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Brasil, 5 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 121 - Pigmentos orgânicos
 
Cobertura que embeleza
 

Os pigmentos orgânicos têm a função de dar cor a um produto final, seja ele uma tinta ou uma cola. E eles não escapam da obrigação de serem ambientalmente corretos.

 
Tatiana Karpovas
 

A cor provoca os sentidos das pessoas. No caso da tinta, os pigmentos são os responsáveis por essa atividade, ou seja, para sensibilizar e chamar a atenção do consumidor, já que conferem cor ao sistema. São compostos químicos, em sua maioria sintéticos e derivados do petróleo. Sua função é, fundamentalmente, colorir e embelezar o acabamento de proteção de uma superfície. Entretanto, devido às suas características físico-químicas, muitos deles contribuem também para aumentar a proteção das tintas nas quais são aplicados. Além da função de proporcionar cor e tonalidade, os pigmentos oferecem opacidade/transparência; poder tintorial/dureza; dispersibilidade, resistência à luz/intempéries; resistência ácida; resistências aos solventes; performance em meios aquosos ou solventes, além de estabilidade à floculação. Os pigmentos são baseados em compostos com carbono e hidrogênio.

Elaine Cristina Rebechi Guedes, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Akzo Nobel, diz que os pigmentos orgânicos de alta performance conferem baixa ou isenção de toxicidade, alto poder de tingimento, solidez à luz, diversidade de cor e pode ser transparente. Segundo ela, quando se fala em redução de custos em tintas, deve-se considerar a relação custo-benefício. “Em algumas formulações nas quais incluímos pigmentos orgânicos, total ou parcialmente, pudemos perceber redução do custo final do metro quadrado aplicado”, conclui. Ela explica que, no segmento de tintas industriais, encontram-se pigmentos orgânicos na pintura de chapas de madeira, móveis, brinquedos, eletroeletrônicos, celulares, embalagens plásticas para cosméticos, tintas industriais para metais, entre outros. “Esses pigmentos oferecem diversidades de cores e são ecologicamente corretos”, assegura.

Elaine observa que, no mercado de tintas, existe uma forte tendência de eliminação de produtos nocivos à saúde e ao ambiente. “Existe uma inclinação crescente do uso de pigmentos orgânicos em substituição aos pigmentos com metais pesados do tipo cromatos e molibdatos de chumbo. A Akzo Nobel tem políticas específicas para a não utilização desses pigmentos”, garante.

Substituição certa
Segundo Gerson de Almeida, coordenador técnico de aplicação regional da Clariant, o enfoque do ambiente na produção de pigmentos orgânicos é uma questão de origem. “Por serem compostos de cadeias hidrocarbônicas, os pigmentos orgânicos não são derivados de metais pesados. Isso significa que esses produtos podem estar no ambiente sem afetá-lo”, explica.

Sérgio Brito, gerente de mercado para a área de tintas da Carbono, conta que, há muitos anos, se sabe do perigo ambiental dos metais pesados (chumbo, cádmio, cromo, entre outros). “Os primeiros pigmentos inorgânicos eram baseados nestes materiais. Hoje, os pigmentos orgânicos os substituem com vantagem em termos de qualidade e mesmo de custo”, comenta. Ele conta que a Carbono trabalha no desenvolvimento e na pesquisa de novas alternativas técnicas. “A Carbono está inserindo em seus processos de tomada de decisão os impactos socioambientais decorrentes da sua atividade e dos produtos por ela comercializados. A isso chamamos de trabalhar pela sustentabilidade no nosso negócio e do planeta”.

Na opinião de Hamilton Oliveira, coordenador de produto da Aromat, a substituição dos produtos à base de metais pesados e com grau elevado de toxicidade é uma tendência que ganha cada vez mais força no mercado brasileiro. “Apesar da elevação no preço de produtos convencionais, geralmente atrelados às commodities, o custo ainda é a principal barreira que inviabiliza a completa substituição”, opina.

A Colornet somente comercializa pigmentos orgânicos e inorgânicos atóxicos sem risco ao ambiente, desde sua composição até a embalagem. “Essa é uma norma interna e exigência de nossas representadas”, destaca Marcos Raicher, diretor da empresa.

José Marcos Qualiotto, gerente de suporte técnico da BASF, diz que a companhia sempre foi uma incentivadora de utilização de alternativas ambientalmente corretas, tais como os pigmentos lead free (de procedência livre). “Nesse ponto, temos um longo histórico, em conjunto com nossos clientes, de busca por soluções lead free, onde possuímos as melhores alternativas em nosso completo portfólio”, afirma. Segundo ele, esse trabalho inclui desde sugestões de pigmentos até a elaboração de soluções customizadas em cada sistema. “Há uma tendência de forte crescimento dessas alternativas ambientalmente corretas nos próximos anos”, nota.

