importância. “Atualmente, os consumidores têm prestado mais atenção na escolha das cores com as quais mais se identificam. No mercado automobilístico, a preferência dos consumidores pelas cores básicas, como branco, prata, preto, cinza, azul e vermelho, ainda domina a maioria das vendas mundiais, mesmo assim, projetistas e designers da indústria estão cada vez mais antenados às tendências das cores no mundo. De acordo com algumas pesquisas, uma parcela de consumidores afirma que mudaria de marca caso não encontre a cor desejada. Com isso em mente, profissionais da indústria automobilística passaram a freqüentar eventos, como desfiles de moda, que apesar de serem ‘modismos’ transitórios traçam a linha da paleta de cores da temporada, e ainda a incluir feiras de móveis e de hotelaria de alto nível em suas atividades para também analisar tendências para um prazo maior na linha do tempo.”

Já no mercado de embalagens, Régis Campos de Sá, supervisor de marketing da divisão de rígidos da Dixie Toga, acredita que uma importante tendência do mercado de pigmentos é sua utilização no segmento de embalagens, sobretudo em produtos em que, até então, o uso era pouco disseminado. “Nos últimos dois anos observamos o uso de cores especiais em embalagens de alimentos e de limpeza, com cores e efeitos antes presentes com maior força em alimentos infantis e higiene pessoal.” Ultimamente têm surgido várias novidades de efeitos e cores no segmento de embalagens. “Podemos citar cores fluorescentes e efeito glitter como algumas das novas presenças nesse segmento”, conclui.

Custo
As cores com pigmentos especiais e de efeito acabam encarecendo o produto final. O supervisor de marketing da Dixie Toga afirma que infelizmente a utilização desses efeitos resulta em aumento de custo. “Porém, vale ressaltar que a concentração de pigmentos é baixa, em torno de 3% a 5% do peso total do produto, o que ameniza o impacto no custo.”

Na visão de Quindici, da Pró-Cor, isso é muito relativo ao tipo de produto utilizado, material a ser produzido e escala de produção. “De fato, dependendo dessa combinação, até pode gerar um pequeno acréscimo no custo final, mas, por exemplo, o uso dos pigmentos perolados em shampoos e balões infláveis (bexigas) passou a ser viabilizado com a escolha compatível do produto e a escala de produção. Tudo depende muito de um trabalho bem-feito no desenvolvimento da cor, compatibilizando os interesses de marketing aos interesses técnicos e produtivos.” O especialista ainda afirma que se algumas regras não forem respeitadas e trabalhadas podem gerar um aumento de custo no produto final. “Falo com certo conhecimento de causa, pois trabalho com isso há 25 anos; também participei do desenvolvimento de enfeites de Natal (bolinhas), bexigas, e até de automóveis, lanchas e helicópteros. Se não tivéssemos feito um trabalho com critério nada disso teria sido viabilizado.”

Ambientalmente corretos
De um modo geral, os pigmentos especiais e de efeito são bastante amigáveis ao ambiente, devido à sua baixa toxicidade. Diante dessa tendência, o mercado vem constantemente apresentando uma grande variedade de pigmentos, que contribuem com essa questão. “Em relação aos pigmentos perolados existe uma utilização cada vez maior de materiais sintetizados em substituição ao uso das micas convencionais (material extraído de minas, principalmente na Índia) para uso em revestimentos base água e base solvente. Já quanto aos alumínios, podemos destacar as novas linhas de alumínios encapsulados, ideais para sistemas à base de água, e evolução de matérias para uso em sistemas base solvente, como o uso de solventes menos agressivos ao ambiente”, informa Quindici, da Pró-Cor.

Tendências do mercado automobilístico
Para a realização de uma pesquisa sobre tendências de cores é muito importante uma série de atributos identificáveis diretamente no “habitat” de seus consumidores-alvo, por exemplo, a paleta de cores das peças dentro de seus guarda-roupas; relação com esportes, como cor da raquete de tênis, prancha de surfe e outros artigos.

Outro ponto que deve ser considerado na preferência dos consumidores por cores é a grande influência exercida pela região geográfica de seu domicílio. “Se compararmos o mercado brasileiro com o europeu, veremos que os países da Europa possuem, além das cores básicas, uma vasta gama de opções, tanto no que tange as cores externas como as cores internas de acabamento”, destaca Szeles, da Toyota.

