As embalagens de aço já têm quase 200 anos e a cada dia continuam mais atuais e eficazes, por causa de sua praticidade, segurança e baixo custo. Em diversos segmentos em que são utilizadas, essas embalagens são constantemente aprimoradas para oferecer ao consumidor final sempre as melhores opções.
Especificamente no mercado de tintas, as embalagens de lata de aço oferecem inúmeras vantagens, desde a facilidade de empilhamento, que proporciona melhor aproveitamento dos espaços de estoques, até melhor resistência, fundamental para o transporte em um País com dimensões como o Brasil; além de protegerem o produto armazenado, proporcionam segurança e inviolabilidade.
Outra questão que favorece ainda mais a utilização das latas de aço é a tinta base solvente, que não pode ser embaladas em outro tipo de embalagem. “A embalagem tem mantido sua hegemonia no mercado de tintas por ser resistente ao impacto, prática em seu manuseio, não inflamável e mais segura do que qualquer outro material. Além disso, a lata de aço resiste aos solventes e, no caso das tintas à base de água, possui uma proteção interna denominada epóxi uréico”, afirma Thaís Fagury, gerente executiva da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), criada em maio de 2003 para promover, valorizar e fortalecer a imagem da embalagem de aço e para dar suporte técnico e mercadológico a seus fabricantes.
As principais vantagens das latas de tinta são: maior resistência física no transporte; facilidade de distribuição; maior resistência no empilhamento; melhor qualidade de litografia; reciclagem como solução ambiental; resistência contra fogo; maior impermeabilidade; 100% reciclável e ecológica; e resistência a agitação na máquina tintométrica.
Antonio Carlos Teixeira Álvares, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Estamparia de Metais (Siniem), ressalta que o ponto forte da lata de aço é, sem dúvida, a sua resistência. “A lata é a embalagem mais resistente ao empilhamento, à armazenagem e ao transporte rodoviário por longas distâncias em estradas em más condições de conservação, como, no caso do Brasil. Esse atributo torna a lata de aço a embalagem mais adequada ao envase de produtos perigosos, pois atende às exigências da legislação”. A principal missão do Siniem é representar e defender os interesses legítimos das empresas associadas que utilizam o processo de estamparia de metais na produção.
Álvares também destaca a questão da lata de aço ser uma embalagem amiga da natureza. “Se for abandonada, no prazo de cinco anos se decompõe e se torna óxido de ferro, enriquecendo o solo. O material, quando reciclado, não se degrada durante o processo de reciclagem, quando se torna matéria-prima para uma nova lata, para uma porta de geladeira ou para um chassis de automóvel. Sob o aspecto comercial e de marketing, a lata de aço fortalece a visibilidade das marcas de tintas e sua litografia reproduz belos rótulos, que valorizam os atributos dos produtos e fornecem informações ao consumidor final.”
Mercado de tintas
As latas para tintas são padronizadas desde a década de 50 no que se refere aos volumes envasados de 18 litros; 3,6 litros e 0,9 litro. Nos últimos anos, todo o setor de produção de latas se mobilizou para atender às exigências da Resolução 420 da ANTT com o objetivo de homologar as embalagens de tintas com base solvente e garantir a segurança e o rastreamento para a cadeia produtiva de tintas e produtos químicos considerados perigosos.
Segundo o presidente do Siniem, mais de 90% do mercado de tintas utiliza embalagens metálicas constituídas por galões, latas e baldes de aço. “A embalagem de aço é a preferida do lojista por sua resistência ao empilhamento, segurança contra violação e facilidade de manuseio. Também para o consumidor a lata de aço garante qualidade e segurança.”
Outro dado interessante é que o mercado de latas de aço para tintas pode ser estimado em 20% do mercado global de latas de aço. Em termos de folha de aço para embalagens, equivale a 130 mil toneladas por ano, em um universo global de 650 mil toneladas. Em faturamento bruto (com impostos), as latas de aço para tintas devem movimentar aproximadamente R$ 1 bilhão por ano.