Ambientalmente corretos
A True Color e sua parceira Trust Chem se preocupam bastante com a questão de preservação do ambiente e, por isso, disponibilizam várias alternativas para a substituição dos pigmentos amarelos e laranjas de cromo/chumbo por pigmentos orgânicos. Em destaque estão Pigment TCY13901 (PY 139), Pigment Yellow TCY 11001 (PY 110) e o Pigment Orange TCO3601(PO36).

A Dynatech atende a condição de trabalhar com produtos ambientalmente corretos há algum tempo. “Como atuamos em praticamente todos os mercados, muitos de nossos clientes são importadores e precisam utilizar produtos com essa característica”, acentua Jonas José Chalita, gerente nacional de vendas. Segundo ele, em termos de produção, a empresa também já está adequada para atender essa exigência.

De acordo com Marcelo Amaral Leite de Macedo, diretor comercial da Sintequímica, o mais importante é observar a tendência de troca de pigmentos inorgânicos por orgânicos, iniciada há alguns anos. Segundo ele, ela está se concretizando de forma cada vez mais forte. “Uma das principais características dos pigmentos orgânicos é a reduzida toxicidade, podendo substituir os pigmentos inorgânicos à base de chumbo e cromo. A Sintequímica não atua com nenhum pigmento que possui metais pesados em sua composição e nossa linha de pigmentos em pó Sinterdye somente possui pigmentos orgânicos há muitos anos”, salienta. Além disso, no caso das dispersões de pigmentos, a Sintequímica fabrica somente produtos dispersos em água. “Não há, em nossa linha, nenhum produto que seja disperso em solventes”, alerta.

A preocupação com a utilização de produtos que não deixem resíduos nocivos no ambiente ou não apresentem riscos à saúde daqueles que os manuseiam não é recente e, por esse motivo, a Aurum Química oferece opções de pigmentos, corantes e preparações pigmentares “ambientalmente corretos” produzidos por empresas que têm a mesma preocupação em relação ao ambiente. “Temos contatos com muitas empresas produtoras de pigmentos, corantes e preparações e buscamos selecionar aquelas que demonstrem essa preocupação, através de atitudes concretas como a certificação ISO 14000”, exemplifica Eduardo Tedesco, diretor.

Elcio Oliveira, diretor da Surcolor, diz que mesmo os pigmentos orgânicos têm algumas características que podem ser consideradas tóxicas, tais como o teor de PCP nos pigmentos derivados de ftalocianina ou mesmo a presença de metais pesados no processo de produção de alguns pigmentos orgânicos.

Novidades
Alguns lançamentos de produtos com maior transparência, melhor solidez à luz e novas tonalidades são constantemente lançadas no mercado. Elaine, da Akzo, destaca os vermelhos rubis, laranjas e amarelos. “A Akzo Nobel está preparada para oferecer a tinta desejada com toda essa gama de pigmento disponível no mercado”.

Chalita, da Dynatech, comenta que a tendência, em termos de cores e tonalidades, está voltada principalmente a tons limpos, de fácil dispersibilidade, mantendo ou aumentando as resistências físico-químicas. Ele cita exemplos como o do mercado automotivo, que requer cores limpas e produtos com alta transparência, quando a cor final é uma cor de efeito, perolizada. No segmento industrial, o destaque fica para as altas resistências, com tons limpos e com boa cobertura, “ e no segmento de impressão, cores limpas, transparentes e com ótima reologia”, avalia.

Qualiotto, da BASF, diz que o consumo de amarelos, laranjas e vermelhos isentos de metais tende a crescer de forma significativa por causa da substituição dos pigmentos inorgânicos, baseados em metais pesados.

Raicher, da Colornet, analisa a área automotiva, na qual os brasileiros ainda são considerados conservadores nas cores. Segundo ele, dominam o prata, cinza, preto e, em menor escala, azuis e tons de vermelho ou vinho. “Há um movimento recente para incentivar o consumidor a adotar cores mais vivas e chamativas na área de eletroeletrônicos e automotiva (área esportiva, por exemplo)”, observa. “Nota-se que, no Brasil, houve grande crescimento de pinturas tunning, que compõem cores brilhantes e vivas com efeitos metálicos e perolados.”

Brito, da Carbono, observa um grande domínio dos pigmentos de alumínio na área industrial. “Alguns movimentos, em sentido reverso, estão ocorrendo com a procura por cores diferenciadas, mais marcantes ou vibrantes, tais como vermelho, violeta e amarelo, possibilitando também aos pigmentos de efeito terem a sua chance”, lista.

