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Brasil, 5 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Edição 124 - Cargas minerais
 
Lamil comemora cinco décadas
 

Com 50 anos de atividades, a Lamil Lage Minérios comemora suas conquistas e o sucesso nos mercado de atuação.

 
Lucélia Monfardini
 

A história da Lamil começa na década de 40, quando João Ribeiro Lage conquistou uma concessão de exploração de uma jazida de algamatolito, situada na cidade de Pará de Minas (MG). Em 1950, Lage fez sua mais importante aquisição: a compra das terras. Anos depois, em 1º de janeiro de 1958, se deu a constituição jurídica do empreendimento, que passou a se chamar Lamil Lage Minérios.

No início, a lavra de algamatolito era muito rudimentar e a produção inicial, em torno de 20 a 50 toneladas/mês, destinava-se, principalmente, à aplicação na indústria cerâmica. Com o passar do tempo, houve a construção do primeiro galpão e a aquisição de um moinho. “Era o meu pai que executava a lavra, junto com mais cinco funcionários, e comercializava o produto bruto em São Paulo e Rio de Janeiro. Depois, convidou seus dois irmãos (Osvaldo e Custódio Lage) para serem seus sócios. O esforço de João Lage estabeleceu uma identidade corporativa que até hoje acompanha a empresa. Prova disso é a sua constante evolução”, declara Sérgio Lage, diretor executivo.

Um grande salto de crescimento da empresa aconteceu na década de 70, quando a Lamil passou a contar com seis equipamentos de moagem. Nessa ocasião, 100% da sua produção era comercializada com produto beneficiado. “Nesse momento, a Lamil se aproximou mais do mercado com a contratação de profissionais que começaram a comercializar os produtos para vários segmentos de mercado, como tintas, borrachas, plásticos, celulose, defensivos agrícolas e detergentes em pó. Pouco tempo depois, na década de 80, saltamos de uma produção de mil toneladas/mês para cerca de 5 mil toneladas/mês de algamatolito beneficiado”, destaca o diretor executivo.

Foco em tintas
Novos investimentos começaram a ser concretizados na Lamil, entre os quais a aquisição de novas jazidas, com o objetivo de ampliar a reserva mineral. “Em 1996, realizamos investimentos em pesquisa mineral, adequações dos processos produtivos e de lavra, além da capacitação de técnicos e gestores. Nesse período, a empresa concentrou sua atuação no mercado de tintas, devido ao fato de o algamatolito ter uma performance muito adequada para a fabricação de tintas imobiliárias. Para isso, também estruturamos toda nossa área de atendimento aos clientes, controle de qualidade e desenvolvimento de produtos”, afirma Sérgio.

Atualmente a Lamil emprega 140 funcionários, tem duas jazidas em operação na cidade de Pará de Minas (MG) e outras três consideradas reservas estratégicas e localizadas nos municípios vizinhos. Hoje a empresa tem reservas minerais já mapeadas para os próximos 30 anos e continua investindo em pesquisa para ampliar ainda mais essas reservas, garantindo o abastecimento do mercado no longo prazo.

“Nesses 50 anos, a Lamil construiu e vem consolidando a cada dia a imagem de uma empresa confiável, que supera todos os obstáculos e se posiciona de forma estratégica frente aos desafios. Prova dessa credibilidade são os 330 clientes conquistados no decorrer dessa história”, orgulha-se Sérgio.

Comemoração
Para comemorar seus 50 anos, a Lamil está realizando algumas ações de marketing, como a mudança das embalagens e iniciativas que beneficiarão o ambiente e a comunidade de Pará de Minas. “A Lamil tem dois focos principais de atuação na comunidade em que está localizada. Por se tratar de uma empresa de mineração, existe uma preocupação muito grande com o ambiente, por isso, procuramos ir além das exigências legais impostas pelos órgãos fiscalizadores. Temos um viveiro de mudas próprias, que atende à demanda interna de vegetação das áreas de mineração e da área industrial e implantamos um programa de doação de mudas para a comunidade, escolas e prefeitura, além de campanhas educativas”, informa Sérgio.

Outra iniciativa é voltada à área cultural, por meio do Projeto Escambo Cultural, que consiste em promover uma semana de arte em cidades do centro-oeste de Minas Gerais. A proposta é promover uma troca de experiências culturais entre os municípios da região. “Durante a semana se desenvolve uma agenda de atividades, de segunda a domingo, com oficinas de artes, exposições de artes e artesanato, apresentações de teatro, música, dança e grupos folclóricos. O objetivo maior desse projeto é possibilitar intercâmbio e integração da produção artístico-cultural do centro-oeste de Minas e, com isso, motivar e promover a inserção de novos talentos, impulsionar os já existentes e a formar profissionais e público para as artes”, define Sérgio.

 
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