O mercado de latas de aço para tintas vem apresentando boa evolução de vendas e, em recente pesquisa do Siniem, apontou crescimento de 7,5% em 2008. “Esse dado era esperado, uma vez que o aquecimento do setor da construção civil, devido ao incentivo ao crédito imobiliário e aos programas de financiamento de materiais de construção, aliado à elevação da renda das classes populares, vem determinando o incremento dos negócios em toda a cadeia produtiva de tintas”, informa Álvares.
Mercado do aço em 2008
O preço do aço registrou aumento expressivo no mercado internacional diante do aquecimento da demanda por parte da China. É, portanto, um fenômeno indesejável, porém inevitável. “No Brasil, a folha de aço (folha-de-flandres e cromada) para embalagem é fornecida pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que tem capacidade de produção de 1 milhão de toneladas por ano, bem acima do mercado brasileiro de latas, que movimenta aproximadamente 650 mil toneladas. Para atender ao mercado interno, com diversos tipos de aço (não apenas para latas), a CSN tem reduzido suas exportações”, esclarece o presidente do SINIEM.
No que diz respeito a possíveis desabastecimentos da matéria-prima para 2008, Álvares afirma que do ponto de vista da capacidade produtiva da CSN não existe possibilidade de desabastecimento, a não ser por força de algum fator acidental, completamente inesperado. “O único risco concreto seria a CSN se desinteressar de produzir folhas de aço para embalagens em função do preço e, conseqüentemente, dirigir parte da sua produção para outros setores, como automobilístico, linha branca, construção civil. Como a CSN vem anunciando constantes aumentos no preço da folha de aço para embalagens, essa probabilidade não se mostra consistente.”
Também o mercado de tintas deverá manter a mesma tendência de crescimento. “Acredito que crescerá na ordem de 7,5% ao ano; e o setor de latas irá acompanhar esse movimento, pois além da capacidade de produção, entrega um produto ecologicamente correto, de consumo seguro, uma embalagem nobre que faz jus às belas litografias criadas para a indústria de tintas imobiliárias”, enfatiza Álvares.
Degradação das embalagens
A Abeaço e o Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) realizam o projeto “Degradação de Embalagem no Meio Ambiente”, no qual a CSN investiu, beneficiando toda a cadeia. O objetivo principal do projeto é estimar o tempo médio de degradação de determinadas embalagens dispostas em atmosferas industrial, marinha, enterradas no solo ou imersas no rio por um período máximo de oito anos. “Sentimos a necessidade de fazer um trabalho de degradação, pois não tínhamos nenhum estudo nacional que mostrasse o tempo de degradação das embalagens, principalmente, as metálicas, plásticas e de alumínio”, explica Thaís.
“O início do projeto foi em 2002, com duração prevista para cinco anos na primeira fase, pois vamos ter uma segunda fase que se estenderá até 2010, com possibilidade de ir até 2011. O projeto consistiu apenas em embalagens de alimentos, mas para a segunda fase vamos atingir outros segmentos, como o químico, com embalagens de tintas, solventes, entre outros”, revela Thaís, acrescentando que o prazo se estendeu por uma embalagem ter sofrido o processo de degradação mais rápido do que outra.
Entre as embalagens que fazem parte do estudo estão latas de aço, latas de alumínio, saco plástico, embalagem cartonada e garrafa PET. “Essas embalagens foram retiradas uma vez por ano para que fossem avaliadas a situação de cada uma em ambiente real, como se tivessem sido realmente descartadas.
O Cetea teve como função acompanhar a evolução da degradação das embalagens de forma qualitativa, apenas visual e com registro fotográfico, não sendo aplicada nenhuma metodologia quantitativa, além de acompanhar o registro de determinados parâmetros ambientais ao longo do estudo.
Apesar de não ter sido finalizado ainda, o estudo aponta que o aço se degrada em curto período, retornando como óxido de ferro para a natureza. “Esse foi nosso primeiro parâmetro; realmente o aço é o que se degrada com mais facilidade. Outras embalagens, como as plásticas e o alumínio, continuaram intactas em qualquer um dos ambientes expostos”, conclui a gerente executiva da Abeaço.
