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Brasil, 21 de Novembro de 2008 Busca por notícias:
 
Edição 123 - Manutenção Industrial
 
Mais verdes
 

Com a função de proteger em dobro as superfícies onde são aplicados, as tintas para manutenção industrial também estão se sobressaindo com o apelo de “ambientalmente corretas”.

 
Lucélia Monfardini
 

As tintas de manutenção industrial são indicadas para ambientes de maior agressividade, em que o pré-requisito básico é uma maior proteção anticorrosiva, maior resistência a agentes químicos e resistência às intempéries, visando prolongar a vida útil do equipamento e conseqüentemente reduzir as manutenções.

Diferentemente das linhas decorativas, as tintas industriais têm função estrutural e protetiva e seu comprometimento é com a preservação do substrato em que foi aplicado quanto a ações mecânicas, químicas e intemperismo, tudo isso por um tempo mínimo necessário. Por essas razões, as tintas industriais, também chamadas “protective coatings”, são indicadas para aplicações de responsabilidade com durabilidade e proteção.

Esses tipos de revestimentos estão restritos à área industrial, sendo assim sua utilização sempre é indicada por engenheiros, arquitetos e técnicos. O campo de aplicação é bastante extenso, ou seja, podem ser utilizados em indústria química e petroquímica, off-shore, açucareira e alcooleira, agrícola, papel e celulose, siderurgia, marítimo, indústria alimentícia, hidroelétricas e termoelétricas.

Exigências ambientais
As tintas para o setor de manutenção industrial precisam atender a alguns requisitos, visando as novas exigências ambientais e de legislação. Para tanto, a Weg trabalha fortemente para atender essa tendência mundial de tintas ecologicamente corretas. “São produtos com alto teor de sólidos (baixa emissão de compostos orgânicos), tintas como a linha W-Eco, que são isentas de metais pesados e atendem a norma NBR 11.786/2003, e W-Eco R, que atendem a diretiva européia RoHS, e tintas à base d'água”, informa Reinaldo Richter, diretor da Weg.

Na opinião de Glaucio Conde, gerente de marketing da Polipox, os revestimentos industriais têm que ter uma função protectiva, e os sistemas base água, apesar de terem evoluído, ainda estão longe de ter uma performance comparado com os base solventes orgânicos. “A Polipox tem optado por revestimentos epoxídicos ou poliuretânicos alto sólidos e revestimentos livres de solvente. Nossa preocupação é que na sua fabricação tenhamos resíduos ‘zero’, já que depois que esse material é colocado no mercado e utilizado conforme nossas instruções, o filme final transforma-se em um sistema termofixo não contaminante.”

A empresa acabou de adquirir uma nova fábrica, um investimento de R$ 7 milhões, no km 145 da Rodovia Castelo Branco, no município de Cesário Lange, com área total de 100 mil metros, sendo 5 mil de instalações.

Outro fato de extrema importância ocorreu em 1998, quando foi proibido o uso de areia como abrasivo na formulação de superfície para pintura. A partir disso, todas as empresas que ofereciam esse trabalho como produto e serviço tiveram que se adaptar. No Rio de Janeiro, o mercado passou a usar areia molhada, pois o problema não era ela e sim a emissão de sílica livre na atmosfera, que causava uma doença letal. Mas o problema não havia sido eliminado, pois, após estudos chegou-se à conclusão de que a areia seca libera sílica, e a molhada, em níveis menores.

Richter, da Weg, esclarece que atualmente os processos mais adequados são o jateamento abrasivo com granalha de aço e sinterbol para obras novas. Já para manutenção em geral, o hidrojateamento é uma nova alternativa de preparação de superfície disponível no mercado. “As mudanças mais significativas ocorreram em algumas formulações de tintas que aceitam aplicação com umidade relativa do ar acima de 85% e superfícies molhadas, oferecendo ótimo desempenho, melhor produtividade e reduzindo o custo da obra.”

