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Brasil, 21 de Novembro de 2008 Busca por notícias:
 
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Para Lanxess, emergentes compensam recuo dos EUA
 

Com o preço do petróleo nas alturas e os custos crescentes de energia, era natural supor que 2007 fosse um ano bastante ruim para a indústria química. Mas não foi o que aconteceu: as economias cresceram o suficiente para permitir que esses custos fossem absorvidos - ou passados adiante - sem grandes transtornos, permitindo as empresas manter mais um ano de crescimento.

Para 2008, diante do risco de os Estados Unidos entrarem em recessão, a indústria química não parece tão preocupada. "A perspectiva para o ano é que países como Brasil, Rússia, Índia e China têm potencial para compensar uma eventual desaceleração da economia americana", disse o presidente mundial da Lanxess, Axel Heitmann. "Estou otimista com o setor químico em 2008 e particularmente otimista com o desempenho da Lanxess", afirmou Heitmann.

A empresa foi criada em 2005 com a união dos ativos químicos e um terço de polímeros da Bayer, quando o petróleo custava apenas US$ 30. Havia gente que avaliava, à época, que a empresa-mãe havia decidido se livrar daqueles ativos pouco dinâmicos. Depois do fechamento de fábricas e a venda de negócios menos lucrativos, a Lanxess se ajustou e voltou mostrar força.

A despeito dos grandes desafios na administração de custos, a companhia cumpriu, dias antes do Natal de 2007, uma etapa importante do planejamento estratégico: a compra do controle da brasileira Petroflex, a maior fabricante de borracha sintética da América Latina, por R$ 526,7 milhões.

A Lanxess, que faturou quase Euros 7 bilhões em 2006, vem aumentando sua presença nos países emergentes, reduzindo a proporção das vendas em economias, como as dos EUA (menos de 25%) ou a européia (33%, excluindo a Alemanha). A Ásia dobrou sua participação nas vendas de 4,5% para 9% em três anos. "A compra da Petroflex aumentará ainda mais a participação da Lanxess nos mercados emergentes", afirmou. Apenas no Brasil, a empresa irá quadruplicar suas vendas, para mais de R$ 1,7 bilhão.

A Lanxess é a líder mundial na fabricação de borracha sintética e a aquisição lhe deu maior distância das rivais, como a chinesa Sinopec e a americana Goodyear. "A Petroflex está muito bem posicionada, tem produtos, fábricas e clientes", afirmou o executivo. Ele explicou que a compra, que abre espaço para a Lanxess produzir borracha localmente, se encaixa na estratégia global. "Não queremos crescer apenas por si só, mas crescer com lucratividade. "Fabricantes de pneus, grandes clientes da borracha da Lanxess, realocaram dos Estados Unidos para o Brasil suas fábricas, investindo cerca de US$ 1 bilhão nos últimos anos. "Essa mudança ocorreu por duas razões principais, o potencial de crescimento desta região e os custos de produção", afirmou o executivo.

O mercado brasileiro de borracha sintética, diz Heitmann, cresce a uma taxa de 7%, acima dos 4% da média mundial. Em paralelo à integração da Petroflex à plataforma global, processo a ser realizado ao longo do ano, a Lanxess continuará avaliando oportunidades para que esse segmento da indústria, ainda fragmentado, se consolide mesmo diante da ameaça de grandes fabricantes oriundos da Ásia. "Nosso foco é o segmento de produtos premium", explica. Por conta disso, a Lanxess irá introduzir no Brasil por meio de suas operações recém-adquiridas uma nova geração de produtos que permite menos consumo e mais segurança aos pneus. "Queremos ficar um passo adiante dos outros produtores de borracha", completou Hetmann. (Fonte: Valor Economico)

 
 
Data da Publicação: 14/01/2008
 
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