Ainda segundo Thaís, em breve teremos uma legislação que exigirá a utilização de embalagens amigas da natureza. “De acordo com diversas reuniões com a Secretaria do Meio Ambiente, tudo indica que as empresas que usarem embalagens menos agressivas ao ambiente serão beneficiadas de alguma forma, como, por exemplo, na redução de impostos. E com certeza, num futuro próximo, a cadeia de embalagem vai ser cobrada por isso e também pela questão da reciclagem. Esse estudo comprova que a embalagem de aço apresenta menos risco ao ambiente.”
Vantagens sustentáveis
Segundo dados da Abeaço, para o ambiente, a lata de aço sai na frente das outras embalagens já que é 100% reciclável e totalmente degradável. A reciclagem do aço também é responsável por um considerável volume de economia de energia. A cada 75 embalagens de aço recicladas, uma árvore é salva; e a cada cem embalagens de aço recicladas, poupa-se o equivalente a uma lâmpada de 60W acesa por uma hora.
A lata de aço é considerada sustentável por ser reciclável e reutilizável. Trabalha constantemente a redução nos níveis de dióxido de carbono no processo de fabricação e a maximização do índice de reciclagem; limita o uso de combustíveis fósseis e ainda avança tecnologicamente na redução do peso da lata para que se gere menos resíduos pós-consumo.
Em 2007, segundo Thaís, 49% da produção total de latas foi reciclada, ou cerca de 280 mil toneladas. “Estamos preparando uma parceria com uma grande varejista, com pontos-de-venda em quase todos os estados do Brasil, para impulsionar a coleta. As pessoas que devolverem suas latas usadas ganharão descontos em futuras compras, ou seja, vamos incentivar a reciclagem no PDV (ponto-de-venda). Vamos colocar pontos de coleta nas lojas de artigos para construção e também em supermercados, porque os maiores consumidores de embalagens de aço são as indústrias de alimentos e tintas."
As latas de tintas serão inicialmente coletadas apenas em São Paulo, enquanto as de alimentos devem ser recolhidas no Brasil inteiro por meio da parceria com a grande rede varejista. A coleta de latas de tintas deve ser expandida para as regiões Nordeste e o Centro-Oeste no segundo semestre. “Com todos esses projetos, a expectativa da Abeaço é que 55% da produção de latas de aço este ano seja reciclada, o que representaria 320 mil toneladas. Apesar do crescimento do percentual reciclado, o Brasil ainda está muito abaixo de países europeus, como a Bélgica, onde 90% do que é produzido é reciclado, ou França, com índice de cerca de 70%”, informa Thaís, acrescentando que ainda não foram definidos quais tipos de desconto serão dados aos consumidores que entregarem as latas usadas.
A gerente executiva da Abeaço também conta que outra bandeira da entidade é valorizar a tonelada do aço usado, que varia de cidade para cidade – em São Paulo custa R$ 0,40 o quilo. "Vamos trabalhar para aumentar o preço. Pretendemos alavancar os índices. Hoje a sucata é muito desvalorizada no Brasil. O valor é cerca de quatro vezes menor do que em outros países. A meta da Abeaço é conseguir um reajuste de pelo menos 20% nos preços atuais.
Produtos disponíveis no mercado
Aro
- Lata de 18 litros, 9 litros e 5 litros
- Lata galão 3,6 litros e 2,4 litros
- Lata 1/4 galão (0,9l) - a partir de 2009, as latas de 1/4 de galão e galão serão produzidas em aço expandido e serão estocadas de forma sobrepostas, com encaixe para sobreposição. Nas latas de 1/4 de galão e galão, a empresa dispõe de tampas para mix color.
- Lata 1/16 galão (0,225l)
Brasilata
- Mix Biplus - pequena lata de 300 ml com diâmetro de 73mm para teste de cores exclusivas, preparadas na revenda de tintas, com tampa plástica transparente de ajuste perfeito no anel da lata.
- SuperBiplus - disponível nos diâmetros 105mm (quartinho), 165mm (galão) e 18 litros, com batoque plástico reforçado ajustado na tampa Plus.
- Linha Plus Nova Geração - o fechamento Plus Nova Geração é um aperfeiçoamento do sistema de fechamento Plus para latas de aço. A tampa ganhou um reforço na sua parte superior (chapéu) e traz instruções mais claras, com ilustração passo a passo orientando o fechamento correto da lata.
