Os primeiros meses de 2008 confirmam a tendência de ótimo desempenho das vendas de tintas, iniciada em 2007. Segundo dados coletados pela Abrafati (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), as vendas cresceram entre 7% e 10% este ano, quando comparadas com o início do ano anterior.
O grande destaque são os sucessivos recordes de produção e vendas da indústria automotiva, que garantem mais mercado para as tintas automotivas originais. Em 2008, o aumento das vendas de veículos no mercado interno está sendo o motor desse crescimento, uma vez que as exportações apresentam pequeno declínio. Depois de uma expansão de 14% em 2007, as vendas de tintas automotivas originais devem se manter em ritmo forte, com índice de crescimento superior a 10%. As tintas de repintura automotiva, tintas para autopeças e plásticos também se beneficiam desse momento positivo da indústria automobilística.
“Pela primeira vez em muitos anos, as vendas de tintas estão mantendo um ritmo sustentado de crescimento, acima do PIB. Os fatores que levam a esse bom desempenho são estruturais, não conjunturais, o que nos anima a prever que a demanda continuará firme e teremos bons resultados por vários anos seguidos”, analisa Fernando Val y Val Peres, presidente do conselho diretivo da Abrafati.
Com um faturamento global de 58 bilhões de euros, a BASF atua no Brasil com toda a linha de produtos automotivos, ou seja, KTL, primers, bases coloridas e vernizes, além dos produtos complementares utilizados pelas OEMs. Do ponto de vista ecológico, os produtos da BASF já não levam metais pesados em suas formulações, considerados perigosos ao ambiente. “A BASF também oferece ao mercado produtos com menor quantidade de solventes orgânicos, como a linha base água, que reduz drasticamente a emissão dos compostos orgânicos voláteis”, destaca Nilo Martire Neto, gerente do laboratório de desenvolvimento de tintas automotivas. Há também a linha de materiais de menor temperatura de cura e os sistemas integrados, que reduzem as etapas de pintura, com menor utilização de energia e emissão de gás carbônico.
Segundo Martire, os avanços no desenvolvimento de produtos para a produção de tintas automotivas foram os base coats a base de água, no KTL da família Cathoguard 500 e no sistema integrado EP II, que dispensa o uso de primer surfacer.
Na tentativa de assegurar um padrão de cores em seus produtos, há dois anos a BASF investiu em um centro de aplicação que reproduz, com equipamentos de pintura similares aos de seus clientes, as condições de linha, reduzindo variáveis na pintura que podem afetar a tonalidade e o bom desempenho da tinta.
No Brasil, já há muitos anos a cor mais comercializada é a prata. Martire acredita que essa cor deve permanecer como a mais vendida, porém, nos próximos anos, a tendência é de que haja redução dessa preferência por causa de uma maior procura por cores metálicas com tons esverdeados ou azulados. |