Na linha de pigmentos orgânicos em pó, a Sintequímica apresenta novos colour-index como o Red 122, um vermelho extremamente limpo e com altíssima solidez à luz. No campo das dispersões pigmentárias, a empresa introduziu novas cores no mercado com elevada estabilidade e novas cores, como amarelos de alta solidez à luz e brilho.

Tedesco, da Aurum, percebe novas formas de apresentação de pigmentos, como compostos químicos, consagrados por suas performances nas diferentes aplicações. “As propostas contidas em tais apresentações visam normalmente a redução de custos de processos por parte do usuário final, facilidades na aplicação dos produtos assim como maior e melhor proteção ao homem e ao ambiente”, detalha.

Roque Guimarães Antunes, diretor de marketing da Transcor, diz que, atualmente, a grande preocupação e meta nos desenvolvimentos de novos produtos está ligada à melhoria da performance dos pigmentos em aplicações específicas nas quais as características de saturação de cor, brilho, transparência ou opacidade, facilidade de dispersão, poder tintorial e resistências são otimizadas. Raicher, da Colornet, alerta para uma tendência: a fabricação de pigmentos está concentrada na Ásia. “Há grande preocupação com o aumento incessante dos preços dos pigmentos asiáticos, aumentos das matérias-primas da cadeia petroquímica, energia e desvalorização do dólar”.

Outra preocupação, destaca ele, são as restrições impostas pelos governos da China e Índia à indústria química por problemas de poluição e ambiente. “Felizmente, os governos estão seriamente preocupados com essa questão e várias empresas poluidores da área química foram fechadas desde o ano passado, mas isso afetou a disponibilidade de matérias-primas e pigmentos”, aponta Raicher. E, segundo ele, o aumento real de preços de pigmentos não foi inteiramente absorvido pelo mercado brasileiro, que sofre também com a carga tributária, mas existe forte pressão por um aumento, o que será um grande desafio para todos que trabalham com pigmentos.

Linhas de produtos

Aromat
A Aromat disponibiliza os pigmentos azuis e verdes ftalocianinas. “Essa classe de pigmentos, muito difundida no mercado, apresenta alta solidez a luz e intempéries, além de ser indicada para utilização em uma extensa gama de sistemas e aplicações”, detalha Oliveira.

Aurum Química
A Aurum Química trabalha atualmente com uma ampla linha de pigmentos orgânicos, como os clássicos azuis e verdes ftalocianinas, vermelhos amarelos e laranjas azóicos, além de outros desenvolvimentos mais recentes para utilização em tintas industriais, tintas imobiliárias, tintas para demarcação viária, tintas de impressão e plásticos em geral.

BASF
Segundo Qualiotto, a BASF possui um completo portfólio de pigmentos orgânicos, abrangendo todo o espectro colorístico, para todas as aplicações possíveis. Porém, o destaque fica com as ftalocianinas de cobre que a empresa tem em produção local em Guaratinguetá. “Somos o único produtor de ftalocianina crua (base para produção dos pigmentos Heliogen) na região”, conta. A BASF produz ftalocianinas exclusivas, como a Epslon (avermelhada) e Metal-free (turquesa), além de verdes bromados, que são exportados para várias partes do mundo.

“Os pigmentos Heliogen azuis e verdes são utilizados em praticamente todos os tipos de indústria, adicionalmente à produção de pigmentos orgânicos na fábrica de Guaratinguetá”. A BASF mantém produções na matriz Alemanha e também nos Estados Unidos.

Qualiotto conta que a estratégia de negócios da BASF para os próximos anos, relacionada às produções na América do Sul, Nafta e Europa, indicam grandes investimentos para ampliação, otimização e aporte tecnológico para os produtos considerados core business. “Os pigmentos orgânicos estão contemplados nesse conceito”.

Carbono
A Carbono está se concentrando nos quatro pigmentos básicos para tintas offset: azul de ftalocianina PB 15:3; amarelo diazo PY 13; vermelho red lake C PR 53:1 e vermelho rubine PR 57:1, “por serem os de melhor custo-benefício, relevantes tanto no aspecto custo quanto na qualidade final das tintas de impressão”, diz Brito.