- Balde Biplus - embalagem robusta, que ajusta, de forma perfeita, o perfil da tampa mais espessa do balde ao sistema Biplus, unindo a proteção do aço com a flexibilidade do batoque plástico, além de proporcionar mais facilidade na dosagem de pigmentos e concentrados.
- Balde UN com Tampa Removível - para 18 e 20 litros, destina-se aos produtos considerados perigosos, como solventes, colas, adesivos, produtos agrícolas, vernizes e outros itens; traz vantagens para as indústrias de produtos químicos face à Resolução 420 da ANTT.
CMP
- 1/4 Galão
- Galão 3,6 litros - com sistema de fechamento “Tampa Forte”, com resistência a quedas e a tombamentos, além de resistir a pressões muito maiores que o sistema convencional americano.
- Lata 18 litros, 5 litros, 1/16, 1/8, 900 ml para solventes e 500ml para solventes
- Galão Fácil, para envase de massas e texturas. Esse sistema possibilita o total aproveitamento do produto pelo consumidor final bem como oferece grande comodidade à indústria no momento do envase. O sistema ainda disponibiliza uma condição diferenciada de empilhamento, com o sistema de encaixe, uma embalagem sobre a outra.
- Lata Dosadora para Massas Automotivas - atende oficinas que necessitam aplicar corretamente a massa catalisada na mesma proporção sem desperdício e na quantidade exata.
Cerviflan
- Baldes Cônicos e Paralelos;
- Lata de 18 litros - empilhável
- Lata de 1/1 galão - sistema neck-in (empilhável) e sistema de fechamento Treck System, que aumenta a seguranção no fechamento das embalagens
- Lata de 1/4 galão - sistema neck-in (Empilhável) e sistema de fechamento Treck System, que aumenta a seguranção no fechamento das embalagens
- Lata de 1/16 galão;
- Aerossóis com diâmetro 53 mm, 57 mm e 65 mm (com tubo de aerossol de 300mm de altura)
- Latas de 1/1 galão e 1/4 galão - sem anel, utilizadas nas latas de massa corrida, massa acrílica e texturas.
Greif
- Tambores de 50 a 230 litros de tampa fixa
- Tambores TR (tampa removível) de 200 e 210 litros - para o transporte de produtos perigosos líquidos
- Tambores TR de 50 e 100 litros - para o envase de produtos líquidos
- Baldes metálicos litografados em folha-de-flandres - com o objetivo de atender os setores de tintas industriais, automobilísticas, gráficas e de tintas imobiliárias.
Metalbasa
- Metalclean - garantia de uma embalagem com total assepsia interna; embalagem especial (ensacamento com embalagens plásticas); logística diferenciada (caminhões fechados - baús).
- Tambores homologados para produtos perigosos - composição de aço mais racionalizada (menor custo).
- Genéricos - fornecimento just in time; menor lead time do mercado; assistência técnica garantida pelo PIT
Metalgráfica Renner
- Lata de 18 litros UN - para transporte de produtos perigosos, que atende a resolução 420 da ANTT- Agência Nacional de Transporte de Produtos Terrestres. Para sua produção, foi utilizada uma folha de espessura maior, além de um processo de recravação especial de alta resistência.
Raft Embalagens
- Tambores com capacidades de 50 a 230 litros.
- Baldes metálicos, com capacidade de 15 a 25 litros, tampa fixa e tampa removível, com e sem revestimento interno.
Tamborline
- Tambores metálicos de tampa removível (refabricados) e de tampa fixa (recondicionados) - ambos de 200 litros e IBCS de 1.000 litros.
Trivisan
- Cera Estampada (200g)
- Massa e Cola Plástica (400g, 500g, 800g e 1000g)
- Cera Poliéster (diversos)
- Catalisador (100 ml e 150 ml)
- ¼ galão (400 ml, 800 ml, 900 ml e 1000 ml)
- Cera poliéster Aro New (diversos)
- Lata (18 litros e 10 litros)
- Galão (3,6 litros)
- ¼ Galão (900 ml)
- 1/16 Galão (225 ml)
- 1/32 Galão (125 ml)
- Cera Pasta (375g)
- Litro (1 litro) |