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Empresários do setor de embalagens de aço criam a Prolata
Com investimento inicial de R$ 1 milhão de reais e a participação de empresas do setor de embalagem de aço, foi criada oficialmente, a Associação Prolata Reciclagem, instituição sem fins lucrativos que visa reciclar embalagens de aço pós-consumo. O espaço terá capacidade para receber diariamente até 20 toneladas de embalagens vazias, que serão classificadas, prensadas e enviadas para siderúrgicas transformarem o material em novas chapas metálicas para reutilização.
De acordo com o presidente recém-eleito, Fernando Mourão, diretor da Abeaço (Associação Brasileira de Embalagem de Aço), a instituição será a primeira no Brasil a trabalhar formalmente dentro das normas da PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos - promulgada recentemente pelo governo federal. “A ideia da Prolata é conscientizar a população sobre reciclagem de embalagens de aço pós-consumo e estimular a coleta seletiva”, explica Mourão.
O aporte inicial foi feito por 15 empresas afiliadas à Abeaço que, como Associada Honorária, ajudará, com sua experiência, no desenvolvimento das atividades da Prolata. “A nova entidade atuará principalmente na formação gratuita de pessoas para a coleta, separação, embalagem e transporte de sucata de aço e na consultoria, também sem ônus, a associações e cooperativas para a implantação e operação de centros de reciclagem de materiais de aço”, diz Thais Fagury, gerente executiva da Abeaço.
Prevista para estar em pleno funcionamento no primeiro trimestre de 2012, a Prolata ocupará uma área de quase 1.000m² na Zona Oeste ou na Zona Sul de São Paulo. “Os terrenos ainda estão em avaliação”, conta Mourão. A unidade será equipada com eletroímãs, esteiras de classificação, balança eletrônica e prensa hidráulica de alta capacidade. As embalagens serão pagas diretamente ao consumidor ou às cooperativas de catadores, hotéis, restaurantes, lojas, condomínios e clubes, ou qualquer outro interessado que levar o material até a Prolata. O preço de aquisição da sucata de aço será definido com base no preço geral de mercado vigente à época da abertura da associação e provavelmente será fixo por período.
Os centros de reciclagem poderão ser criados em qualquer cidade brasileira e serão autossuficientes, ou seja, as fontes de recursos para a manutenção serão obtidas com a venda dos materiais reciclados e atividades desenvolvidas junto à população. Todos serão vinculados à siderúrgica que garantirá a compra do material.
Empresas fundadoras da Associação Prolata Reciclagem:
- Aro Exportação e Importação Indústria Comércio LTDA
- Brasilata Embalagens Metálicas S.A.
- Cerviflan Indústria e Comércio LTDA
- Companhia Metalgraphica Paulista
- Companhia Metalúrgica Prada
- JBS
- Litografia Valença LTDA
- Metalgráfica Iguaçú S.A.
- Metalúrgica Mococa S.A.
- Módulo Embalagens Indústria e Comércio LTDA
- Novalata Beneficiamento e Comércio LTDA
- Renner Hermann S.A.
- Rimet
- Silgam White Cap do Brasil LTDA
- Rojek







