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Brasil, 6 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 124 - Eventos - Abrafati
 
Os (quatro) novos pilares da Abrafati
 

Além de apresentar o novo presidente do conselho diretivo - Fernando Val y Val Peres -, reunião da Abrafati define novas estratégias de desenvolvimento setorial. Os pilares da investida são: proteção ambiental, a competitividade, o desenvolvimento tecnológico e a capacitação profissional.

 
Lucélia Monfardini
 

Durante coletiva de imprensa realizada no dia 10 de junho, no Restaurante São Lourenço, em São Paulo, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) anunciou Fernando Val y Val Peres como presidente do conselho diretivo da entidade, eleito para o biênio 2008-2010. Peres é diretor comercial da Sherwin-Williams, e está na empresa há 11 anos. Trabalhou anteriormente na Dow Química e no Grupo Ultra; desde 2002, em sucessivas gestões, foi diretor e membro do conselho diretivo da Abrafati.

O novo presidente e presidente-executivo da Abrafati, Dilson Ferreira, falaram também sobre os avanços dos programas da Abrafati ligados à qualidade e ao ambiente. Eles definiram a proteção ambiental, a competitividade, o desenvolvimento tecnológico e a capacitação profissional como os quatro pilares sobre os quais se apóiam as estratégias de desenvolvimento setorial. Para isso, a Abrafati desenvolve uma série de atividades e programas cujo andamento vem trazendo resultados muito positivos.

Uma das novidades recentes de maior impacto para o setor é o projeto de auto-regulamentação em relação à emissão de VOCs (compostos orgânicos voláteis), que resultou no estabelecimento de limites para as tintas imobiliárias, válidos a partir deste ano. A segunda etapa desse processo, que envolve limites para as demais tintas, foi concluída e anunciada durante o 7º Seminário de Assuntos Ambientais e de Segurança em Indústrias de Tintas, realizado no dia 12 de junho (ver matéria nesta edição).

Da mesma forma, o Programa Coatings Care, de atuação responsável em tintas, ganhou forte impulso em 2007 e início de 2008, com a adesão de diversas indústrias, a partir da obrigatoriedade de participação de todas as associadas da Abrafati. Hoje, são 22 as empresas que fazem parte do programa, que tem trazido ganhos como melhorias em processos, a sistematização de técnicas e avanços que facilitam a obediência às exigências da legislação e de normas ambientais, além da redução de custos (especialmente de energia e na menor geração de resíduos).

No âmbito do Programa Setorial de Qualidade – Tintas Imobiliárias, a principal novidade foi a publicação, em junho, da versão revisada da norma técnica NBR 15079, que torna obrigatória a menção, na embalagem, do nível de desempenho das tintas látex: econômica, standard ou premium – o que facilitará a sua identificação pelo consumidor. Essa norma se soma a outras 30 já produzidas desde o início do programa, que vem contribuindo para a redução significativa do volume de tintas de baixíssima qualidade existente no mercado. O número de empresas participantes do programa também vem aumentando, assim como os pedidos de credenciamento.

Vendas de tintas continuam em ritmo forte em 2008
Os primeiros meses de 2008 confirmam a tendência de ótimo desempenho das vendas de tintas, iniciado em 2007. Elas devem se manter em alta pelos próximos anos. Segundo dados coletados pela Abrafati, as vendas cresceram entre 7% e 10% este ano, quando comparadas com o início do ano anterior.

As tintas imobiliárias são um dos destaques, com a manutenção do conjunto de condições favoráveis que permitiu o expressivo crescimento da construção civil em 2007. “As previsões de crescimento de 7%, que fizemos no final do ano passado, estão se confirmando, podendo inclusive ser superadas”, afirma Peres.

São diversos os fatores positivos que justificam essa expectativa, a começar pela maior oferta de crédito, o alongamento dos prazos de pagamento e o aumento da renda, que contribuem para estimular a construção habitacional e as reformas. Ao mesmo tempo, há mais recursos para financiamento de imóveis habitacionais e o governo está incentivando a construção civil, que foi a área mais contemplada nos projetos do PAC.

Outro destaque são os sucessivos recordes de produção e vendas da indústria automotiva, que garantem mais mercado para as tintas automotivas originais. Em 2008, o aumento das vendas de veículos no mercado interno está sendo o motor desse crescimento, uma vez que as exportações apresentam um pequeno declínio. Depois de uma expansão de 14% em 2007, as vendas de tintas automotivas originais devem manter-se em ritmo forte, com índice de crescimento superior a 10%. As tintas de repintura automotiva, tintas para autopeças e plásticos também se beneficiam desse momento positivo da indústria automobilística.

As tintas industriais e de manutenção também vêm tendo desempenho extremamente positivo. Apesar das dificuldades enfrentadas por alguns setores industriais fortemente exportadores – móveis, por exemplo –, os projetos ligados ao PAC – Programa de Aceleração do Crescimento e o próprio crescimento da economia brasileira impulsionam as vendas de tintas para segmentos ligados a infra-estrutura e energia, para demarcação e manutenção e para a indústria de grande porte.

Um exemplo recente de como estão se abrindo excelentes perspectivas para as tintas industriais vem da área naval. O Programa de Modernização e Expansão da Frota e de Embarcações de Apoio da Petrobras, lançado pelo presidente Lula em 26 de maio, garantirá o bom desempenho do segmento de tintas navais e de manutenção por vários anos. A previsão é de encomenda de 146 novas embarcações de apoio às atividades de exploração e produção marítima de petróleo, que se soma à intenção de construir navios-sonda, plataformas de perfuração semi-submersíveis e navios de grande porte.

Confira os integrantes da nova gestão da Abrafati
Para a gestão 2008-2010, Dilson Ferreira continua como presidente-executivo da associação; Antonio Carlos de Oliveira (DuPont do Brasil) ficou como 1º vice-presidente, e Rui Artur Goerck (BASF), como 2º vice-presidente. Os conselheiros são: Aldo Gandolfi Junior (Montana), Alexandre Cenacchi (Sayerlack), Antonio Roberto da Cruz (Isocoat), Claudio Ferreira de Oliveira (Eucatex), Douver Gomes Martinho (Universo), Fernando José da Costa (PPG), Juan Marcos Saavedra Richard (Coral), Milton José Killing (Killing) e Reinaldo Richter (WEG). Fazem parte do conselho fiscal: Aleir José Antunes (Durlin), Amado Góis (Hydronorth), Áurea Renata Rangel (Hot Line), Clayton Claudinei Nogueira (Valspar), José Carlos Martins (Sayerlack) e Miguel Marcos Salazar (Iquine).

 
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