Na Europa, considerando fatores climáticos, como um longo e “cinzento” inverno, os consumidores europeus se refugiam nas cores vivas de seus carros e tecidos multicoloridos dos bancos. “Essa escolha pelas cores acaba compensando a temporada do ‘branco e cinza’, tornando seus ambientes mais alegres. Já no Brasil, por não termos as quatro estações do ano muito bem definidas, com um clima tropical durante todo o ano, a presença de cores vivas, como azul, verde, amarelo e vermelho, é muito mais freqüente na vida e no dia-a-dia das pessoas. Com isso, as pessoas não sentem a necessidade de ‘refugiar’ a alegria das cores vivas na pintura externa de seus carros, resultando em uma concentração das vendas de automóveis no mercado brasileiro em mais de 50% nas cores preta, prata e cinza. Em seguida, no ranking figuram o branco, vermelho e azul; somando outros 48% do mercado. Outras cores representam somente uma pequena parcela do mercado até 2007”, analisa o gerente de produto da Toyota.

Em uma avaliação entre causa e conseqüência não é muito simples chegar a uma resposta clara se os consumidores querem esse certo conservadorismo em relação às cores de seus carros ou se é o mercado e a ‘liquidez’ do seu automóvel que ditam esse comportamento. “Hoje, um carro com uma cor diferente das usualmente comercializadas, como amarelo, violeta, laranja e outras, apresenta uma demanda menor por consumidores de seminovos e, portanto um prazo maior para revenda, bem como uma avaliação financeira mais baixa por parte do comprador. De qualquer forma, considerando que o objetivo maior da Toyota no mercado é a plena satisfação de seus consumidores, disponibilizamos em nossa linha de produtos uma vasta gama de opções de cores externas, viabilizando atender as necessidades dos mais variados perfis de consumidores”, garante Szeles.

As opções coloridas dos fornecedores

Aldoro
Alumínios – Série Stanlux Silver R 4xxx, que conta com produtos de alta perfomance em diferentes granulometrias e que possibilitam efeitos e cores metálicas muito claras e de alto brilho metálico.

- Série Stanlux Silver SD 7xxx, família de produtos de classe “silver dollar” e que devido ao diferenciado formato de partículas é muito utilizado em formulações de tintas de efeitos metálicos muito intensos.

BASF
Firemist Colormotion – apresenta excepcional impacto visual com efeito de brilho, elevada saturação cromática e intensidade de cor, transparência e refletividade, além de uma impressionante variação de cor conforme o ângulo de observação.

Firemist Colormotion Ruby 9G480D, com variação nas cores vermelho, verde e dourado, e Firemist Colormotion Blue Topaz 9G80D, com variação nas cores azul, vermelho e verde.

Datiquim
Linha Fluorcolor – além de suas excepcionais características de fluorescência e pureza de cor, também é um produto amigável ao ambiente, pois na sua fabricação se utiliza muito menos energia que os produtos convencionais. Como todo o pigmento fluorescente da Datiquim, não possui metais pesados em sua composição nem aminas aromáticas primárias. Em função do seu maior poder de cobertura, pode ser usado em menor quantidade. A série 2700 ainda possui a vantagem adicional de não formar pó durante sua manipulação por ser uma dispersão em meio aquoso.

Dynatech
Linha Dynapearl – pigmentos perolizados com maior número de produtos e variações de tonalidades e efeitos, acompanhando as tendências do mercado, além de serem indicados para vários segmentos.

Forscher
Linha de pigmentos especiais para a proteção de marcas e produtos utilizando nanotecnologia. Trata-se de tecnologia de proteção de produtos e marcas, que facilitará e revolucionará o processo de identificação e autenticação de produtos, acabando com as práticas desleais nos mercados de tintas, tintas gráficas, plásticos, papel.

Multicel
Multitherm preto 6660 (Color Index Pigment Brown 29), com característica de alta reflectância aos raios infravermelhos. Isso propicia aplicações em camuflagem e onde a economia de energia e o conforto dos usuários são características relevantes. Essas características são resultantes da alta reflectância aos raios nfravermelhos. O diferencial desse produto está no aquecimento das peças onde está aplicado o pigmento. A temperatura da peça será sensivelmente menor do que se estivesse pigmentada com outro tipo de pigmento preto.

Silberline
StarBrite VMF com brilho metálico ainda mais alto e espessura de partícula mais fina. Essas características fornecem aos produtos alto brilho. Apresenta alto rendimento, podendo ser utilizado em quantidade menor e com o mesmo desempenho.

StarBrite 5102-EAC – para aplicação em tintas industriais. StarBrite 6108-EAC – para aplicação em tintas de impressão.

True Color
O Decomet 3008 - produto que possibilita a formulação de uma tinta com efeito cromado, espelhado, similar ao de um aço inox.

 
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