Chemipol
A Chemipol oferece ao mercado uma linha de pigmentos orgânicos pronta para uso, isto é, os concentrados ou dispersões, também conhecidos como sistemas tintoriais. São eles:

• Concentrados UA Universal aquoso para toda tinta ou sistema aquoso.
• Concentrados US Universal solvente para tintas industriais, automotiva, gráficas.
• Concentrados RCCX para tintas PU e Epóxi alta performance.
• Concentrados ACX para esmaltes sintéticos puros ou emulsionados, tintas PU, epóxi.
• Concentrados NC para esmaltes sintéticos nitro, alquídicos, cruzados.
• Concentrados Transolar para absorvedores de UV em verniz filtro solar.
• Concentrados Dipertint para linha decorativa aquosa e esmaltes.
• Concentrados Disperflex para tintas flexo-aquoso, balões, giz, tintas acrílicas.
• Concentrados DOP para PVC/ plastisol.
• Concentrados AEX para tintas spray, lacas nitro, esmaltes acrílicos, primers.
• Concentrados PY-P: tingimentos de resinas poliéster para gel coating.
• Concentrados VN-P: tingimentos de tintas vinílicas puras e cruzada.
• Concentrados BG: colorantes prontos para envazamento para bisnagas.
• Concentrados ACCS: tingimento de tintas e tingidores moveleiros.
• Concentrados colorantes: pigmentos universais para uso em sistemas tintométricos COS.
• Concentrados sob encomenda desenvolvidos em sistemas específicos, tais como óleo mineral, DIBP, poliéster, acrílicos, polióis, etc.

Clariant
Os principais pigmentos da Clariant são os azóicos. “Isso significa que são pigmentos que têm um agrupamento azóico, quimicamente falando, na sua estrutura molecular”, explica Almeida. “Lembrando sempre que não concebemos o pigmento como moléculas, porém como cristais, que são centenas de moléculas juntas”.

A companhia possui, em seu portfólio, quatro marcas comerciais tradicionais. A mais simples é a linha de produtos permanentes, que tem características de solidez modestas. “São muito usadas e úteis para uma área de tintas de impressão gráfica, onde se precisa de muita cor e pouco custo, mas não há necessidade de uma resistência muito grande”, menciona.

Um pouco superior em termos de resistência, está a linha Hansa, formada por pigmentos que se aplicam muito bem a tintas e revestimentos porque condiciona o lado econômico desses pigmentos com o lado de performance. Segundo Almeida, não são os mais destacados em performance nem em custos. “São produtos econômicos e extensamente utilizados na área de tintas.”

Acima dessas duas marcas existe a Novoperm. Essa marca é formada por pigmentos que têm performance já bem mais destacada que a linha Hansa. Dentro da paleta de produtos Novoperm encontram-se produtos com esse destaque de performance sem necessariamente haver um destaque econômico também. Em outros casos, além do destaque de performance, existe também certo destaque de custo um pouco superior. “Mas o custo está sempre compensado pelo benefício que ele oferece”, ressalta Almeida.

Ele destaca a linha top, que tem os produtos mais resistentes e universalizados, a Hostaperm. Trata-se de pigmentos de topo, nobres, de alto desempenho. São pigmentos usados nas tintas automotivas, que precisam durar muito tempo.

Hoje, na linha da Clariant, metade dos produtos corresponde a produtos azóicos e a outra metade corresponde a outro tipo químico de pigmentos, que são os policíclicos. “Nesse sentido, Novoperm é essencialmente azóico; Hansa é exclusivamente azóico e os permanentes também são exclusivamente azóicos. Ou seja, os azóicos significam 80% da gama de produtos Clariant”, sintetiza.

Na última edição da Abrafati, realizada em setembro, em São Paulo, a companhia lançou uma linha de preparações chamada Hostatint M-01, de tingidores multipropósitos para acabamento de madeira. São preparações pigmentárias baseadas em óxidos de ferro transparentes. “Têm ótima compatibilidade em sistema alquídico de secagem ao ar não emulsionado, e também sistemas aquosos, além de excelentes propriedades de solidez à luz e às intempéries”, destaca Almeida. A linha é formada por sete cores padrões.

Colornet
A Colornet comercializa toda a linha de pigmentos da Sun Chemical Performance Pigments. Tem uma linha completa de pigmentos de alta performance para tintas automotivas e industriais (linha Palomar, Perrindo, Quindo, Fanchon, etc.) sem contar a linha Sunbrite, Sunfast para tintas imobiliárias, tintas gráficas, plásticos e borracha. Produz também dispersões e concentrados pigmentários de alta tecnologia (linhas Predisol, Flexiverse, Sunsperse, Quick Mix) para variadas aplicações.