Já a Polipox adotou um sistema combinado de tratamento mecânico, utilizando para isso abrasivos fixos e não dispersos, “como é o caso dos jatos de areia e terminando com um tratamento químico, com nossa linha chamada Polipaint Fosfatizante. Utilizamos os óxidos residuais e transformamos em fosfatos que ajudam na proteção anticorrosiva. O sistema todo é não poluente.”

Aplicações
As tintas para aplicação em superfícies molhadas seguem os métodos tradicionais de aplicação, ou seja, rolo, trincha, pistola convencional e pistola air less, onde a seleção adequada do método de aplicação tem influência direta no desempenho, rendimento da tinta e produtividade. A Weg Tintas conta com a linha de produtos Wet Surface, como o Lackpoxi 76 Wet Surface, Wet Surface 89 PW e Wet Surface 88 HT, todos produtos de excelente proteção química e anticorrosiva e ainda com o diferencial da possibilidade de aplicação sobre superfícies úmidas.

Já a Polipox desenvolveu primers epóxis para substratos úmidos com sequestrantes de umidade. O resultado é um produto com alta aderência e filme coeso e brilhante, sem exudação, condição importante para um sistema protetivo.

Outra situação na manutenção industrial é quando a peça (ou estrutura) certamente já foi jateada no passado, surgindo a segunda pergunta: a rugosidade dessa peça aflorará novamente?

Richter, da Weg, conta que nesse caso de a peça ter sido jateada no passado, a técnica de hidrojateamento de alta pressão pode ser uma alternativa viável para a remoção da tinta velha e pontos de oxidação, “obtendo com isso um perfil de rugosidade adequado para posterior aplicação do novo esquema de pintura já adaptado para superfícies úmidas”.

Treinamento
Tanto a Weg quanto a Polipox fornecem algum tipo de trabalho que visa treinar o aplicador para tirar a melhor performance da tinta. A Polipox ministra cursos mensais para aplicadores. “Esse é um plano cada vez mais ativo em nossa companhia no sentido de qualificar mão-de-obra. Infelizmente o uso inadequado de nosso material realmente interfere completamente na performance do resultado final. Por ser um material técnico, além da falta de mão-de-obra especializada, tenho certeza ser isso um problema da maioria das companhias produtoras de revestimento técnico. Nossos cursos são de seis horas, abordando nas primeiras três horas a parte teórica e nas seguintes a prática”, anuncia o gerente de marketing.

A Weg Tintas também oferece treinamento e orientação de aplicação das tintas, desde os primeiros fornecimentos. “Freqüentemente nossos técnicos e divulgadores realizam treinamentos específicos focados nas necessidades de cada empresa. A Weg conta ainda com uma estrutura interna de treinamento que realiza vários cursos abertos ao público durante o ano, com baixo custo. Os cursos são ministrados por uma equipe de inspetores de pintura que acompanham diariamente as obras em todo o território nacional”, revela Richter.

Produtos:

Weg
- Wegpoxi: primer ou acabamentos epóxi (amida, amina, alcatrão, rico em zinco, tolerantes a umidade, isocianato);
- Wegthane: primer ou acabamentos poliuretano e poliuretano acrílico (aromático e alifático);
- Wegthane 508 Antifungo: acabamento poliuretano acrílico com propriedades antifungicidas;
- Weghidro: primer ou acabamentos à base d'água (epóxi, alquídicos ou acrílicos);
- Wegterm: revestimentos resistentes a altas temperaturas (até 600ºC);
- Wet Surface: primer/acabamento epóxi para aplicação em superfícies molhadas;
- Weg Tar Free: revestimento epóxi de alta resistência livre de alcatrão de hulha;
- Weg Ecoloflex SPC: antiincrustantes livres de estanho de alto polimento;
- Nobac: revestimento epóxi e poliuretando com propriedades antimicrobianas;
- Normalizadas: tintas que atendem às Normas da Petrobras.

 
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