Muitos profissionais ainda ficavam em dúvida como responder à pergunta “O crescimento de 2007 se manterá neste ano?”. Com base no primeiro bimestre, é possível constatar que o mercado de tintas continua aquecido, e esse fator se deve principalmente aos incentivos do governo no setor da construção civil – e seus reflexos de curto prazo, tendo em vista que uma parcela considerável, aplicada no ano passado só amadurecerá em 2008 – e, ainda, ao incremento notável do segmento automobilístico.
Para comprovar tal momento auspicioso, Paint & Pintura fez uma enquete entre alguns dos principais executivos de indústrias de tintas – além dos presidentes de Abrafati e Sitivesp – e o retorno foi de que, mantidas as regras do jogo, a expansão do setor será como a grande maioria das tintas: líquida e certa.
Nem só de cenário macroeconômico vive a indústria de tintas. Há de se considerar os avanços tecnológicos, que sem sombra de dúvidas têm suas benesses estendidas para o desenvolvimento do setor. Nesta edição, publicamos uma reportagem que dá o tom dessa contribuição: mais e mais fabricantes vão se rendendo à qualidade final que se alcança com o que sai de laboratórios bem equipados, ou mesmo de sistemas tintométricos instalados nos pontos-de-venda.
Também contribui para um setor mais forte a preocupação, cada vez menos falaciosa e mais realista, em se implantar estratégias voltadas ao ambiente e à sustentabilidade. Em última instância, tais cenários, amarrados aqui e ali, aproximam o mercado brasileiro de tintas – e seus produtos, por tabela – da qualidade tipo exportação e da saúde financeira. |