Dynatech
Possui três linhas de produtos e o que as diferencia são as resistências físico-químicas e suas aplicações. A linha Dynachrom é formada por produtos com altas resistências, os conhecidos como pigmentos de alta performance. As linhas Dynaset e Dynaprint têm pigmentos com resistências medianas. “Nas três linhas, temos produtos que atendem a todas as cores e tonalidades, ou seja, amarelos, alaranjados, vermelhos, violeta, rosa, azuis e verdes. São indicados para tintas automotivas e de repintura automotiva, tintas industriais, de impressão, etc.”, informa Chalita.

Ipiranga Química
A Ipiranga Química é o distribuidor dos pigmentos orgânicos e inorgânicos da DCC – Dominion Colour Corporation. A DCC coloca à disposição, além da linha standard, a linha 7000 Higher Performance, que apresenta características superiores quanto à resistência a solidez, dispersão, opacidade, poder tintorial, retenção de brilho.

Antonio Carlos Slongo, gestor de marketing da Unidade de Tintas e Adesivos destaca os pigmentos:

• DCC 7251 (PY 151) que apresenta alta opacidade com excelente poder de cobertura, podendo ser uma alternativa importante para substituir amarelos inorgânicos em determinadas aplicações.
• DCC 7183 (PY 183): apresenta alta resistência térmica e é indicado para embalagens plásticas com aprovação FDA e estabilidade térmica de 300°C.
• DCC 1816 NM (PO 16) cuja característica principal é não apresentar migração em PVC.
• DCC 7354 (Red 254): DPP red, com aprovação FDA utilizado em plásticos e coatings.
• DCC 3123 (PV23): alta performance, transparência, brilho e excelente reologia para aplicação em tintas.

Na Série MaxBrite, que apresenta uma linha de pigmentos especiais utilizados principalmente para tintas de impressão base água e/ou solvente, ele cita Rhodamine PR81:3 e PV1, Methyl Violet PV3, Victoria Blue PB1, Tartrazine Yellow PY100, muito utilizado em madeira.

Mencolor
Segundo Carlos Alberto Menitti, gerente da divisão Pigmentos, a empresa está preparando o lançamento dos pigmentos Amarelo 13 transparente para o segmento de tintas de impressão; Amarelo 65 com tonalidade mais avermelhada que o Amarelo 74 para o segmento de dispersão base água, Amarelo 83 e o novo padrão do Vermelho 2.

Sintequímica
A Sintequímica é conhecida principalmente por suas dispersões aquosas de pigmentos orgânicos. Possui uma linha de mais de 70 cores. Possui também a linha Sinterdye de pigmentos orgânicos em pó que abrange os principais colour-index usados pela indústria de tintas.

Surcolor
A linha da Surcolor é formada por pigmentos orgânicos que seguem especificações técnicas aprovadas tanto tecnicamente quanto ecologicamente.

Transcor
Antunes ressalta que a Transcor tem procurado aprimorar seus produtos, visando melhorar o custo-benefício. Pigmentos específicos para tintas de impressão, plásticos, tintas decorativas e industriais têm sido acrescentados em seu portfólio, atendendo as crescentes exigências do mercado consumidor. “Grande parte das inversões, nos dois últimos anos, visaram o aumento e melhoria da capacidade de produção das dispersões pigmentárias, bem como equipamentos de laboratório”, enfatiza.

De acordo com ele, a procura por pigmentos livres de metais pesados, destinados a brinquedos, embalagens, etc., tem aumentado nos últimos anos e, visando atender a essa exigência, a Transcor tem alternativas, tais como: Amarelo Transcor GXT e GXTO (Y 74), Amarelo Transcor YRF (Y 65), Laranja Transcor SRR (O 36) e SCC (O 16), entre outros. “Estamos em parceria com nossas representadas na China (Hongda e Wuxi), Índia (Choksi) e Colômbia (Nubiola)”, conta.

Ele comenta que, para o ano de 2008, as dificuldades no mercado asiático para as matérias-primas deverá agravar o suprimento de pigmentos orgânicos mundialmente. “A China está impondo também regras mais rígidas de controle ambiental. O ponto resultante desses dois fatos é que a escolha por parceiros confiáveis é fato primordial nas políticas comerciais. A Transcor, por seu lado, tem, em seus parceiros, ´portos seguros´ devido ao longo período de relacionamento comercial”.

True Color
Para tintas de impressão, os destaque são o Rubi (TCR57108) e o Laca C (TCR53103Y) com alto brilho e excelente reologia, segundo lista Martins. “Para tintas industriais, temos nossa linha de pigmentos de alta performance que abrangem diversas cores com solidez a intempéries excelente. A True Color e a Trust Chem estão sempre desenvolvendo pigmentos mais transparentes, mais brilhantes (saturados) e de alta performance para atender as novas necessidades do mercado”.

 
Sumário
 
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